Textos sobre Olhar
Nada mais reconfortante que um amor desconstruído…
Olhar para alguém e não sentir nada…
A pessoa escolheu se manter no cantinho da indiferença…
Tanto faz se fazer presente…
O amar perdeu o sentido…
O tempo fez seu papel…
A saudade nem faz conta…
A lembrança virou vazio…
O amor não dorme em cama fria…
memória apagada
me apagou da sua memória feito arquivo,
como quem fecha uma janela sem olhar o céu.
fui palavra que não coube na tua página,
fui verso que não rimou com teu tempo.
e no teu gesto simples, quase sem peso,
desinstalou-se o que em mim era inteiro.
não houve drama, nem despedida
só o silêncio de quem não quer lembrar.
mas eu, que ainda guardo tua voz em pastas invisíveis,
sigo abrindo arquivos que você renomeou como nada.
sigo lendo entre linhas o que você quis esquecer,
como quem revisita cartas que nunca foram enviadas.
porque há amores que não se apagam,
mesmo quando deletados.
eles ficam —
em cache, em sombra, em sonho.
em mim.
24/10/25
“Poema” Uma doce paixão
O amor nasce de um olhar,vive de sorriso...
Morre de um adeus.
Mas se for o amor verdadeiro,perdura-se eternamente...
Não ah nada que apaga um grande amor.
Nem a distancia...
Nem a ausência nem o tempo.
Tudo permanece como no primeiro encontro...
O primeiro olhar,o primeiro beijo.
O amor verdadeiro adormece,
e acorda regrado com gotas do suave perfume das flores nas tarde de primavera.
Sentir o doce gosto da paixão, mais inocente...
Deixando a alma transparente no aconchego suave de um grande amor.
O amor verdadeiro é como sentir o vento tocar o rosto...
Suavemente como sopra a copa das paineiras...
E suas plumas caem ao solo e logo germina trazendo a tona nova...
Vida a natureza.
Assim é o amor verdadeiro...
Natural puro e eterno.
O amor verdadeiro...
É como a fênix..
Renasce a cada segundo...
Com louco desejo de amar.
Um grande amor euma doce paixão entre dois corações.
Suspirando no mesmo caminho.
La no alto da serra...
Deitado sobre a terra, vamos morrer...
Bem juntinhos.
Eu andava, tropecei, ao olhar pra cima bati a cabeça no ferro... Ora, seria eu alguém tão atrapalhado? Quando estou só, imagino muitas coisas, mente fértil, pronta para analisar os detalhes... Tão gentil com as pessoas, mas, esperando o retorno da gentiliza que quase nunca vem, mas logo, penso, fiz minha parte...
Sempre penso em silêncio, esteja onde estiver, que é melhor a honestidade do que a vigarice, pois posso dormir tranquilo, com a consciência em paz. Ora, ser bom, pelo menos aqui no Brasil, é sinônimo de ser besta, ingênuo, já que há em nosso país uma cultura da esperteza... Sigo em frente, sempre a pensar na vida, na ajuda, no amor fraterno, o qual não é teoria, e, sim, prática... Não diga que ama a Deus, se por outro lado, odeia o próximo...
Pois bem, ao sorrir olhe o horizonte vasto que há, ele exprime a noção de sentido e objetivo que deve seguir, sempre! Seja original, seja você...
O verdadeiro desafio do autoconhecimento está em olhar para dentro com honestidade. Não apenas para aquilo que gostamos de ver — nossas virtudes, ideais e intenções —, mas também para os medos, defesas, expectativas e identidades que fomos acumulando ao longo da vida.
Na busca espiritual, muitas vezes imaginamos que o caminho é adquirir mais: mais conhecimento, mais técnicas, mais experiências espirituais. No entanto, o movimento mais profundo é o contrário: deixar cair as camadas que encobrem o que já somos.
Esse processo pode ser dolorido porque toca o ego, nossas histórias e a imagem que criamos de nós mesmos.
Requer silêncio interior, humildade e coragem para permanecer diante da verdade sem fugir dela.
Assim, o autoconhecimento não é uma conquista exterior, mas um desvelar gradual da consciência que sempre esteve presente. E, nesse sentido, o caminho espiritual não nos leva a nos tornarmos algo novo — ele nos convida a reconhecer aquilo que sempre fomos em essência.
Nó do lenço
Em Veneza, o amor era um porto,
Onde o Mouro, de guerras cansado,
No olhar de Desdêmona,enfim, achou conforto,
Um reino de paz, por ela outorgado.
Mas a sombra do lago, em silêncio, tecia
A teia de aranha que o peito consome.
A dúvida, o verme que a alma vicia, Sussurrava mentiras em volta de um nome.
O lenço caído, bordado em morangos,
Tornou-se a prova de um crime inexistente.
Otelo, perdido em sombrios fandangos, Cegou para a luz da amada inocente.
Onde havia ternura, nasceu o tormento,
O ciúme é o monstro que a si próprio devora.
Um travesseiro abafa o último alento,
E a verdade só chega na última hora.
Ó, General, que venceu mil batalhas,
Mas caiu diante de um falso confidente!
No quarto de Chipre, entre mortalhas,
Dorme o amor que foi morto injustamente.
Há feridas em mim
Que um amor deixou:
Ouve tantas partidas
Em meu olhar
Que nem as lágrimas
Mais profundas
Conseguiam evaporar.
Ouve tantos suspiros
Em meu coração
Que nem o ar
Ala Katrina
Em meus pulmões
Eu conseguia controlar.
Ouve tantos dias
Que pareciam noites
Em minha cama
Que ao me ver chorar
Já não conseguia mais suportar.
Triste, triste mesmo:
Triste não é o grito da partida
Mas sim, o silêncio da solidão!
Não quero falar da tragédia do mundo.
Ela já grita sozinha.
É preciso olhar além do caos, além das dores,
além da pressa,
além da ilusão de controle,
além até da esperança.
Não olhar de modo ansioso,
mas com consciência
e profundidade.
Plantas conversam em línguas que não ouvimos, animais atravessam o planeta sem mapas, Águas-vivas ensaiam a eternidade, Peixes vão tão fundo
que a luz fracassa, a arte dá formato a cenários mentais. E mulheres fabricam universos
dentro do próprio ventre.
Como negar
que algo sagrado respira aqui?
Talvez maturidade seja isso:
tentar ver o mundo além da nossa bolha,
além do reflexo corrompido da nossa alma.
Libertá-la.
Conectar-se com os milagres.
Aceitar a própria animalidade.
E lembrar
que não somos feitos só de ambições,
mas de experiências.
— Allan Meraki
Eu te amo, desde o primeiro olhar, não se trata apenas de poesia, é real.
Quando fui te conhecendo, a leitura que eu havia feito, só se confirmou.
Razão você tem, contudo, você viveu e sentiu os meus sentimentos, a intensidade que sempre tivemos. E também por isso, deveria avaliar o todo, e não agir com indiferença.
Eu jamais seria, e serei indiferente a você.
Sim, as provações só nos destroem quando permitimos.
Sempre compartilhei a minha vida contigo, e do quanto me revi, e me revejo, em situações difíceis.
E te digo na certeza, se a situação fosse contrária, e se tivesse se dado tal qual a minha, eu certamente não nos daria um tempo, eu não deixaria o meu amor ao vento.
Quando eu disse, não me perca Tatiane, e enfatizo agora, não teve um outro cunho, a não ser o de te dizer o quanto eu estaria, e estou, disposto a te amar, daí, caminhar ao teu lado.
Agnaldo Souza
Passas,
indiferente, não me diriges o olhar.
Como posso esquecer teu sorriso menino,
Teus lábios tocando aos meus,
A paixão que nos envolvia,
Como posso esquecer nossas noites,
nossas aventuras, o corpo vibrando de prazer...
Agora a vida não tem mais sentido,
Estou solta pelo mundo,
Esperando pela vida,
Por ti que me queres fazes sofrer,
Domina-te e não me faças morrer,
Só quero te amar, ser feliz e viver...
DEUS, O SENHOR DO TEMPO
É o tempo correndo.
É o olhar no espelho.
É ir se esquecendo do que já se viu.
É a vida passando um tanto ligeiro.
É a lágrima que cai, molhando o travesseiro.
É o ontem que ficou num canto esquecido.
É a vontade de recuperar o tempo perdido.
É o saber que é só saudade do que já foi esquecido.
Só ha alguém que não muda.
Nesta vida tão breve, que é Senhor do tempo e a ele rege.
Seu nome é Divino,
É Senhor de tudo o que se pode vê.
É Senhor do passado, está forme no presente e pra sempre vai viver.
Cícero Marcos
NEGRITUDE
O olhar do negro
Tem o tamanho de todas as estrelas,
As lembranças de arrastar correntes,
Tem a tortura de todos os troncos,
O olhar do negro
Veleja navio negreiros
Na saudade das savanas de sua liberdade,
O olhar do negro
Se perde nos canaviais, nos engenhos,
O olhar do negro
Tem a solidão ímpar de todas as noites,
Tem a angústia de todos os órfãos,
A dor de todas as humilhações,
A revolta de todos os mares,
O olhar do negro
Tem todas as angústias da colônia,
Tem traumas silenciosos,
De mães e irmãs abusadas,
O olhar do negro
Tem a ansiedade dos quilombos,
Tem a valentia do zumbi...
E uma saudade que urra, que brame, que zurra
Que agita manadas, alcateias, bandos e tribos
Da negritude que ainda corre em seu sangue...
O OLHAR DE CATARINA
A beleza das coisas
Tem uma face obscura oculta,
O seu sorriso contente,
Tem uma tristeza secreta
A terceira margem do rio,
Na sua essência
Está submersa
Boas ações muitas vezes
Têm uma finalidade perversa
Assim me perco em divagações
Passo a noite a contemplar estrelas
E não entendo o olhar de catarina
Não entendo o seu universo
E por mais que eu filosofe e faça versos,
Não encontro uma rima
Passo a noite a contemplar estrelas
E não entendo o olhar de catarina...
Ficou aquele olhar... algo interpelando as razões da vida; o que nos conduz, o que nos acorda, o que nos levanta, o que nos faz respirar; sonhos e paixões. A eternidade em poucos segundos. As estrelas explodem criando supernovas; fatos, criações e a cultura secular de uma civilização tornam se a história, mas eternidade é algo bem subjetivo: primaveras, outonos, invernos e verões... momentos felizes ou agruras superadas; cicatrizes, cumplicidades e boas lembranças que fazem valer o parasempre. Teremos outras manhãs, só não olhe pelo retrovisor, não procure eclipses não faça promessas; e o meteoro que vem em nossa direção... não ouça tudo o que dizem, não acredite em tudo que falam, não peça que eu bata, que eu enforque, não se entregue tanto a esse vício chamado paixão... dentro de mim tem um vem-vem que pode voar bem longe, mas que faz valer seu nome. As grades não podem conter esse pássaro que há em mim. Ficou aquele olhar inquisitivo... um cheiro de pólvora, o cano do “Smith’’ fumegando... então eu volto como se pudesse refazer tardes tépidas dos sábados inesquecíveis, noites brilhantes quando contemplávamos constelações e eu tentava entender o enigma de capricórnio, ou noites chuvosas e incitantes ao prazer; então há um bloqueio, e eu me encontro aqui: olhares estranhos, palavras inquietantes, pessoas abstratas. O homem com a toga jamais entenderia que nenhuma sentença me condenaria mais que aquele olhar, o corpo sem vida, olhos arregalados incapazes de compreender de como a paixão pode ser letal. Jamais compreenderia que antes do homicídio eu já tinha sido assassinado.
O tempo parece que parou, aqui se perde noção de hora ou dia, mas nada me faz esquecer as nossas sextas-feiras ali na lagoa. Petra, a garota do açaí, já tinha me falado da ruiva que circulava ali numa Caloi; e quando nos conhecemos confesso que aquela intimidade me perturbava; mas as mulheres compartilham seus segredos, coisa que só outra mulher compreende, mas aquela cumplicidade me incomodava; mensagens no whatsapp, chamadas longas, sussurros... na manhã daquele sábado passei no ” pinga fogo” revi velhos conhecidos meus e seus, ouvi comentários indesejáveis, risos sarcásticos e talvez tenha bebido além da conta; quando ia saindo, uma prima sua ainda veio me provocar: ”o que a Iranir viu em você” -o que você não viu nem vai ver nunca, respondi. Mara, Liana, Nilde... tento comparar, repovoar, detalhar; agora era diferente, os momentos difíceis eram compartilhados assim como as alegrias. A forma de como tudo aconteceu não foi por um sentimento de posse, foi o cuidado excessivo de preservar algo precioso.
As manhãs de domingo ali na Lagoa... a garota na Caloi já fazia parte da paisagem; o Cristo Redentor lá de cima parecia uma sentinela para que tudo corresse dentro da normalidade.
Dez anos passados, a Lagoa continua acolhedora, a moça do açaí agora é uma afrodescendente: Dina tem um sorriso encantador, veste a camisa do fluminense e me confessou que leu AMORAMORA; e que não compreendia como alguém com tanta sensibilidade... tudo vai muito além dos bloqueios que nos afligem a alma; e as coisas acontecem exatamente pela sensibilidade, mas o redentor nos acolhe misericordioso como aquele que nos permite caminhar na tênue linha entre a paixão e a razão.
LAGOANDO
(Ode à Lagoa do Apodi)
Teu olhar de paz,
Tua orla.
Teu brilho noturno,
Tua luz.
Teu mistério franco,
Tua água.
Teu sonho abissal,
Tua profundeza.
Teu celeiro de vida,
Tua recompensa.
Teu cardume plural,
Tua fauna.
Teu cheiro de mato,
Tua relva.
Teu canto solitário,
Tua saudade.
Teu trabalho diário,
Tua lavandeira.
Teu sorriso nu,
Tua exuberância.
Fidúcia
A aparência pode até seduzir,
O olhar pode até encantar,
O sorriso pode até revelar,
O beijo pode até marcar,
O abraço pode até consolar,
A luxúria pode até deleitar,
O dinheiro pode até comprar,
A inveja pode até querer,
O orgulho pode até cogitar,
O medo pode até fugir,
A ira pode até frear,
A solidão pode até aumentar,
A insônia pode até sonhar,
Mas…
A fé sempre vai reinar!
Com todo respeito, alguém já parou para olhar para uma pessoa enquanto ela falava e pensou:
“Meu Deus… será que essa mulher tem noção do quanto ela é linda?”
E não falo apenas de uma beleza de fora.
Falo de uma beleza que vem de dentro também.
Daquelas que tocam de um jeito diferente.
Daquelas que você percebe mesmo quando não está olhando diretamente.
Uma beleza que se revela no jeito de existir, de falar, de sentir.
Aquela que não se vê só com os olhos —
mas que, de alguma forma, a gente reconhece.
Ana Caroline Marinato
Eu vejo.
Vejo com meus olhos que desvendam a alma,
com aquele olhar que eu quase posso tocar.
Vejo um olhar,
vejo admiração,
vejo tristeza,
vejo satisfação.
Vejo o sol.
As ruguinhas no nariz quando sorri,
o sorriso,
os olhos que se puxam.
Cada pintinha que eu decorei
como constelações.
E eu desenhei —
fiz você em minha memória.
E é só aqui
que você pode ficar.
Ana.
Saudações aos 2%
É
meu não binário
No amor
De nada vale se não houver
Alquimia no olhar
O toque da sedução
E o tum tum no coração
Isso posso chamar de amor
,
meu não binário.
No entanto
Todos nós precisamos ser nobre em questão de sentimentos
Precisamos conhecer o amor
Conhecer o verdadeiro ágape
Você sabe
Queria ter uma captura de tela na minha cabeça
para poder tirar um print daquele momento!
Será que foi um sonho?
Você sabe
Meus pensamentos e dúvidas vagueiam
Aquele amor não binário
Era sua sinceridade
Era sua realidade
Você sabe
Hoje você é um príncipe Nirvana.
Amanhã uma princess
agora estou aqui
Me desdobro para você entender
que o amor.
O amor tem suas “nuances”
Nada impede de você amar.
Meu não binário, isso é possível!
Sonhos se concretizam
O que você está fazendo?
Atenção!
Pensa assim
Você compartilha seu corpo para os dois mundos
Então se recupere
Não olhe sua rede
Você é um ser do gênero fluído e especial
Os sonhos de todos sobem para o universo.
Você sabe por quê?
Por que o amor acontece
Sei disso!
Você não é um acidente, então livre-se desse suposto fardo.
Seja um ser contundente, meu não binário
Nada se encaixa quando não se tem amor.
Nada se encaixa quando não há brilho nos olhos
Sentimentos?
Não é fácil
Morrer?
Não é fácil
Esquecer?
Não é fácil
Amar?
Não é fácil
Então,
livre-se de seus medos e lembre-se.
Nada se encaixa quando não se tem amor
Sentimento não é tão simples, mas quando usamos a verdade e a sinceridade
Quando há amor puro e humildade,
Não tem como dar errado
O amor é uma Nuance
entre você e alguém
Sinta a esperança para um mundo melhor epense nos “Two Spirit”
É minha crença e também pode ser a sua
Preconceitos vão sempre existir eos mistérios vão sempre persistir,
Assim como os sonhos
Mas a sua essência é invariável
Essa sim
Não podemos mudar!
Minha casa, meu jardim
Às vezes, fixo meu olhar no jardim da minha casa e observo, intrigada, os vasos de lírios e rosas que ali se encontram. Então me pergunto:
será que elas se sentem como pássaros trancados em gaiolas?
Fico triste, porque, de certa forma, sinto que é assim mesmo.
Somente eu as aprecio,
somente eu sinto o seu perfume,
somente eu as acaricio.
E somente elas sentem a minha presença e o meu carinho.
Essa estranha sensação me invade de repente.
E, mesmo sob o calor escaldante,
um leve frio esbarra em mim.
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