Textos sobre Aprender
Comecei a ler poesia
antes mesmo de aprender
a escrever e juntar letras.
Antes das palavras,
meu sentir já soletrava
afetos e ausências,
chegadas breves,
partidas longas,
silêncios que diziam tudo.
Antes das sílabas,
meu coração já sabia
o que doía,
o que machucava,
o que era justo,
e o que nunca foi.
Aprendi, ainda pequena,
que a poesia
não reside nos livros.
Os livros é que tentam
acolher, tardiamente,
o que a vida sussurra
no avesso dos dias.
Quando me ensinaram
a ler palavras,
eu já lia o mundo
com a alma poética
e os sentidos alfabetizados.
✍©️@MiriamDaCosta
Uma das mais importantes habilidades emotivas e intelectuais é aprender a perguntar-se:
- Será que estou certo ou errado?!
É fácil ter opinião e convicção.
Menos fácil é ter dúvida sobre as próprias opiniões e convicções.
É fácil defender uma opinião com um ponto final ou um ponto exclamativo ,
difícil é suspender a mesma defesa por cinco segundos e olhar para dentro dela com um ponto interrogativo ou com reticências.
Maturidade emotiva é quando o ego não grita mais alto que a verdade, não a verdade subjetiva , mas aquela objetiva.
É quando você prefere estar em paz do que estar com a razão.
É quando percebe que "ganhar" um debate...
querer explicar e aprofundar o próprio entendimento na interpretação e compreensão do outro... pode custar a sua serenidade.
Maturidade intelectual é quando o conhecimento não te deixa arrogante,
te faz ser curioso.
Te deixa com espaço para: "talvez eu não saiba tudo", pois ninguém sabe tudo.
Te deixa com humildade pra revisar, desaprender, recomeçar.
Quem nunca se pergunta "será que estou errado?" vive preso na própria convicção.
Quem se pergunta vive aprendendo, se curando e evoluindo.
Porque só quem pergunta, cresce.
Só quem duvida de si, evolui.
Só quem cala o "eu tenho certeza" escuta o "e se..."
E aí, sem fazer barulho... você cala a discussão estéril e goza a serenidade.
@Miriam Da Costa
Eu sou tão grato a vida por ter me dado a oportunidade de dividir meus dias com você, de aprender com você e crescer ao seu lado como pessoa. Ir descobrindo aos poucos novas formas e cores que a vida pode nos apresentar quando se temos a pessoa certa ao nosso lado. Em alguns momentos a luz se tornara fraca e só restará um escuro ao nosso redor , nós fazendo não perceber mais a luz que sempre foi nosso guia em meio a escuridão. Mas de alguma forma, os sentimentos quando são puros e reais como o que sinto por vc dissipa tudo isso me levando de volta a luz que você sempre projetou na minha vida desde o exato momento que passou a fazer parte dela . Não sei aonde eu me perdi para apenas me encontrar em você e se for para ficar perdido , que seja perdido na certeza desse amor que Carrego no peito por vc.
_Enzo Ruchell_
O que você mudaria em seu passado, se pudesse?
Certamente,
o empenho ao estudar para aprender,
o estudo com método (testarie vários),
rotina de produção textual diversificada...
[...]
Entretanto, isso só seria possível,
ou melhor: viável,
apenas,
se
houvesse um bom orientador.
[...]
Não houve.
Resultado?
Agora, sou meu mestre e pupilo.
Não porque não seria se fosse bem direcionado.
Mas porque tive que formar meu próprio professor...
enquanto formava meu próprio aluno.
A VIDA NOS DÁ A OPORTUNIDADE
A vida nos dá a oportunidade de ser o que somos. De aprender e desaprender de acordo com as nossas regras e leis, depende apenas de nós. Nada é imposto se não aceitarmos. Viver requer sabedoria de entender e decifrar os sinais emitidos todos os minutos.
Há muitas razões de estarmos onde estamos e de sabermos quando chegou a hora de partir, porque as cortinas se fecharão no momento exato de se retirar de cena.
Quando as cortinas se abrirem novamente será a hora de iniciar uma próxima temporada no teatro da vida e aí, sim será o recomeço de mais um ciclo novo.
Assim é a vida, um palco de emoções onde os artistas somos nós.
Quando achamos que já sabemos tudo,é ai que temos muito o que aprender ".
Quando nos achamos os mestres, é hora de voltar a ser um aluno,ser humilde e reconhecer, o quanto somos ignorantes e nada sabemos !
Quando nos achamos sábios ,vem a escola da vida e nos reprova e nos coloca em recuperação .
De Gilberto Braga
Não nascemos já sabendo alguma coisa,portanto precisamos aprender com a vida,a viver.
e viver aprendendo e ensinando
È assim ; como uma missão.
Assim não passaremos por essa existência " em branco", mas sim deixando um " legado de sabedoria,aprendizados, ensinamentos ,humildade e amor.
Fogo Morto
Eu comecei a estudar para em um concurso passar
Objetivo era aprender. Literatura e matemática
Eu estava indo até muito bem
Velocidade Média eu aprendi também
Até que um dia do meu lado se sentou alguém
A timidez me dominou
Eu só pensava em me mudar de lugar
Até que ela me cutucou
Pedindo um lápis se eu pudesse emprestar
Foi nessa hora que eu fiz besteira
Disse não tenho lápis. Uso lapiseira
Infelizmente não posso emprestar
Então entrou o professor
E foi chamando pelo bombeirinho
E perguntou se ele estudou
Ou se o Fogo Morto se apagou
Rapidamente eu me levantei e disse sim senhor
Claro que eu estudei. Fogo Morto não é história de amor
Fogo Morto! Fogo Morto! É a paixão que se acabou
Fogo Morto! Fogo Morto! É o amor que se apagou
Talvez os animais não precisem aprender a falar.
Talvez nós é que precisemos aprender a escutar.
“Quando eu era pequena, achava que os animais não falavam.
Depois percebi que eles dizem quando estão com medo, quando confiam, quando sentem saudade e até quando querem ficar sozinhos.
Nós é que passamos tempo demais esperando palavras.
Talvez amar outra vida comece quando paramos de exigir que ela fale a nossa língua para merecer ser compreendida.”
— ANNA, Personagem
Fragmentos de THE MOEDARA PROTOCOL
Autor: Jonas Saul P. Sodré
@Jonassaul.ofc
CAMINHOS DO CORAÇÃO
Eu preciso aprender a ouvir, tua voz.
Eu preciso aprender me entregar por inteiro a você.
Cada vez, mais forte é, o desejo de estar junto a ti.
Cada vez, mais forte é, a vontade de te fazer o bem, toda vez que me perco de ti, não consigo ao menos sorrir...
Me disserem que você, anda a me procurar, também disseram que te viram dizer me amar....
Cada vez mais forte é, o desejo de estar junto a ti.
Cada vez mais forte é, o desejo de te fazer tão bem, toda vez que me perco de ti, não consigo ao menos sorrir...
E eu sei que você é, meu consolo então, e eu deixei você trilhar, os caminhos do, meu coração ...
Talvez a gente passe a vida inteira tentando aprender a se amar.
Procurando no espelho, nas conquistas, na aprovação dos outros, em alguém que chegue e nos faça finalmente sentir suficientes.
Mas o amor-próprio não é algo que precisamos aprender a sentir.
Ele já existe dentro de nós.
O que precisamos aprender é a não abandoná-lo.
Porque quando alguém chega e nos faz bem, é fácil acreditar que foi essa pessoa quem trouxe o amor.
Quando, na verdade, ela apenas encontrou dentro de nós um amor que já existia.
O outro pode despertar.
Pode ensinar.
Pode acrescentar.
Mas não deveria ser responsável por nos lembrar do nosso próprio valor.
Amar alguém não deveria exigir que a gente se ame menos.
Amar a si mesmo é menos sobre construir um amor do zero
e mais sobre parar de entregar aos outros aquilo que também pertence a nós.
Porque o amor que procuramos tanto fora, muitas vezes, só estava esperando que a gente voltasse para dentro.
K.B
POLÍTICAS PÚBLICAS ANTES DOS VÍCIOS
Existe uma diferença que precisamos aprender a fazer: nem tudo aquilo que é vendido como liberdade deve ser tratado apenas como uma questão de liberdade individual.
O tabagismo é um exemplo histórico.
Quando São Paulo aprovou a Lei Antifumo, em 2009, houve resistência. Proprietários de bares e restaurantes temiam prejuízos, e críticos questionavam se o Estado poderia interferir em uma escolha considerada individual.
Mas a discussão mudou quando se percebeu que fumar em um ambiente coletivo não afetava somente quem fumava. A fumaça atingia também quem estava ao redor.
A questão deixou de ser apenas:
“Eu tenho o direito de fumar?”
E passou a ser:
“Eu tenho o direito de obrigar outra pessoa a respirar a fumaça que escolhi produzir?”
Hoje, estamos diante de uma discussão que guarda algumas semelhanças: as chamadas bets.
A legislação brasileira optou pela regulamentação das apostas de quota fixa, estabelecendo autorização, fiscalização, restrições de publicidade e medidas de proteção ao apostador.
Mas existe uma pergunta legítima que vai além da arrecadação, do entretenimento e do mercado:
Quando uma atividade comercial começa a produzir danos relevantes à saúde, ao patrimônio e às famílias, até onde deve ir a liberdade de explorá-la?
O próprio Ministério da Saúde reconhece os problemas relacionados aos jogos de aposta como uma questão de saúde pública e passou a orientar profissionais do SUS sobre prevenção e cuidado. Em 2026, lançou uma campanha nacional alertando para os riscos do uso problemático das apostas online.
Imagine, então, que o país decidisse seguir um caminho mais radical e proibisse as bets.
Certamente surgiriam os mesmos argumentos que aparecem sempre que o Estado interfere em uma atividade econômica:
“Estão tirando minha liberdade.”
“O governo não pode decidir o que eu faço com meu dinheiro.”
“Milhares de empresas serão prejudicadas.”
“Haverá perda de empregos e arrecadação.”
Todos esses argumentos mereceriam ser considerados.
Mas também precisaríamos fazer outras perguntas:
Quanto custa para a sociedade o endividamento?
Quanto custa para as famílias o jogo problemático?
Quanto custa para o sistema de saúde tratar suas consequências?
Quanto vale a arrecadação quando comparada aos danos que uma atividade pode produzir?
É aqui que a política pública precisa sair da paixão e entrar na análise.
Porque liberdade não pode ser confundida com ausência de regras.
Uma sociedade livre estabelece limites quando o exercício de uma liberdade produz consequências relevantes para outras pessoas.
A questão não deveria ser simplesmente “proibir ou liberar”.
Deveria ser:
Qual modelo protege melhor o cidadão sem ignorar seus direitos, os impactos econômicos e as consequências para a saúde pública?
Foi assim que a sociedade discutiu o cigarro.
E é assim que precisa discutir as apostas.
Talvez a grande lição seja esta:
O Estado não existe apenas para proteger aquilo que podemos fazer. Também existe para proteger as pessoas das consequências quando determinadas práticas passam a produzir danos coletivos.
E, quando interesses econômicos entram nessa discussão, talvez a pergunta mais importante não seja:
“Quanto dinheiro essa atividade movimenta?”
Mas:
“Quanto custa para a sociedade aquilo que esse dinheiro não mostra?”
"Confúcio disse: 'Aprender sem pensar é tempo perdido; pensar sem aprender é muito perigoso.'
Creio que cultivar a mente é o maior investimento de longo prazo que podemos fazer, pois o crescimento intelectual expande a visão do imediato para um legado que atravessa gerações.
Em suma, a verdadeira sabedoria exige o equilíbrio perfeito: o estudo nos fornece a matéria-prima, enquanto a reflexão nos revela a compreensão do oculto."
UM BRASIL QUE AINDA PRECISA APRENDER A ESCUTAR
Há riquezas que podem ser medidas em toneladas, hectares, barris ou cifras. E há outras que não cabem em nenhuma contabilidade. Vivem na memória de um povo, atravessam gerações e sobrevivem na maneira como alguém chama a chuva, nomeia uma árvore, conta uma história ou ensina uma criança a compreender o mundo.
O Brasil possui uma dessas riquezas: sua extraordinária diversidade indígena.
Muito antes de existir um país chamado Brasil, antes de nossas fronteiras, nossas cidades, nossas instituições e até mesmo da língua portuguesa chegar a estas terras, diferentes povos já habitavam este território. Não formavam uma única cultura, não falavam uma única língua e não possuíam uma única maneira de compreender a existência. Eram e continuam sendo muitos povos, com histórias, cosmologias, conhecimentos, organizações sociais e identidades próprias.
Talvez esteja justamente aí um dos grandes equívocos que ainda carregamos: falar dos povos indígenas como se fossem uma única realidade.
Não são.
O Brasil abriga centenas de povos indígenas e uma diversidade linguística impressionante. Cada língua preservada representa muito mais do que um conjunto de palavras. Dentro de uma língua existe uma maneira particular de organizar o pensamento, compreender a natureza, transmitir conhecimento, estabelecer relações e guardar a memória dos antepassados.
Quando uma língua desaparece, portanto, não desaparecem apenas palavras.
Desaparece uma biblioteca que talvez nunca tenha sido escrita.
Desaparecem histórias, conhecimentos sobre plantas, animais e territórios; desaparecem cantos, mitos, formas de educar, maneiras de interpretar a vida e experiências acumuladas durante séculos.
Por isso, preservar uma língua indígena não significa conservar uma curiosidade do passado. Significa proteger uma parte do patrimônio humano.
E talvez precisemos reconhecer algo ainda mais incômodo: durante muito tempo, o Brasil aprendeu a enxergar os povos indígenas através dos olhos de quem chegou depois deles.
Criamos uma imagem simplificada do “índio”: alguém distante, parado no tempo, vivendo exclusivamente na floresta e obrigado a corresponder a uma representação construída séculos atrás.
Mas um indígena não deixa de ser indígena porque frequenta uma universidade, utiliza um telefone celular, escreve livros, participa da política, exerce uma profissão ou vive numa cidade.
Nenhum de nós precisa permanecer preso ao século de seus antepassados para provar sua identidade.
Por que exigiríamos isso justamente dos povos originários?
Tal preconceito revela algo profundo: muitas vezes aceitamos a presença indígena enquanto ela permanece confinada ao nosso imaginário. O problema começa quando essas pessoas deixam de ser personagens do passado e aparecem no presente estudando, ensinando, produzindo conhecimento, ocupando espaços públicos e falando por si mesmas.
E é exatamente aí que precisamos aprender a escutar.
Durante séculos, muita gente falou sobre os povos indígenas.
Talvez tenha chegado o tempo de ouvir mais os próprios povos indígenas.
Ouvir suas línguas.
Seus professores.
Seus escritores.
Seus artistas.
Suas mulheres e seus homens.
Seus jovens e seus anciãos.
Suas diferentes maneiras de compreender território, comunidade, natureza, ancestralidade e futuro.
Isso não significa transformar culturas indígenas em algo intocável ou idealizado. Povos indígenas são sociedades humanas, diversas, contemporâneas e em permanente transformação. Respeitá-los verdadeiramente significa justamente abandonar tanto o preconceito quanto a romantização.
O Dia dos Povos Indígenas, celebrado em 19 de abril, pode servir para isso: não apenas homenagear, mas questionar o modo como aprendemos a contar a história brasileira.
Porque os povos indígenas não são um capítulo introdutório da história do Brasil.
Eles atravessam a história inteira.
Estavam aqui antes de o Brasil receber esse nome. Estiveram presentes durante a colonização, o Império e a República. Resistiram a epidemias, expulsões, escravização, deslocamentos e inúmeras tentativas de assimilação cultural. E continuam aqui, participando da construção do país no século XXI.
Talvez, portanto, a maior homenagem que possamos fazer não seja olhar para os povos originários como lembrança de um Brasil antigo.
É reconhecê-los como parte indispensável do Brasil presente.
Um país que perde suas línguas empobrece sua memória.
Um país que ridiculariza seus povos originários ridiculariza uma parte de sua própria história.
E um país que aprende a respeitar suas diferenças começa, finalmente, a compreender a própria riqueza.
Valorizar os povos indígenas não é voltar ao passado.
É impedir que o futuro seja construído sobre o esquecimento.
E talvez o Brasil ainda tenha muito a aprender com aqueles que estavam aqui muito antes de começarmos a chamá-lo de Brasil.
Immanuel Kant nos ensina que, para aprender a pensar, é preciso pensar por si mesmo.
Infelizmente, no mundo pós-moderno, onde eu, você e nós estamos presos dentro de pequenas caixinhas, muitas vezes deixamos de pensar por vontade própria.
Estamos sofrendo uma espécie de lobotomia moderna, na qual os algoritmos determinam o que assistir, o que comer, o que consumir, o que pensar e, até mesmo, como viver.
Se René Descartes observasse a modernidade, talvez, diante de seu famoso Cogito, ergo sum — “Penso, logo existo” —, perguntasse se ainda estamos realmente pensando. E Kant provavelmente nos lembraria de que pensar exige autonomia, não apenas receber informações prontas.
Se deixamos de pensar por nós mesmos, corremos o risco de apenas existir, como organismos que respondem aos estímulos que lhes são apresentados.
Talvez o maior perigo da modernidade não seja deixarmos de existir, mas continuarmos existindo sem, de fato, viver.
Porque existir é estar no mundo.
Pensar é questioná-lo.
Viver é escolher, conscientemente, como queremos habitá-lo.
O FOGO PROTEGE O MOVIMENTO
Antes de aprender qualquer técnica de progressão, é necessário compreender o princípio que a sustenta.
O disparo não existe apenas para neutralizar a ameaça, mas também para criar condições favoráveis à manobra.
Por isso, um dos fundamentos mais importantes do combate pode ser resumido em uma frase:
O movimento expõe. O fogo protege.
Quando uma equipe precisa avançar, o fogo de supressão reduz a capacidade de reação da ameaça e cria condições mais seguras para a movimentação.
O objetivo do fogo de supressão não é apenas o disparo em si. O objetivo é permitir a manobra.
É importante compreender que o fogo de supressão é uma técnica.
O fogo protege o movimento é um princípio.
E princípios normalmente sobrevivem mais ao tempo do que técnicas específicas.
Também é necessário compreender quando, por que e para que o fogo está sendo empregado.
É isso que diferencia o operador do simples atirador.
O atirador pensa no disparo.
O operador pensa no efeito que o disparo produzirá sobre a ameaça e sobre a manobra da equipe.
Por isso, quando ensinamos técnicas de tiro em progressão, não estamos ensinando apenas a atirar e avançar.
Estamos ensinando a utilizar o fogo para proteger o movimento.
3198 📜 Navegando na Internet (para Aprender), Lá ia e vinha Eu, quando vi algo... Então, comentei bem assim: 'Na Verdade, esse é o Movimento 𝙏𝙚𝙣𝙩𝙖𝙢 𝙏𝙐𝘿𝙊, 𝘾𝙤𝙣𝙨𝙚𝙜𝙪𝙚𝙢 𝙉𝘼𝘿𝘼? É? O Homem venceu 5 Eleições para Presidente (por enquanto). E vocês 🫵 fizeram absolutamente 𝙉𝘼𝘿𝘼, além de só Discursarem o Tradicional Blá Blá Blá. Gostaram? Poizés! 😅
-
Foi em:
http://youtube.com/post/UgkxUleXydWJ1a_zFipCDCuXWsoRSL8ijoYa?si=tDTh5uLDelbv8qa1
Tudo bem envelhecer...
Tudo bem aprender a caminhar devagarinho;
Tudo bem o ranger dos ossos cansados;
Tudo bem perder os traços da mocidade;
Tudo bem não se reconhecer mais diante espelho;
Tudo bem dizer adeus à massas e doces;
Tudo bem o doer das despedidas, que são muitas;
Tudo bem conter os sonhos a longo prazo;
Tudo bem saber que o futuro já chegou;
Tudo bem se acolher e não deixar de viver;
E tudo bem agradecer à Deus tal privilégio!
Haredita Angel
18.08.25
Há um risco, às vezes muito sutil, na romantização dos problemas: aprender a amá-los.
E se é notório que, para alcançar uma Graça, precisamos antes reconhecer a necessidade dela e pedi-la com sinceridade…
Como poderá o Filho do Homem libertar-nos de um fardo que cultivamos, romantizamos e até passamos a chamar de nosso?
Há dores que não nos abandonam, não porque Deus as conserve, mas porque nós as acariciamos como lembranças de estimação.
Há feridas que já não sangram como antes, mas que insistimos em reabri-las, como quem visita um túmulo com flores demais.
O Céu não invade o território onde o coração ainda se acomoda no cárcere das próprias paixões.
E, talvez por isso, certas Graças tardem: porque ainda chamamos de amor, o que, na verdade, é prisão com perfume de afeto.
O doce perfume da prisão não apenas exala o bom cheiro — ele também aprisiona.
Meu Pai só permitiu à Tristeza me abraçar até a minha alma aprender a chorar, porque Ele já havia tecido Lenços de Misericórdia.
Há dores que não chegam para nos destruir, mas para nos ensinar a linguagem que antes não sabíamos falar.
A Tristeza, quando autorizada pelo Pai, não vem como castigo, vem como professora silenciosa.
Ela nos abraça não para nos aprisionar, mas para que a alma — ainda rígida, ainda orgulhosa de resistir — aprenda a chorar.
Embora haja choros de remorsos e infortúnios, chorar é um verbo sagrado.
Ainda que muitos infalivelmente fortes considerem fraqueza.
Mas admitir isso seria também admitir que o Filho do Homem fraquejou.
É quando o coração finalmente admite que não é de ferro, que precisa ser cuidado, que não foi criado para atravessar desertos sozinho, longe do Pai.
E Ele sabe disso.
Por isso, Ele não impede o abraço da Tristeza de imediato.
Ele permite o tempo exato: nem um minuto além do necessário, nem um segundo aquém do aprendizado.
Enquanto a alma aprende a chorar, o céu trabalha em silêncio.
Cada lágrima encontra um destino, cada soluço é ouvido, cada queda é contada.
Antes mesmo que o pranto escorra pelo rosto, Lenços de Misericórdia já estavam sendo tecidos — fio por fio, com paciência eterna, do tamanho exato da dor.
Esses lenços não apagam a história, mas secam o excesso de peso.
Não negam a ferida, mas impedem que ela infeccione.
São gestos suaves de um Pai que nunca esteve ausente, apenas respeitou o processo.
Quando a Tristeza se retira, não leva consigo a fé; deixa uma alma mais humana no lugar, mais inteira, mais capaz de consolar.
Porque quem foi enxugado pela Misericórdia aprende, um dia, até a ser lenço nas mãos de Deus.
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