Um Estranho Impar Poesia

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Bailarinas

Bailarinas são seres maravilhosos.

Elas conseguem fazer um movimento delicado sem deixar transparecer o esforço que é preciso para exercê-lo;

Suas lindas sapatilhas escondem horas de dedicação á treinos pesados, que resultam em pés surrados e calejados;

Com a dor elas se acostumam para poder dançar sem descer da ponta dos pés, mantendo sempre o sorriso no rosto e a cabeça erguida até o fim do espetáculo;

Por esses e muitos outros fatores vejo algo de especial nas bailarinas, visto que por trás de tanto encanto e sedução nos olhares da platéia, há garotas nos camarins enfaixando seus pés com esparadrapo para amenizar a dor e mais uma música dançar.

Todos esses sacrifícios com o simples objetivo: ter a liberdade de sonhar e ser feliz, exercendo a sua própria paixão.

Um véu...
aquela dança
teus contornos
detalhes
posso poetizar
Te eternizar como musa
dança para mim
a dita dança do ventre
Inflama o meu imaginar
Enfeitiças este ser
a te escrever
Meus versos, as rimas
a poesia que vou equalizar
por toda a vida
Daqui até um lugar
momento ímpar

ILUSÃO
Você me prendeu de um jeito inexplicável e me conquistou com seu jeito apaixonado. Seu olhar me enfeitiçou de amor, eu te amei e você me iludiu com palavras doces.
Sua indiferença machucou meu coração e ainda, hoje, sofro no silêncio da sua ausência.

Nunca gostei do morno. A não ser um banho num dia em que não se está frio nem quente. Fora isso, ou é quente, ou é frio. Eu prefiro o quente. Bege, cinza, marron. Pra mim não. É vermelho, rosa choque, azul anil, verde bandeira.
Não construo laços fracos. Ou você é meu amigo, ou não é: simples assim. Não sou de antipatizar antes de conhecer, mas há quem diga que tenho excesso de crítica comigo e com os outros. Acho que há uma fórmula certa pra me repelir e uma pra me atrair. Só isso.
Ao contrário de muita gente, eu amo literatura, história. Aliás, isso é parte de mim, tanto quanto números não são. Eu não sou exata, por isso me reconheço muito mais em humanas. Porque isso sim eu sou: Humana. Com todas as imperfeições e perfeições que Deus me permitiu ter e construir. Fé: Crer sem ver. Eu tenho fé. Fé na vida, nas pessoas (ainda tenho), nos meus amigos, no amor e principalmente, fé em Deus.
Gosto de música boa, gosto de escrever, de viajar, de conversar. Não sei cozinhar, embora quisesse saber. Sou bem humorada a maior parte do tempo. Não nego sorrisos. Educação então, nem falo. Prefiro um amigo com quem contar do que dez que me digam "não posso" na hora que eu preciso. Qualidade à quantidade. O tempo cura todas as coisas. A vida ensina, pelo amor, ou pela dor. Inteligência me encanta, burrice me dá graça. Talento não é pra todo mundo.
E o que fizer, faça seu melhor. (...)

Pareci bobagem mas quanto vale um incentivo? Quanto vale um, "Eu acredito em você"? Talvez não necessariamente o peso das palavras por que já dizia a banda Extreme, "more than words", palavras são só palavras, muitas vezes são ditas facilmente da boca pra fora. Mas quanto vale ter alguém que realmente acredite que seus sonhos por mais loucos que pareçam pode sim se tornar realidade.

Acredite nas pessoas, incentive, as motive, tenha paciência e dedicação, um "Eu acredito"ou "Você vai longe" tem uma força e um poder inimaginável, isso faz a diferença na vida de qualquer um.
O que é impossível quando existe alguém do seu lado dizendo, "Vai lá você consegue"? Nada.

...MAS MESMO QUE TODOS DIGAM QUE VOCÊ É UM LOUCO, QUE ANDA SONHANDO ACORDADO, NÃO DESISTA DOS SEUS SONHOS POR ISSO. LOUCURA MAIOR É VIVER SEM SONHAR...

Metades

Todo mundo um dia,
encontra o oposto em outro olhar.
Tudo um dia nos une a um destino,
que as vezes não sabemos explicar.
Mundos que se cruzam,
Corações que se habitam,
Vidas antes vazias
agora se completam
mesmo estando distantes.
Sentidos parecidos
cada vez que estamos perto
pensamentos apenas um
de ser para um alguém
tudo o que faltar,
e fazer do outro
o seu próprio mundo.

(César Jardim)

Doce menino; em teus braços sinto uma paz quase angelical.
A tua voz é um mantra acalentando o meu espírito.
Os teus beijos me aquece e me faz delirar de paixão.
Tens o dom de me elevar ao mais alto grau de serenidade
e ainda despertar, o lado mais selvagem do meu ser.

Um beijo, é sempre um beijo.



O sabor de você,
se dissolve em meus lábios.
Seu gosto, seu cheiro e seu calor,
pairam na lembrança;
essa, sim; indissolúvel;
Como se agora,
pudesse ser a hora,
Como se perdurasse um beijo
sem trégua pra respiração,
Eu quero.
Eu peço.
Um beijo e um coração.

Certa vez ouvi conselhos de um amigo muito sábio que me disse que as pessoas sempre falarão o que elas querem e pensam e que acham na opinião delas o que é melhor para mim, mas que se conselho fosse bom não se dava, se vendia, dito popular mas que faz todo o sentido.
Damos importância a tantas coisas que falam para nós, maus conselhos ou até bons e ficamos nessa incógnita do que é politicamente correto ou não. Está na hora de botar os pés no chão e ver o que definitivamente é bom para você. Parar de se mover pela opinião de terceiros e ter suas próprias escolhas. Viver intensamente, sem prejudicar as pessoas, mas também não ser tão bonzinho ao ponto de esquecer de si mesmo.
Amar sem medo, acreditar, ter fé, fé em Deus, fé na vida... Tentar outra vez, como na música do seu Raul.
E se fortalecer, encorajar-se. Acreditar em si próprio, confiar no seu taco. Você pode, você consegue. Independente do que falam e pensam, se acham que você é capaz ou não. Isso vem de você e a motivação não é das pessoas de fora, isso se chama incentivo, a motivação é um sentimento que você tem que descobrir, você tem que se auto avaliar, você tem que mudar, crescer e evoluir. A mudança depende de você.

Nosso amor


nosso amor
é música, arte...
cena dum filme
livros e versos...

um perfume
um cheiro
gole de vinho
e flores...

troca de olhares
toque suave
deitar no colo

Falar bobagem
pro outro rir
fazer mistério
pra instigar...

te levar pra casa
beijo de boa noite
voltar correndo
coração batendo
deixa a chuva
molhar

vc batendo no portão
me ensinando a ouvir
atentar na letra
e relaxar mais...

uma camisa folgada
um banho quente
sopa e gelatina

olhar o céu
seguindo estrelas
se esquentar
com abraço...

lembrar com carinho
guardar com cuidado
proteger, amparar

nosso amor
é amar

Eu hoje fiz um pedido pra Deus!
Senhor, cuida de mim, da minha família, de todos que eu amo, cuida também, Senhor, dessa pessoa que está lendo essa mensagem, sim, de você mesmo que parou para ler essa mensagem, assim como eu sei que você está passando por lutas, por provas e por muitas tribulações!
Então, Deus manda eu te dizer:
Vai passar! Eu tenho visto suas lutas e eis que vou secar todas as suas lágrimas, porque filho meu não fica desamparado e no tempo certo eu vou agir! Vou abrir todas as portas, restituir tudo o que te roubaram, vou fazer uma reviravolta tão grande na sua vida que ninguém irá entender, mas você, filho(a) meu, vai ser honrado(a), você não será mais envergonhado porque eu te mostrarei toda a minha Glória e te darei a Vitória! Então, tome posse dessa palavra e creia, porque Deus vai entrar com providência na minha e na sua vida. Amém.

talvez, demore muito a passar, talvez meu coração leve um tempo pra amenizar o que sente
ou talvez um dia eu acorde e simplesmente tudo esteja onde tem que estar, a bagunça esteja organizada e eu esteja pronta pra tentar novamente.
mas agora
não
hj não,
muito menos amanhã
aqui onde os cheiros estão cheios de cores
e os sons são enormes sensações
às lembranças são como filmes e nunca param de repetir
cada lembrança uma dor, uma lagrima, um sabor
amargo
de quem ainda sente muito
quando não deveria sentir mais nada
e eu tô aqui
no meio dessa zona de guerra que se tornou a minha mente
onde parte de mim sorri o dia todo
e a outra surge no meio da noite e não me deixa dormir
repetindo aquelas cenas que eu já vivi
insistindo pra eu mandar um oi pra quem não quer saber de mim
e a parte que quer ficar bem me impede disso
mas sangra
grita
e chora
esperando pela hora de deixar de sentir.

⁠O que Me Move

Depois de falar sobre o olhar que me define, venho agora compartilhar um pouco mais sobre o que realmente me move.

Meu olhar sempre foi um caminho para além do óbvio. Não vejo apenas o instante, mas o que ele carrega. Cada imagem que registro e cada palavra que escrevo são fragmentos de tempo que se recusam a ser esquecidos. Gosto de capturar o que pulsa, o que sussurra histórias na sutileza dos detalhes.

Minha fotografia não é apenas sobre o que está diante de mim, mas sobre o que ecoa dentro. Busco o que resiste ao tempo, o que guarda essência, o que conecta. Escrevo para dar voz ao que se esconde nas entrelinhas, para transformar sensações em palavras que acolhem e despertam.

Mais do que um ofício, meu trabalho é um reflexo de quem sou. Um convite para ver com mais sensibilidade, sentir com mais verdade e reconhecer, na imagem e na palavra, um pedaço de si.

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⁠Contemplação

Não é só pele.
Não é só toque.
Não é só desejo.

É um lugar onde duas almas se permitem habitar o mesmo templo.
E o corpo… é apenas a porta.

Quando eu me entrego, não ofereço só curvas e suspiros.
Ofereço um mundo inteiro por trás dos olhos fechados.
Aceito que você me invada — não como quem invade, mas como quem é convidado a entrar.

Permitir que alguém me toque…
É como entregar uma chave e confiar que, do outro lado, não haja pressa.
Só presença.

Porque pra mim, fazer amor —
é como saborear a sobremesa favorita com os olhos fechados.
Com calma. Com vontade. Com gratidão.
Sentir o gosto até o fim, e mesmo assim desejar mais.

É contemplar cada segundo,
cada estremecer da pele,
cada silêncio entre os beijos,
cada arrepio que começa antes do toque.

É pertencer.
É permitir ser morada, enquanto também se habita.

É uma dança onde ninguém lidera,
mas ambos conduzem — com os olhos, com os gestos, com os instintos.

Eu não me entrego por carência.
Me entrego por transbordo.
Porque quero que você sinta o quanto posso ser casa,
mesmo enquanto sou puro incêndio.

A Cor do Vazio


Sabe aquela sensação de estar rodeado de gente, mas ainda assim sentir um buraco por dentro?
É como gritar embaixo d’água: ninguém escuta, ninguém vê.
Acordar já cansado, não por dormir pouco, mas por carregar um peso que não se solta nem nos sonhos.


Você se olha no espelho e não se reconhece.
O sorriso está lá,, ensaiado, automático, quase um disfarce sem graça.
Por dentro, porém, tudo está silencioso demais…
Ou barulhento demais.
E você já nem sabe qual dos dois é pior.


As coisas que antes faziam sentido perdem a cor.
O mundo continua girando, as pessoas continuam vivendo, mas você sente como se estivesse parado…
Assistindo à própria vida como quem olha pela janela de um trem que não pode pegar.


E quando alguém pergunta: “Está tudo bem?”, você responde que sim.
Automatico.
Não porque está, mas porque é mais fácil do que tentar explicar algo que ninguém realmente vai entender.
Porque o medo do julgamento pesa mais que a própria dor.
Gastamos tanta energia, ao tentar expressar
A depressão não é só tristeza.
É se sentir vazio e, ao mesmo tempo, sufocado.
Sem forças, sem energia e vitalidade.
É lutar todos os dias contra você mesmo e ainda sorrir para não preocupar ninguém.


E no meio desse silêncio, você aprende a sobreviver.
Mesmo quando viver parece algo distante demais.

O Eco das Memórias


A fotografia é mais do que uma imagem estática. É um fragmento do tempo que ousou permanecer. Guardar uma memória revelada, é eternizar instantes que, de outra forma, escorreriam pelos dedos. Cada fotografia é uma história contada sem palavras, aberta a múltiplas interpretações, capaz de despertar lembranças e sentimentos únicos em quem a observa.


Mas a verdadeira narrativa, aquela que pulsa por trás da imagem, só pode ser desvelada pelo olhar que a capturou. Porque é nesse olhar que vive o instante exato em que a luz, o silêncio e a emoção se encontraram para formar um eco no tempo, um eco que resiste, que fala, que permanece.


Fotografar é mais do que registrar: é transformar momentos em eternidade e silêncios em memórias que nunca se calam.

A PERMANÊNCIA DA ORIGINALIDADE E DA CULTURA LOCAL


A cultura de um povo é seu alicerce, sua identidade, aquilo que o torna único em meio a tantas influências externas. Manter essa originalidade não significa rejeitar referências de fora, mas preservar o que nos distingue, o que faz parte de nossa essência e de nossas tradições.


Em um mundo cada vez mais globalizado, é comum que elementos culturais se misturem e que novas influências cheguem até nós. No entanto, é fundamental compreender que valorizar o que é nosso não exige que nos moldemos ao que vem de outras cidades ou regiões para sermos reconhecidos. Pelo contrário, é no simples, bem feito, na constância e na organização que a verdadeira beleza das nossas raízes se fortalece.


A preservação cultural não é apenas uma questão de estética ou de manter costumes antigos por tradição. Ela é um ato de resistência e de identidade. Quando cuidamos das nossas práticas, festas populares, histórias e expressões artísticas, estamos assegurando que nossa essência continue viva e seja transmitida às próximas gerações.


Manter a originalidade é valorizar a memória coletiva, é reconhecer que cada canto do país tem suas próprias narrativas, símbolos e manifestações que merecem ser respeitados. A diversidade cultural brasileira é justamente o que a torna tão rica, e cada povo tem um papel essencial nesse mosaico.


Defender nossa cultura é investir em pertencimento, é criar laços entre passado, presente e futuro. É garantir que o que nos torna singulares não se perca em meio às influências passageiras. Ao respeitar e fortalecer nossas tradições, não apenas preservamos nossa identidade, mas também oferecemos ao mundo um exemplo genuíno de quem somos.


É essa permanência da originalidade que mantém viva a alma de um povo e dá sentido à sua história.

RETICÊNCIA


Ainda acredito no amor
um amor que chega sorrateiro,
invadindo espaços que nem sabia serem meus;


  instala-se sem pedir licença,
  bagunça o que parecia tão certo,
  derruba certezas como quem abre janelas;


às vezes vem para acalmar,
ou para inquietar,
para fazer sentir o que estava adormecido;


  adianta se fechar?
  quando ele quer, ele entra
  e transforma tudo em morada;


Como seria a vida sem ele?
sem o colo que o acolhe,
sem o olhar que diz mais que palavras;


  quem, pela vida, não quer provar
  o gosto de gostar,
  com calma, desejo e permanência?


ficar no silêncio dos braços,
na pausa de um suspiro,
no instante em que dois corações se escolhem;


  amar também é isso:
  continuar e confiar,
  mesmo quando parece fim.

Anjos e Demônios


Dentro de nós existe um campo de batalha silencioso.
Os anjos, que sussurram fé, esperança e coragem, disputam espaço com os demônios, que se vestem de medo, dúvida e crenças que nos aprisionam.


É uma guerra que poucos têm coragem de enxergar, porque olhar para dentro é desvelar verdades que nem sempre queremos admitir. Mais fácil, às vezes, é fingir que não há conflito, como se o silêncio fosse ausência de luta. Mas o silêncio também grita.


Os anjos nos levantam quando tudo parece desabar, enquanto os demônios tentam nos convencer de que não vale a pena recomeçar.
E assim seguimos, entre quedas e ressurgimentos, descobrindo que talvez não exista vitória definitiva, mas sim um equilíbrio: reconhecer que ambos existem em nós e, ainda assim, escolher, todos os dias, o lado da esperança.


Porque não é a ausência dos demônios que nos torna fortes, mas a capacidade de ouvir os anjos apesar deles.

Há um rio dentro de mim
que não aprende a ter margem,
carrega luas sem fim
e se alimenta de coragem.
Quando a noite me atravessa,
não sei se é dor ou passagem.


Guardo estrelas no silêncio,
como quem guarda oração,
há mistérios que florescem
sem pedir explicação.
E há verdades que só chegam
quando escutam o coração.


Já fui casa de tempestade,
já fui janela e clarão,
já fui barco sem destino,
procurando direção.
Mas descobri que até o caos
pode ensinar navegação.


Há quem procure respostas
como quem procura um chão;
eu aprendi que certas coisas
não cabem na explicação.
Às vezes, Deus escreve torto
para endireitar a visão.


Tenho cicatrizes antigas
que não pedem compaixão;
são mapas de outros tempos,
são vestígios de travessão.
Quem olha apenas a ferida
não conhece a reconstrução.


E quando penso que termino,
alguma coisa principia:
uma esperança pequenina
acendendo a noite fria.
Como a flor que rompe a pedra
sem anunciar que nascia.


Talvez eu seja esse enigma
que o tempo tenta entender:
um pouco de maré e terra,
um pouco de perder e ter.
E quanto mais me descubro,
mais aprendo a não me prender.


Se a vida é uma parábola,
não quero a moral no fim.
Prefiro seguir a estrada
que ainda não falou de mim.
Pois há caminhos que só existem
quando a gente diz: “enfim.”