Teatro de Vampiros Na voz de um... Celso roberto nadilo
Teatro de Vampiros
Na voz de um corrupto, a mentira mais vil vira verdade.
Quem rouba dita a regra,
pois a cela do rico só fecha por falta de pensão.
Deus, pátria, família:
o refúgio onde o tolo se ajoelha
e o alienado entrega seu voto.
Dancemos todos para celebrar a loucura:
ele se proclama o rei do mundo.
Mas reis morrem.
Reis são depostos.
Sua linhagem é varrida,
e seus dogmas viram piada de mau gosto.
Os corpos empilhados por sua gestão
permanecem como a grande vergonha da história.
Ainda assim, à beira da cova, ele insiste no trono —
sem saber que até o inferno festejará o seu fim.
Por Celso Roberto Nadilo
