Tombo
Hoje o Céu amanheceu
da cor de chumbo
Mas não daqueles chumbos
Que dão tombo aos pombos
É um daqueles Céus
Plúmbeos de enxurrada
e depois que a chuva vem
Não sobra nada
Daqueles que o trovão assombra
é de dar folga ao lombo do burro
e deixar o bicho na sombra
Acender meu bom cachimbo
Espiar da janela o limbo
Esticar a canela na rede
e simplesmente brincar
de ser aquele cara
Que parece rir pra mim
Enquanto caminha
Num campo florido
Colorido de margaridas
crisântemos e jasmins
Naquele quadro da minha parede
Caminha feliz da vida
Com cara de quem
está indo pescar
Nenhuma manhã
desta vida é perdida
Eu guardo essa manhã pra mim
Pois hoje o dia
Amanheceu assim.
Preze pela sabedoria: é melhor do que tomar tombo, ser escravo de gente mal-informada e encontrar muitas dificuldades em nome da santa ignorância.
Me falaram que quem sonha alto demais corre o risco de cair e o tombo é devastador, mas esqueceram de prestarem atenção em mim;
Não tenho medo de alturas e sempre ando preparado para aventuras que testam a minha coragem, ainda mais quando estou pronto para puxar o pára-quedas;
A vida me ensinou a me levantar depois do tombo, para que eu pudesse continuar o meu caminho para ter a minha superação;
Diante de um tombo, não se levante esbravejando, por quê se não a experiência adquirida não será assimilada.
O sucesso é multifacetado, tenha em conta a fase do fracasso e não desista no primeiro tombo, ânimo!
No meio do caminho tinha o tropeço, o tombo e a dor; mas também tinha o recomeço. Se você crer, Deus faz tudo novo.
A grande questão não é voltar a ser o que éramos antes do tombo. Não. A sacada é entender quem a gente pode se tornar agora, depois de carregar as cicatrizes e passar pelos naufrágios. Olhar no espelho e não lamentar o que foi perdido, mas enxergar o que ainda dá pra construir. E quer saber? O sol volta. Sempre volta. A dor passa, o peso some e, sem perceber, você está rindo de novo, sentindo de novo, vivendo de novo. Porque é assim que funciona, meu caro: a gente cai, quebra, esfarela. Mas, no fim, levanta. E segue. Trincado ou remendado, mas segue.
“Da Decepção à Glória”
Caí, sim — e foi alto o tombo.
Acreditei onde não havia chão.
Entreguei mundos em mãos vazias,
E recebi silêncio por gratidão.
Doeu…
Não nego o gosto amargo.
A alma sangrou calada,
e o coração ficou frágil, fraco.
Mas ali, no fundo do poço,
no ponto mais escuro da história,
nasceu algo que ninguém viu:
a semente da minha glória.
Pois quem sofre não fica o mesmo.
Ou afunda, ou se transforma.
E eu escolhi crescer do caco,
renascer fora da forma.
Fui traído? Sim. Subestimado? Também.
Mas nunca fui vencido,
porque aprendi com o desdém
a caminhar mais protegido.
Hoje, quem vê o brilho em meu passo
não imagina o que já suportei.
Mas cada lágrima guardada
é tijolo no que conquistei.
A glória não veio do acaso.
Veio da dor que não me matou.
Veio do “não” que me fechou portas,
mas me forçou a criar o meu valor.
Então, se um dia a vida te quebrar,
não te desesperes na queda.
Pois há vitórias que só nascem
quando a alma já se enreda.
A decepção é só o início,
não é ponto, é reticência.
A glória? Ah… ela é destino
de quem fez da dor: resistência.
