Textos sobre Mentira

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A Melhor Mentira Ainda É a Verdade


Nas festividades do início dos anos setenta, acho que em 1972, eu e meu sobrinho estávamos regressando para São Paulo, depois de termos passado as festas em Santa Mariana, quando aconteceu esta história.


Naquela época, a rodovia até Avaré era de pista simples. Depois começava a Castelo Branco. Era comum a gente parar no último posto antes da CB para abastecer e fazer um lanche.


Naquele dia, ao nosso lado, parou outro Fusca. Dentro dele havia quatro meninas, jovens e muito bonitas. Começamos a jogar conversa fora e, depois de abastecer os carros, paramos num estacionamento ali mesmo no posto e fomos nos apresentando.


Um detalhe: no vidro traseiro do Fusca delas, atrás do banco do motorista, havia um papel colado com os nomes das quatro e uma mensagem desejando um feliz Ano-Novo.


Quando chegou a minha vez de me apresentar, disse que era estudante de engenharia. Meu sobrinho, estudante de medicina. Elas também foram se apresentando e contando quais cursos faziam, exceto uma delas.


Então perguntei:


— E você, como se chama?


Ela se aproximou do carro e apontou para o papel colado no vidro.


— Este é o meu apelido.


O problema era que, em vez de um nome, havia um desenho.


Uma desgraça de desenho que acabou com a nossa viagem.


Era um bicho estranho, completamente desconhecido para nós.


Depois de olharmos para o céu, chutarmos umas pedrinhas e fingirmos naturalidade diante daquele constrangimento, fomos nos afastando do carro delas. Antes, porém, tivemos que ouvir as quatro rachando de rir.


Pegamos a estrada sem sequer olhar para trás e fomos o resto da viagem tentando descobrir que criatura era aquela.


— Será que o apelido dela é Ripinha?


— Balaústra?


E lá vinham mais alguns palpites absurdos.


Passados alguns dias, finalmente descobrimos que aquele desenho nada mais era do que o símbolo do Pi (π). Traduzindo: aquele era o apelido dela.


Acho que ela devia se chamar Jupira e não gostava muito do nome.


Eu poderia ter contado esta história antes, mas precisava da anuência do Newton Roberto Gobis, meu sobrinho, um sujeito de bem com a vida e de quem gosto muito.


Claro que aquelas mentiras — eu estudante de engenharia e ele de medicina — foram apenas uma brincadeira de momento. Mas, diante da situação constrangedora que se criou, nem tivemos tempo de corrigir a burrice. E, para falar a verdade, não teria adiantado nada. Nós simplesmente não sabíamos o significado daquele "bicho". E, talvez, se insistíssemos, a situação ficasse ainda pior.

marcha nupcial

Dizem que o desejo nasce nos olhos.

Mentira.

Os olhos apenas denunciam aquilo que já ocupou todos os outros cômodos.

O desejo nasce naquele lugar onde nenhuma palavra consegue chegar. Um espaço pequeno, escuro, antigo. Como uma peça esquecida de uma máquina que continua funcionando, mas produz um barulho insuportável porque sabe exatamente o que está faltando.

Passei a vida acreditando que esse vazio era só mais uma característica minha. Como a cor dos olhos, a forma das mãos ou o hábito de olhar para o chão enquanto penso.

Até você.

E foi cruel perceber que o vazio nunca foi vazio.

Era espaço.

Espaço esperando exatamente o formato que você tinha.

Desde então, tudo o que existe em mim quer deixar de ser apenas meu.

Quero ser a caneca que esfria o café antes que ele queime sua boca. Quero ser a lâmpada acesa quando você chegar tarde e jurar que não precisava de ninguém te esperando. Quero ser a chave esquecida no bolso da sua calça, porque isso significaria que existe um lugar para onde você sempre volta. (ac referência)

Quero ser o casaco pendurado atrás da porta nas noites em que o inverno resolve exagerar. Quero ser o banco do passageiro nas viagens longas, onde o silêncio nunca pesa porque sua presença faz todo o trabalho que as palavras não conseguem fazer.

Quero ser as pequenas coisas.

Porque as grandes sempre acabam.

As pequenas sobrevivem.

Quero ser o livro que você nunca termina porque gosta demais da sensação de ainda haver páginas pela frente. Quero ser o vinil riscado que insiste em tocar a mesma parte, e justamente por isso se torna insubstituível. Quero ser o relógio da parede que você já nem escuta, mas cuja ausência faria a casa inteira parecer errada.

Se for preciso, faço do meu peito uma gaveta para guardar seus medos.

Faço das minhas costas um telhado para os dias em que o mundo resolver desabar.

Faço da minha voz um lugar onde você possa descansar quando a sua cansar de existir.

Posso ser qualquer coisa.

Qualquer coisa que diminua o peso que você carrega sem contar para ninguém.

Só não me peça para ser alguém que aprende a viver sem desejar.

Porque eu tentei.

Passei anos colecionando versões de mim que fingiam não precisar de ninguém. Construí uma casa inteira usando independência como tijolo e orgulho como cimento.

Era bonita.

Mas ecoava.

Toda casa vazia parece maior do que realmente é.

Então você apareceu e fez a pior das gentilezas.

Mostrou que o que eu chamava de liberdade talvez fosse apenas uma solidão bem decorada.

Agora tudo parece incompleto.

As manhãs têm uma cadeira sobrando.

As músicas terminam cedo demais.

As ruas parecem longas demais.

Até o céu, de vez em quando, dá a impressão de estar faltando uma cor.

Não porque você levou alguma coisa embora.

Mas porque revelou a peça que eu nunca soube nomear.

E agora não consigo mais fingir que ela nunca existiu.

É ridículo.

Porque o mundo continua funcionando.

Os semáforos abrem.

Os mercados lotam.

As pessoas riem de piadas que esquecem cinco minutos depois.

Tudo segue.

Só eu continuo parado diante dessa ausência que tem exatamente o seu formato.

E, se algum dia me perguntarem qual foi a maior prova de amor que já ofereci, não direi que escreveria poemas, cruzaria oceanos ou enfrentaria o fim do mundo.

Direi algo muito mais simples.

Gostaria de ser tudo aquilo que toca seus dias sem que você precise perceber.

O hábito.

O conforto.

O objeto que você procura automaticamente no escuro.

A música que começa antes mesmo de você decidir ouvi-la.

Porque amar alguém talvez seja isso.

É desejar desaparecer como indivíduo para existir como presença.

Ser tão parte da vida de alguém que a própria ausência pareça um erro da realidade.

E, se um dia eu tiver a sorte de ouvir você dizer “sim” diante de um altar, espero que, enquanto todos esperam uma marcha solene, toque aquela velha canção sobre querer ser tudo para alguém.

Não porque ela fale de amor melhor do que qualquer outra.

Mas porque ela diz, com uma sinceridade quase desesperada, aquilo que passei a vida inteira tentando explicar sem conseguir:

eu nunca quis possuir você.

Eu só queria existir de um jeito que o seu mundo nunca mais precisasse aprender a viver sem.

Somente eu entendo, como um código criado por mim mesmo, impossibilitado de proferir a senha, condenado ao próprio acaso.

Parabéns para quem adora passar vergonha em dobro: primeiro, ao acreditar e espalhar uma mentira barata; segundo, ao achar que continua sendo uma alma evoluída enquanto apoia e defende o lixo alheio.O espelho de vocês deve ser feito de plástico,
porque se fosse de vidro já teria quebrado.⁠

"Abre o olho, meu povo, vê quem quer te enganar.
A mentira usa a Internet pra poder te conduzir.
Nesse jogo do engano que o mundo está vendo bem,
Até o diabo lê a Bíblia quando lhe convém."


"Vem com pele de cordeiro, fala o que tu queres ouvir,
Promete a cura e o dinheiro só para te iludir.
Mas quem busca a verdade não cai nessa armadilha não,
Guarda a tua integridade e protege o teu coração."⁠

​"A mentira é um vício insaciável: para sustentar a primeira, você precisa criar dez; para proteger as dez, cria mil. Quando se dá conta, a ilusão engoliu a verdade, e tudo o que você toca, fala e enxerga não passa de uma construção oca. Mentir para o mundo é fácil; o preço é que você acaba se tornando estranho para si mesmo."
— Ginho Peralta

"A armadilha da mentira é que ela exige manutenção diária. Você mente uma vez e se torna escravo da história que inventou. No final, o mundo ao seu redor não é real, suas relações são ilhas de barro e o chão sob seus pés é feito de vento. A verdade pode doer, mas só ela te mantém de pé."
— Ginho Peralta

As pernas perguntaram para a mentira:
— Por que dizem que eu sou curta?

A mentira respondeu, vaidosa:
— Porque eu não deixo você ir longe.

Mas a tecnologia entrou na conversa:
— Errado. A mentira não tem pernas curtas.

A mentira sorriu, aliviada:
— Finalmente alguém me defende!

A tecnologia se aproximou e sussurrou:
— Mentira, você não tem pernas.
Eu cortei todas elas.
E comigo…
você não vai a lugar nenhum.

⁠A mentira não significa, necessariamente, algo ruim ou falsidade, ela está intrinsecamente ligada à verdade.

A verdade não significa, forçosamente, uma coisa boa ou autêntica, ela está intrinsecamente ligada a uma premissa real, empírica e concreta.

Nem sempre algo negativo significa, imperiosamente, ser ruim ou desagradável.

Tal como algo positivo não significa, obrigatoriamente, ser bom, sincero ou desejável.

Existem fatos negativos que significam ser bons, de modo diverso, existem fatos positivos que nem sempre significam ser ruins.

Tudo é uma questão de diagnósticos, de prioridades e de esperança.

eu tô bem.

Tem uma mentira que a gente aprende a contar tão bem que, depois de um tempo, começa a acreditar nela. “Eu tô bem.” Sai automático, quase educado. A pessoa pergunta como você está e você responde sem pensar, porque explicar o que acontece por dentro dá trabalho demais e, sinceramente, tem coisa que nem cabe numa resposta curta.


Eu tô bem, é o que ele diz. Só que ninguém vê o silêncio depois que a porta fecha, o quarto escuro, a cabeça procurando respostas onde já não existe pergunta. Ninguém vê as coisas que ele deixou de falar porque percebeu que algumas verdades, quando ditas em voz alta, deixam de ser esperança e viram despedida.


E talvez estar bem não seja ter esquecido. Talvez seja conseguir carregar sem deixar cair tudo o que ainda pesa. É passar pelos lugares onde antes existia alguém e continuar andando. É ouvir uma música e não precisar procurar significado em cada palavra. É lembrar de uma conversa sem imaginar como ela poderia ter terminado diferente.


Porque tem gente que vai embora, mas deixa uma versão sua morando no lugar onde ela esteve. E demora até essa versão entender que acabou. Ela continua esperando uma mensagem, uma ligação, qualquer sinal de que aquilo não foi só mais uma coisa bonita que não soube durar.


Mas uma hora a gente entende.


Nem tudo que foi verdadeiro precisava ser eterno. Nem todo amor que marcou a vida precisava ficar nela. Algumas pessoas chegam para mostrar uma parte do mundo que você ainda não conhecia e depois seguem o caminho delas, levando algumas versões antigas suas embora junto.


Então, sim, eu tô bem.


Não porque nada mais dói. Não porque eu virei pedra. Não porque deixei de sentir.


Eu tô bem porque finalmente entendi que sentir falta não é o mesmo que precisar voltar. Que lembrar não significa esperar. Que amar alguém também pode significar aceitar que aquela história terminou antes que o coração estivesse pronto para terminar junto.


E talvez esse seja o verdadeiro significado de estar bem: não é quando você para de sentir. É quando aquilo que um dia te derrubava começa a caber dentro de você sem te destruir.


Eu tô bem.


E dessa vez, talvez eu esteja falando sério.

*Ninguém é 💯% perfeito*

A ingratidão dói, o alto julgamento dói, a mentira massacra a verdade e cada um de nós tem a sua própria versão da verdade. A mágoa não é balanceada entre um lado e o outro, na verdade, ela é igual, não importa quem tem razão ou não, o que importa é quem está disposto a ceder, é o quanto o amor vale, o quanto vale a pena realmente por um ponto final nas diferenças e procurar se aceitar, se perdoar e se dar uma nova chance.



*Parentesco verdadeiro*

Parentesco temos todos por meio de sobrenomes, agora irmão mesmo é aquele que sabe respeitar o ponto de vista do outro e procura não querer ser maior, melhor ou dono da verdade. Tem um minuto que vale uma vida e tem perdão que vale uma eternidade, eu te perdoo, você me perdoa e vamos juntos errar e acertar, o importante é estar juntos.



*O apoio emocional é o que importa*

Um apoiando o outro, independente das escolhas e diferenças. Dificuldade todos temos e a melhor ajuda é o apoio emocional... = AMOR



*A gratidão a Deus*

O bonito dessa vida é poder acordar todas as manhãs e saber que o autor desse milagre é _DEUS_. É Ele que levanta o sol, é Ele que derrama a chuva, é Ele que te acorda, é Ele que te fortalece e é Ele que te conduz pelos melhores caminhos.



Vamos caminhar juntos pela paz entre as famílias ❤️

A premissa da realidade: o que acreditas, é, seja mentira ou verdade.
O que é a realidade? Aquilo que não podes negar.
O que é acreditar? É o que tu és, o te eu que se expande.
Assim, a realidade é uma ficção, um exercício de imaginação de alguém. Alguém que está oculto. Cabe a nós conhecê-lo. É a nossa função aqui

Síndrome do desespero
A verdade doi mais que a mentira.
Quando nao se acredita nas verdade
Torna se objeto num objetivo num caminho sem rumo.
Portanto todo caminho tem ter responsabilidade de um rumo mesmo para o abismo.
A felicidade de estar caindo num precipício de emoção.
Pode ser entender melhor como felicidade.
Paradoxo de existência tornasse uma parabula nas lafacias de um loucutor.
Tristeza e alegrias ao mesmo tempo são parte do paradoxo do infinito ate o caos absoluto.

Teatro de Vampiros
​Na voz de um corrupto, a mentira mais vil vira verdade.
Quem rouba dita a regra,
pois a cela do rico só fecha por falta de pensão.
Deus, pátria, família:
o refúgio onde o tolo se ajoelha
e o alienado entrega seu voto.
​Dancemos todos para celebrar a loucura:
ele se proclama o rei do mundo.
Mas reis morrem.
Reis são depostos.
Sua linhagem é varrida,
e seus dogmas viram piada de mau gosto.
​Os corpos empilhados por sua gestão
permanecem como a grande vergonha da história.
Ainda assim, à beira da cova, ele insiste no trono —
sem saber que até o inferno festejará o seu fim.
​Por Celso Roberto Nadilo

A Mentira do Coletivo


A infelicidade não reside,
necessariamente, na árdua convivência em busca do coletivo, nem se dissolve no isolamento voluntário daqueles que recusam o convívio.


Há, em todo meio, em toda sociedade,
quem habite uma realidade imaginada,
erguendo, dentro da própria mente,
palácios onde apenas existem ruínas.


Alguns sorriem para o mundo
porque assim lhes ordena a própria fantasia; transformam o cárcere em morada, e a ilusão, em uma espécie de liberdade.


Não raro, a mente constrói seus próprios deuses, suas verdades, seus caminhos e certezas, e o indivíduo, prisioneiro de tais invenções,
confunde a paz aparente com felicidade.


Enquanto isso, outro contempla o mesmo cenário sem o véu que suaviza suas imperfeições.


Vê o vazio onde outros encontram sentido, percebe a contradição onde outros encontram ordem.


E talvez esteja aí o paradoxo mais cruel:
há quem sofra por viver dentro da própria mente, e há quem sofra por permanecer lúcido dentro de um mundo que prefere a ilusão.


Não é o coletivo que condena,
nem o isolamento que absolve.


O sofrimento, muitas vezes, nasce
da distância entre aquilo que somos
e aquilo que necessitamos acreditar que somos.


Assim, entre a realidade e a fantasia,
caminha o homem em sua eterna contradição: uns felizes por não enxergarem o abismo,
outros infelizes justamente por enxergá-lo.


E talvez a verdadeira solidão
não seja estar entre os homens,
mas estar entre eles
sem conseguir habitar a mesma mentira.


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Sabe aquela história de que o tempo cura tudo? É mentira. O tempo não cura; ele apenas anestesia a carne para que a gente consiga andar sem mancar tanto.
Foram três anos, quatro meses e dezenove dias. Eu sei a contagem exata porque, no início, cada amanhecer sem o som da sua respiração do meu lado parecia uma pequena cordilheira que eu precisava escalar descalço. O nosso término não teve gritos, pratos quebrados ou traições escandalosas. Foi pior. Foi aquele silêncio resignado de duas pessoas que se amam profundamente, mas que entenderam, no meio do caminho, que as suas rotas futuras não cruzariam o mesmo mapa. Ela precisava partir para buscar os seus sonhos longe; eu precisava continuar aqui, cuidando do meu trabalho simples e das minhas obrigações diárias. Nos abraçamos no portão da antiga estação, o perfume do creme do lindo cabelo crespo dela grudou na minha jaqueta de jeans e, quando ela soltou a minha mão, levou consigo metade do meu oxigênio.
Os primeiros meses foram um borrão de sobrevivência. Eu via o rosto dela no reflexo das poças de água na rua, no letreiro do armazém, no sotaque das canções que tocavam no rádio de pilha. Tentei sair, conversar com outras pessoas, mas qualquer conversa parecia vazia. Eu voltava para a minha casa pequena e o silêncio dos cômodos me socava o estômago. Chorei até a minha garganta queimar, até não sobrar uma lágrima no reservatório da minha alma. Achei, de verdade, que morreria de saudade. Que o meu coração simplesmente pararia de bater por falta de motivo.
Mas a vida é teimosa. Ela continua acontecendo mesmo quando a gente quer que o mundo pare.
Devagar, quase sem perceber, a dor lancinante virou uma pontada crônica. Aprendi a guardar as fotos dela numa caixa de sapatos no fundo da gaveta e, mais tarde, no fundo da mente. Voltei a rir de bobagens na calçada. Voltei a focar na minha rotina, cuidei do jardim na frente de casa, adotei um cachorro vira-lata que me pedia atenção nos dias mais cinzentos. Aprendi a cozinhar para um só, a lavar a louça ouvindo o silêncio, sem achar que isso era uma derrota. Eu superei. Se alguém me perguntar hoje se eu estou bem, a resposta é um sim sincero e calmo. Eu simplesmente juntei os meus cacos e continuei a caminhar, aceitando a minha vida pacata.
Contudo, superar não significa esquecer.
Ontem à noite, uma chuva fina começou a cair e o vento trouxe um cheiro de terra molhada misturado com algo doce. Meu peito deu um nó instantâneo. Não foi uma recaída, foi uma constatação convicta. Eu posso viver mais cinquenta anos, envelhecer nesta mesma casa humilde, conhecer alguém legal e dividir os dias de forma tranquila. Sei que a vida segue e que sou forte o suficiente para ser feliz de novo. Mas ela sempre será o meu grande amor. Aquela cicatriz bonita que a gente olha com carinho, sabendo que foi ali que a vida nos marcou de verdade.
Eu superei o fim, segui em frente e arrumei a minha bagunça com a certeza de quem sabe quem é. Mas uma parte de mim, aquela mais pura e bonita, vai morar para sempre naquele abraço de despedida, congelada no tempo, amando-a em silêncio para todo o sempre.

O amor é um sentimento que dura e cura


Da sentido ao tempo.


Espanta a mentira de se esconder em uma fantasia.


Nos torna belos como o sol que, de dia e de noite, inspira.


Que triste a vida de quem no vazio espia. Há aqueles que perseguem o amor sem nunca conseguir sentir nenhum sinal de vida original. Fique alerta, se previna.


O peso da espada favorece o justo.
Fazer o certo é a nascente do amor que cura, a garantia de surfar no pulso da vida.


Não te desalinha. Não te aprontes para ser aprovado, se vista para apreciar a vista.

A verdade, o conhecimento e os verdadeiros são como a LUZ. A única treva é a mentira, a Ignorância e os mentirosos que, sustentando a mentira que deveria ter pernas curtas, são como suas próteses, alongando suas pernas e pulmões, dando fôlego para continuar existindo.
“Iluminamos e vidas que seguem.”

13 de Outubro: " Fim da guerra" ?!...
19 de Outubro: Fim da mentira! A guerra não teve fim.


A "paz", toda inocente ...
acabou de chegar ...
onde nunca esteve ...
e já foi embora...


E a guerra, nada ingênua 💰💰💰
acabou de voltar...
mesmo sem nunca ter ido...


assim foi,
assim é
e assim sempre será ...
#Israel #Palestina #MeioOriente
✍©️@MiriamDaCosta

A mentira


O que é a mentira?


A mentira
é a nutrição da hipocrisia.


O pão diário
de quem precisa fingir virtudes.


Sem ela,
muitas máscaras
morreriam de fome.


Sem esse alimento,
muitas consciências
ficariam nuas.


Sem esse subterfúgio,
muitos candidatos a cargos vários
seriam eliminados.


Sem essa artimanha,
muitos jornalistas
perderiam suas ricas carreiras.


Sem ela,
muitos influenciadores
não teriam seguidores
nem lucros promissores.


Afinal...
a mentira parece ser
um prato bem preparado
para os famintos do nada de tudo,
(vazios de tudo e inflados do nada)
que devoram o menu proporcional
do momento sem perceber
que o barato, quase sempre,
sai muito caro.
✍©️MiriamDaCosta

​A MENTIRA DO CONTROLE

​Quando a gente acredita que pode carregar tudo sozinho

​A liberdade deveria ser leve. Mas, para muitos de nós, ela se transformou em uma prisão disfarçada.

​Acreditamos que precisamos ter tudo sob controle: o trabalho, a família, o futuro, as escolhas, os relacionamentos e até a nossa própria mente. Contudo, quanto mais tentamos controlar, mais ansiosos ficamos.

​O problema não é planejar. O problema é acreditar que somos os únicos capazes de decidir, prever e resolver cada detalhe.

​Essa ilusão nos faz viver em constante alerta, afasta-nos da paz e nos prende em um ciclo ininterrupto de cobrança, culpa e medo.

​Mas a verdade é simples e profundamente libertadora: você não precisa carregar tudo.

​Deus não nos deu a liberdade para nos sobrecarregar; Ele nos deu a liberdade para confiar. Quando você finalmente para de tentar controlar o que nunca esteve nas suas mãos, a vida volta a ter fôlego.

​O PARADOXO DA ESCOLHA

Douglas Santos