Um Estranho Impar Poesia

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VENTOS BLEUS
Depois de danificarmos o presente destruindo
onde estávamos e azedando o mel do glorioso
futuro, todavia trilhando os sonhos do nosso ego...
Estamos indo por um caminho de rumos
chafurdados ao nada onde as nossas passadas
são apenas centelhas de invisíveis coragens.
Somos andarilho dos nossos sonhos viajando
o tempo todo para moldar os passos do futuro
almejamos realçar as pegadas da nossa
entidade e mesmo assim, não deixamos
marcas para voltar ao passado, e nem poderia
voltar pois lá, não existe nada que possa
amparar-nos no futuro. Lá no passado,
não deixamos nada para nos suprir o presente.
Acobertado pelo frio da indecisão e medo... E
agarrados aos laços da esperança, infectamos
o passado e por isso, não temos como voltar.
Não temos nada aqui, não tínhamos nada, lá...
Nada existe lá, e quando chegarmos aonde
pensamos que estamos indo, iremos perceber
que estamos no mesmo lugar e no mesmo nível
do passado. Passado do qual, não trocemos nada,
da mesma forma que não levaremos nada do
presente, pois não estamos indo para lugar nem
um, exceto pelo fato de irmos para o mesmo
ponto de onde viemos... Ponto zero, onde
nada éramos. Não levaremos nada,não adquirimos
nada mais do que consciência e sentimentos...
Todavia navegamos por caminhos de sonho
e flutuamos agarrados aos cabelos blues, da
nossa fé.
Antonio Montes

Inserida por Amontesfnunes

A doce descoberta do amor

Na primavera a flor e o beija-flor
Assim se conectam duas vidas
Apaixonando-se com um objetivo
E gerando o primeiro amor

Assim é o começo do juvenil vigor
Da cabeça enlouquecida
Da falta de um sentido
Dos planos de vida com mais sensível fervor

Ah, o doce primeiro amor
Não é difícil ficar intrigado
Com a insensatez juvenil
Ver num adolescente um coração incrivelmente perturbado

Fazem de uma simples boa impressão
Ardor e emoção
Vida e sentimento
Da vida uma possível degradação

Acreditemos no juvenil coração
Olhá-los com muita leveza
Ajudando por dar-lhe muito ouvido
Cuidar deles com muita destreza

Inserida por Poetaantonioferreira

Qual o valor da amizade? Nenhum!
Pois amigo não tem preço, não tem medida, não nem tamanho. Amizade é algo valioso, pois, se acabam tudo, entretanto não se acaba a amizade. Quando todos viram as costas o primeiro a olhar te é o amigo(a). Quando não tens o que comer, o primeiro a dividir o pão é o amigo. Quando as vestes estão rasgadas o primeiro a vestir-lhe é o amigo. Amor nasce através da amizade. Todo laço se cria através da amizade. Famílias se constituem através da amizade. Aquele que abre a boca e diz que não tem amigos é porque jamais amou. Nações se criaram através da amizade.
Bom logo terá pessoas lendo e dizendo: Mais que tolo por defender a amizade assim. Amizade não durá. Se fosse assim ainda teria meu amigo que faleceu. Entre tantas outras coisa que se possa pensar, para esses eu respondo: Amigos verdadeiros não se acham fácil. Se um amigo verdadeiro morre, então, honre sua memória com as lembranças dele que tens. Se sua amiga de infância terminou com você, então, ela jamais foi sua amiga.
Amigos são pessoas especiais que Deus coloca nas nossas vidas , pois, sabe mesmo que vier a distancia, a doença, a morte, nada vai arranca-los de nossos corações. Um amigo se torna pai, mãe, filho(a), irmão(a), esposo(a), um amigo se torna um anjo, um porto seguro, onde podemos saber que independente de com o estamos, sempre poderemos contar com ele.
Bom eu sei que sempre tive amigos, pessoas que pude contar e sempre poderão contar comigo. Maior forma de amar as pessoas é dando primeiramente a minha amizade, Cada pessoa que lê essa mensagem peço que reflita e se possível compartilhe para aqueles anjos em suas vidas que são seus amigos.A cada letra que escrevo ponho um pouco do amor que tenho por todos aqueles que fazem parte do meu coração, aqueles que eu sinto orgulho e honrado de chamar de meu amigo. Gratos a todos esses anjos que Deus colocou em minha vida. Por que um homem sem amigo é um ser solitário.

Há pessoas que recebe muito e não tem nada, já há pessoas que recebe nada e tem tudo. Isto depende da reflexão e da interpretação da própria pessoa.
O nada se torna tudo- o nada se torna eterno- o nada é para sempre...
Neste momento, olho para minha mão fechada como a um botão de flor, de repente se abrindo...reluzente, como pétalas multicores brilhantes, fluorescentes, lindas, esplendida magnificas...de beleza jamais vista de encher os olhos e deixar a pessoa pasma.
De um aroma tão leve e suave que parece que a pessoa está transcendendo para outra dimensão.
Este é um presente eterno que lhe ofereço, um presente que jamais recebeu receberá de alguém- ele é eterno, jamais murchará o tempo nunca passará para ele, ele estará para sempre guardado em sua mente e jamais perderá ele- toda vez que quiser lá estará ele é só uma questão de reflexão ...
Onde o nada é tudo e eterno...

Inserida por ValdeciVicente

TODO À-TOA

Entoa gente boa, entoa...
Entoa essa noite de gala
essa fala, essa empala que embala
essa marcha que resvala
pela rua, pela vida!
Essa cara deslavada pela praça...
Pelas calçadas bombardeadas
por essa cachaça pervertida
ou... Essas flores tão queridas!

Entoa gente boa, entoa...
Entoa com o vento na proa,
por esses cais por esses ais,
por esses menos que passam,
a serem mais...
E atracam a sua canoa e enjoa.

Entoa gente boa, entoa...
Entoa como se fossem broa,
na bruaca, na casaca...
Por esse neblina essa garoa
por esse grito bendito!
Por esses aerográficos oficio
por essa palavra que encantoa
ou por essa voz que desentoa.

Entoa gente boa, entoa
a toada do palco e da taboa,
entoa... Esse entoa todo à-toa.
Antonio Montes

Inserida por Amontesfnunes

SONETO NA MADRUGADA

No cerrado, numa certa madrugada
Sem saber se parava ou caminhava
Se me desiludia ou se me encantava
Só sabia que a quimera estava calada

Aí, a aflição que a saudade recordava
Num céu desmarcado e de mão dada
Com a solidão, ali tinha hora marcada
E o silêncio então, comigo devaneava

Ouvi o vento na janela dando pancada
Ansiando entrar, e então, assim ficava
Repetindo num bate e bate a chamada

E a madrugada que o sono desprezava
Grafava dor, aperto, lágrima derramada
Num soneto, no qual, só suspiro coava

© Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
2017, 17/05, 04'35"
Cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

Verão no Claridge
(Victor Bhering Drummond)

Caminhando à beira d’água
Percebi que minha imagem
Era apenas um mero e efêmero reflexo
Preciso sim, olhar mais para dentro de mim
Para viajar rumo à descobertas menos superficiais;
E do lado de fora havia tanto a me fazer bem;
O azul do céu,
O próprio verde da água que não era um espelho, mas um poço de relaxamento
As histórias dos edifícios
E as estórias que meus passos deixarão
Com a alegria do meu samba e o drama do meu tango.
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#samba #victordrummond #drummond #marketingdigital

Inserida por victordrummond

CERRADO PÁLIDO

Cerrado pálido, em meu poetar
Vem, e com mais cor, por favor
Esconder o sufocante amargor
Porque desbotou o meu versar

Aí, o meu pobre senso criador
Cuida que é menos o tal pesar
Por estar tão pouco a celebrar
A emoção, vida, sangue, calor

Pois... livre é o teu vento a chiar
D'alma o pensamento quer amor
E o aflitivo peito, só quer chorar

Que há de agora, aí, dizer o autor
Pendente na dor e, chora o olhar
Se do zelo só queria ser um valedor

© Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
2017, abril, 05'30"
Cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

ESCURO DA SOLIDÃO

O lobo no lodo, escorregou...
Bateu a munheca na pedra
o cotovelo desmunhecou...
Desmanchou-se, do mesmo medo
que seu pelo amaciou.

Alua chorou pelo lobo...
E o lobo, no morro, urrou
deslumbrou com a velha noite...
sentiu o açoite dos ventos
depois com seus sentimentos
o velho lobo lacrimejou.

Se quer chorar, então chore,
chore por esse escuro de solidão...
Verta água, molhe e se molhe,
ensope esse peito, de infinita paixão.
Antonio Montes

Inserida por Amontesfnunes

VELHO VINHO

Afaste de mim, esse vinho, esse sangue
esse cálice cheio de demência...
Essa flecha gananciosa, essa brecha aberta
sem sol, esse falso blue, esses fanks gêmeos
... Essa terra vendida, a burrice do milênio!
Afaste de mim, esse véu vermelho de Venus.
Afaste de mim, esse lixo com lagrimas...
Essas lagrimas gagas, esse zoom da esperança
essa fé viciada, afaste de mim esse elo, essa
corda, esse olhar sem rumo, esse nó que nos incomoda...
O fogo sobre esse verde, a velha
poluição a falta d'água, essa sede, a pedra
cega... Desse duro coração.
Afaste de mim, esse vão troglodita, essa dita
editada, o sonho do sonho, essa emenda
assassina, essa sina esfarrapada! Afaste de
mim... O mundo que se diz mundo, no mundo
mudo dos rumos, mudando p'ros mundos
sem fundos, afaste de mim, esse time sem jogo,
esse rogo em desuso, esse fuso sem pena, essas
crenças homogêneas com a prensa que não pensa.
Afaste de mim, esse fim sem começo, o inicio
sem preço, esse meio sem pago, esse pago sem
endereço... Afaste de mim, tudo aquilo que eu
caduco esse trilho maluco essa dor que eu padeço.
Antonio Montes

Inserida por Amontesfnunes

E que mal há?
Em querer os mesmos abraços
E ser você os meus passos
Onde eu quero chegar
E que mal pode haver?
Em não aceitar pedaços
Querer estar em seus laços
Inteira pra você.

Inserida por pri_vallone

Aquela esquina
(Victor Bhering Drummond)

Dobrei aquela esquina
Deixando pra trás todos aqueles
Que não souberam fazer poesias
Que não entenderam o que é sorrir pra simplicidade
Encontrei telas em branco esperando retratos de uma nova vida,
De novos sonhos,
De quimeras que deixem as ruelas,
E as ruas de meus livros mais calmas
E repletas de flores e lindas melodias.
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Inserida por victordrummond

RESSUSCITO

Alua, caiu n'água...
Caiu n'água, abraçou seu corpo
e refletiu a silueta da sua aventura,
para minha trepida vontade...
E eu... Eu fiquei tenso, ao ver, a lua e a água
envolvendo os tic's tac's da minha felicidade.

Diante do fulgor da sua chama
fiquei sem fala, pasmei...
Rodopiei sob a minha centelha,
e nos relâmpagos do meu tremor...
O meu corpo em tempestade, trovejou,
e o meu sangue ferveu,
enquanto meu eco de voz gogo...
Gaguejou sob os timbres da volúpia
envolvendo ali, você e eu.

Encantado me queimei,
emaranhado nos laços dos meus sonhos...
Vaguei pelos trancos do seu labirinto
foi quando, acordei sob o escuro da minha noite...
Ressuscitando as palavras, do meu pensamento
e a, desenvoltura d'aquele sentimento escrito.

Antonio Montes

Inserida por Amontesfnunes

NO ASFALTO

Morre no asfalto...
Anta, lobo e gato
onça, bode e sapo
galinha, galo e galo.

Morre...
O cachorro e o dono do pato
a mala o cadeado o saco
morre, jegue, cavalo e gado
jacaré cobra e cagado...
Gente boa e os safados.

Morre no asfalto...
Alegria, dia e noite
sedo meio dia e tarde
tino, sino e badalo.

Morre...
A felicidade, verdade e gabo
montante de hoje e ontem
noite horizonte e fado,
a ponte para o futuro...
A flecha atirada ao monte.


Morre no asfalto...
Combustível, fumaça, embalo
lembrança distancia malho...
Todo tipo de aero tipo
toda grife, todo ralo.

Morre no asfalto...
Toda cor e todos embalos
ritmos, som e seus estalos
todo peso e todo fardo,
as sentenças com seus mandos...
E os encargos com seus horários.

Morre no asfalto,
todas as falas
e todos tiks dos gagos...
Silencio e afretamento
sonho de fé e plano,
e os segredos de fulano.

Morre no asfalto...
O homem a mulher o prado,
e o ritmo do velho diabo.
Antonio Montes

Inserida por Amontesfnunes

PEDRAS DO MUNDO

Tantas pedras nesse mundo...
Assim, velho insano, fundo
que nem sei, qual pedra minha
que um dia me apedrejou...
O que sei, é que nasci
do outro lado do mundo
d'onde nasceu o senhor.

Quando criança fui rei
vagabundo e tempestade
hoje sigo esse endereço
onde na esperança padeço
e adormeço na saudade.

Tantas pedras nesse mundo...
Sobrou para mim pedregulhos
trincados pelos entulhos,
que o mundo, proporcionou...
Ando atrás da verdadeira
aquela pedra da pirambeira!
Que um dia rolou por amor.

A minha pedra é de barro,
assim como foi Adão
deixado no jardim do éden
para cumprir a paixão...
Mas seu amor serpenteou
e ainda deitou-o pelo chão...

A pedra atirada ao vento,
nunca foi a protetora
como a pedra das oliveiras
ou as pedras da manjedoura...
Pirâmides, castelos e totens
os bustos da ilha de páscoa
e os monumento de Stonehenge.

Tantas pedra por ai,
no caminho do poeta
eu só quero a minha pedra
que seja dura... Mas seja a certa.

Antonio Montes

Inserida por Amontesfnunes

Passos e passeios
(Victor Bhering Drummond)

Quando a caminhada é feita sob a sombra
Ou sob a luz do luar;
Quando ao invés de contar os passos
Você admira os edifícios, suas formas,
Suas histórias;
Quando ao invés de reclamar do calor
Você contempla o azul do céu,
O revoar dos pássaros.
E se ao invés de medir as distâncias,
Você aprende o valor de uma praça civilizadamente compartilhada com os
Transeuntes, os turistas, moradores e seus sonhos,
A jornada fica muito mais leve, divertida e poética.
Principalmente se foi feito o convite para alguém que aprendeu a enxergar a vida do mesmo modo que seus versos.
(Sob intenso verão de Buenos Aires, 2017/2018)
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Inserida por victordrummond

Uma amplidão de anil

Contemplo seu corpo celestial
Contorno com meus dedos cada risca
Cada linha e traço de sua colossal formosura
Como há de a ver algo tão belo?

Oh..meu céu cheio de graça
Me dê nem que seja um pouco dessa sua beleza

Resplandece sua imponência
Recebo no meu olhar seu infinito anil
Reconheço ao te contemplar minha insignificância
Rogo-lhe

Oh..meu céu cheio de graça
Me dê nem que seja um pouco dessa sua grandeza

Inserida por Eloadara17

Não perca tempo pensando em se dar bem na vida... Viva!
Não perca tempo pensando em fazer o bem... Faça!
Não pense no amor, não pense em amar... Ame!

Inserida por Briguilino

Obrigado, Senhor...!!!
(Nilo Ribeiro)

Obrigado, Senhor...!!!
pela natureza tão bela,
a mesma que vejo pela janela
de encantamento tão fascinante
que me faz anão diante do gigante

Obrigado, Senhor...!!!
por tantas obras de arte
que admiramos por toda parte,
o crepúsculo do entardecer,
a alvorada no amanhecer

Obrigado, Senhor...!!!
pela luz solar,
pelo romântico luar,
pela terra e sua história,
pelo universo e sua glória

Obrigado, Senhor...!!!
pelo mistério da concepção,
pelo fenômeno da reprodução,
pela alegria de um nascimento,
pela vida em movimento

Obrigado, Senhor...!!!
pela existência dos pais,
pela Obra de amor,
pelos anjos da paz

Obrigado, Senhor...!!!
pela bênção que manifesta,
pela bênção de todo dia,
pela bênção ao poeta,
pela bênção à poesia...

Inserida por NILOCRIBEIRO

Estive pensando,
Como seria o mundo,
Da forma que imaginamos,
E sempre desejamos.

Sonhos possíveis,
Sonhos realizados.

Tudo em tua perfeição,
Sem essa de traição,
O que seria ilusão?
Nada seria em vão.

Seriam histórias contadas,
Histórias sem fim!

Seriam amores correspondidos,
Sem sonhos interrompidos.

Bom seria o sol raiar,
Com o galo a cantar,
Sem nos preocupar,
Em sair para trabalhar.

Uma realidade tão diferente,
Na qual nos encontramos hoje,
Dia bons dias contentes,
Bons momentos para toda gente.

Ah triste realidade que o mundo é hoje,
Tudo está fora de controle,
É tristeza pra tudo que é lado,
São esperanças jogadas pelo ralo.

Janelas e portas trancadas,
Cadeados e grades estampando,
O medo que é viver neste mundo,
Com tudo nele desabando.

Triste realidade,
Triste ser humano,
Viver desta forma,
Viver de engano.

Onde o diamante é o que fascina,
O ouro vale mais que o coração,
Onde se encontra a platina,
Não se encontra a paixão.

Inserida por ConteiSegredosps