Um Cavalo Morto e um Animal sem Vida
TEMPO
Um período que reservei para redescobri-me em várias etapas da vida.
Permiti-me reviver as doces lembranças vividas na infância onde tudo era inocente, suave, transparente...
A inocência das brincadeiras saudáveis, a suavidade de ver o mundo, a transparência nas palavras.
Algo me prende aqui neste período somente para provar da pureza, da doçura que era viver neste tempo.
Mas, virando a página do livro da vida, deparei-me com o tempo presente, de momentos vividos não tão distantes quais muitos acontecimentos foram registrados com diversos sabores, dissabores.
Quisera eu viver nesta estação apenas uma fração de segundos, pois, muitas coisas deveriam ser esquecidas. No entanto, comprometi-me permanecer e avaliar cada experiência, cada decepção e também cada conquista...
Afinal, aqui ainda permaneço NO TEMPO PRESENTE, período de amadurecimento de tudo o que houve, de tudo o que acontece.
Sem hora marcada existem coisas que simplesmente acontecem, sem anúncios, sem avisos. Os mistérios da vida é que as trazem até você e que às vezes é prudente render-se e aceitar.
Bom mesmo é quando a nossa alma reconhece e aceita com tranquilidade a onda do destino, que muitas vezes passa igual furacão levando o que temos de mais precioso, mas, também nos traz outras vivências.
Aproveito esse tempo e revivo aqui com emoção certas comemorações que marcaram, e outras em que deixei um pouco de mim em alguma vida, em alguma estação.
Compreendo que não sou cem por cento na vida das pessoas e por isto elas também se decepcionam comigo, simplesmente porque somos humanos, todos erramos, como também, podemos acertar, mudar, ser melhor, fazer mais e melhor.
Sabemos também que certos rompimentos precisam acontecer para dar lugar a novas oportunidades e que esteja à altura dos acontecimentos atuais. Relutamos muitas vezes e por isto, silenciosamente um filme passa na mente reavivando coisas tão simples como é a minha maneira de viver.
Tento compensar aqui buscando recordações tais como: o aroma das flores, o cheiro da terra nos dias de chuva, o cheiro do mar, o vento que sopra trazendo mudanças para haver progresso ao que me espera em diante.
O tempo que nos é oferecido às vezes parece curto demais diante de tanto qual queremos fazer, abraçar.
Não esqueçamos no entanto, que nós é que devemos determinar porque o tempo somos nós. Façamos do tempo o nosso tempo de viver.
Planejamentos são necessários sempre no momento presente para enfrentarmos o que o destino nos reserva e que junto dele virá geralmente com novas ondas, ondas enormes, outras avalanches, e por isto devemos estar preparados com uma base firme sobre a qual podemos nos apoiar e ingressar na nova etapa que se desenha no horizonte com novo cenário, outro tudo para acontecer.
Tudo muda, outros fatos, outras histórias, pessoas vão, outras vêm e, nesse vaivém a vida acontece diariamente no nosso tempo de viver.
Assim Ele nos refaz...Nos enche, nos transforma e nos transborda, nos dando uma nova vida, um novo tempo, um novo fôlego, um novo Espírito!
Que exista na sua vida um sol sempre a te iluminar
Que exista sempre um irmão para te fortalecer
Que exista sempre garra e força para se levantar
Que seja fácil sorrir e difícil chorar
Que seja tudo abençoado e lindo enquanto durar!
Um dia a vida me bateu com tanta força, que aprendi a ser guerreira sem usar espada e a lutar sem precisar ferir ninguém.
Despi-me de segredos
Deixei tudo la fora
Um recomeço a flor da pele
Eu e a vida! Sempre prontas
A melodia incontida... Notas
Suaves... A melodia da felicidade
Hannah Lessa
Um bom caminho te levará a lugares maravilhosos, assim como também uma boa escolha na vida te levará a felicidade.
Então, escolha Deus e seja feliz!
O amor que foge por entre os dedos
E o tempo? Que escorre pelas mãos ...
E a vida que passa em um piscar de olhos que dura dias
Todas as formas de se controlar alguém
Só trazem um amor vazio
Como um tapa de luva da vida na sua cara.
No ínterim da vida, um mal estar, uma despedida
De mim. De quê?
Acho que eu dormi nos intervalos da chegada, da partida.
E a cada despedida eu me pergunto se é o fim
Ontem, morreu um bicho dentro de mim,
E hoje as suas tripas me degolam
Um bicho esguio e luminoso... Sei lá...
Só sei que estava aqui porque agora não está,
E se nunca esteve, tem um espaço aqui pra ele... Vazio, vazio
No ínterim da vida, um não estar, uma despedida...
Assim foi que eu fiquei desfalecida no sofá do quintal velho
Enquanto uma semente que virou broto que virou árvore e virou árvore
De repente, virava árvore que virava broto e virava semente
Semente que se enroscou e bloqueou minha garganta
Semente que dói feito pedra.
O que eu sei é que até ontem havia um caixão por aqui
Um caixão que ninguém abriu
O cadáver... Não sei bem... Mas acho que era morte/por segundo
Talvez por cárcere privado, talvez por conveniência.
O que eu sinto, vejo e ouço é que até hoje fede e bate na madeira inutilmente.
Aconteceu...
No ontem de algum dia
Em algum olhar distante, vazio e doloroso.
Eu não sei... Mas eu me lembro,
Como uma sensação no escuro.
Eu queria por um instante definitivo qualquer, ser a soberana artesã do desenhar de uma vida. Queria que esse hoje a àquele futuro mais distante, tivessem as cores, as formas e os cheiros dos meus sonhos.
Seria bom se por uma noite apenas, os fantasmas se fantasiassem de palhaço e sorrissem de si mesmos, experimentando o avesso do susto e rendendo-se à luz de um sorriso.
Quem dera mesmo se o fim existisse apenas para os medos e jamais para as nossas tão breves e raras vertigens de felicidade. O outono perderia a hora no manso sossego do sono e a primavera seria senhora do tempo que regala os olhos e suaviza a alma.
Eu queria que os afetos fossem livres e eternos como penso serem as borboletas. Morrer para em outra forma nascer, faz eterna uma existência. E não há nada mais legítimo à liberdade do que a promessa de um recomeço.
Se eu tivesse que pintar com tinta fresca as mais sublimes emoções, estariam lá estrelas que embalam redes, sereias que durante nossas viagens de sono, nos levam a passear pelos mares de Netuno, lá onde se é possível ver e sentir tudo aquilo que não podemos tocar, a emoção não vista que nos tira o ar. Eu pintaria ninfas que nos guardam em cama de folhas no alto das árvores, onde nada mais nos alcança a não ser as brechas de sol por entre os nimbos. Estariam lá, conchinhas misteriosas, ainda fechadas, com cheiro de algas, trazidas até meus pés pela espuma do mar fiel e cansado.
Eu pintaria com a mais fulgente das cores, um colo de afeto chamado minha mamãe. Braços com o alcance do céu, ternos e fiéis, acalanto de toda uma vida em cada abismo meu. Nem sei se todas as cores, dariam conta de tanta ternura, de tanto zelo, da soberania de um amor valente e incondicional, desses que só se tem um a cada vida.
Estariam lá também os meus sorrisos, os sorrisos de quem amo e de cada um que numa inesquecível passagem por minha vida, me fez sorrir. Os abraços, os mimos, minhas pérolas e afagos de afeto, estariam lá, por certo. E o que diriam todos.... Jamais conheci alguém que gostasse tanto de sorrisos e de abraços. E num cantinho à direita do quadro, com traços tímidos e quase imperceptíveis ao correr dos olhos, eu pintaria o que mais sou. Uma emoção desajeitada, um sonho não prometido, uma crença não corrompida, um sempre, um nunca. Um outono cinza que enevoa as flores, breve e clandestino em muitos, eterno e raro em poucos.
As decepções, os sofreres, as flechas DE TÃO PERTO em meu peito, essas eu não pintaria. Seria tornar-lhes perenes, epitáfio confesso de mim. Em meus traços não haverá pandora. As marcas feitas a ferro em brasa, devem ser vistas e traduzidas apenas por quem as tem em sua carne. A vida se já se encarrega de fazê-las retrato inexorável de nós. Ventanias infames ao amor mais puro, desertos de princípios que chocam, assim como as folhas tortas após a tempestade, é luz apagada dentro da gente, é esperança corrompida que, por fim, te embrutece e te esvazia a alma.
Pelos caminhos de um universo paralelo que tem os contornos de minhas buscas e de meus sonhos, encontro-me e, por vezes, perco-me. Talvez porque eu não seria uma boa artesã, talvez porque a ponte que deixa para trás o que só a ilusão permite viver e sentir, jamais me será possível atravessar.
Como o sol que desaparece durante a noite
Deixaste assim a escuridão em minha vida
Um ócio desgastante e um vazio na alma.
Não há saída amor... não há...
De ti só tristeza e de mim só saudade!
Guarde o meu amor...
Ele é um vinho caro e raro
Custa uma vida e sua safra é de 30 anos...
Tem cor de rubi e valor de diamante.
Guarde bem esse amor...
Ele renasceu em momento de dor
Como um bálsamo...
Deu vida e transformou espinhos em flor.
Guarde bem... nosso amor!
Sabe, Maria. Ela é uma pessoa boa, tem um coração enorme, faz bem a todo mundo que entra na vida dela, e o melhor, ela me faz feliz. Mas o único defeito que ela tem, é não acreditar em si mesma, nas coisas boas que ela trás e em tudo de bom que ela é. Por um momento eu queria que ela se olhasse no espelho, olhasse para dentro de si mesma, e visse a imensidão de coisas boas que existe em seu coração e em sua alma. Ela me faz feliz, e tem meu coração. Mas ela prefere fechar os olhos e viver numa ilusão, achando que não existe nada dentro dela, além de solidão. E é isso que mais dói, Maria.
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