Textos sobre Olhar
Se você não souber usar palavras para falar comigo, me deixa olhar pra você.
Nossos olhos podem se encontrar de vez em quando, até surgir aquele sorriso gostoso que aparece quando a vida é vista com carinho. Sente perto de mim e deixe meu silêncio conversar com o seu. Nem sempre a gente precisa de palavras, sabe?
Quero que seu melhor sorriso, aquele que é tão bonito, apareça muitas vezes na sua vida.
Que cada um deles abra mais espaço dentro do seu coração.
Que cada um cure um pouquinho do que ainda machuca.
Que cada um acenda uma luz que, mesmo que ninguém repare, ajude a suavizar um pouco as coisas difíceis deste mundo...
O Olhar e a Alma
O homem comum, em sua pressa vã,
Partilha uma noite, o leito e o agora;
E ao ver o brilho da primeira manhã,
Julga saber tudo o que a alma guarda fora.
Contudo, o poeta — senhor do sentir —
Não precisa do tempo, nem do toque profundo;
Basta-lhe o olhar, o silêncio a fluir,
Para ler nos teus olhos o segredo do mundo.
Enquanto um se perde na carne e no rito,
O outro te encontra em um breve clarão;
Pois quem é poeta vê o infinito
Escrito na palma da tua visão.
Saudade de pai é um vazio que não se explica, só se sente.
É olhar para o tempo e perceber que nenhuma lembrança é suficiente para preencher a ausência.
É lembrar da voz, do abraço, do jeito de cuidar... e sentir o coração apertar.
Saudade de pai é amor que não morre, apenas se transforma em lágrimas, em lembranças e em silêncio.
Os homens, limitados pelo olhar imediato, julgam pelo que é visível: cargos, gestos, palavras bem ensaiadas e rituais cumpridos. O valor do serviço, para eles, costuma medir-se pela forma, pela aparência e pelo reconhecimento público. No entanto, esse olhar não alcança o que verdadeiramente sustenta a ação: a intenção que a move.
Deus, por sua vez, não se detém na superfície. Seu olhar atravessa o ato e repousa no coração de quem o realiza. Um serviço simples, feito com amor e verdade, pesa mais do que grandes obras vazias de sentido. Onde há sinceridade, humildade e entrega, ali o serviço se torna sagrado, ainda que invisível aos olhos do mundo.
Essa diferença de olhares convida à autenticidade. Servir não é representar um papel, mas expressar quem se é. Quando o coração está alinhado com o bem, o gesto mais pequeno torna-se eterno. Assim, não se trata de parecer justo, mas de ser íntegro; não de impressionar os homens, mas de responder, em silêncio e verdade, ao olhar que vê tudo por dentro.
O amor acontece
Quando os aconchegos
De um olhar
De um sorriso
De um beijo
De um abraço
Se conectam
Encontra-se no amor
Um roteiro ao paraíso
Supremacia é amar
Acontece o amor
Quando os dois se sentem
Um
Respeito a individualidades
Somos um
Estando juntos
Somos um
Estando distante
Somos um
Resquício de alguém. Aconteceu o amor.
Sonhos perdidos, em uma ilusão, na colisão de olhares.
Eu me perco no seu olhar todos os dias, eu me perco. E não sei se isso é bom, não consigo mais me achar. Me procura, me desperta novamente, pois já não sei quem sou, quais eram meus sonhos, o que eu pensaria, o que eu falaria, o que eu faria...
Se um dia não chorava, essas lágrimas lúgubres são pelo luto da perda, da minha perda. Pois, no tempo atual, posso afirmar que já não sei quem sou, não sei onde estou, muito menos onde quero chegar. E não tenho a mínima ideia de como me encontrar.
Me perdi tão célere como um trem-bala e me afundo nessa esperança sublime, pois é o que me restou. Não sei se seus olhares arrebatadores foram culpados — e não os culpo, sinceramente — eu só não deveria ter deixado que a queda do meu ufanismo fosse fatal.
Ainda que eu pudesse decifrar os enigmas de cada olhar, certamente não saberia desvendar os mistérios da luz, que vem dos seus olhos ao acordar.
Amor é isso! Amor é admirar!
Contemplação e dedicação;
É entrega, é encanto!
Renova, é salutar!
Meu amor, você é minha incalculável preciosidade, que sempre vou amar.
Nara Nubia Alencar Queiroz
OLHAR.
Olhar vc, e somente olhar e me perder na imensidão dos seus olhos, e ter que me contentar, é como estar próximo de um sonho tão impossível ao alcance das mãos e não conseguir tocá-lo em nenhuma fração de segundos, é mergulhar em um turbilhão de sentimentos e descobrir nas profundezas da sua alma a exata beleza dentro de você, é ter constantemente nos olhos as lágrimas de um coração ferido por amor de um sentimento não correspondido, é saber que a beleza cada vez vista sempre irá lhe ferir sem ao menos falar, é sentir cada batimento do coração como se fosse o último, é morrer a cada segundo mesmo estando vivo.
Paulo Otávio S. Almeida
Ela possui um olhar que diz tudo sem precisar de uma única palavra; um mistério que a gente não quer resolver, apenas admirar. É aquele tipo de poesia delicada nos gestos, mas com uma profundidade que nos faz querer mergulhar.
Tem a calma de um fim de tarde, mas carrega nos olhos a imensidão de um céu estrelado. Seu jeito meigo desarma qualquer pressa e seu sorriso é capaz de iluminar até os dias mais cinzentos.
Ela transborda uma leveza rara, transformando pequenos momentos em memórias inesquecíveis. É a combinação perfeita entre a pureza de um anjo e a força de quem sabe exatamente o fascínio que exerce.
Diga me, porque olhar nos teus olhos
Se quando te beijo eles se fecham@
Quero que todos os momentos bons que estamos passando...
Nunca se cabe...dure para sempre
O amor e paciente e bondoso...
O amor suporta tudo com esperança e paciência
Fez o possível e impossível para conseguir o que quer, o mais importante era meu amor, e meu amor eu não te dei
Olhar para o ser humano!
É enchergar o outro com a cosmovisão única.
Dentro de um único código de valores, crenças e preconceitos.
Tendo apenas uma única vida, e experiências como base.
É julgar o outro sem conhecê-lo
Sem experimentá-lo
Sem testá-lo.
Sem permitir que ele demonstre quem ele realmente é.
Uma única vida, não serve de base para conceituar uma outra vida.
Leva toda uma vida, para se tentar conhecer a outra vida.
E estas vidas, que se permitem conhecer e serem conhecidas,
Se surpreenderam conhecendo a vida um do outro.
Pois se envolver com o outro, é se relacionar com os vários outros, que esse outro se relacionou ou estar a se relacionar.
Envolve quem o formou, o traumatizou, o valorizou, o namorou, e muitos que estão ao seu lado na caminhada.
É olhar sobre várias óticas, o indivíduo que estar lutando para viver nesta Terra.
Por isso é importante amar o ser humano.
Da mesma maneira que Deus ama.
Pois só o amor tem o poder de transformar.
Pois Deus é "amor", e ele vai para sempre te amar.
Só se permita ser amado.
Se liga!!!(:
A Arte de Conter Águas
Na superfície, aprendi a ser leve,
balanço embarcações, embalo olhares,
finjo calmaria para quem passa.
Mas abaixo do azul profundo
há movimentos que não se explicam;
correntes internas, em descompasso, se cruzam,
procurando um ritmo que nunca chega.
Lanço âncoras e as sustento por anos,
algumas firmam,
outras pesam.
Nem sempre sei se me mantêm inteiro
ou se me pedem silêncio demais.
Para conter a superfície em equilíbrio,
sustento ondas,
absorvo impactos
e recolho o que quebra.
Há fúria no fundo,
não em tempestades visíveis,
mas em giros contínuos,
em força que aprende a não transbordar.
Ainda assim, sigo vasto,
ensino caminhos,
devolvo ecos
e carrego vidas sobre mim.
E às vezes, diante do horizonte,
nem avanço, nem retorno,
apenas existo,
sentindo tudo o que me atravessa.
Talvez seja isso ser oceano:
sustentar o mundo
enquanto aprende, sozinho,
a não se desfazer em sal.
E se for assim,
quantos de nós
aprendem a respirar
em águas profundas?
Teu olhar me despe antes da mão,
e a pele aprende a esperar.
Há um incêndio manso entre nós,
ardendo devagar, pedindo mais ar.
Meu corpo te chama em silêncio,
arqueja na beira do sim,
cada passo teu me invade,
como fome que sabe de mim.
Não me toques — ainda.
Deixa o desejo crescer,
porque quando enfim me alcançares,
não haverá retorno,
só o prazer de me perder em você.
Teorema do Olhar Elevado
Não é o rosto — é o gesto contido,
é o queixo erguido em ângulo preciso,
como quem conhece o próprio domínio
e mede o mundo sem pedir aviso.
Teus olhos não miram de frente,
deslizam em órbita sutil;
não fogem — escolhem o instante,
como quem calcula o próprio perfil.
Não há riso aberto, espalhado,
há curva mínima, estratégica intenção;
um desdém doce, arquitetado,
feito assinatura em declaração.
Tua mão no cabelo é bússola leve,
aponta o centro da própria atenção;
não é vaidade — é narrativa breve,
é direção consciente da percepção.
Há fogo na cor que te veste,
mas gelo na calma que sustenta o olhar;
combinação rara — teste e convite,
porta entreaberta que sabe fechar.
Chamam de pose. Eu chamo de código.
Chamam de foto. Eu chamo de sinal.
Pois quem domina a própria imagem
já ensaia comando no plano real.
Se a ciência diz que rosto não dita
o caráter ou o coração,
a expressão, porém, sempre grita
a postura diante da multidão.
E ali, no ângulo exato da cena,
não vejo acaso nem distração:
vejo mente que calcula a arena
e alma que aprecia o desafio da atenção.
John Rabello de Carvalho
"Desejo o seu olhar em mim e
me insinuo até que me olhes mais.
Até que conversamos com os olhos.
Até que exploda no peito um
sentimento indomável.
Até que arda a tua pele por meu toque e a minha por teus beijos.
Até que teu peito queime por
algo que só eu posso amenizar.
Até que minha loucura grite
por teu nome e
só a tua paz para me acalmar.
Te instigo com o olhar porque
quero os teus em mim para ficar.
O tempo tem uma forma maravilhosa de nos mostrar o que realmente importa.
Refém do Teu Olhar
Ela não faz esforço nenhum…
mas quando olha, me desmonta por completo.
Existe uma calmaria no rosto dela, quase inocente…
mas os olhos contam outra história.
São grandes, profundos, cheios de uma presença que não se explica — se sente.
Não é só beleza.
É intensidade escondida em silêncio.
É um brilho suave que, mesmo tranquilo, tem força suficiente pra atravessar qualquer barreira.
Quando ela sustenta o olhar, o tempo parece diminuir o ritmo.
O mundo fica menor.
E tudo que existe é aquela conexão invisível que prende sem pedir permissão.
Tem algo ali que é diferente…
não é um olhar distante como estrela fria.
É quente.
Íntimo.
Viciante.
E eu, que achava que tinha controle sobre mim,
descobri que me perco fácil nesse universo que mora dentro dos olhos dela.
Se existe magia nesse mundo,
ela vive exatamente ali.
Eu já fiz o bem sem olhar a quem. E hoje reconheço: essa frase é bonita demais para ser totalmente verdadeira.
Não existe gesto humano absolutamente puro. Sempre há um traço de expectativa, ainda que mínimo, quase imperceptível. Pode não ser dinheiro, pode não ser vantagem material, mas há um desejo íntimo de retorno. Um reconhecimento. Um agradecimento. Uma sensação de justiça moral. Até mesmo a paz interior é, de certo modo, uma recompensa.
O ingrato não frustra apenas porque é ingrato. Ele frustra porque revela a expectativa que fingíamos não ter. Dizemos que não esperávamos nada, mas a ausência de resposta nos incomoda. Isso já é prova suficiente.
A filosofia do “fazer o bem sem olhar a quem” funciona como ideal, não como descrição fiel da natureza humana. Somos seres conscientes de consequência. Sabemos que nossas ações geram efeitos, e no fundo acreditamos que o bem, de alguma forma, retorna. Nem que seja como equilíbrio espiritual, aprovação divina ou serenidade de consciência.
Há quem afirme que Deus recompensa o bem feito ao necessitado. Pode ser. Mas também pode ser apenas uma tentativa humana de manter coerência moral no mundo. Afinal, se Deus nos dá mais do que merecemos, como distinguir recompensa de graça? Como saber se o que recebemos é pagamento ou simples generosidade divina?
Talvez a lucidez esteja em admitir: fazemos o bem também porque isso sustenta a imagem que temos de nós mesmos. Porque precisamos acreditar que somos justos. Porque queremos viver num mundo onde a bondade tenha algum sentido.
Isso não invalida o bem. Apenas o humaniza.
A pureza absoluta pertence às ideias. A prática pertence aos homens. E os homens são mistos, contraditórios, conscientes e desejantes.
Ser lúcido não é deixar de fazer o bem. É fazê-lo sabendo que não somos santos — e ainda assim escolher agir com dignidade.
Há beleza, quando a luz do sol reflete o teu olhar. Amendoados olhos teus,lábios carnudos, gosto doce, perfume teu. Sinto por todos os lados.Acho,que o mundo cheira você. Chama viva que arde,plenitude quando tua voz eu ouço .
O que isso? Frequência Cardíaca alterada, dispneia, sudorese nas mãos. É como fico ao te ver ,teu sorriso largo,tua timidez ,me deixa fascinada. Você e eu somos um. Me perco em você, porque eu sei que em ti eu me acho. Porque ao te ver, me enxergo. Ninguem quer se perder. Pois eu não sou, tua metade.E nem você é metade minha. Somos apenas dois em um com fome e vontade de nos amar.
Não é sobre o traço, a cor ou o olhar,
É sobre a luz que você insiste em emanar.
Sua beleza caminha, mas não se limita ao chão,
Ela mora no jeito que você estende a mão.
O mundo repara no que o tempo consome,
Mas eu vejo em você o que não tem nome.
Uma calma no gesto, uma força que ensina,
A alma de mestre no brilho de menina.
Suas virtudes são versos que Deus escreveu,
No mapa de um coração que se assemelha ao d'Ele.
Pois mais do que o rosto que o espelho revela,
É a pureza da alma que te faz ser tão bela.
ME PROPUS
Eu me propus...
Me propus a ser quem sou,
a andar de cabeça erguida,
sem olhar o mundo à minha volta.
Aaah, o mundo das coisas
que permeia a minha volta...
Com seus encantos e lamúrios,
balbuciando aos meus ouvidos
sons e conselhos vãos,
atestando em minha alma
seus conflitos inglórios,
transformando cada passo meu
em um fardo que não carregarei
por culpa ou desatino.
Sofrer as consequências por ter
simplesmente nascido não me faz
atirar-me sem máscaras a esmo
em um mundo que já
cambaleante caminhava na sua autoestrada.
Pois então, neste exato momento,
estou confinado no agora
e já não tenho qualquer compromisso
com o futuro que me resta.
Sim, o futuro sempre é feito de especulações.
Não posso aguardá-lo,
não sei se estarei no seu presente.
Por hora, faço em mim morada
e caminho na autoestrada onde fui colocado.
Mas, desatento, fabrico minhas passadas
e vou de encontro àquilo que era meu anseio.
Vou sem receios, sem bagagens e sem
muitas lembranças; só o que restou de mim
do hoje é o que levo.
Talvez, no meio do caminho,
haja um novo despertar,
anunciando o agora que não é mais presente,
observando que o que é vindouro
está logo ali, diante de tudo que rejeitei,
refazendo momentos gravados em mim
como quebra-cabeças em um jogo
de vida ou morte.
Transformando, assim, meu eu,
em um espectador das minhas escolhas
e o carregador das decisões tomadas.
A vida anuncia seu início, meio e fim.
Ficar a esperar o fim desse jogo
traz a pressa dos afazeres
e das pequenas promessas sutis
que delineadas estão no caminho.
Então vou, sem pressa...
Pressa? Para quê?
Se no final, morremos no presente,
sendo que quem acaba de nascer
sonha com um futuro
e irá percorrer a mesma autoestrada,
a autoestrada da vida.
Um ciclo que não se acaba,
um recomeço que todos almejam
e um agora que poucos vivem.
Viver é sonhar...
E poucos têm sonhado em vida.
Eu, acomodo-me no sofá
e me proponho a sonhar
sem me dar ao trabalho
de nenhuma reflexão,
deixando tudo como está,
sendo o contraponto
da vida, do mundo e do eu
que me propus a apenas estar aqui!
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