Tortura
E o que fazer dessa imensa solidão
A qual dilacera meu coração
E que aos poucos tortura
Mais e mais meu pobre coração.
Saudade, saudade boa ou ruim.
Só quero que ela saia de mim
Vivo na tortura intensa de tentar
Esquecer esse amor que parece não ter fim.
Ô saudade dos velhos tempos,
Do tempo em que a gente apenas conversava
Sobre a vida e que as horas logo se passavam.
E depois íamos embora com o sorriso no rosto
E alegres por ter se visto um ao outro.
È o jeito esquecer, tomamos rumos diferentes.
Cada qual com um par pelo menos mais decente.
Esse foi nosso triste fim!
A saudade é uma forma de tortura, que nos assola todos os dias, nos trás lembranças, momentos, sorrisos, sentimentos que um dia surgiram e um dia também deixaram de existir, com pensamentos amiúdes fazendo com que o coração sofra e relembre o quanto amou .
As vezes perdoamos de coração, mas é essa memória que nos tortura com lembranças, e a alma só chora.
Foi amor à primeira
leitura...
Foi amor onde à letra
tortura...
Talvez a ultima primeira
loucura...
Textualizada por um poeta
cabeça dura.
amor tortura e contamina todo o ser e generaliza uma espécie de infecção de paixões frustadas e sentimentos inacabados
Há um mar de tortura invisível na vida humana, se afogando num oceano sem fim onde nem as lágrimas sofridas alagam a mente vazia, a segurança do porto não o faz firme, forte, feliz, na imensidão devastada não há um acolhimento.
A procurar sentidos entre motivos e insensatez,
vivo uma tortura silenciosa, amordaçado,
sem carrasco, sem sentença,
preso numa cela sem grades,
onde a justiça não me condena,
mas o amor me aprisiona.
Tudo isso por não estar contigo,
deusa sublime que governa meu coração,
rainha do desejo,
minha única salvação.
Tudo que for de certo modo forçado não é conveniente, até o amor não se rende a tortura, não vale apena forçar a liberdade bom é estar de bem com a vida.
Você até pode sacrificar tortura impor medo aos pequenos não vá esquecer que amanhã o covarde será você.
O inferno não é fogo, não é tortura física, não é um castigo divino. O inferno é olhar para dentro e ver um vazio imenso, sabendo que somos os únicos responsáveis por preenchê-lo. O inferno é a consciência de que poderíamos ter sido mais, feito mais, sentido mais, mas muitas vezes escolhemos o conforto do conhecido, a ilusão do controle, a paralisia do medo.
Já vi grandes sofrimentos neste mundo, mas nada se compara à perseguição e tortura de uma mente psicopata.
A TORTURA DAS DATAS COMEMORATIVAS
Demétrio Sena - Magé
Tenho sérios problemas com datas comemorativas, no que tange a lembrança e também o mergulho nas ondas de felicitações. Imaginem vocês, que até do natal, que as pessoas começam a comemorar um mês antes, eu esqueço; não percebo. Quando vejo, o peru já está na mesa, já comi vinte rabanadas (o meu sentido do natal) e já estou correspondendo a um montão de abraços; inclusive de gente que passa quase o ano inteiro de cara feia comigo.
Dia desses foi o dia do amigo. Costumo abrir meu perfil em rede social pela manhã e mais um pouco à tardinha. Nesse dia, por alguma razão que já não lembro, só abri à tardinha. Havia uma enxurrada de textos sobre a data e eu não tinha preparado nada específico; publiquei o que tinha escrito no dia, que não era sobre amigos. Gosto muito de minhas amizades cibernéticas, como dos amigos de carne, ossos e alma... ah; também de pele, porque sem pele, ficam assombrosos... mas tenho problemas com escrever por encomenda... escrever sobre datas no ato delas, é como escrever por ecomenda.
Teço minhas demonstrações de afeto aos amigos, na interatividade online ou presencial diária... minhas felicitações de aniversários e algumas conversas em particular com quem tenho maior proximidade, mas por favor: não meçam minha sensibilidade ou a consideração pelo número de homenagens que faço nas datas especiais como do poeta, do escritor (como se poeta e escritor fossem diferentes), entre outras inúmeras ocasiões. Todo dia é de algo. Peço até às árvores, aos animais, à bandeira nacional que não fiquem tristes por eu não publicar a respeito nos dias específicos; nas enxurradas.
Triste, mesmo, seria não ter o natal. Amo rabanada. Tanto, que suporto as músicas natalinas e até abraços de gente que passa quase o ano inteiro de cara feia comigo. A tal ponto, que algumas vezes me arrisco a enfrentar a fiscalização e fazer umas rabanadas no dia do dentista ou da ginástica artística. Peço a todos que me perdoem pelas ausências escriturais nos dias específicos. Meu chichê é de que todo dia é dia de tudo e todos... será que cola?
... ... ...
Respeite autorias. É lei
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