Trem
Histórias de amor no trem
Moça ao celular:
- Olha, meu pai me viu chorando e me falou:
- Você quer chorar agora, ou a vida inteira?
Então eu decidi que não quero chorar a vida inteira, você não vai mudar.
Essa é a última vez que falamos.
Tchau
...
Celular desligado.
Silêncio total no trem.
Será o fim?
A trilha da vida,nos coloca no trem da esperança., levando os sonhos de muita gente , que quer um sonho realizar.
Cada um em cada lugar, no espaço que o sonho escolher para desabrochar.
Wall de Souza
Sempre haverão dificuldades, por mais que não queira o mato cresce a pomba voa e nos trilhos o trem não para de passar.
Na vida somos passageiros de um trem,
por onde ele caminha ficamos admirando a paisagem por onde ele passa,
querendo usufrui-las o máximo que podermos,
sem percebermos que ao olhar a vista,
já estamos aproveitando.
A vida é como um trem bala que, mesmo em um percurso mais longo, chega na estação final em tempo surpreendente.
Modernidade uma novidade
Mano tá ligado
Nesta tal de inovação?
O trem não é brinquedo
É uma revolução!
Eu ia no mercado
Era dinheiro ou cartão,
Agora me disseram
Posso pagar por aproximação!
Quem diria que o dinheiro
Fosse virtualizado,
Hoje só com uma pulseira
Comprei pão aqui no mercado!
Não achava mais locadora
Pra um filme assistir,
Quando me falaram: - Netflix
- Usa que você vai curtir!
Cara, há uma semana usando
Estou impressionado,
Assisto muitos filmes
E também seriado.
Eu gosto de comédia ...
Não sei como explicar,
Parece que esta locadora
Passou a me adivinhar!
Outro dia, eu lendo um livro
Para uma palavra indaguei,
Antes precisava de um dicionário
Agora já saquei!
No meu smartphone
É só perguntar,
Que uma assistente sabida
Começa a falar!
Eu posso ouvir piadas
Pedir uma música para ouvir,
Usar a calculadora
Dá pra se divertir!
Uma vez entrei na loja
E uma camisa fui comprar,
Ao sair, vibrou o smartphone
Perguntando: O que achou deste lugar?
Estou fazendo exercício
Descobri que era necessário,
Segundo meu smartphone
Tô muito sedentário!
Além de contar meus passos
Ele é muito camarada,
Me informa quantos minutos
Precisa ser minha caminhada!
Se inglês antes eu não entendia
Agora eu tenho opção,
Com a câmera do celular sobre uma palavra
Da tela salta como mágica, a tradução!
Amigo estou maravilhado
Com tanta modernidade,
Que tô me perguntando:
- Qual é a próxima novidade?
Somos ligados um no outro
Como os vagões de um trem,
Quando um vai o outro vai,
Quando um vem o outro vem;
É tanta cumplicidade
Que quando um sente saudade
O outro sente também!
Difícil respirar
Sinto me subindo
Tão cheio de amor
E o coração explodindo
Boca seca, mãos tremendo
Meu coração a você estou cedendo
Agindo estranho
Não sou mais eu
Danço por ai
Como elfo plebeu!
E finalmente chegou a hora desse bobão
Sentir o que e amor de verdade no coração!
Dasveis dá uma baita sodadi
pra modi sinti sodadi...
Uai, u qui é sodadi?
Sodadi é um trem bão divivê, uai...
SODADI DA SODADI, uai sô...
Marcial Salaverry
Iscuitando o prosiá doceis,
mi baxô no coração,
uma baita sodade do meu sertão...
Ieu ficava contemplando o anoitecê,
Vendo o céu escurecê...
Baxando o luá nu meu sertão...
E agora, vendo lá longe o passado,
neste caminho que tenhu andado,
nesse meu passado
que não vorta nunca mais.
Bem no cumeço da vida,
vejo uma cruzinha caída
bem no arto do espigão...
Foi a Joaninha,
que era a única vizinha
que eu tinha lá no sertão.
Niquiqui raiava o dia,
correndo nois dois ia
lá no corguinho brincá.
Prantemo um jardim,
cheio di linda frô,
qui eu cuiia, pra modi presentiá,
minha quirida Joaninha...
No tronco do veio ipê
Nois juremo de si querê
E inté fizemo um siná.
Pra modi quando nois dois crescesse,
e nosso ombro ali batesse,
nois havera de si casa.
Mai, Deus num quis ansim,
i nosso amô teve fim...
Eu já tinha quinzi anu
quando a disgraça aconteceu.
Um boi marvado pegou a Joaninha,
e pinchô ela nu chão,
matando meu coração...
Peguei ela nus braçu,
vi seus zóio se fechano
e ela foi p’ra mim falano:
Chore não meu cabôco,
ieu só vô passiá juntinho di NossuSinhô...
Foi longo esse passeio,
esperei tanto, ela não veio...
Achu qui di lá gostô...
Nuncamai vortô...
Ieu fiquei sem meu amô...
No tronco do veio ipê,
onde noidoi juremo de si querê,
fiz prela uma cruz...
Naquele tempo eu não sabia
que quando uma gente morria,
num vortava nunca mais.
Joaninha, adispois cocê foi embora,
eu parti pro mundo a fora,
nunca mai otro amô incontrei...
Pra cada moça qui zoio,
mi alembro docê...
Essa raiz da sodade,
ficô no peito prantada,
pra modi num saí nuncamai...
Pruque amô sincero e puro
iguá ao nosso, eu juro –
nunca mais tornei encontrá!
Marcial Salaverry
Poema inspirado em fragmentos de lembranças de um poema de dominio popular
que ouvia quando criança... numa roda de viola em algum lugar do sertão...
Leia, interessante
Você conversa com alguém.
Mesmo sendo de longe.
Na casa, por telefone, no trem.
A pessoa fala algo.
A impressão que você tem.
Que a pessoa sabe da sua intimidade, se você é virgem ou tem um arém.
Tipo mensagens proféticas.
Tipo adivinhação.
Como tua memoria e atitudes estivessem gravadas e filmadas, parece patéticas.
Uma rima que todo mundo sabe.
A ciência, a origem da apreensiva ansiedade.
O que vem, o que é verdade.
Todos voltando a estudar, física, química, informática, matemática, dimensão binária, atos e moléculas.
Os astros, a energia solar, a velocidade da luz, do som, o universo quântico.
Jogo milenar, geração de computadores.
Depressão, dores, a vida, cada um identifica, o que houve, o que vê, paladar e milhões de sabores.
O brilho artificial, apocalipse, tribunal, dores.
Giovane Silva Santos
A vida é como um trem, sempre anda numa única direção. Mas, de vez em quando, vem alguém que se atreve a mudá-la. E tudo muda. Nada permanece igual. Quem é essa pessoa? alguém diferente, que não tem medo de viver. Pessoas assim são raras hoje em dia. Considere-se privilegiado se conhecer alguma.
