Textos sobre como Curtir a Vida
Amarga Deixa.
Quando tu foste embora, engoli a tua deixa como se ela fosse um pão amanhecido.
Minha mente fantasiava teu corpo como quem pinta uma aquarela.
Tuas curvas eram desenhadas em minha mente como se fosse o autódromo de Interlagos.
Teu perfume era lembrado tal qual o cheirinho do almoço que mamãe fazia aos domingos.
Meus sonhos continuaram os mesmos, só os tive deitado em diferentes travesseiros.
Continuei ouvindo a música que era a doce melodia aos teus ouvidos, era ela que me despertava todas as manhãs.
Aprendi a falar em sussurros quando tarde notei.
Que você sempre gostou do barulho que o silêncio faz.
Escrevi cartas a mão em minha mão pra você sentir.
Em cada letra minha um pedaço do meu corpo.
Oh! Quão suave é sintonizar na estação das coisas bonitas que tem em você.
Ainda ando te esperando sem cobrar nada.
Ainda te recito mentalmente meus esboços que foram rascunhados à hora zero.
Demonstrei meu afago te presenteando com um ósculo. Qual teu corpo me agradece silenciosamente até hoje.
E depois desta melancólica e precoce partida.
Você voltou aos meus braços sem ao menos partir.
Somente para descobrir que:
Comigo o amor mora em detalhes.
Revés Obscuro.
Dona da beleza, que destreza.
De tabela é dita bela por todos.
Vende flores como mendiga? Diga-me.
Como suturas a tristeza se anda por ruas escuras?
Em Londres, talvez? Bem longe quem é você? Revés...
Astuta, quem és tu quando ninguém está vendo, menina matuta?
Em busca de uns trocados se faz a noite inteira.
Maldita tua presença nestas noites rotineiras.
Nas noites se conhece, assim como a lua conhece a noite e se escurece.
Faz dupla, sempre culta, sente culpa.
Desculpas sempre são tuas, Quão certa são suas certezas sempre absolutas?
E se em noites desconhece, diz que não conhece um alguém tão culto.
Mas cultiva a mente altiva pra conhecer o oculto.
Incrível tua capacidade de descobrir, cobrir, despir, sentir, mentir.
Meu martírio,
Colírio, aos meus olhos
Coleira, para meu pescoço.
Sadraque? Mesaque? Abednego?
Abstenho-me de tudo e nego, mas pergunto.
Será que és mesa que estendo minha toalha?
Quem será que irá para a fornalha?
Fria Madrugada.
Lá estava ela na fria madrugada
Fria como a madrugada
Querendo ser poetisa
Quem diria! Mal ela sabia
Ela pra mim é que era a mais bela poesia.
Ela sempre quis ser feliz e aproveitar
Queria ver o mundo e também dançar
Eu só queria ser a música pra acompanhar a linda dança
Me sentir emocionado e voltar a ser criança.
Adoraria ser uma canção no ouvido dela um dia
Imagine ser ouvido por essa princesa
De coração nobre e alma serena
Tão pequena, quase um metro e cinquenta...bem
Mas ela é consciente e sabe o tamanho que tem.
Amo as noites que vivi acalentado
Pela graça indizível de estar ao seu lado
Mas dos meus passos ela fugiu, foi ponte que partiu
Eu trago a doçura, mas quem sou eu?
Se ela quer provar a amargura.
COMO É TRISTE VIVER NA SOLIDÃO!
Bozó foi meio violento com a família
que caiu no esquecimento
após errar na vida sem nenhum arrependimento
O pai lhe rogou uma praga, que o acompanha até hoje pela praça
Mas, lá do céu seu pai diz que o perdoou, pois sabe que também o magoou
Bozó! Homem da rua, um ser que o teto é a lua
As estrelas o acalentam ao relento das ruas...
Vive sozinho, numa solidão que somente Deus sabe a razão
E, apesar dos erros do passado e os vícios que o amarram
Ainda assim, todos no Atheneu se amarram a você!
Volta Bozó! Uma nova vida espera por você!
Como queria ser uma brisa da manhã
Para poder te tocar
Chegar de mansinho
Acompanhada de carinho.
Como queria ser um pensamento
Para poder viajar no seu corpo
Morrer de sufoco
Tocar o teu rosto.
Como queria ser uma rede
Para poder te balançar
Sobre o olhar das estrelas
Numa noite de luar.
Por deus, o que vocês estão fazendo?
Lá por dentro, resolvi mudar!
Assim como muda de tempos em tempos o curso dos rios
sequei por fora e agora
não corro mais tão vigoroso para o mar.
Sigo a espera das águas de março
dos moinhos de vento
dos temporais fora de época
do milagre, que já não consigo mais ser.
Agora, apenas escorro pouco a pouco sem pressa
por entre as frestas das diversas pedras no caminho.
Em inconformidade com o mundo
escorro dos olhos da menina - ainda adolescente -
procurando um sentido só seu
e sem a interferência do caos externo ao redor.
Aqui por dentro sigo inundado, tantos tsunamis (maremotos)...
Vagueio pelos subsolos da vida sem me assustar.
Aqui por dentro não falta nada, tudo está em excesso
e até a felicidade quando resolve aparecer, transborda.
Só que agora, as lágrimas que caem dos olhos
não são mais de felicidade, de tristeza ou algo assim...
A vida endurece uma pessoa!
Os olhos antes tão doces e inocentes trincaram.
A dor rachou o peito e fugiu de lá de dentro.
As palavras desencantaram dos lábios
murcharam feito palavrões e caíram da boca feito dinamite.
O frio não incomoda mais o corpo, já tão surrado
e a pele está endurecida feito couro de búfalo.
A vida humana agora não tem qualquer valor.
As guerras varrem territórios inteiros
transformam sujeitos em refugiados, extinguem os seus direitos
afogam as crianças no mar.
Os valores humanos perderam seu sentido
os poemas passaram a ser escritos com fuzis
granadas de mão e metralhadoras ponto cinquenta.
As armas usadas agora são a crueldade
o fundamentalismo (religioso) e a covardia desenfreada.
Por deus, as crianças são anjos! Anjos.
O que vocês estão pensando?
EXISTEM PERGUNTAS QUE SIMPLESMENTE
AS SUAS RESPOSTAS NÃO ESTÃO AO
NOSSO ALÇANCE. TAIS COMO:
DE ONDE VIEMOS?
PARA ONDE VAMOS?
QUEM SOMOS?
QUAL É O NOSSO PAPEL NO MUNDO?
EU SEI QUE NORMAMENTE ACONTEÇEM
CERTAS COISAS NO NOSSO INTERIOR QUE NÓS NÃO MOSTRAMOS.
FINGIMOS QUE ESTA TUDO BEM, VIVENDO EM UM EMARANHADO DE HIPÓCRESIA.
EM UMA VIDA FÉRTIL E FECUNDA DE
PROBLEMAS ONDE A TRANQUILIDADE
ORGE NECESSIDADE DE RESGATAR.
AMIGOS, NÃO É POSSIVEL SER
INDIFERENTES MEDIANTE ESSAS
QUESTÕES, POIS A SAGA DE UM HOMEM
VERDADEIRA, ESTÁ EM SABER EM QUE
LUGAR QUER CHEGAR.
É verdade...
Se desistirmos , como iremos conseguir ?
As pessoas desistem dos seus sonhos e depois colocam a culpa no tempo...
O tempo não tem culpa dos fracassos das pessoas e nem se responsabiliza pelos erros delas...
Pois se você tem um sonho ou um objetivo, siga em frente e se não conseguir , coloque nas mãos de Deus , tenho certeza que tudo dará certo pra você...
Incrível como, cada vez mais,
as pessoas levam tudo na "ponta da faca".
Qualquer palavra é tomada como um
golpe de morte ao convívio civilizado...
Vem à tona o lado mais primitivo do homem,
quando tinha que defender, com a vida,
o seu naco de carne.
Será que isto o levará
a algum lugar mais elevado,
privilegiando-o com alguns
raios de sol a mais?
Por mim , entrego brandamente
meu naco...prefiro as raízes...
E assim que te vi perdi a fala
Pesei Deus como pode ser assim?
E sem pedir a Ele te amei
De te amar aprendi que eu não o sabia fazer
Nosso caminho cruzado seguiu uma reta
A qual eu não podia mais te alcançar
E nessa avalanche de sentimentos
Deus me mostrou o que é amar
Naquela escadaria Ele me gritou:
-Filha é o teu amor, mas não vá assim desprevenida
que teu coração é feito para me amar
Então de puro amor deixei-me inundar
Hoje agradeço nosso pequeno romance
E esse grande sentimento que fez brotar
Uma amizade desastrada e um infinito amor para contar
SINO DA MEIA-NOITE
Eu quero impregnar a tua pele
Moldá-la como uma artesã
Mas sou apenas uma pobre poeta
Às vezes triste com tua ausência
Outras vezes melancólica como as cotovias
Que voam entre sombras e suspiros
Gotas de orvalho de sentimentos
De abraços nostálgicos em chamas
Que consomem o meu sangue
Talvez um limbo da vida e da morte
Estou farta da minha louca loucura
Bússola de uma trepadeira invisível
Onde pulas o meu muro quente
Para alcançar o santuário dos meus seios
E as flores do meu jardim secreto
Vento refluxo das ondas da almofada
Para escrever um sonho no coração
A andorinha procura um ninho nas ondas
Da tua boca no beijar do teu silêncio em sal
Janela da nossa cama, vejo a lua, o vento chegar
Carícias de mel, como se de uma fragrância se tratasse
Beijo da nossa cumplicidade no tocar do sino a meia-noite.
Ele vivia como se não existisse para os demais
Vivia como achava que deveria viver
Vivia de olhos fechados para mundo e aberto pra dentro de si
Sentia as coisas a sua volta e um pouco mais do que deveria
Escondia seu amor com maestria simplesmente por amar demais
E via a beleza aonde ninguém mais via
Compreendermos a liberdade como o fazer tudo aquilo que nos apetece, não é nada mais nada menos que simplesmente aniquilarmos a própria Liberdade.
A liberdade só é liberdade porque ela mesma não é, nunca foi, e muitos menos será absoluta, ou seja, tem regras.
Pois a liberdade absoluta, como defendia Jean Paul Sartre, afirma que Deus não existe; simplesmente porque se a liberdade é absoluta nada pode estar acima da mesma.
Ora sendo assim, significa que, se a liberdade fosse absoluta, tudo seria permitido, logo o relativismo que é filho da liberdade absoluta de Jean Paul Sartre, ganha força. E o relativismo leva à ausência de uma ética universal. Pois com o relativismo não existem valores universais na sociedade.
Por conseguinte, o valor da liberdade, é um valor universal; mas é engraçado constatar que defendem o relativismo, defendem que cada um é livre de defender as suas ideias, mas a partir do momento que não estejam em desacordo com as teorias relativistas.
Logo é por si só já uma contradição e um atropelo ao valor da liberdade que, só é liberdade porque é limitada, ou seja, porque existem regras.
Sendo assim, onde está, então, a liberdade apregoada pelas actuais correntes relativistas que são filhas do Ateísmo de Jean Paul Sartre?
Não está, porque não existe!
MULHER
Como jaz solitária a mulher,
outrora cercada de filhos.
Tronou-se como viúva,
a que foi o centro das atenções
de seus familiares e motivo de
admiração, encontra-se hoje
a mercê da solidão.
Ela chora, e de noite em suas
orações roga ao Senhor
que abençoe a cada um dos
que lhe foram presentes.
Enquanto as lágrimas correm
pela face, não tem quem a console;
entre todos que a amavam ,
foram-se num vôo breve,
como pássaros que voam para
longe de seus ninhos.
Seus dias estão tristes, e ela
mesma se acha em amargura.
Diante da somas de anos vividos,
já se passou todo o esplendor
de sua mocidade.
Seus passos miúdos
caminham exaustos por caminhos
desertos, agora nos dias de sua velhice
lembra-se mulher e de todos seus
mais preciosos tempos vividos
e chora silenciosa, saudade de outrora.
RENASCER.
Márcio Souza.
Não há como negar, esse sentimento de amor que sinto,
Sentimento, puro, sério, rico e profundo,
Verdadeiramente, honesto, sincero eu não minto,
Com todo desprendimento e por todas as razões do mundo.
Chegou-se tão de mansinho e lentamente,
Aportou-se no coração quase mudo e sem nada dizer,
Bateu-se inesperadamente e de repente,
E como um passo de mágica, comecei a amar você.
Pouco a pouco, com carinho você foi me conquistando,
Fazendo-me acreditar, por aquilo que deixei de crer,
E quando dei por mim estava, perdidamente, lhe amando,
Pois, aos poucos, conseguiu fazer em mim, que o amor voltasse a renascer.
Como num passo de mágica, no doce mundo dos sonhos,
Como uma fada madrinha sorrindo me despertou,
Acordei-me das cinzas de um triste sono enfadonho,
E com seu jeito inocente, novamente, despertou-me para o amor.
É um amor mesclado de ternura pureza e simplicidade,
É um amor, bonito, sem loucura ou paixão,
Sem egoísmo, cobranças, ciúmes ou maldade,
É um amor adulto e consciente, nascido no fundo do coração.
Surgiu como uma inspiração de cada verso de poesia,
Em linhas soltas, simples e em desalinho,
Como um cantor eufórico, com o seu novo canto de alegria,
E de um saltitante menino, como livre voo de um passarinho.
Vai-se o tempo e com o tempo vai-se a ilusão,
E com a maturidade a volúpia da paixão a arrefecer,
Após tantas voltas e tropeços chega-se a conclusão,
Que na verdade, o amar é bem diferente de querer.
Não tem idade, pois sempre jovem é o coração,
Passam-se os anos, mas o amor não se findou nem se desfez,
Não nos importam quaisquer motivos ou razão,
Pois, certamente, há sempre tempo para renascer e se amar outra vez.
Márcio Souza.
NÃO ME CONDENES.
Não me condenes por amar-te tanto,
Como é bom ter alguém que ame a gente,
Não me condenes pelos meus prantos,
Mesmo distante AMO-TE,verdadeiramente!
Ah!Se eu tivesse esse
privilégio,
Cometeria até o sacrilégio,
Juro-te sem ser reticente,
Que feliz eu até morreria certamente!
Marcio Souza.
ANGÚSTIA - Reeditado.
São coisas do coração, poderia explicar, mas não tem explicação,
Mas como ele não fala, apenas sente somente,
É uma dor que corrói, de angústia e solidão,
Talvez seja a dor do amor, que dói dentro da gente.
É uma dor que todos sentem,
Uma dor que todos têm,
Aparece de repente,
E nem diz de onde vem.
Talvez seja por stress,
Que, normalmente, a gente tem,
Sequelas de algum revés,
Mas, sem culpas de ninguém.
Não tem culpas ou culpados,
São razões desconhecidas,
Sem o certo ou errado,
São as vicissitudes da vida
É uma dor meio estranha,
Uma dor estranha e louca,
De uma angústia tamanha,
Parece que o coração nos quer sair pela boca.
Mas não existe tempestade,
Que muito dure e nem passe,
De volta à normalidade,
Com forças, a vida renasce.
Márcio Souza
DOCES SONHOS.
Oh amor! Como sonho com o teu amor.
É uma sensação gostosa, que não tem explicação,
Correndo no corpo um calor,
Dessa doce sensação.
Eu sonho, às vezes acordado,
Nesse meu sonho sonhado,
Que só me dá alegria,,
De desejos e fantasia,.
Doce paixão e tormento,
Não te esqueço em nenhum, momento,
É uma doença, sem dor,
Doença boa gostosa, doença pura de amor.
São sonhos de fome e desejo,
Sonhos de amor e paixão,
Sonhos com os teus doces beijos,
De prazer e sensação.
Quero viver esse sonho, até quando me permitir,
Com muita intensidade,
Pra quando esse amor partir,
Não me matar de saudade.
Escultarei esse sonho, com meu sonho de escultor,
Pra quando chegar ao fim,
Ter imagens e lembranças de ti,
De ti, só de ti, meu amor!
Márcio Souza.
Percebe como o tempo pode mudar em apenas um dia?
Acordamos com um sol escaldante e podemos almoçar sob um temporal, e aí a gente percebe que precisa se adequar a ele, levar aquele bom e velho guarda-chuva, ou talvez colocar um casaco na bolsa, tudo isso correndo o risco, é claro, de em plena às três da tarde o sol ressurgir nos fazendo desejar uma praia com direito a sombra e água fresca.
Assim são os nossos sentimentos, a gente vai observando as mudanças no comportamento do outro e se adequando a ele, alguns dias com guarda-chuva, outros com protetor sola, e por aí vai:
Não existe essa conversa de que no fundo no fundo a gente sabe o que o outro sente, porque bem no fundo a gente só sabe o que a gente sente nesse momento, daqui a uma hora a previsão do tempo pode ser tão diferente e revirar tudo em nós outra vez.
Como é bom poder rever gente que é parte da gente. E quando se visita sem aquele fator apologico de se tirar fotos ou arrancar comentários pra se enaltecer ou vangloriar-se de tê-los reencontrado.
O bom mesmo é saber que um dia lá atrás na historia da vida era apenas um ser onde era só punhadinho assim de mão. Sabe tão minúsculo de uma gente que se quer tinha a ideia que se formaria uma mega Família; que representada por uma arvore seriam tantos galhos e flores de frutos incontáveis.
Foi assim meu fim de semana lá no Ceará onde tive a nítida impressão hoje de ter sido um sonho de rever tios, esposa dos tios, primos, filho dos primos, esposas dos primos, e uma infinidade de seres que hoje se ele fosse vivo não reconheceria um terço de sua ramificação. Falo do Sr. Osorio F. Mendonça que tive o prazer de chamar de avô e que jogou em solo fértil sementes tão valiosas. Parabéns pra todos da Família Mendonça e todos os outros sobrenomes que se fundiram transformando não uma pátria, mas em uma nação ainda que pronunciada de forma errada, uma nação Mendonciana. Vida longa à todos.
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