Textos sobre Olhar
O teu bonito olhar feito de astros
que no meu céu parecem dançar
a Dança dos Engenhos de Farinha
da nossa Santa e Bela Catarina,
O quê estamos a imaginar vai
além do que a multidão imagina.
O culto e o desejo pela beleza
como fogo que não se apaga
nos mantém vivos e renovados,
e uma nova aventura acende,
Não é de hoje que encantados
há tradição em nós mutuamente.
Há festas em nós imparavelmente...
Sob a vontade de Deus
obedecer a Lei,
olhar o próximo
com igualdade e carregar
com zelo a Justiça
no dia-a-dia
para viver em paz
e com alegria contida
de seguir a Rukun Negara
como princípio de vida,
Como a Bunga Raya
sem curva ao próprio Deus
que conduz o tempo
e a Humanidade ilumina.
(Estado de Direito).
Se é para florescer
que floresça com
igual cortesia da Bunga Raya
que o olhar enfeita
e pelo caminho nos agrada,
Se é para ser moral
que seja sob a misericórdia de Deus
que não deixa nada faltar,
e fazer sob a direção
da Rukun Negara o nosso lar
para a mente e o coração morar.
O brilho do olhar
que veste, envolve
despe e declara
que no teu coração
já tenho endereço;
e alcanço muito
mais do que apreço.
És igual a sorte
de quem encontra
um lindo Uirapuru
cantando na mata;
logo não será preciso
dizer mais nada.
Nossos lábios bem
rentes nos guiarão
com amor, paixão
e desejos sem
nós intermitentes.
Não és uma lenda,
és realidade plena,
que empolgada
me leva facilmente.
Enroscar-me no trono perfumado,
mergulhar no teu olhar apaixonado,
Sentir o teu respirar entrecortado
com o meu entregue pacificado.
No silêncio carregado de emoção,
nas trocas de toques demorados,
Na proximidade repleta de sedução
e atração potente e sinestésica.
Não é preciso manter o desejo velado,
e sim cultuar espaços irreprimíveis,
Doces alternâncias de submissão
e de poder - pitangas íntimas secretas.
Com trocas de mimos e segredos
profundos entre pele com pele,
Não existem vestes edênicas melhores
do que as nossas e o que ferve.
Repousar no joelho
mais aconchegante
e encaixar o rosto
com o olhar imperioso,
Erguer e beijar-te
o queixo em gaze
absoluta de desejo
muito bem feito.
Licenciar ao clímax
com gosto as altivas
curvas intumescidas
aos frêmitos discretos,
Dos meus e dos teus
arrebóis carnudos
e dos néctares febris.
Fazer as nossas trocas,
e cravar no broto erétil
- as ávidas dobras
com sabor de uvaia
para recordar o selvagem.
Deixar que as falanges
deslizem sobre minha
cintura e encontrem
eflúvios de loucuras
devotando ternuras.
No ápice de tudo
o que é só nosso,
O quê vier eu juro
que contigo topo,
com total entrega
do direito à incandescência
efusiva das cútis,
para que nada contenha.
Para que se fulgurem
se libertem, se percam
e se encontrem invictos
o que somente se mantém
em festividade intimista,
com tremores voluptuosos,
mergulhados totalmente
em sulcos intensamente
úmidos e compartilhados,
- sem pulsares velados,
e altamente escandalosos.
O meu olhar segue na altura
do voo do Condor-dos-andes,
eu estou presente em cada
passo do último bastião
da verdadeira alma popular
da minha América do Sul
que não canso de adorar.
Os rostos cansados,
as mãos calejadas,
os sacrifícios sem par,
as expectativas frustradas,
as palavras engolidas,
dos mineiros bolivianos
- merecem ser respeitadas.
Um ninguém que se acha
alguém estando ou não
com o poder na mão,
que não consegue respeitar
quem é capaz de descer
até as profundezas
para erguer um país inteiro,
já morreu por dentro
- só não tem conhecimento.
Uma mensagem com o fundo
preto nem mesmo em momento
de guerra eu e o mundo inteiro,
nunca vimos nada parecido;
quem conhece a linguagem
do poder reconhece o perigo
mesmo neste dia natalino.
Ou melhor, sabe muito bem
que é a prova pública do caráter
de quem é incapaz de respeitar
- nada nem ninguém,
que não vale um vintém;
e se nutre do lucro mortem.
Assim que as Paratudo florescerem,
desejo que me mostre os seus olhos,
que eu te ensinarei olhar para o céu
em tempos de desamparo continental,
e não é somente um recado sentimental.
Confio em tudo aquilo que percebo,
prevejo e sinto que está no peito teu,
e todos os dias fascinantemente
têm se transferido convicto pro meu.
Não importa o giro do nosso mundo,
devocionalmente pertenço ao que é
mais profundo e você pertence ao meu.
A tua vulnerabilidade e a tua resistência
me pertencem - plenas nesta trincheira.
Sob a fé como escudo austral
e a florada da Caroba branca,
Não desisti de ensinar a olhar
para o céu a qualquer hora,
Pois a tranquilidade de outrora
faz muito tempo que escorreu
entre os meus e o seus dedos,
sei quem desejam que colapsemos,
-- e nem amanhã acordemos.
Promessas e superioridade
alheia não salvam ninguém,
Não cultive o amor ao nosso
chão só quando convém,
Porque eles só fazem algo
somente vendo a quem,
Alguns precisam entender
que eles ignoram o nosso bem.
A asfixia da cápsula do tempo
se repete implacavelmente,
estamos no revival do século XIX
por quem prega que pertence
o Hemisfério Ocidental,
sem pudor de repetir a fórmula
atroz em Fort Snelling,
não sei o que se passa com
os três presos da Oglala Sioux.
Mesmo que tentem apagar
a graça de olhar a Via Láctea,
nada me impede de ler
a progressão que me leva
do visível ao invisível,
e do tátil ao espiritual - enleva,
o amor divinal que pode ser
dito em letras, verbos e silêncios.
Nadando em límpidas águas rasas
tal como Cisne-de-pescoço-preto,
O olhar tem a altura de um Coihue,
e no coração guardo-te o segredo
de amar sem nome, sem rosto
e que sequer tenho o endereço.
Sei que de tudo o que mereço,
mas afinidade e tanta que de ti
nem que eu queira me esqueço,
Essa é a razão que insisto por
ânsia de amor e pleno desejo.
(Sei que não tem um só dia
que não me namore em silêncio).
Venero-te como o Tingui-preto
finca as raízes na terra serena,
O teu olhar apolíneo me rega,
concede milhões de asas --
e ainda não nem é primavera.
Do Tingui-preto com carinho
preparo a surpresa de banhar,
O meu ser de Mata Atlântica,
é o teu paraíso de descansar,
entregar e de doce enredar.
Como a palma da minha mão
é o caminho para o coração
sem tempo e sem distância,
Porque de ti sou eu a ilustre
habitante sublime e romântica.
Aprecio o silêncio
porque nele moro
no teu pensamento.
Desde que comecei
a olhar o espelhamento,
amar-te nele foi fácil,
és transbordamento.
Com muito talento
tu te mostraste,
e que não é somente
[um rosto bonito];
Percebo o fascínio
e que tens gabarito
para ser o meu favorito.
Tudo passou a ser lido
como um recado escrito
pela cor dos teus olhos
que nado como se fosse
o mais distante dos rios.
Neruda disse bem antes
o que já estava escrito:
«Gosto do silêncio
desde que comecei,
a amar-te nele».
Teu berço é a Serra de Jaraguá,
te amo com igual olhar originário,
e do primeiro desbravador admirado.
Meu Rio dos Cedros, que tem todo
o meu amor e o peito apaixonado.
Entrego-te o amor todo devotado,
e tu devolve mais do que esperado.
Os cedros nativos dão razão
ao seu nome que o olhar
não oculta a infinita devoção
e a boca em vez de falar
faz sempre devota declamação.
Nos teus cedros tenho raízes,
e todos os sentimentos mais felizes.
A força das tuas águas já foram
vivenciadas mais de uma vez,
Da nascente a tua foz que é
o Rio Benedito tão querido
que também faz parte do destino.
Meu amado, és Rio dos Cedros,
tu és o meu preferido livro.
Meu Rio dos Cedros mais que lindo,
amar-te sem esforço por ser tão divino,
é algo que no Médio Vale do Itajaí
não tem mesmo como esconder,
Porque basta uma vez só conhecer
que não é preciso o porquê dizer.
Acabou!
O que estava ruim naquela situação toda?
Você consegue olhar com coragem?
Mergulha.
Na sombra.
Na raiva.
Naquilo que você tentou não sentir.
A ira também ensina…
mas quando ignorada, ela ceifa.
A rotina faz falta…
mas a vida sempre cria uma nova —
e você pode escolher como ela vai ser.
Faz o que você acha que deve.
Porque, no fim…
é tudo sobre você.
Lista seus inegociáveis.
Se nutre — de várias formas.
Põe o corpo em movimento.
Mas não higieniza sentimento.
Sente. Olha. Integra.
E não esquece nunca mais:
você é potência divina.
Não aceita nada menos que inteiro.
Nada menos que 100%.
Porque tudo é processo.
Construção.
Passo a passo.
Ciclo.
E mesmo quando parece que não…
tudo passa.
Sempre fica o aprendizado.
Então cuida da sua energia.
Reza. Pede clareza.
Respira.
E segue.
Sigo com alma, com verdade, com você.
O Alento da Ausência
Outrora, eu era vigília e fresta,
ansiando o teu olhar como quem acende a luz
no cais de uma espera deserta,
suplicando ao horizonte que te trouxesse de volta.
Hoje, as sombras me bastam.
Prefiro o abismo desse silêncio inteiro
à tua presença fragmentada, que não habita apenas visita.
Pois o que oscila entre o vir e o partir
não oferece abrigo; apenas turva o cristal da memória.
Ver-te agora, ainda que sob o véu da distância,
não é bálsamo, mas interrogação.
Cansou-me o fardo dos intervalos,
os sinais que desbotam antes de se tornarem rastro,
esses quase-encontros que são, em verdade, desertos.
Se o teu destino é o não-estar,
que a tua ausência seja, enfim, absoluta e limpa.
Sem o eco de passos breves,
sem o toque fantasma que tateia mas não sustenta.
Há uma quietude austera em renunciar à espera.
Descubro, no vagar dos dias, a lição mais difícil:
que o esquecimento, por vezes,
é a forma mais profunda de zelar por si.
Coração incompreendido
O meu ser ninguém entende, meu olhar não compreendem,
Minha voz é um zumbido, vêem a dor no meu sorriso.
Quem me pode entender, minha dor ver o meu ser,
Sinto tanto pouco posso, quero a morte e não a sorte.
Meu falar é zombaria, minha peste contagia,
Muitos olham, de mim fogem, esperando a agonia.
Quão vazia estou agora, me socorram, por favor,
Não sou nada sem carinho, não sou nada sem amor.
Quero tanto ser feliz, ver a vida colorida,
Pintar os sete, ver o outono, sentir a brisa do inverno.
Ninguém pode me entender, falo grito, me esforço,
Mas quem pode me escutar, quem me pode acalentar?
Sou apenas um humano, desfaleço de atenção,
Sufocada, sem carinho, sem amor no coração.
Caso fosse um ser pacato, poucos me vêem de fato,
Pouco faz do meu querer, muito riem desta dor,
Porque sofro o mal do amor.
Este eu que é meu em prantos, só reflete a esperança,
De encontrar nalguma esquina, o olhar de uma criança.
Assim espero ser amada, com transparente coração,
O amor é limpo é puro, o amor é solução.
Parei um pouco para olhar o caminho que percorri e percebi que a maior riqueza não está no destino final, mas em quem segura a nossa mão durante o trajeto. No fim das contas, a gente só quer alguém que entenda nossa bagunça e que escolha ficar, mesmo sabendo que não somos perfeitos.
E saber que você está ali, mesmo que não esteja perto.
DeBrunoParaCarla
Falésias do Meu Silêncio
Falésias íngremes, no meio do nada, fazem morada. Meu olhar se perde entre o vazio e o instante de inspiração. As rochas parecem mortas, mas, ao observá-las atentamente, vejo que há vida, há história, há beleza, há transformação, há mistério. Isso acontece quando conseguimos abrir as cortinas internas, e captar a essência que ali habita – o verdadeiro remédio da cura.
Cada passo traz a sensação de que estamos lutando por um lugar onde possamos, enfim, nos encaixar. Nos limites do tempo, há um intervalo silencioso à espera de que compreendemos seu ensinamento e sua postura diante da pressa daqueles que tentam seguir sem perceber.
Meus passos estão, a cada dia, mais lentos. Não quero mais correr. Não quero ter pressa. Não quero tropeçar. Quero entender. Quero mudar. Quero viver intensamente, sem ter que olhar para trás e revisitar o passado. Quero um olhar voltado ao futuro – um olhar de sucesso, de vida que me espera.
Hoje, penso apenas no agora e no que está por vir...
Rita Padoin
Um olhar, sobre o mesmo
Ponto.
Havia ali um interesse em se conhecer.
Uma conversa agradável, poesias, as vidas sendo contadas. A cada dia, a proximidade era maior, como se caminhassem na mesma direção.
Mesmo ao longe, caminhavam de mãos dadas, tinham gostos parecidos. Em determinados momentos a mesma sensibilidade emocional .
Mas, por algum motivo algo aconteceu, na primeira curva que surgiu, ela virou o volante do coração, mudou a direção, o curso da história, .
Os dias se foram, os ventos mudaram, então ela ressurgi, mais disposta, determinada, finalmente decidida.
Porém, dentro dele mudou, apesar de ter continuado na mesma estrada, seguiu, abasteceu se de vida nova.
Lá foi ele buscar o que se encontra atrás da linha do Horizonte.
Amores que vão e vêm
Chegam mansos, como brisa sem avisar, Trazendo no olhar promessas de ficar, Mas, feito vento inquieto, sem perceber, Partem antes mesmo de se explicar.
Deixam lembranças, E uma saudade um silêncio difícil de entender, São como ondas no mar calmo: que Vão e vem…
Ass CÍCERO LYRA
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