Textos sobre Humanidade
Putz. Deu pane no sistema. É muita tecla para clicar. Entramos em pause, é preciso deletar, resetar, reinicializar...
A humanidade bugou, desconfigurou geral. Problema operacional detectado.Chamaram o técnico e a conta ficou exorbitante , pois o diagnóstico apontou VERSÃO HUMANOIDE ULTRAPASSADA.
MINICONTO DE NATAL
Uma praga avassalou toda a humanidade. Milhares de pessoas foram dizimadas. A noite virava dia e o dia virava noite, só a dor não passava. O sorriso desapareceu do rosto dos sobreviventes. Foi um tempo de reflexão, de aprender com o sofrimento. Então, o DEUS dos DEUSES, onipotente, misericordioso, permitiu que as pessoas se reencontrassem e as convidou para o aniversário do seu legítimo filho, aquele, que outrora, o mundo desprezou, maltratou. Eis que esses convidados fizeram gastos, comeram, beberam, trocaram presentes, riram muito, contaram piadas, dançaram, soltaram fogos de artifício e esqueceram do aniversariante do lado de fora, na soleira da porta.
Rosalba Saraiva. 24/12/2021.
Tudo que acontece em nossas vidas tem um propósito.
Jesus foi açoitado, humilhado, recebeu uma coroa de espinhos e morreu crucificado. Tinha poder para ser rei absoluto da Terra, mas não o usou. Seus propósitos estão relacionados na Bíblia e são muitos, não havendo dúvida alguma de que sua vinda e a forma como viveu e agiu e a sua morte modificaram fantasticamente a humanidade para melhor.
Todas as vezes que não repelimos algo de errado, compramos a prazo e com juros, na conta da humanidade. Essa conta vai chegar para todos
Verdadeiramente, esse pensamento encapsula uma ideia profunda de que cada vez que permitimos que algo errado aconteça sem resistência, estamos, de fato, assinando um contrato implícito que acarreta consequências futuras. Essas consequências não são apenas individuais, mas sim uma dívida que a humanidade acumula coletivamente ao longo do tempo.
Ao não repelir ou combater as injustiças, o egoísmo, a destruição ambiental ou qualquer outra forma de mal, estamos fazendo um investimento tácito no adiamento desses problemas. No entanto, essa "compra a prazo" de conveniência momentânea ou evasão da responsabilidade, inevitavelmente, cobra seu preço. Assim como comprar a prazo implica em juros acumulados, a humanidade enfrentará os juros compostos de problemas crescentes e complexos que surgirão dessas omissões.
Essa "conta da humanidade" pode assumir muitas formas. Pode ser a degradação do meio ambiente, a influência de valores éticos, a perpetuação de desigualdades sociais ou até mesmo conflitos globais. Enquanto a dívida aumenta, os juros acumulados se manifestam em crises sociais, ambientais e morais, que ocorreram a todos, independente de suas ações individuais.
Portanto, o pensamento nos chama a um senso de responsabilidade coletiva e agir de forma proativa contra o que está errado. Ele nos lembra que, embora possamos não sentir os efeitos imediatos de nossas omissões, a fatura final chegará em algum momento, impactando todos nós. É um apelo à ação consciente, à busca por soluções sustentáveis e ao compromisso de enfrentar os desafios do presente para evitar o pagamento desses "juros" no futuro da humanidade.
Uma intimidade regrada diariamente 🌺
Você sabe como é com o pai sem o pai, e quando afastados e o que não é o pai , e o que é o pai e quem é você.
Deus que eu creio não puni com nossos pecados, se ele que nos prover o melhor, façamos o nosso melhor. Jamais nós puniria com nossas ações mesmo que não o agrade então como tá sua mente seu interior. O que está sendo regado...
Cair noturno
Enquanto digito no meu teclado
Imaginando quaisquer pecados
Que um padre, por aí, perdoou
Estou certo de que ele já amou
Afinal a humanidade é uma só
Bem como cada ser é individual
Todos erramos e até repetimos
Fugindo de um lado intelectual
Aparências caem no cair noturno
Cada um demonstra o que ele é
A essência convive com o existir
Conheçamos ou não um Maomé
Ignorando os credos, seguimos
Com a força da bênção interior
A realidade nem sempre é dura
Basta uma reflexão a todo vapor
Olho a mim mesmo, me conheço
Todavia perco-me em pleno ar
Conspirando sobre o outro lado
Como um marinheiro sem mar
Não queremos dedos apontados
Precisamos de abraços de perdão
Somos sempre jovens insensatos
Apenas romancistas sem religião.
Semideuses
Me apresentem aos desafortunados
Alguém que tem metade dos dentes
Uma mulher que foi traída há pouco
Eu quero conhecer os descontentes
Nada contra a gente bem-resolvida
Mas vida monótona chega a minha
Faz tempo que tudo está em ordem
Preciso colher alguma erva daninha
Todo mundo é um enorme sucesso
Só convivo com homens confiantes
Todas as meninas parecem misses
Onde foram parar os seres errantes?
Amanhã o esgoto terá um bom odor
Não haverá mais sangue a derramar
Só restaurante com comida saudável
Mundo muito correto para se habitar
Não passo por nenhum ser humano
Partilho a calçada com semideuses
E somos incrivelmente semelhantes
Ainda germinam gêmeos siameses
Me olho no espelho e nada enxergo
Minha voz parece ecoar para dentro
Talvez eu esteja em outra dimensão
Porque tentei demais ficar no centro.
A intensidade está no foco que você dar. Doloso é consciente, culposo é transparente... Nesse livre arbítrio prometido todo vicio é condenado, inclusive o seu.
E se todos são viciados existe um defeito do fabricado, vicio oculto é delito pre meditado, então que sejam todos queimados, eis minha sentença exarado.
Sem mérito de condição, julgo apenas por opção. Julgar é fácil, tão fácil que ninguém nunca parou para ser seu próprio condenado.
Triste fim dessa nação, nunca haverá uma solução dessa reprise, não passam de almas incorporadas em passadas vidas de ambição.
Fiquem todos intimados, não há defesa pra esse embargo.
Sentença proferida, Guardião das contradições.
Tudo que você possuir em sua forma artificial provem da natureza, desse gigante planeta, algo que modificaram e suas origens eliminaram.
Aos pobres mortais restam penas desiguais, simples animais imaginam sempre serem mais.
Livres por condição, aprisionam-se por opção,
congelam sua dignidade correndo atrás apenas de falsas verdades.
Coletividade individual paira sem final.
Cada segundo passado evapora-se instantaneamente, idealizam um amanhã humilhando antecipadamente um incerto futuro desejado, fantasiado. Apenas maquiado...
Cada minuto é um minuto perdido, cada momento é único e precisa ser perfeitamente aproveitado.
Conscientes da sua própria mortalidade talvez a desgraça não reinasse e a vida plena a todos prolongasse.
Num piscar fecharam os olhos e nunca mais os abrirão, nem aqui nem em outra dimensão, apenas ossos sem nenhuma função.
Apesar de terem o cérebro, de fato, o mais complexo,
é também o mais sem reflexo.
O tempo tem que ser encarado como um investimento positivo,
sempre com respeito enriquecera-se de bons sentimentos.
Enxerguem seu fim, vigiem enfim...
Não sou um ser perfeito escrevendo para alguém imperfeito.
Sou imperfeito por que escrevo somente a interpretação para humanos.
Só o imperfeito pode evoluir, o perfeito pode estagnar em si. E nessa busca da perfeição adora-se por que é mais prazeroso idealizar aquilo que nunca se conseguirá em raça.
"Ainda que eu falasse a língua dos anjos sem AMOR eu nada seria".
MEU CÃO - A FIDELIDADE QUE SOBREVIVE AO TEMPO E À RUÍNA DOS CORPOS.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro .
* “Prefiro confiar em meu cão São Bernardo do que confiar na criatura humana.”
Dr. Axel. Munthe, autor do best-seller: O Livro De San Michele. Escrito originalmente em 1929.
A história de Argos, o cão que aguardou por vinte anos o retorno de seu senhor, permanece como uma das mais elevadas expressões éticas legadas pela tradição clássica. Mais do que um episódio secundário da epopeia homérica, ela constitui um testemunho silencioso acerca da natureza da fidelidade, da memória e da lealdade que resiste ao desgaste do tempo, à corrosão da matéria e à falência moral dos homens. Nessa narrativa, a condição animal não se apresenta como inferior, mas como depositária de uma virtude que a civilização, em sua complexidade, gradualmente perdeu.
O retorno de Odisseu a Ítaca não se dá sob o brilho do triunfo, mas sob o véu da decadência. Após vinte anos de ausência, dez consumidos pela guerra e outros dez diluídos em errâncias e provações, o herói regressa envelhecido, marcado pela dor, pela fadiga e pela experiência. Aquele que outrora fora símbolo de engenho e vigor já não possuía o corpo que o consagrara, mas carregava em si a memória viva de tudo o que fora perdido. A própria astúcia, outrora instrumento de glória, agora servia apenas à ocultação de sua identidade.
Atena, expressão da prudência e da razão estratégica, aconselha-o a ocultar-se sob a aparência de um mendigo. A pátria que deveria acolhê-lo transformara-se em território hostil. Os pretendentes haviam tomado sua casa, dissipado seus bens e ameaçado a integridade de sua linhagem. Nem mesmo Penélope, símbolo da fidelidade conjugal, foi capaz de reconhecê-lo sob o véu da decrepitude. A visão humana, condicionada pelas aparências, falhou. O olhar viu, mas não reconheceu.
Foi então que a fidelidade se manifestou onde menos se esperava. Argos, o velho cão abandonado à margem do palácio, esquecido entre a poeira e os detritos, conservava intacta a memória do seu senhor. O corpo exausto já não sustentava a vida com vigor, mas a essência permanecia desperta. Ao ouvir a voz e sentir o odor daquele que amara, ergueu-se como pôde, moveu a cauda e reconheceu. Nenhuma máscara, nenhum disfarce, nenhuma degradação física foi capaz de enganá-lo. O reconhecimento foi imediato, absoluto e silencioso.
O gesto de Argos possui uma força simbólica que transcende a narrativa. Ele não exige palavras, recompensas ou reconhecimento. Sua fidelidade não depende de promessas nem de reciprocidade. É fidelidade ontológica, inscrita na própria natureza do ser. Odisseu, impedido de revelar-se, contém as lágrimas, pois compreende que ali, naquele instante, se manifesta uma verdade mais profunda do que qualquer triunfo humano. Logo após cumprir sua última função, Argos morre. Não por abandono, mas por consumação. Sua existência encontra sentido no ato final de reconhecer aquele a quem sempre pertenceu.
Esse episódio, narrado no Canto XVII da Odisseia, ultrapassa o campo da épica para inserir-se no domínio da reflexão ética. Ele revela que a fidelidade não é produto da razão discursiva, mas da constância do ser. Enquanto os homens se perdem em interesses, disfarces e conveniências, o animal permanece fiel àquilo que reconhece como verdadeiro. A memória afetiva, nesse contexto, revela-se mais poderosa do que qualquer construção racional.
É nesse ponto que a reflexão de Axel Munthe se insere com notável precisão. Ao afirmar que * " Prefere confiar em seu cão a confiar no ser humano " , o médico e pensador não profere um juízo de misantropia, mas uma constatação ética fundada na observação da realidade. Sua experiência com o sofrimento humano ensinou-lhe que a razão, quando desvinculada da integridade moral, converte-se em instrumento de dissimulação. O cão, ao contrário, desconhece a duplicidade. Sua fidelidade não é estratégica, mas essencial.
A frase de Munthe revela uma crítica severa à condição humana moderna. O homem, dotado de linguagem, inteligência e consciência, frequentemente utiliza tais atributos para justificar a traição, disfarçar interesses e legitimar a ruptura dos vínculos. O animal, desprovido dessas faculdades, conserva uma coerência ética que o eleva moralmente. Ele não promete, mas cumpre. Não calcula, mas permanece. Não racionaliza, mas é fiel.
Há, portanto, uma convergência profunda entre a figura de Argos e a reflexão de Munthe. Ambos denunciam a fragilidade moral do homem civilizado e exaltam uma fidelidade que não depende de convenções sociais, mas de uma adesão silenciosa ao outro. Essa fidelidade não se anuncia, não se exibe, não se justifica. Ela simplesmente é.
Assim, a história de Argos e a sentença de Munthe convergem para uma mesma verdade essencial: a de que a grandeza moral não reside na eloquência, no poder ou na razão instrumental, mas na capacidade de permanecer fiel quando tudo convida ao abandono. Nesse sentido, o cão torna-se espelho daquilo que a humanidade perdeu ao longo de sua história. E ao contemplar esse espelho, resta ao homem reconhecer que, por vezes, a mais elevada forma de humanidade habita silenciosamente no coração de um animal.
Difícil X Fácil
Aceitar os fatos é algo que não nos foi ensinado. Por estas e outras razões, sofremos. Um sofrimento louco. Um sofrimento árduo. Um sofrimento doído. Um sofrimento bruto. Daquele que estraçalha a alma e bagunça o nosso espiritual. Por estas e outras razões, acabamos vivendo uma vida que não é a nossa. Uma vida sem graça. Uma vida sem perspectiva. Sem enxergar o caminho que devemos seguir e que está bem na nossa frente. Por que é tão difícil aceitar aquilo que nos foi determinado? Porque a cada dia, uma nova luta, um novo acontecimento, uma nova era.
Sabemos que viemos para cumprir nossa missão. Sabemos que precisamos aceitar. Sabemos que antes de vir, seria desta forma. Sabemos que precisamos fechar ciclos. Sabemos de tudo. Sabemos, mas não aceitamos. Por que é tão difícil aceitar, se sabemos? Porque estamos acostumados com o que é mais fácil. Tudo o que é difícil, não queremos. O difícil dói. O difícil bagunça. O difícil nos deixa atordoados. Preferimos o fácil pelas razões contrárias do difícil. E assim, caminha a humanidade, preferindo aquilo que não mexe com o que nos faz crescer.
Comportamento Humano está sujeito às mesmas leis
que qualquer fenômeno natural. Nossos costumes, comportamentos
e valores são subprodutos de nossa cultura. Ninguém nasce com ganância, preconceito, fanatismo, patriotismo e ódio; todos esses são padrões de comportamento aprendidos.
Se o ambiente for inalterado,
um comportamento semelhante ocorrerá novamente.
Apontadas nas visões de querubins, seres viventes, arcanjos; onde possuíam rostos, pés, mãos, olhos e cabeças miram para a origem. É uma mensagem simbólica mas também é uma assinatura, de quem criou o homem também criou os seres celestiais.
Não é que eles sejam semelhantes ao homem, nem o homem à eles, ambos são imagens e semelhança do criador refletidas em dois mundos, um espiritual e outro físico.
Membros são sinônimo de capacidade e vontade, se não o fossem, a igreja não seria corpo de Cristo.
IDEOLOGIAS
Nenhuma ideologia pode salvar o mundo, porque toda a ideologia cria inimigos de classe.
Se bem observamos, ideologias tornam-se numa sebe para manter o povo controlado. As ideologias são o ópio adequado para os cães de guarda das ovelhas. As ideologias, por um lado, treinam a obediência e por outro tiram a humanidade.
António da Cunha Duarte Justo
In Pegadas do Tempo
Aquilo que é politicamente correto é de foro altamente pessoal para agradar um grupo, e o quê é de fato correto é imutável.
Ser uma pessoa de fato isenta na vida é deixar de manifestar posições diante da necessidade de sobrevivência coletiva.
Você não é obrigado a ser dar bem com todo mundo. O quê significa se dar bem com uma ou mais pessoas? Significa fazer com que elas ocupem espaços de importância na sua vida.
No entanto, tens o dever de tratar bem todos visando uma convivência pacífica e equilibrada para não ter a energia furtada evitando ao máximo possível conflitos desnecessários no cotidiano.
Esse excesso de campanha sobre a violência contra a mulher não tirou o Brasil da 5a posição dos países mais violentos para as mulheres viverem.
É preciso de uma revolução cultural para fazer com que homens e mulheres fiquem mais calmos e mais engajados para superar pontos de vista diferentes para não chegarem ao extremo que nos afasta um dos outros.
A violência contra a mulher ela é mais ampla do que uma simples convivência afetiva ou social, ela também é praticada todas as vezes que o Poder Público (mesmo de maneira legal) priva uma mulher de ter o acesso a tudo o quê é essencial para a inclusão social.
Só de saber
que você existe
e sem ter
como me ver,
a minh'alma
tem esperança:
Todo o dia
tenho feito
uma festa
secreta
no meu peito
a tua espera,...
Até quando
a chuva
é anunciada
pelo vento
e celebrada
em noite de Lua;
Chuva que fez
e faz as cascatas
compôr árias
de águas
descendo
das montanhas,...
Celebrando
a sua chegada,
assim fizeste-me
a tua alma amada,
E eu te fiz bem
e o meu sincero amor.
Não preciso de
dias ensolarados
ou enluarados
para ver com
os meus olhos
a soberba a pé
me encarando
como se fosse
gente agindo
para despejar
diariamente
o seu lixo para
tentar forçar
um desconforto,
Neste mundo
onde campos
que têm arbustos,
e outros tipos
vegetação são
chamados de
campos sujos,
nós podemos
exigir o quê?
Onde se ensina
o fel da língua
para as gerações
mais novas,
e muitos vivem
entrincheirados
na inveja, cobiça,
mentira, ofensa
e arrogância
sem cessar
conspirando
além do tempo
pela destruição
da vida alheia;
Neste mundo
que nomeia
de campos limpos
os campos que
perderam toda
a originalidade
como verdade
de fato fosse,
sempre forçando
convencer de tudo
que é equivocado,
no final do dia
só sei que cada
um que se esforça
para isolar e destruir
por onde passa
acaba me divertindo.
Sou a tempestade
Do deserto,
A história próxima
De um povo refém
De um Estado em
Total obscuridade.
Dos porões da China
Ouço gritos uyghurs
Sendo torturados,
Dobra intrépido
o sino de metal,
Não posso fingir
Que nada sei,
Não sou cúmplice
Do silêncio letal.
Poucos têm noção
Que ainda existe
Sem algum perdão
Neste giramundo
Para quem quiser
Com os próprios
Olhos constatar:
Os tantos campos
De concentração.
