Um Estranho Impar Poesia
Eu tava na corda bamba de um circo abandonado, mas me veio você atrevido com um foco e um violão. Me levou pra um quadro enfeitado, sem pó, nem poeira e com direito a moldura de cristal. E eu me perco nos teus olhos toda vez que tira aquela canção, aquela que dá nó na garganta e vontade de ficar pendurada na parede do seu quarto, nem que fosse com moldura de isopor.
'Liberdade é como um navio acabado de sair do porto, ele sempre volta, mas traz a grandeza e imensidão do mar com ele.'
A pior dor que podemos sentir, é aquela em que temos a necessidade de ampliá-la, em busca de um consolo eterno.
E quando tudo parecia acabado... você apareceu e me mostrou um mundo diferente, sem ambos saber que tudo tem seu tempo e fim.
Eu quero um amor, de quem saiba amar, amar de verdade não pra disfarçar, um amor que intenso, capaz de me derrubar de me rasgar, de me amassar e que me leve sonhar...
Ando com um nervosismo que preocupa. É daqueles com um pouco de medo, de ansiedade, de querer e não querer, tudo ao mesmo tempo. Uma hora a gente cansa da palavra mal dita, dos olhares atravessados, de andar e não chegar a lugar nenhum. E de tanto esperar por um novo começo que nunca chega, a gente acaba perdendo a vontade de ir em frente.
É que eu afasto as pessoas, entende? Eu não sei ser legal. Eu me sinto como um diálogo que não começou. Eu sou deslocado, desastrado, me perco com facilidade nas coisas. Vez ou outra me pergunto se estou agradando, porque é tão ruim ter essa sensação! Tipo, eu não quero parecer forçado para as pessoas, entendeu? Não sei bancar o amigo de todo mundo e ser o descolado. Ficar rindo o tempo inteiro não é bem a minha. Não sei inventar uma moda que não me agrade. Eu não sei gostar do que os outros gostam. Não sei viver paradoxos. Não sei fingir. Eu sou isso, e eu já nem sei o que sou direito, porque ninguém se parece comigo. É como se eu só existisse dentro de mim, ou, sei lá, talvez não exista.
Eu só não queria terminar meus dias como um desses escritores desiludidos, perdidos e amargurados. Eu só queria que tudo terminasse bem.
Já ando feito um louco pelas ruas. Não obedeço sinal, passo entre os carros em movimento como se fosse a coisa mais normal do mundo. Vez em quando me assusto com os freios e paraliso. Outras vezes, dou uma risada cínica e viro as costas. Porque chega uma hora que morrer parece não ser tão doloroso, então pouco me importo. Chega uma hora que nada mais é lindo, nada dá certo, nada é encontrado. Por isso acabo com o maço do cigarro em um minuto. Minha vida se transformou numa morbidez completa. É a fase terminal que poucos reconhecem, mas que uma hora, quer queira, quer não, chega pra todo mundo.
Resolvi sumir por um tempo, me afastar, deixar essas coisas de lado. E agora estou tentando tirá-lo da cabeça. Ainda não sei se tudo isso é descanso ou desgraça.
Eu me pego te ligando, te procurando nos lugares, te pedindo em qualquer pedido. Vem sendo um desafio cumprir o que eu prometi deixar de fazer.
Se um dia acordar e ver que isso foi apenas um sonho, viverei sabendo que foi o sonho mais lindo que tive em toda a minha vida!
Se em seu caminho, por um acaso qualquer, você encontrar o meu sorriso; faça-me um favor: diga a ele que volte!
Não,não me arrependo de ter experimentado a sensação de um beijo apaixonado.Um beijo tem o gosto refrescante de um sorvete após um longo e cansativo dia de verão,o perfume doce e puro das flores primaveris,o arrepio de prazer como nos dias de outono quando o vento sopra e bagunça meus cabelos e faz as folhas,já amareladas, caírem das árvores e é tão lindo de se admirar como a neve cobrindo tudo de branco nas manhãs de inverno.
Nós já nos magoamos demais, já nos desgastamos demais, agora é hora de dar um tempo, é hora de renovar, é tempo de recomeçar.
Eu sinto saudades,sinto saudade de um futuro que ainda não chegou, sinto saudade do que ainda não vivi...
E terminou. Terminou como um dia de praia quando chega a tempestade,quando o outono vai embora dando lugar ao inverno e quando o sorvete derrete.Terminou antes de ter começado.
Ele foi sorrateiro,sorrateiro como um ladrão e quando eu vi ele tinha me roubado.Sim,ele me roubou de um modo lento e profundo e depois me atirou facas.Me atirou facas com a elegância de quem atira flores.
Eu choro.Choro sangrando,choro com cada um de meus pedaços que caíram tão tão rápido que não consegui juntar e que agora não sei onde estão mas doem e é isso que importa.
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