Tres Pessoas
Álbum de família
Meu pai viu Casablanca três vezes (duas
no cinema e uma na TV). Meu avô
trabalhou na boca da mina. Meu bisavô
foi, no mínimo, escravo de confiança.
Da vida, apenas três coisas o tempo não leva: o quanto você viveu, o quanto você amou, o quanto você se doou.
"A vida é dividida em três períodos: o passado, o presente e o futuro.
Destes o passado é imutável, o presente é breve e o futuro é duvidoso."
O caminho tem sempre três direcções: a do próprio caminho, a que caminhas e a saída para outro caminho.
Três coisas que
quero fazer contigo:
escrever no teu nu corpo,
ouvir os gritos dos teus poros,
e silenciá-los com a minha boca.
Já são 4 e não mais 1.
Já se foram três e ano que vem são 5.
Já corremos e corremos contra o tempo em todo o momento.
Em toda a fase.
Lutamos mais do que alguns, por esta lei que tanto ansiamos.
O nosso tempo é curto e a Vida embora achamos que ela é eterna não é.
Seremos sempre lutadores !
Lutadores - 09 julho 2008
Na vida de todo cristão existem três momentos de suma importãncia: primeiro oração, depois aprender,e finalmente compartilhar. se és cristão em um dos momentos vives, depende de você saber o momento.
O importante é correr atrás, as oportunidades surgem dessa forma. Sem pressa. Tento uma, duas, três com a certeza que uma hora dará certo.
Estrela de Belém
A história fala de três magos que foram adorar nosso Salvador, eles regozijavam por ter podido oferecer algo ao Criador. Hoje oferecemos nozes, amêndoas e rabanadas e quanto ao pinheiro se busca na floresta para acalentar. Ao Deus recém-nascido alegremente dedicamos a nossa adoração. Com agradecimento pela vossa sabedoria e bondade na criação. Deus fica sempre comovido com a nossa aparente humildade daí, se propõe atender nossas orações e nos abençoar sem vaidade. Fez descer ao nosso céu as estrelas, iluminado assim o firmamento e por isso, os reis magos viram a estrela de Belém brilhar no grande acontecimento.
Deitar pra dormir, ocultar o número do celular, discar o número, dar três toques e desligar com medo de acordar. Fechar os olhos pra dormir, logo não consegue. Levanta, pega o celular que desligou e jogou longe pra não repetir o que fez. Re-liga o celular, já com o número oculto, liga de novo, dá três toques e no quarto atendem: Alo? - Desliga o celular, sorri, fecha os olhos e durma bem. Acorda sorrindo por um ''Alo'' da noite anterior daquele amor que já não é tão amor assim!
Uma pessoa pode mudar por três motivos:
Há aprendido demais;
Há sofrido demais;
Ou há cansado do mesmo!
Pense uma, duas ou até três vezes se preciso for, antes de dizer algo que possivelmente machucaria alguém. Pode até ser que tenha dito sem pensar, no calor daquele momento, mas esteja ciente de algo importantíssimo, pode ser também que essas palavras JAMAIS sejam esquecidas por aquele alguém que de certa forma é de extrema importância em sua vida.
Bastam três palavras,
para mudar um dia,
uma vida.
Palavras tão simples,
mas com um significado enorme.
Calorosas,
quando ditas com amor.
Frias,
Quando ditas da boca pra fora.
Se eu encontrasse um gênio os três desejos seriam Você, o seu amor torna todo o resto fácil de se realizar.
Hoje eu classifico os meus amigos em três classes: perto, longe e muito distantes, mas uma coisa eu sei... todos foram importantes em alguma fase da minha vida.
Cheguei pontualmente às dez horas, estressado e puto. Os três dias naquele planalto de terras vermelhas e de gente que não sabe o que é o povo, ou seja, uma gente que pensa que vive em Manhatthan , haviam me convencido de que este é um país de uma "elite" de fodidos.
Bom... estava de volta e isso é que importava. Voltava ao meu mundo. Um mundo que estava abandonado, pois a criação, a inovação e a capacidade de argumentação, deixaram de ter qualquer valor. Vivíamos num mundo de CrlT c e CrlT V, ou ainda pior, muito pior, onde o que se julgava não tinha mais nada com a justiça, mas com os interesses daqueles que pouco se lixavam para o país e seu povo. Aquele pequeno espaço, onde ouvia as lamúrias, parecia um consultório freudiano dos anos 30. Estava decorado com mesas de madeira maciça e adornos de cabeças de leões, nos cantos e centro, talhados à mão. Dois armários longilíneos, com funod que refletiam seus corpo, cadeiras torneadas com esmero, bem típicas da época e de uma palhinha resistente ao tempo. Todos de tons castanho escuros - havia pouca luz e ao assentar-me em duas horas, já se sentia o excesso da fumaça dos meus cigarros.
Estava ali, entre todos os que me esperavam, aquele homem. Maltrapilho, queimado pelo são, rugas saltitando do que parecia um rosto. Olhei-o fixamente, e pedi-lhe que apagasse o cigarro, pois não permitia que fumassem em meu escritório. Ele me olhou furtivamente e viu que eu estava com o cigarro aceso, mas mesmo assim o apagou. havia qualquer coisa no ar...
Ao chegar, tomei meu copo d'água - sem ou com ressaca, tornou-se um hábito. Liguei o note e imediatamente comecei. Acendi o cigarro e pus-me a ouvir While my Guitar. Sentei-me, olhei as primeiras coisas do dia e Amanda, como sempre, veio com seu rosto angelical e lábios demoníacos. O bom humor voltava.
Amanda me passou a lista dos casos e causos jurídicos; muitos não passam disto. Perguntei-lhe, timidamente:
- Quem é aquele sujeito de barba?
Espontaneamente me respondeu em um tom quase inaudível, que não sabia, pois este não quis se odentificar e somente dissera que me conhecia.
Amanda era uma mulher de 1 m e 70 e extremamente bela, suave, educada, que exalava um cheiro de cabochard, particularmente o meu perfume preferido. Vestia-se com esmero e de forma conservadora, mas sempre deixando um pouco de seu belo corpo curvilíneo, transparecer mesmo que minimamente. Olhei atentamente para Amanda e voltei a pensar naquele sujeito, que estava ali fora. Não sabia ao certo se o conhecia, não conseguia me lembrar de nada em especial ou mesmo sem qualquer importância. Geralmente eu lembro dos rostos e nunca dos nomes
- Levantei-me e eu mesmo fui lá cerificar-me quem era aquele homem. Olhei fixamente em seus rosto e os olhos me chamaram a atenção, era um misto de sofrimento, dor amargura e ódio. Voltei e sentei-me, pensei um pouco mais e nada.
Respondi para mim mesmo, e em voz alta, sem muita convicção - já que me conhecia, vou até ele.Imediatamente, levantei-me, não sem antes Amanda, me advertir para ter cuidado. fui a passos tementes, até ele.
- Tudo bem! Pois não. O que o senhor deseja? Qual o seu nome?. Ele apenas me olhara, com um certo desprezo. Perguntei-lhe novamente, desta vez com rispidez.
- Respondeu-me quase que susurrando, era inaudível o que havia dito, mas não me havia coragem suficiente, para repetir qualquer pergunta.
cheguei mais perto e quase encostando os ouvidos em sua boca, pude finalmente ouvir um quase nada, que soou como um grito do deserto, ecoando por todos os meus poros.
só...só...
Ouvi e fiquei mudo.
- Quase sem forças, tomei um copo d'água e lhe dei outro que tomou num gole só.
Estava sem ar e não me restara nada a dizer.
Ele de um minuto ao outro começou a dizer coisas totalmente incompreensíveis.
"Tatuo alucinadamente corpos lascivos e tragicamente caio numa trip nauseante. A solidão é uma busca desesperada por qualquer que seja a divindade e de novo parou. Mas seus olhos agora só exalavam ódio.-
Não havia dúvidas: eu o conhecia. Porém, agora, tinha a clareza de que a vida nos prega peças de uma dramaticidade futebolística.
Recuperei-me e senti o rosto queimando, suado e sujo, como se aquele pó do Planalto, estivesse impregnado em minha alma. Os sentimentos não eram os melhores. Tentei de novo.
- Fale!
- Ando entorpecido. Letras completamente sem sentido, pó vermelho. Ando por entre quadras e jardins descuidados. O corpo, seus fluidos, sua morte ora breve, por ora longínqua...
Já não era o mesmo homem, agora, ouvia sua voz rouca, porém poderosa e notara que seu rosto e suas vestes eram outras, finas, provavelmente de vicunha e feitas à mão. Aquilo tudo só mais e mais me assustava. Estava apavorado.
Tentei, num último esforço manter a calma, pois nada mais podia fazer.
- É... alí eu começava a imaginar o que estava a me reservar o destino. É eu bem sei o que me reserva... vida que vai e que fica.
Veio outra frase sem qualquer sentido.
- Passeio com minhas mãos calejadas por seus cabelos ondulados.
Meu Deus!, estava completamente desnorteado, perplexo.
- O silêncio cabe em qualquer canto. É um vício que o vento escancara, este faminto desejo.
Não me restaram palavras, só o olhar de aflição e um pequeno começo de ódio.
Estávamos numa praça de bancos sujos e esterco industrial, me restava pouco tempo. Tinha as piores sensações do mundo, a começar pelas pedras corroendo minha boca e remoendo meus pés. Havia alguma coisa com aquele homem. E não era boa.
O conhecia mas, por certo, não queria saber destes tempos. Eram tempos de noites escatológicas e viagens em que surfava por pesadelos contínuos.
Há ainda em todos nós e na memória quase obsoleta das roletas da morte do trabalhador nas noites do terror.
Eu o olhava e ele me provocava. Eu tinha ali, bem à minha frente, alguém que sempre jurei matar. Mas estava inerte.
- Vivo como quero, posso e só. - provocou-me.
Fiz um gesto rápido. Não poderia permitir que aquele ser (decrépito e que tinha em sua alma tanto ódio, pudesse me levar com ele.
Ele, por fim percebeu, que eu queria matar meus demônios. Ele me olhou sem a mesma confiança e seu olhar me deu a certeza que não haveria mais nada a ser dito. Pela primeira vez, durante aquele diálogo famélico, ele deixou de ter qualquer estabilidade. Definhava, urrava, cada vez mais baixo e compassado.
Não mais havia qualquer dúvida, meus demônios estavam mortos.
