Trabalho Escravo
#O #TREM
Soavam 5 horas da manhã...
No ar um cheiro forte de café fresco...
Um pão banhado na manteiga...
Badalo de um sino...
Um dia um trem passou por aqui...
Levava e trazia as pessoas...
O túnel dava seu ar de mistério e medo...
Em bons tempos de criança...
Caminhando sobre os trilhos...
Tanta busca da felicidade...
Tanta gente simples...
Outras tantas humildes...
Muitas cheias de vaidade...
Hoje tudo só é saudade...
Carregou gente pobre...
Carregou gente com dinheiro...
Carregou imperador...
Escravos e fazendeiros...
Levou e trouxe amores...
Para a guerra partiu...
Muitos foram e não voltaram...
Muitos ninguém mais viu...
Gente feliz de verdade...
Coração banhado em bondade...
Lenços acenados...
Belos olhos marejados...
De corações apaixonados...
A viagem, se longa, não sei...
Mudar o rumo, talvez...
Será sempre um passeio viver...
Conduzir e ser conduzido...
Dar à vida...
Um sentido...
De poder ter existido...
De tudo que viver, uma coisa é certa:
Não se canse da viagem, prossiga
Um trem hoje parado...
Já passou por aqui...
Nunca desista...
Sandro Paschoal Nogueira
#INTERVALO
Em plácida paz serena e pura...
Descanso o corpo recostado...
De frágil peito do amor é escravo...
Num sonhar gostoso em langor...
Em vias de fato...
Rasgo o véu das ilusões mentidas...
Tantas vezes me foram ditas...
Que a est’alma frágil seduzir puderam...
Abrindo-me feridas...
Desse mal acometido...
Quiçá poder ainda, fazer-me um furo a seta do Cupido...
Chegará o dia de amor inspirado...
Aquele tão bem querido...
Tão bem sonhado...
Em que a felicidade se aninha...
No coração que um dia...
Foi tão magoado...
Sandro Paschoal Nogueira
facebook.com/conservatoria.poemas
Nasço, vivo, morro por um destino em que não mando...
Então quem eu sou?
No luto dos meus olhos...
Foi na minh'alma que nasceu a dor...
Quem é leal e quem não nos abandona...
Quem devemos procurar...
E ser dignas de confiança...
Alguém a encontrar?
Já quase desisti...
Da inocência do desconhecido...
E a saudade?
Ainda vive em meu peito...
O que levamos da terra
É o céu que possuímos...
E à morte que damos vida...
Criam-se o sentido...
Vã filosofia...
Turvo clarão de raciocínios tristes...
Nos engana e mente...
Entre sombras nos conduz...
Quem rasteja na Verdade...
Se desencanta...
Do amor escravo...
Vítima sempre serei...
São muitas as provas na vida que servem para testar quem somos...
Seguir adiante, sem descansar...
Afinal ...
Onde tudo vai dar?
No meio da confusão é preciso ver para além do que se pode olhar…
No meio de tudo onde estou eu?...
Que serão os meus sonhos...
O que posso almejar?
Sandro Paschoal Nogueira
Uma das melhores mudanças que ocorrem em nossas vidas é aquela onde deixamos de ser escravizados pelo medo
"Liberdade é ser capaz de mudar suas escolhas, ser capaz de mudar seus pensamentos e atitudes; pelo contrário, você é um escravo de si mesmo."
Eles chamam de DEMOcracia, aquilo que eles mesmos escolheram, para usarem contra o povo, para que tenham apenas a sensação de liberdade mas, nunca serem de fato, livres.
Se o capitalismo extrativista nos tratam como "meias tigelas" estão se enganando, não somos escravos.
A geração nascida nos anos 60 e 70, inventores da Nutela, não conseguem compreender os progressistas, nascidos no século IX, defensores dos direitos humanos que contribuiram para a causa anti-escravocata.
Friozinho gostoso
Arrepios no ar
Chuvas de emoções
Inundam o ser
São doces lembranças
Que trazem seus fluidos
Para dentro de mim
Deixo_ me afogar
Naufragar...
Doce emoção
Sublimes sentimentos
Sedutora paixão
Que me faz sempre
Flutuar em suas águas
Mergulhar
Profundamente
Em você
Tempinho maravilhoso
Que se prolongue:
Não acabe jamais!...
Seja somente nosso
Para nos agasalhar
E quentinho ficarmos
Grudadinhos
Nesse nosso
Ninho de amor
Em que o tempo
Não passa
Porque o nosso amor
Vem de uma fonte
Que jamais secará...
Mergulhem fundo
Em vossas emoções
Permitam que o amor
Seja a vossa fonte
De águas cristalinas
Para que em vossas vidas
Jamais tenham sede
Jamais sejam escravos
Da solidão...
Paz no coração
Felicidades sempre
Reino de Opressão
Você tenta me esconder...
Me transforma em uma sujeira...
Que só vive para morrer
Você quer me ignorar
Mas não consegue imaginar
Seu império
Sem ter eu para escravizar
Minha existência
Resume seu reino
Um reino de opressão
E enganação
Sua hipocrisia
Me faz vomitar
Seu castelo de areia
Iremos derrubar
Se um homem segue a cabeças eclesiásticas que não têm concordância doutrinária com a Palavra de Deus, o seu corpo e sua mente são escravos delas.
O coração de muitos consumidores continua cada vez mais corrupto pela fascinação comercial, sendo meros escravos do mercado que promove a compulsão como status.
Um irmão em Cristo que anda no pecado, impede de ver o seu crescimento espiritual, uma vez que, sendo escravo do diabo, é-lhe sugado as energias do seu espírito.
A geração que corre atrás da fama e do ganho de riquezas ilícitas acaba criando inimizades e almas infiéis; amigas, sim, daqueles que são escravos de seus status e de sua admiração.
Esqueça o mundo quando preocupar-se com a fama, moda e riqueza de vida, pois quanto mais conhecido se tornar, mais escravo sua alma se torna de suas próprias escolhas e do mundo nada pode levar, senão se matar de tanto trabalhar por aquele que nada fez para lembrar das suas noites perdidas.
Navegaste os mares, óh Europa audaz,
Dizias buscar terras novas e paz,
Mas ao chegar, saqueaste sem temor,
Escravizaste povos, espalhaste dor.
Velas ao vento, nações a desbravar,
Não para unir, mas para dominar,
Desenhaste fronteiras com sangue e punhal,
Deixaste um rastro de luto, tão banal.
E ao assistir o destino Palestino,
Calada, foste cúmplice do desatino,
Criaste a ONU, teatro a encenar,
Mas de fantoche, só podes reinar.
Quem te deu o direito de julgar?
Se a história que trazes é de esmagar,
O tempo não apaga, o mundo vê,
Que a justiça que pregas, jamais será plena.
Óh Majestade Europa, agora teus súditos sabem que foram iludidos, e que vossa majestade é na realidade apenas um fantoche dos Estados UnIdos.
O Brasil surreal de poucas cores dos poderosos grupos de comunicação financeira ainda não perderam a triste mania de usarem água sanitária e alvejante para esbranquiçar a qualquer custo a verdadeira arte e cultura brasileira.
