Textos Reflexivos sobre Crianças
Casas barrocas
Que bom esse dia,
crianças, sorrisos e marias,
subindo a ruas de mão dadas.
Cantando em plena risada.
A esperança e caminhada.
Hoje não nos faltam nada.
Pura a felicidade.
O cheiro de mar invadindo o nariz.
E a certeza da gente.
De gente. Que é gente.
Nasceu para ser feliz.
Brincadeiras lúdicas, sem preço.
Tão simples em plena paz.
Admirando casas de barrocos velhos.
Testemunham alegria de outrora.
Passadas para a novas gerações.
Simplicidade com os pés na areia.
Pular águas que não se misturam.
Sentir as correntes de ventos.
e o atravesso do amor no coração.
Agradecer da vida, o momento..
Caminhando feito corrente.
Pés descalços, e sorrisos quentes.
Onde a idade, já não existe.
marcos fereS
Sinto saudade do tempo.
Do tempo em que eu era criança
Do tempo em que tudo era só brincadeira
Do tempo em que eu era feliz.
E não sabia
Sinto saudade do tempo em que as coisas eram apenas novidade
Do tempo em que tudo o que eu fazia dava certo
Das pessoas que conheci
Das amizades que fiz
Dos relacionamentos que tive
Sinto saudade do tempo
De quando amar parecia algo muito mais simples.
De quando a vida era apenas uma festa
Das brincadeiras que fazia com meus amigos
Sinto saudade do tempo
Tempo em que não dava satisfações de minha vida
De não ter que dar explicações
De fazer o que queria e não me arrepender
Sinto saudade
Do tempo que passou
E que não volta mais
Mas de tudo isso
Também sinto saudade....
Do tempo em que vocês estiveram COMIGO!
Meus eternos e verdadeiros amigos.
Dedico esses versos a todos vocês meus amigos, de ontem, de hoje, e de sempre. Que a felicidade em nossas vidas se torne rotina.
Donde eu vim?
CAPÍTULO IV
Na fase das bonecas
Quando criança ainda, lá com meus 6 ou 7 anos de idade, eu não possuía nenhum brinquedo de fábrica. Todos eram confeccionados em casa, em conjunto com as amiguinhas vizinhas, com meus irmãos e às vezes minha mãe tirava um tempo e nos ensinava a fazer algumas coisas interessantes.
Fazíamos bonecas de sabugo. É, sabugo mesmo, aquela parte que sobra do milho seco depois de debulhado. Escolhíamos o maior de todos os sabugos disponíveis no paiol. Cortávamos retalhos de tecidos cedidos por minha mãe, que sempre os tinha guardados numa sacola pendurada atrás da porta de seu quarto de costura.
Escolhido os tecidos, pegávamos a parte mais grossa do sabugo, o que seria a cabeça da boneca, nele colocávamos o tecido na extremidade, como se fosse uma touca, amarrando firme com uma tirinha, para não se soltar ( porque cola nós não tínhamos). Em seguida, escolhíamos outro "paninho"e fazíamos uma saia, pregueada ou franzida, com as mãos mesmo, nada de agulha ou linha! A coleguinha ajudava a amarrar. Com um lápis preto usado ou mesmo um pedaço de carvão, desenhávamos os olhos e com semente de urucum, a boca.
Pronto! Estavam ali nossas bonecas. Lindas! Cada uma com a sua. Diferentes umas das outras, devido a escolha dos retalhos coloridos. Felizes, íamos brincar por horas a fio...
Mas um belo dia, uma priminha da cidade, veio com meus tios nos visitar, trazendo consigo uma boneca de verdade.
Fiquei encantada! Nunca havia visto uma, e tão linda. De olhos azuis e cabelo cacheado!
Daquele dia em diante minha vida mudou. Não quis mais saber de brincar com boneca de sabugo. Eu queria uma boneca de verdade! A novidade mexeu com meus sonhos, até então acessíveis.
Chorava e implorava para minha mãe. "Quem sabe no Natal", dizia ela. Pedir para meu pai, nem pensar! Para ele brinquedo era desperdício de dinheiro. Era o jeito dele ver o mundo infantil...
Posso jurar, foi o ano mais longo de minha infância: Eu queria minha boneca de verdade e ela só viria no Natal.
Chegou o Natal, como tantos outros, mas para mim seria diferente, eu teria minha boneca de verdade. O "talvez" de minha mãe eu esquecera.
Fomos com toda alegria, ver os presentes debaixo da linda árvore natalina, bem cedinho. Cada um procurando o seu, embrulhados em papel comum, mas nosso nome marcado com a letra de minha mãe.
Porém, cadê a minha boneca de verdade? Ela não veio! Ganhei sim uma sombrinha de criança, que no dia seguinte já estava quebrada.
Chorei... chorei... e ainda levei umas boas palmadas de meu pai. Ninguém me consolou!
Acontece que eu só tinha irmãos meninos ao meu redor e duas irmãs bem menores que não compreendiam a minha tristeza. Minha mãe deve ter percebido, mas como nada podia fazer, não deixou transparecer; apenas prometeu-me que daria um jeito, "talvez" na próxima ida à cidade grande, na época das compras.
Isto não me consolou. Foi sem dúvida, o Natal mais triste de minha infância!
** A boneca? Só no próximo capítulo!
mel - ((*_*))
Donde eu vim?
CAPÍTULO IV
Na fase das bonecas
Quando criança ainda, lá com meus 6 ou 7 anos de idade, eu não possuía nenhum brinquedo de fábrica. Todos eram confeccionados em casa, em conjunto com as amiguinhas vizinhas, com meus irmãos e às vezes minha mãe tirava um tempo e nos ensinava a fazer algumas coisas interessantes.
Fazíamos bonecas de sabugo. É, sabugo mesmo, aquela parte que sobra do milho seco depois de debulhado. Escolhíamos o maior de todos os sabugos disponíveis no paiol. Cortávamos retalhos de tecidos cedidos por minha mãe, que sempre os tinha guardados numa sacola pendurada atrás da porta de seu quarto de costura.
Escolhido os tecidos, pegávamos a parte mais grossa do sabugo, o que seria a cabeça da boneca, nele colocávamos o tecido na extremidade, como se fosse uma touca, amarrando firme com uma tirinha, para não se soltar ( porque cola nós não tínhamos). Em seguida, escolhíamos outro "paninho"e fazíamos uma saia, pregueada ou franzida, com as mãos mesmo, nada de agulha ou linha! A coleguinha ajudava a amarrar. Com um lápis preto usado ou mesmo um pedaço de carvão, desenhávamos os olhos e com semente de urucum, a boca.
Pronto! Estavam ali nossas bonecas. Lindas! Cada uma com a sua. Diferentes umas das outras, devido a escolha dos retalhos coloridos. Felizes, íamos brincar por horas a fio...
Mas um belo dia, uma priminha da cidade, veio com meus tios nos visitar, trazendo consigo uma boneca de verdade.
Fiquei encantada! Nunca havia visto uma, e tão linda. De olhos azuis e cabelo cacheado!
Daquele dia em diante minha vida mudou. Não quis mais saber de brincar com boneca de sabugo. Eu queria uma boneca de verdade! A novidade mexeu com meus sonhos, até então acessíveis.
Chorava e implorava para minha mãe. "Quem sabe no Natal", dizia ela. Pedir para meu pai, nem pensar! Para ele brinquedo era desperdício de dinheiro. Era o jeito dele ver o mundo infantil...
Posso jurar, foi o ano mais longo de minha infância: Eu queria minha boneca de verdade e ela só viria no Natal.
Chegou o Natal, como tantos outros, mas para mim seria diferente, eu teria minha boneca de verdade. O "talvez" de minha mãe eu esquecera.
Fomos com toda alegria, ver os presentes debaixo da linda árvore natalina, bem cedinho. Cada um procurando o seu, embrulhados em papel comum, mas nosso nome marcado com a letra de minha mãe.
Porém, cadê a minha boneca de verdade? Ela não veio! Ganhei sim uma sombrinha de criança, que no dia seguinte já estava quebrada.
Chorei... chorei... e ainda levei umas boas palmadas de meu pai. Ninguém me consolou!
Acontece que eu só tinha irmãos meninos ao meu redor e duas irmãs bem menores que não compreendiam a minha tristeza. Minha mãe deve ter percebido, mas como nada podia fazer, não deixou transparecer; apenas prometeu-me que daria um jeito, "talvez" na próxima ida à cidade grande, na época das compras.
Isto não me consolou. Foi sem dúvida, o Natal mais triste de minha infância!
** A boneca? Só no próximo capítulo!
mel - ((*_*))
Já pensou que quando você era criança todo mundo gostava de você? Não? Nunca parou pra pensar? Então pare agora.
Mesmo que sua fralda esteja cheia, ou você esteja toda suada, os adultos sempre olham pra você com um olhar meigo, um olhar amoroso e carinhoso. Sim, todos te pegam no colo quando você chora e tenta te acalmar, todos falam delicadamente com você, quando criança. E qualquer coisa que uma criança faça, como até mesmo enfiar o dedo no nariz e depois na boca é motivo de risada.
Porque ? Porque não tratarmos a todos como se fossem crianças? E eu não digo no aspecto de tirar responsabilidades ou diminuir maturidade, mas sim de tratar com amor o próximo, com respeito, de amparar quando preciso, mesmo que por coisas bobas.
Que a infância possa nos invadir sempre, e que faça dos nossos corações a inocência brotar.
Em todas as partes de mim existem sonhos
Existe uma mulher que ama, que se entrega
Uma criança que brinca, que se esconde
Em todas as partes de mim,
Sonhos crescem e se ramificam
Paixões brotam do tempo e do espaço
Em todas as partes de mim
Meu corpo dança ao som de orquestras
Se cobrem de flores, borboletas...
Em todas as partes de mim,
Nasce o sol, desponta o horizonte
Lua dança em meio a mares, rios
Floresce a música,
Em todas as partes de mim
Você toca...
No ar,
Em todas as partes de mim
Está você, em cada parte.
Meus quatro Olhos .
Quando criança que caia minha mãe me pegava no colo me beijava e fala só foi um pulo quando casar sara ;meu pai já dizia deixa papai da um beijo que sara ..E eles me criaram assim dizendo das douçuras do mundo. Com 13 anos Deus foi tão maravilhoso comigo que comecei ver as coisas tudo embaçada a minha visão não era a mesma;mas creio que era pra continuar olhando só o lado bom da vida ,foi então que passei a ver as coisas a quatro olho atraves de duas lentes de vidro aonde sempre um lado nos olhos o grau é maior que o outro .E olhar através dos olhos de vidro até que eu achava legal mas quando vinha chuva tudo embasava novamente,se eu tirasse meus olhos de vidro eu so via vultos as cores se mistura uma na outra já não sei quem e quem meus olhos verdadeiros nunca foram tão legais pra ver de longe .
Nem meus pais nem Deus não me deixaram ver o mundo nitido e cruel ,até agradeço aos Dois ;me tornaram alguém com o coração de criança aonde as dores passa com um beijo, afeto, carinho e com aquela boa palavrinha mágica de pedido de desculpas.
Essas crianças...
Crianças,
imaginam, pintam, borram, rabiscam,
derramam, jogam fora, rasgam tudo
o que encontram pela frente,
depois,
é possível encontrá-las
tentando entrar em um balde velho,
uma nave que inventaram
e segundo os cálculos,
será movida pelo balões
que acabaram de encher.
Agora,
tudo pronto, já podem partir,
viajarão mundo afora
com passarinhos coloridos
que irão indicar os caminhos.
Algumas,
Viram super-heróis
e com espadas de papelão,
lutam contra monstros
com poderes especiais,
mas quando são levadas
para lugares perigosos,
clamam por fadas poderosas
que rapidamente,
transformam tudo,
em barras de chocolate.
by/erotildes vittoria
Porque nos contam contos de fadas quando crianças?
Crescemos com uma expectativa muito errada sobre a vida.
Crescemos e vemos que a vida não é nada daquilo que nos contavam quando éramos crianças.
A vida é dura, é triste, é difícil.
Temos que lutar muito para chegar perto de um possível "final feliz".
Quando eu era criança e tinha o cabelo cheio de cachinhos, eu perguntava a papai do céu porque ele tinha me feito assim?
Fui crescendo e acreditando que meu cabelo só seria bonito se fosse liso. Afinal só cabelos lisos passavam em comerciais de Shampoo, enquanto os cabelos crespos eram cada vez mais escondido pela mídia e visto com maus olhos diante da sociedade.
Quando criança cheguei a ser chamada por uma professora de "negra do cabelo ruim".
Moral da historia: alisei meu cabelo para me curvar as vontades de terceiros.
(...) Quando eu era mocinha e entrei no ensino médio todos riam de mim porque no fim da aula meu pai sempre ia me buscar com um carro bem velho e barulhento. Eu amava quando ele ia me buscar, afinal os pais de alguns alunos nunca apareciam por lá para vê-los, nem mesmo quando eram chamados pelos professores, mas meu pai sempre fazia questão de ir me buscar, mesmo eu já sendo grandinha e conhecendo bem o caminho de volta para casa.
Com o passar do tempo fui sentindo vergonha e impedindo meu pai de ir até minha escola. Mais uma vez me curvei as vontades dos outros para não ser motivo de risos.
(...) Agora que sou mulher descobri que amo outra mulher. Continuo sendo motivo de piadas irônicas e foco de religiosos que usam a fé para camuflar o preconceito.
Dizem que é abominável amar assim, mas se o amor salvará o mundo, porque devo esconder o meu como se fosse algo sujo e errado?
Me pergunto: No mundo das aparências o que é verdadeiro?
Quantos cabelos crespos serão alisados? Quantos amores serão vividos como algo errado e vergonhoso? Quantas vezes mais teremos que nos curvar aos desejos dos outros, para sermos vistos como parte da sociedade? Eu achei que ser diferente era normal, mas tenho visto que o normal é tentar abafar as diferenças e se enquadrar nas regras impostas. Não quero mostrar quem sou para afrontar ninguém, mas me recuso a esconder quem sou para agradar alguém.
Optei por ser eu mesma e me fazer feliz. Se eu abrir mão da minha felicidade, quem mais lutará por mim?
TEIMOSIA INCURÁVEL
São comuns situações em que adultos reclamam de crianças pequenas dizendo que elas ainda não aprenderam o sentido do "não". Quantas vezes ouvimos algo do tipo "esse menino não sabe o que é 'não', a gente fala 'não mexa nisso!' e aí que ele mexe!"
Acho graça disso ao notar que eu, já com quase 23 anos, ainda não aprendi o sentido do "não". É que quando eu ouço um "você não pode fazer isso" aí que tenho uma vontade absurda de fazer! Nada me motiva mais do que um "não". Um "você não vai conseguir" ou "você não é capaz" me impulsiona muito mais do que um "vai nessa que você consegue". São os "nãos" que me dão energia. Não sei explicar mas eu gosto mesmo do impossíveis. Pode dizer que sou aquela que vence por teimosia, eu não ligo.
Todo mistério é o objetivo de alguém,
Para as crianças menores de 1 ano de idade, é aprender caminhar ou balbuciar.
Ou, é uma impossibilidade momentânea,
como a felicidade para os depressivos, ou a saúde para os enfermos.
Ou ainda uma eterna impossibilidade, um segredo absoluto,
Como a vida para um vírus ou o segredo de voar dos pássaros para as galinhas.
O importante, é que alguém pode o descobrir a todo instante e em qualquer lugar. O mistério.
UM DA...
DOCE LEMBRANÇAS
DE UM DIA CRIANÇA...
CORRI, BRINQUEI, SORRI, CHOREI
E SAUDADES DEIXEI
HOJE ME BATE SAUDADES
DAQUILO TUDO QUE OUTRORA DEIXEI
EM UM PASSE DE MÁGICA QUEM DERA EU PUDESSE VOLTAR
POR AQUI NÃO MAIS PASSAREI
O DOCE VIROU AMARGO
SÓ LEITE COM AÇÚCAR GOSTEI
NÃO É O TEMPO É A ESSÊNCIA DO SER
SER QUE REJEITAREI ENQUANTO UM DIA EU VIVER
o que você entende de amor?
sou pequeno, ainda criança...
tenho que crescer, mas tenho medo de sofrer
as pessoas são injustas, e machucam o coração
te chamam de irmão, mas depois te deixam na mão...
mas nem tudo é mentira, ainda acredito no amor de verdade...
do amor que não é injusto, que não é orgulhoso...
do amor sincero, que está além do que é perfeito...
do amor pra vida toda, de ficar velhinhos ao lado de quem mais se ama...
do amor que ver além das imperfeições...
Mãe!
Ser mãe não é só carregar no ventre uma criança e dar a luz.
Ser mãe é bem mais que isso.
Mãe é aquela que cuida, ouve, aconselha.
Mãe da bronca, carinho, amor.
Mãe briga COM o filho e briga PELO filho.
Mãe chora de alegria e de saudade.
Mãe sente a dor do filho, e se alegra com a vitória.
Vemos muitas mães que não deram a luz, mas são MÃES.
Mãe-vó, mãe-tia, mãe-irmã, mãe-madrinha e às vezes até mãe-vizinha.
Catar Estrelas
Oi, criança dos olhos lindos!
Vamos catar estrelas?
Olha, não é difícil,
Está vendo aquele morro ali?
Vem, vem correndo comigo,
Vamos naquele morro subir.
Olha, elas já estão perto,
Percebe o brilho aumentar?
Vem, vamos catar estrelas,
E espalhá-las no mar...
Criança dos olhos lindos,
Vem, depressa, ajudar!
Quero ver teus olhinhos brilharem,
Como as estrelas no mar...
Crianças são como o sol,
Brilham e aquecem o nosso ser.
Tornam os dias mais nublados
em momentos admiráveis quando aparecem.
Umas mais tímidas, outras mais jubilosas,
elas vêm e vão,
seja aqui ou acolá,
sempre nos convida a despertar
e a acreditar que em um simples gesto de amor e de carinho
somos mais,
ganhamos mais
e vivemos mais,
mesmo tudo estando quase sem sabor.
Presenteiam a nossa vida com o mais puro mel,
surpreendendo até mesmo o maisimpenetrável senhor.
Deus está no sorriso do estranho,
na criança que me olha tímida e com ternura,
na amizade que nasce e permanece, nos sonhos que fiz pra mim.
Hoje, eu sinto Deus até na respiração, no caminho por onde ando.
Por que não importa se um dia a fé saiu de um coração,
foi fruto de incompreensão.
Mas na busca constante da evolução,
damos passos necessários, e nem mesmo os enganos foram em vão,
porque eles apontaram o caminho dos reparos
e nos aproximaram de quem nunca deveríamos ter nos afastado.
Eu já disse que ela é mais minha dona
que eu dono dela
Os animais tem a pureza que só a criança
consegue trazer no olhar
e nós fodemos a vida dessa criança
e arrancamos dela
o sorriso
Fazemos festas de formatura
e comemoramos por termos comprado conhecimento teórico
e bebemos sem saber o motivo
Se não choramos
tentamos achar motivos
se não somos felizes
arrumamos músicas que combinem conosco
Nossa vida vai se arrastando
e não tem nada
que pague o amor que os bichos me correspondem
Quando ela me procura
quando ela olha fixamente no meu olho
é como se o mundo parecesse fácil de digerir
e a vida tão leve quanto qualquer movimento que ela faça
Eu que sempre fui o amante
achei a fidelidade em alguém que não sabe dizer duas palavras
Mas, mesmo assim
conversa comigo
e me ouve
como nenhuma pessoa já fez.
Acolha-me.
Deixei que deite em seu colo
e tenha sonhos de criança
permita-me ter medo e confessa-lo
deixa que eu solte meu ser por campos onde seja possível andar
sem jogos, sem temores e mentiras.
Acolha-me.
E guarde em seus braços meus infantis segredos
minhas dúvidas de gente grande
meus sentimentos de ser pequeno
faça com que eu deixe o mundo lá fora por apenas alguns instantes
e assim, que dentro de mim possa encontrar
alguma razão real para ainda estar vivo.
Acolha-me.
Norteai-me pelo seu olhar, mostre-me luzes que não mais vejo
segure minhas mãos com o carinho que não mais conheço
seca meu choro com palavras reais sobre um mundo tão distante
de onde vim.
Acolha-me.
Traga-me a paz em forme de gestos
não apenas me diga, mas mostre-me,
decora meu rosto com desenhos feitos com seus dedos
com linhas que novamente me liguem ao mundo doce e terno
as possibilidades de ser mais do que o herói de uma noite
o vilão de um amanhecer.
Acolha-me.
Dê guarida ao meu fugitivo, ao meu insistente ser
ao que resta dos meus exércitos de bondade e luz.
Semeia em meu corpo gestos puros e leves
guarda minhas costas para que eu possa enfim dormir
para que me sinta na casa dos seus braços
como um viajante que finalmente chegou.
Acolha-me.
E não peça nome e nem documento
não me fale daquilo que eu possa lhe dar e você possa e pegar e perder com as mãos
Acolha-me e olhe dentro dos meus olhos
busque por mim
grite num sussurro meu nome
tira-me disso tudo
enquanto ainda há o que tirar.
Acolha-me.
E com a tinta do seu amor
escreva comigo uma história bonita
destas onde o amor existe.
Segue comigo num cavalo branco
numa noite de lua
para um lugar qualquer
que mesmo existindo apenas em nossa comum imaginação
será uma ilusão segura
que me fará de novo viver.
Acolha-me.
Preciso de seus braços
para de novo poder ver Deus.
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