Um Estranho Impar Poesia
Toca-me as cordas musicais da existência, em notas sonoras adormecidas, em um canto de encantos de mocidade, as estrelas de noites mal dormidas, brilham em um céu de saudades...
recomeçar, dá um novo passo, ousado e sonhador, um coração saudável, pulsando apenas o bom do amor...
As flores sem você outra vez, apequena a imensidão de um jardim na escuridão de uma madrugada, essa noite fria e calada estende manso itinerante de um amor sem dimensão e mais nada.
O amor é a loucura do divino, um grito apavorado, uma oração, o silêncio, a honradez sacerdotal e profana do homem...
O poeta: um espavitado que sabe atormentar-se sem motivo, que se dedica com ardor às perplexidades, que as procura por todos os meios. E depois, a ingênua posteridade se apieda dele...
Se Deus Permitiu que um amor acabasse em seu coração, foi para que você soubesse diferenciar o verdadeiro amor, daquele que não valorizou sua paixão!
Não pense que perdeu um amor, pois o amor não se perde, o que perdemos são pessoas que jamais nos amaram de verdade!
Houve um tempo que o amor não tinha data de validade e o manual da paixão consertava os corações enamorados
Ao tentar consertar um coração, as vezes a peça do amor pode não ter mais reparo, será necessário aguardar um novo amor!
Sendo jardineiro da vida, tenha sensibilidade em tocar as rosas do jardim de um coração, assim evitarás seus espinhos.
O racista é um analfabeto funcional, que olha para um povo; tão lindo, rico em cultura e história: que são os negros, e ainda ignora!
O momento é oportuno para reconduzires vossos pensamentos e planejares vossas ações... Como um moinho que carece do robusto vento para manter continuadamente os seus movimentos, a criatura que descobre a arte, na real compostura do belo, requer o sopro Divino, para sincronizar as "engrenagens" do espírito, no fortalecimento da energia cósmica... Energia essa que transforma e liberta, propagando-se através dos sensores metafísicos do ser... Precisamos compreender a Vida como em essência ela é, do "pó" ao "grão", do "átomo" às moléculas, que originam as "células", das células, ao complexo infinito das galáxias... O Mestre já nos ensinava... A sua voz era terna e suave, porque já dominava a sensibilidade em absoluto, já enxergava luz nos semblantes obscuros da humanidade, e já deslumbrava a Terra regenerada, pois já conhecia integralmente as leis do Universo... A arte esculpida sob os moldes do mestre, está na própria vida e na natureza que vos cerca... A exemplo, porque não falar das "flores", que além de perfumar os campos, nos inspiram beleza, musicalidade e poesia?
Um mundo sem mulheres seria um mundo sem belezas, como um jardim sem flores, ou seja, não existe e, se existisse, não faria sentido e nem teria graça.
Paga-se um preço muito alto por se nascer menina, mas recebe-se de Deus a benção maior, a graça de ser mulher; a missão de ser flor na vida.
Onde o amor vira um tipo de salvação torta, e o respirar depende de alguém que já não sabe mais ficar. É poesia em combustão lenta. Dor com delay. E esperança mesmo quando tudo parece irrecuperável.
O autoconhecimento é um caminho difícil a ser percorrido, mas o único capaz de nos levar a compreensão da existência. Cultive-o.
Vale a pena sonhar com um poema cuja alma tem grandeza e nunca se apequena, sempre vale a pena segurar entre os dedos a pena e escrever o enredo de sua alma, meu lindo Poema.
Guardei uma chuva de flores, quando do teu olhar um dia choveu pedriscos de expectativas, orvalhos diáfanos, hibiscos vermelhos e centenas de beija-flores famélicos.
Como quem finaliza um livro, ou encontra-se em forca, tenho alguns ditos sem sorriso, a expressar nas palavras deste miserável rebelde e delinquente, mas não pobre de espírito. Bem, quero aos que podem, que entendam: O máximo de liberdade que o ser humano pode aspirar - contando que isto não também lhe tenha sido tolhido - é escolher a prisão na qual quer viver. Sim, digo e posso repetir: Prisão. Pois nestes dias, pobres e podres dias, essa tal de nome Liberdade, nada é, que "sonho que se sonha só". Não, digo eu que, outrora senhorita, hoje sim senhora, pois está a ser viúva de maridos, transformou-se em simples miragem, uma pequena abstração. Oras, sem pudor ou receio, desafio-te com pés firmes, a contestar-te sobre a própria, sua e de outros tantos iguais, questão social. Basta que diga-me qual é a sua tribo e eu, sem utopias nem distopias, direi qual é o seu ajoelha-te. Concorde ou não, é somente a cláusula não assinada que você respeita, nunca a tí ou aos teus. Pois por fim, aos que dizem-se amantes desse decadente e decomposto conceito de liberdade, entendam: Só há liberdade se sua vida, e as de outrens, for produzida e protegida por você mesmo, jamais tomada, forçada ou imposta a ninguém. Seria eu só mais um tolo por ainda, neste dia cinza, ter apenas isto a dizer? Mais adequado seria, pela forca eu diria, um simples e singelo "Adeus".
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