Trechos Românticos
SONETO ROMÂNTICO
Ah! quem há de condenar, o amor certo
Aquele que a emoção aprecia e suspira
Que no abraço e olhar, não tem mentira
E o hálito do beijo, fica então, tão perto
A paixão ferve, sem desventura com ira
Tem querer! e alma com sonho inserto
E no peito, ideia leve, e coração aberto
Ah! como é bom o afeto doce e caipira
E neste molde pra expressão de tudo
Saúdo o bem querer que se faz infinito
Que é rito na poesia e ali se agiganta
Na fortuna tanta, tanto ter, e nada mudo
Tudo canta, levanta, e se do amor é dito:
- eu te amo! É romantismo que encanta.
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
12 de março de 2020 - Cerrado goiano
Olavobilaquiando
Somos puritanos vencidos,
Infames, reles bandidos,
Monarcas do amor e do mundo,
Românticos desconhecidos.
POÉTICA POESIA
O meu romantismo na quantia
Seja trovando só, sem escolher
Com o amor pouco no conviver
Venha do afeto, agrado e fantasia
A esses versos leia quem quiser
Chore, esbraveje, ou até sorria
Mas não me venha com ironia
Prover, sem da paixão ter saber
A outros a chance de o prazer
Tem, e que seja de harmonia
Pra não ser de tristura ao ler
E assim, a magia seja pro dia
O encanto na noite então ter
Numa variegada poética poesia
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
30 de março de 2020 - Cerrado goiano
copyright © Todos os direitos reservados
Se copiar citar a autoria – Luciano Spagnol
A definição romântica do amor, está fora de moda.
O homem que traz flores, escreve cartas, fala bonito e faz juras de amor eterno, não basta.
Isso pode até existir também, mas amor nasce das atitudes muito mais reais e palpáveis.Amar é ajudar a lavar louça, ajudar a arrumar a casa, é caminhar à noite de mãos dadas, é dar risada. É ficar ao lado do outro nas situações simples da vida.
Amar é respeitar o espaço do outro, é se respeitar. Éentender que essa história de metade de laranja não existe, graças a Deus!
Sou inteira, e se alguém quiser andar ao lado será bem-vindo, se quiser me cortar, me podar, estará retirando de mim parte de minha essência.
A definição romântica do amor, está fora de moda...
As pessoas dividem o amor em caixinhas: amor de mãe, amor romântico, amor-próprio… Assim, param de compreender que todos esses tipos de amor se tratam de uma única coisa, um só amor – que é tão necessário! Amor é natural do ser humano. A humanidade é, na verdade, amor.
O que fazer com esse romantismo exacerbado?
Que não olha pro lado,
Está cego,
Olhos fitos no amor,
Até mesmo naquele que se acabou.
SONETO PARADOXAL
Como quisesse poeta ser, deixando
O estro romântico, espaço em fora
O amor, ao reconhecer sem demora
A seleta face, abriu o ser venerando
Encontros e desencontros, cortando
Caminhos e trilhas, percorri: e agora
Que nasce a poesia, o poema chora
E chora, a rima passada, recordando
Ó, estranha sensação despropositada
Tão saudosa como se fosse “In Glória”
Invade o poetar sem ter um comando
Assim por larga zanga aqui pousada
Me vejo perdido, triste nesta oratória
Quando poderia êxito estar versando
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
04 de dezembro de 2019 – Cerrado goiano
Olavobilaquiando
O amor é um ato... Não um parágrafo. Ele é vida
real, não uma comédia romântica.
O amor é atitude, e talvez teu ouvido até hoje só
tenha escutado palavras.
A Voz do Amor
Nesse coração acelerado e existente
Labirinto romântico e sacro do afeto
De refúgio arcano, piegas e inquieto
A voz do amor, te vozeia, persistente
E quando a tua voz tange na mente
A alma se embebece em um dueto
Com o sentimento, num só soneto
De paixão e ardor, tão ferozmente
Que, o meu olhar se torna cantante
Denunciando ao meu amor sincero
Sua importância de todos os amores
Em um concerto leve e constante
Dos anjos, sem nenhum exagero
És ritmo a vida em todas as cores!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
20/12/2019, 16’10” - Cerrado goiano
Olavobilaquiando
AMOR E TANTRA
Em um baile, a banda muito romântica, tocou vários boleros seguidos, e o romantismo invadiu o salão, os casais se abraçavam ao embalo das músicas lentas, rostos colados...
Foi aí que Fernando pegou o meu braço direito e colocou ao redor do seu pescoço e me abraçou com firmeza, eu retribui, por minutos ficamos em um balanço de sonhos, até fechei os olhos com a cabeça encostada em seu peito, respiração ofegante, coração acelerado. Pela primeira vez senti o seu desejo em mim. Era o primeiro sinal de que a magia do amor triunfaria.
Ao terminar a música Fernando sorriu e olhou dentro dos meus olhos. Momento especial, o romantismo falou pelo nosso olhar. Bailou no ar um encanto fantástico de quando duas pessoas se atraem por conexão. Um forte indício de que algo supremo nos envolvia.
Nossos corpos já não conseguiam mais parar, os toques eram puro instinto de ternura, o destino sorrateiramente tramava algo. Eu interrogava a mim mesma: “Seria um romance? Caso não fosse bom, poderiadeixar de lê-lo. Mas, e a vida? Como deixar de vivê-la? Afinal de contas somos duas pessoas ou somos dois personagens de uma história a ser escrita? Na verdade nós existimos e os personagens, não”?
Eu continuava pensando: ”Os personagens dos livros que as pessoas leem, não são esquecidos, são eternos. E eu? Estaria esquecida daqui a algum tempo, não faria mais sentido para Fernando? E então? Sigo em frente ou estaciono? É fácil ser um personagem. Mas, é muito difícil ser pessoa? Pessoas no cenário real têm sentimentos, personagens, não”!
Alguma força invocara o nosso inconsciente em uma forma de encantamento profundo, influenciando fortemente os sentimentos, amais pura conexão. Algo pairava no ar.
Saímos do salão e Fernando tentou justificar-se dizendo que certas coisas acontecem involuntariamente. Eu estava meio sem graça, mas no fundo eu senti também um desejo por ele. Não era uma mulher vivida, pouco conhecia do mundo fora da gaiola, estava aprendendo a voar. Tivera um namorado na vida que virou sapo e o homem com quem contraíra matrimônio e enviuvei.
Voltei para a casa conversando, eu como sempre com a mão na sua perna, vários olhares trocados no carro, cheios de desejos implícitos. Algo especial pairava no ar. Eu desejava que o caminho se tornasse mais longo. Queria voar, alcançar novos horizontes, novos desafios...
Na volta do baile, eu dizia: Fernando, não quero voltar para casa! Ele respondia: Pra onde você quer que eu te leve? Eu respondia: Pra casa!E nisso chegava a casa que eu queria muito que não chegasse, minha vontade era ficar ao lado dele
Um dia fomos conversar no bar e foi lá que a conversa incendiou, e contamos nossasvidas em livro aberto, cheio de emoção que surpreendeu a nós mesmos. Nossos olhares faiscavam, era tudo novidades. Quantas emoções! Foi um momento de conversa foi calorosa de esquentar as ideias.
Algumas pistas ainda meio obscuras evidenciavam a aparição de um conto de amor, um todo tecido psicológico de expectativas onde às realizações estão inseridas.
Aí foi que Fernando sentiu-se mais atraído com a história, sentiu grande desejo de descobrir no íntimo daquela mulher seus segredos de tão pouca vivência. Queria conhecer todo o desconhecido, mas nada demonstrou.
Eu cheguei até a me declarar para Fernando dizendo que o achava interessante, que era meu tipo de homem preferido, que me sentia atraída por ele. Coisas que as mulheres de antigamente não fariam jamais, geralmente era iniciativa do homem, mas estamos em tempos modernos.
Tudo pronto para ilustrar o fundo psicológico de duas pessoas que tinham suas carências implícitas e necessidades humanas para experimentar a real existência bem diferente dos contos de fadas.
Eu contei que guardava um sonho nunca vivido que seria ser possuída por um homem em uma entre flores, luz de velas... E por coincidência ele também, pois era do tipo romântico, raridade nos homens de hoje. .
Fernando revelou para ela sobre o Tantra que é um termo amplo, pelo qual os antigos estudantes de espiritualidade na Índia designavam um tipo muito especial de ensinamentos e práticas que tiveram base em uma antiga sociedade. Era uma massagem terapêutica que resolvia vários problemas.
Fernando buscava uma mulher que gostasse do tantra. Todavia, contou que nunca encontrou quem quisesse aprender e praticar com ele, já tinha feito com terapeuta, mas é muito diferente fazer com uma mulher que tenha conexão.
Eu nada sabia disso, nunca ouvifalar, mas achei interessante topei aprender e com ele entrar nesse universo desconhecido. Achei a terapia encantadora, até romântica. Era poetisa, vivia em um mundo da utopia.
E assim, entrei nesse universo desconhecido e nos guardamos para que o nosso primeiro dia de amor fosse com tantra.
Estávamos completamente envolvidos, marcamos o dia onde tudo seria divino, aprendi a massagem com as pontas dos dedos.
Preparei lindamente o ambiente, nele nada faltou...
O tantra é pura conexão de reação para o romantismo...
"O conceito de que o amor tudo aceita é uma romantização da modernidade.
Estar condenado a infelicidade não é amar. A idéia do "para sempre" confronta nossa fé de forma impiedosa e nos mobiliza pelo temor a punição. Nada é mais perverso que sentenciarmos nossa felicidade a troco da salvação".
O romantismo morreu,hoje o amor está morto,é muito fácil eu te conhecer e amanhã te esquecer,me sinto Bauman falando sobre a liquidez da sociedade e a liquidez do amor,como é fácil hoje desapegar-se de alguém que você sempre quis ter.
Romantico Sou Pois acredito no Amor...
Amor que poucos sabem dar o devido valor...
Amor verdadeiro sentido por poucos...
Poucos são os que amam de verdade...
eles são felizes...
quando são correspondidos...
quando tem a certeza que esse otro alguem tambem ti ama...
maior felicidade do mundo...
saber q a pessoa que se ama tambem te ama...
quatro letras... tão simples né? A M O R
Existe palavra mais perfeita que essa?
