Textos sobre Olhar

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O preço

Quanto vale?
Um olhar só teu;
Quanto custa?
Ter um beijo teu;
O que faço?
Por um sorriso teu.

Venha hoje;
E me abrace cedo;
Venha a tarde;
E leve o medo;
Volte à noite;
Guarde o meu segredo.

Sobre ontem;
Desconhecia a ti;
Do amanhã;
Sei que nada sei;
Qual teu nome?
É o meu presente.

Eu te pago;
Pelo riso;
Tua boca;
Meu desejo;
Por ela eu pago;
A moeda é beijo.

No primeiro olhar eu travei o mundo,
não por medo, mas por não saber
onde colocar as mãos, os gestos,
o silêncio entre nós dois.


Você chegou real demais
pra alguém que nasceu em palavras,
e meu coração correu na frente
antes que eu aprendesse a andar naquele momento.


Rimos e foi ali que tudo coube.
A cadeira, o nervoso, o cheiro doce
de shampoo no ar,
o beijo que veio como um susto bonito.


Antes de qualquer toque
meu corpo já era arrepio,
e o tempo…
ou correu de mim
ou parou só pra nos ver existir.


Eu só sei
que ir embora doeu pequeno,
porque ficar
parecia o único lugar certo.

Sua maneira de sorrir, falar, me olhar e me sentir... me deixa cada vez mais apaixonada.
O que ontem eram dúvidas, hoje são certezas.
E bate aquela vontade de lhe ver, lhe tocar, ter você do meu lado me olhando com os olhos cheios de ternura.
Tenho percebido o meu mundo se transformando em um mundo de sonhos, em um paraíso de amor e cumplicidade.
Estar longe de você é um castigo, é doloroso, quase que letal... mas estar em seus braços é um presente.
Você possuiu meus sonhos e a cada amanhecer te desejo mais e mais.
Se fosse me hoje concedido um desejo, mesmo com tantas coisas urgentes dentro de mim, eu escolheria a paz de sua presença, eu escolheria sem dúvidas ter você.

⁠

Eu não vou te levar no coração, eu vou te levar na alma.
Vou te levar no olhar, vou te levar naquela roupa bonita que você tanto gostava de olhar.
Mas eu vou te levar, porque o coração é um órgão simples sem você lá.
Então eu vou te levar e te lembrar em cada poesia de rosas que eu recitar e escutar.
Eu vou te levar, te esperando ansiosamente lá, lá onde eu me apaixonei por você pela primeira vez.
Lá, quando retornarmos para casa, eu vou poder me expressar,
e assim você me verá sem a maldade e as limitações do mundo.
E assim, assim eu estarei lá, no nosso primeiro altar, te esperando entrar,
para então poder me derramar
e compensar uma vida inteira de ansiedade
só para te amar de verdade de onde viemos, lá
na eternidade.

...E de repente você se conecta com o olhar da pessoa e, percebe verdade, alegria, solidariedade e empatia.
Então você se encanta, até pelos defeitos, que na verdade, é a manifestação da humanidade em sua abordagem mais límpida. E isso te faz rir. A admiração se dá por conta de pouca gente no mundo ainda possuir tamanha coragem de ser de verdade.
Logo você estará vivendo quase o que Kant chamou de moral pura, sem vantagem, sem retorno: apenas por entender que é justo.
E acha a voz, o olhar, o sorriso: tudo é belo.
Então vem a fase de defender, proteger, rebater críticas injustas, ser desaprovado por supostos amigos e criar inimigos dentro da própria família. E assim, você que estava na sua inércia e não se importava com nada (queria que o mar pegasse fogo para comer peixe frito), sente o que normalmente acontece no amor de pai ou mãe com os filhos, entre irmãos e amigos de verdade.
E você está sentindo exatamente isso por alguém. Isso é o amor. Você alcançou a eudaimonia.

"Desde o primeiro olhar, o coração falou,
Um beijo na mão, o amor se instalou.
Meu coração sabia, você era a escolha certa,
Ganhou meu coração e meu respeito, uma história perfeita.

Juntos caminharemos, lado a lado,
Em alegrias e tristezas, sempre amado.
Te fazer feliz, meu maior prazer,
Meu amor por você, sem fim, sem igual, para o todo sempre."

Te olhar foi entender
que “Seu passado explica sua dor, não define seu valor.”
Há histórias que machucam a pele,
mas não alcançam a essência da alma.
Você veio com cicatrizes,
com silêncios que gritam à noite,
mas eu enxerguei além do que doeu,
porque “Feridas antigas não anulam um futuro novo.”
Se o mundo te ensinou a fugir,
eu escolhi ficar.
Se você aprendeu a desconfiar do amor,
eu aprendi a provar que ele existe.
E mesmo quando você duvidar de si,
lembre-se: “Nada do que você fez me impede de te amar.”
O amor verdadeiro não cobra,
ele acolhe, sustenta e permanece.
Porque no fim, quando tudo parece ruir,
quando o medo pede para ir embora,
é ali que nasce o milagre,
pois “A redenção começa quando alguém permanece.”

Sorriso alegre, bonito, encantador,
Luz que acende o silêncio ao redor.
Magia no olhar, doce fascinação,
Um segredo guardado no fundo do coração.
Teu rosto bonito é mapa a desvendar,
Terras ocultas que insistem em chamar.
Cada traço esconde um porquê,
Um enigma suave que convida a crer.
Teu mistério me chama sem explicar,
É brisa leve que sabe ficar.
Entre o sonho e a razão, eu sigo sem medo,
Decifrando aos poucos o teu segredo.
Teu corpo é letras, caminhos e sinais,
Atalhos sutis, destinos reais.
Não é pressa, nem posse, nem querer dominar,
É só o encanto de estar perto, de imaginar.
E assim, no silêncio que aprende a falar,
O mistério floresce sem se entregar.
Amor que não grita, prefere sentir,
Quanto mais escondido, mais belo em existir.

⁠COMO VOAR
Eu aprendi a voar sobre o mar
A planar sobre as alturas
Soube como nadar no teu olhar
Como sentir tua pele pura
Queimei meus pensamentos na lava
Joguei meu corpo em cima do teu
Me voltei contra mim
Mas já estava perdido em ti
Me encantei sobre o teu rosto
Me admirei pelos teus detalhes
Transmiti desespero e nervosismo
Mas teu toque me deixou ao seus pés
Como posso me perder tendo chão pra correr
Consigo apenas me reencontrar com teu chamar
Apenas deitada no chão esperando
Esperando pra você me salvar

Eu sei que você pensa coisas ao meu respeito,
teu olhar denuncia o que a boca insiste em calar.
Nos detalhes pequenos, escondes teus desejos,
segredos que só a noite ousa revelar.
Devassa…
Exploras meu mundo quando estás perto de mim,
mas finges tão bem indiferença
quando não posso habitar teu jardim.
Teu silêncio provoca,
tua ausência incendeia,
há um jogo perigoso
na forma como me rodeia.
Refrão
Depravada — me usas em teu mundo secreto,
mas não me convidas para a festa do teu querer.
Fechas portas, guardas teus afetos,
ensinas o amor a se esconder.
Depravada — divide comigo o teu mistério,
vamos aprender juntos, sem medo ou disfarce,
o segredo de amar em silêncio…
sem que o silêncio nos afaste.
Se teus desejos são labirintos,
deixa-me ao menos tentar decifrar.
Não me deixes do lado de fora
do que também me faz sonhar.
Devassa…
Se vais incendiar meu peito,
não me condenes a queimar sozinho —
faz do teu segredo
o nosso caminho.

“Desde o Primeiro Olhar”

Me desculpa por ter me apaixonado,
sei que foi rápido, sei que foi do nada.
Mas desde o dia em que nos falamos pela primeira vez
meu coração quis você — sem freio, sem estrada.

Foi como chuva mansa em tarde quente,
como brisa leve que invade a madrugada.
Um sentimento nascido de repente,
mas com força antiga, quase predestinada.

Teu sorriso virou meu norte,
teu jeito simples virou canção.
E em tão pouco tempo, que ironia da sorte,
você já morava no meu coração.

Não foi plano, não foi pensado,
foi impulso doce da emoção.
Um laço invisível, inesperado,
entre o teu nome e a minha respiração.

Se foi rápido, eu confesso,
mas não foi raso, não foi ilusão.
Foi daqueles amores que chegam sem endereço
e constroem casa dentro do coração.

Então me desculpa por sentir demais,
por deixar o sentimento falar.
Mas desde aquele primeiro "oi" tímido,
meu coração escolheu ficar.

Não me sinto infeliz com a vida -
Me sinto infeliz comigo.
Me sinto infeliz ao olhar no
Espelho,
E me perguntar onde ficou perdida
Minha face.


Hoje, não sei
Se vejo a vida
Através dos meus olhos
Ou se tem alguém
Usando-os
Em meu lugar.


Observo minha imagem
No reflexo,
E fico desesperada.
Tentando achar o que sobrou de mim mesma -
Pois estou fragmentada,
E já não sei mais
onde me encontro.


Queria saber
Em que momento
Eu me perdi.
Não que fosse adiantar de algo -
Mas só pra me ajudar
A parar de pensar
Que já nasci assim:


Tão quebrada.
Tão vazia.
Tão amarga.


Sentindo que
vivo uma vida
Ao qual não me pertence.


Queria poder lembrar de
Um tempo,
Onde eu sabia quem eu era.


Se é que esse tempo,
sequer,
Chegou a existir.


Ou se ele é apenas
Mais uma ilusão
Tão fragmentada,
Quanto eu mesma sou.


Por que quando eu tento lembrar
de quem eu fui,


Na minha frente,
Só há névoa.


E no chão,
Pequenos cacos
De alguém que
talvez
Um dia eu tenha sido.

Se o meu olhar te despe,
é porque tua pele me chama
como o mar chama a areia
numa ressaca constante.


Não tenho pressa em percorrer-te.
Quero decorar teus atalhos,
fazer morada em teus arrepios,
e beber do silêncio
que escapa da tua boca entreaberta.


Tu dizes que conversa o desejo,
mas eu escuto a tua alma.
E quando minhas mãos desenham
o mapa do teu corpo,
não busco o caminho de volta...


Eu busco o abismo.
Onde eu termino,
onde tu começas,
e onde nós, enfim, deixamos de ser dois. Ever .. .. ...

Há beleza no ato de observar, e há beleza em tudo aquilo que se oferece ao olhar. Pois compreender que tudo o que existe um dia foi nada — e que inevitavelmente caminha para sua própria anulação — revela a profunda compreensão de que o eterno não passa de uma ilusão do desejo, enquanto a finitude se manifesta como a mais autêntica forma de beleza.


O que nasce carrega em si o destino de cessar, e é justamente nessa transitoriedade que reside sua grandeza. Há beleza em tudo o que se desfaz, porque ao alcançar o fim cumpre plenamente sua essência. Existir, completar-se e extinguir-se: eis o ciclo que confere sentido ao ser.


A plenitude não está na permanência, mas na conclusão. E nisso habita o belo.

Teu olhar me despe
antes mesmo do toque,
como vento morno
que percorre a pele
e aprende meus segredos.
Teu sussurro é chama
acendendo devagar
cada curva adormecida,
cada arrepio guardado
na espera do teu abraço.
Teu cheiro me envolve
como noite sem pressa,
e no silêncio do quarto
nossos corpos conversam
num idioma feito de desejo.
Tuas mãos desenham caminhos
que minha respiração acompanha,
e no compasso do teu peito
eu me perco —
doce, inteira, tua. EVER. .. .. ...

Sem Porto nem Colo

Demétrio Sena - Magé

Falta quem me atravesse com olhar fluente,
um silêncio cargueiro de boa palavra,
com a mente arejada; o coração sem nó;
uma lavra de sonhos e bons sentimentos...
Quem acolha o segredo insondável que trago,
saiba ver a minh'alma das fendas dos poros
ou no lago dos olhos castanhos e fundos,
onde ponho meu tempo de vida já gasta...
Pois perdi cada porto seguro em alguém,
cada colo que havia para me levar
muito além do cenário; do próprio momento...
E me falta sentir o sentido que faço
num abraço que tenha como ter meu mundo
como rio que segue pro seu oceano...
... ... ...

Respeite autorias. É lei

Moniquinha silenciosa no olhar.

Moniquinha feita em ouro.

Serenidade ao falar.

Delicada como a flor do jasmim.

Moniquinha dobra o vento sem quebrar.

Seca o mar.

Deusa que faz tempestade em calmaria virar.


Moniquinha e suas reminiscências.

Gráficos que marcam no mapa.

Moniquinha das lutas vencidas.

Moniquinha quietinha,tranquila.

Moniquinha, uma serena sereia.

Moniquinha é cultura, é arte, é história absente.

Moniquinha é passado, é futuro, é o presente.

Moniquinha é charmosa e marcante, é beleza em pessoa, é divina de alma.

Moniquinha é flor do jardim, é brisa do mar, é luz do luar...

Moniquinha é única e singular.

moniquinha é exclusiva e sem igual

Moniquinha é rara e excepcional.

Moniquinha é o começo.

Moniquinha é meio.

Moniquinha e não tem fim.

Lúcia Iara, presença que fala no silêncio profundo do olhar,

serenidade que sussurra segredos ardentes ao vento apaixonado.

És ouro puro, brilho que incendeia a alma e faz florescer o coração;

delicada como jasmim, teu toque é um beijo suave que faz o mundo suspirar.

Tu dobraste o vento em teus braços, aqueceste o mar revolto,

e com um gesto divino, transformaste tempestades em doces calmarias.

Lúcia Iara, guardiã das memórias vivas —

cicatrizes de batalhas vencidas que revelam tua força serena e indomável.

És cultura que pulsa no peito, arte viva em cada suspiro,

história eterna, escrita com a tinta do amor e da paixão.

Passado e futuro se entrelaçam em ti;

o presente floresce em teu sorriso encantado.

Charmosa e marcante, tua beleza emana do ser,

alma divina, flor do jardim, brisa suave do mar.

Luz que guia as noites mais escuras — única, rara, singular,

um poema infinito, um amor que não se finda.

Lúcia Iara é princípio, meio e eterno fim da minha alma.

A Certeza do Último Olhar


Aquele último olhar me fez entender:
O passado deve repousar
Onde sempre tinha que estar.
"Se eu me arrependo de tudo?" Não.
Como diria Marisa Monte,
“Depois de tantos desenganos,
Nós nos abandonamos
Como tantos casais.”
E o que nos resta, então, agora?
Apenas a certeza de que vivemos,
De que seremos memórias,
Memórias que não voltam.
Apenas memórias.

Amar é um cativeiro consentido,
doce engano em peito consumido;
é ver no olhar um mundo que se some
suave erro que aceito por perdido.


É feitiço sutil que a alma tome,
razão rendida ao gesto proibido;
é ter no peito o sonho que me nome
e, em seu silêncio, arder sem ser ouvido.


Deixa que eu ame, ainda que em segredo,
se amar é padecer tão doce pena,
se é delírio mortal e paraíso.


Que seja amor, ainda que com medo,
pois mais vale esta dor que me condena
que a fria paz de um coração sem riso.