Tocar tua Alma
ALMA
Alma penada,
vaga sem vaga
como vaga avatar...
Sem pena, nada,
as vezes fada
no seu lance de voar.
Alma penada...
Por ai despenada
em desprezo, finda,
mas, até sabe chorar...
Vive com nada
no mundo despenada
anda passadas
mesmo sem saber andar.
Antonio Montes
FESTA NO CÉU
E a lua cheia
como uma aresta da alma
sorrindo se acalma
vendo chegar o anoitecer...
Vem com seus sonhos querendo
fazer uma festa no céu acontecer
Mas é aqui na terra que o seresteiro
olhando pra ela apaixonado
para sua amada faz galanteio
até o dia amanhecer...
melanialudwig
Esse nada já preenche minha alma faz anos. Era uma vez uma menina feliz , esperançosa e com sonhos. Era uma vez pessoas que tiraram tudo dela. Era uma vez uma menina vazia.
Amar, é também,
encontrar a alma
que te espera sem pressa
e na hora certa,
te sentir eterno neste abraço
que por inteiro,
te abraça.
by/erotildes vittoria
Minha alma é poesia.
Meus versos na sinastria do amor
incorporam as leis que regem todo nosso calor
Perpetuam na face da tua alma
o sinais que incendeiam teu querer
por mais que oculte, seus olhos me deixam ver.
Quão bela a sabedoria da alma.
Alma pura não julga.
Alma pura dar amor incondicional.
Alma pura é a essência da sabedoria Divina, que nos proporciona a encontrarmos o caminho final.
Se olhares além da minha face triste, verás minha alma sorrindo. Há momentos em que o coração sorri, sem que os lábios traduzam.
SONETO PARA UMA DESPEDIDA
Marcial Salaverry
Numa triste despedida,
ainda que tendo a alma ferida,
mostre sua dignidade,
lembrando só que houve felicidade...
Se algo ainda entristece,
sem duvida o melhor caminho,
evitando o que aborrece,
é lembrar apenas que houve carinho...
E se algo não deu certo,
apesar do amor que aconteceu,
não deve causar tristeza, decerto...
O que houve de bom, não morreu...
Permaneceu no coração,
deixando uma gostosa emoção...
Marcial Salaverry
Que a vida me ensine a tornar a alma mais leve, quando o corpo pesar e a continuar andando em frente, mesmo que o mundo inteiro venha a desabar sobre mim.
As palavras tem o poder de mudar somente aqueles que param ouvi-las.
Palavras saem da alma, se sua alma dói você produzirá palavras de dor e assim por diante...
Quando você quer desconstruir algo que "acha" errado usando as palavras, você está errando com você e com o outro, pois achar não é ter a certeza de quem viveu, mas quando você tem certeza do que fala com fatos comprovados e vividos é seu dever alertar aos demais que julga serem seus amigos.
Ouve quem quer, absorve quem tem a alma aberta e sem lados e finge que não viu quem é burro o bastante para se achar maior e mais sábio que aquilo que lê ou que aquele que escreve... Não se trata de competição de saberes ou de maior importância, se trata de sermos mais fraternos e espertos com armadilhas que vemos por aí!
Amo as palavras, uso-as em todos os momentos da minha vida e apenas paro de usa-las quando vejo que já não tem mais jeito, quando a infecção já destruiu o que de melhor uma pessoa pode ter em certas situações, O BOM SENSO E ÉTICA, seja ela religiosa ou social.
Falar em dialetos, rezar em outras línguas, cantar, dançar não fará de você uma pessoa melhor, apenas fará de você uma pessoa que estudou e aprendeu alguma coisa, fazer você melhor é saber respeitar, ser menos arrogante, ser mais honesto, ser humilde e simples e principalmente saber escutar as pessoas.
E lembre-se que quantidade nunca foi sinônimo de qualidade...
Você pode ter duas pessoas ao seu lado se essas fizerem tudo com respeito, amor, carinho, bom senso e ética tudo será perfeito!
Dirija sua vida com a mesma maestria com que conduz a vida do outro...
À ALMA DE MINHA MÃE
Partiu-se o cordão do amor absoluto
No meu desditoso fado então trincado
E as preces no rosário assim de luto
Rezam tristuras no chão do cerrado
Lacrimoso eu, debalde na dor soluto
Soluça a baixa deste relicário delicado
Minha mãe, tão jovem em seu atributo
Pôs suspiros no meu peito instigado
Tal um ramo que seca sem dar fruto
Em um outono tão frio e desfolhado
Assim, o meu afeto se faz convoluto
E na continha de saudade, ao lado
Das lembranças dum amor resoluto
À alma de minha mãe, louvor ofertado!
© Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
2017, julho
Cerrado goiano
Eu olhei pra bem longe muito além daquele
sol. Meu passado se pôs com ele e eu
sentir minha alma clarear enquanto
o dia Escurecia.
" ... então, parei com tudo que me fazia a alma agitar...
Calei a voz do meu lamento, e só a alma falava ...
Enquanto eu o ouvia, caminhava por entre as alamedas de mim mesma, sendo guiada por aquele sussuro indescritível que me levava até a claridade dos meus pensamentos, me mostrando a saída. "
EU PASSARINHO
Desolada, sofre o pobre ser.
A dor teima e queima devagar aquela alma.
O sofrimento adentra os sonhos e os desarruma,
De novo, impregna-lhe as narinas, quando já é dia.
E assim, como num vício, a tristeza a acompanha pela repetição enfadonha das horas.
De longe, assiste tudo o amor amigo.
Pensa: é dor de amor apaixonado, é dor de perda, é dor de luto, é dor...seja que dor for, ele conclui, é grande a dor.
Não há o que fazer, reflete consigo consternado.
Já se ía dando as costas, quando resolveu voltar.
Nada tendo o que dizer, sorriu encabulado.
Estendeu os braços e a abraçou bem apertado.
O ser sofrido chorou...chorou...chorou.
Enquanto isso, o abraço amigo a envolvia mais e mais e mais.
Na esperança que não lhe esvaísse a vida, permaneceu o amigo ali parado.
Sem dar conta das horas, pode perceber qdo ela aprumou a fronte.
O que viu foi um rostinho amassado, olhos vermelhos em semblante pálido.
Porém, tudo parecia mais leve agora.
Na boca trêmula do serzinho envergonhado, um ensaio de sorriso. A voz dócil, quase inaudível, deixa escapar, com dificuldade, um muito obrigada bastante atrapalhado.
Despediu-se o amor amigo e se foi.
Naquela noite, ela adormece tranquila.
Sonha com braços lhe envolvendo os ombros.
Protegida naquele abraço, vê um casulo que se rompe numa linda borboleta multicolorida.
A borboleta ganha o céu.
Seus olhos... distraídos... acompanham o vôo do bichinho, enquanto seu corpo se aninha naquele abraço afetuoso.
De repente, a voz a chama pelo nome e diz: --Aquela borboleta é vc.
Ela sequer estranha a afirmativa. De fato, aquele abraço lhe fez voar.
-E vc, quem é? - Ela pergunta.
A voz responde:
-Sou quem te quer bem.
Então, a moça desmonta em desabafo:
- Estou tão decepcionada e com a alma aflita...Foi-se embora o meu amor.
-Quem ama, não abandona. Nunca foste por ele amada - argumenta a voz com convicção.
Percebendo que os braços se distanciam, a menina se desespera.
-Não me deixe vc tbm. Como poderei ter de novo esta sensação tão boa do seu calor? Onde poderei sentir novamente esse seu amor? - Ela pergunta ansiosa.
Já longe, mas tão nítida, a voz revela:
_O meu amor nunca encontrarás em mil beijos apaixonados, mas sempre o terás em um abraço amigo.
O serzinho acordou radiante, sonhou algo, mas não lembrava o quê. Apenas sentia-se amada naquela manhã.
O coração estava aquecido por um calor diferente, não lhe parecia passageiro, como das outras vezes.
De repente, se viu cantarolando uma música que nem é do seu tempo:.. são as águas de março, fechando o verão, é promessa de vida no seu coração…
Ao longo da manhã, vieram à lembrança flashes do sonho que teve. Eram partes desconexas de um todo que não conseguia juntar. Acha que sonhou com uma borboleta colorida. E sonhou com a voz firme, disso tinha certeza. Dizia algo belo e importante. Mas o quê? O quê???
Como se busca uma fresta de luz em túnel escuro, ela franzia a testa e forçava a memória. Percorria alucinada o tempo num giro anti horário, para reviver a sensação do melhor sonho de sua vida. Até que…pufttt...um clarão eclodiu na desejada anamnese. Lembrou, enfim. A voz era um amor amigo!
Naquela manhã, descobriu quanto tempo perdemos, insistindo em pessoas, situações ou coisas que só nos abrem feridas. Quantos braços e abraços são cárceres...Contudo, o mais interessante foi descobrir que somos nós quem nos aprisionamos ali e, não, o outro, porque é nossa a escolha de permanecer.
Já o calor de quem ama de verdade é diferente, não queima, não arde. É um bem-querer comprometido, em cujos braços vc se sente protegido, no aconchego de um abraço que só lhe traz a paz. Um abraço tão apertado e ao mesmo tempo tão libertador, do tipo que te permite voar, ir e voltar, para sentir de novo, e mais uma vez, e novamente, e sempre, o mesmo amor. É um abraço de um amor respeitoso, que considera o que você quer e quem você é, considera a sua forma e admira o colorido das suas asas.
Já o amor apaixonado é criatura efêmera, é intenso e louco, porém tão raso. Por ser quente e voraz, está sempre sedento de mais e mais calor. Nada nunca o satisfaz. E no êxtase dessa busca, ele se auto consome, se dissipa e morre, deixando um rastro de decepção por onde passa.
Então a menina, enriquecida em suas reflexões, antes mesmo de tomar o café da manhã, passou a mão no celular e ligou para o amor amigo:
-Quer almoçar comigo hj?
O rapaz aceita prontamente, mas percebe q a moça está diferente, tem vida na sua voz. Por curiosidade pergunta:
-O que deu em vc para se lembrar de mim?
Ela riu:
-É que, acredite vc ou não, dormindo, eu acordei!
Enfim, a vida é mesmo assim, nem tudo que reluz é ouro, já diziam nossos avós. Uma hora a gente acorda e reconhece o a(braço) certo.
Num diálogo à moda Mario Quintana, diria o amor amigo ao rival apaixonado (numa gargalhada que beira a vingança):
Vc passará e EU PASSARINHO!!!
Mônica Arêas
Pra mim ...
A beleza do Ser reside Dentro !
É a grandeza da alma
que nos Eterniza
O resto : vaidade e o físico ... Tudo isso um dia acaba .
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