Textos Reflexivos sobre a Vida

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Morte do Artista

Quando morre um homem,
a vida segue no sangue,
à sombra das gerações,
na memória que existe,
na existência suprimida,
no eco da lembrança que persiste.

Quando morre um artista,
seu corpo é palavra,
acorde metafísico,
sua ausência,
presença indomável.

E no silêncio do século
sua alma repousa
até que outra mão desperte o imponderável.

Sua obra vira fogo,
matéria inextinguível,
atravessa o tempo,
se faz eternidade.

A tristeza é uma emoção simples demais para certos momentos da vida.
Existem estados de espírito para os quais ainda não inventaram palavras. Regiões intermediárias entre a melancolia, a nostalgia, o arrependimento, a esperança e o medo. Lugares obscuros da alma onde sentimentos contraditórios convivem como exércitos inimigos obrigados a dividir o mesmo território.

Há muito tempo perdi o medo de encarar a vida, de desafiar a sorte, de olhar a morte com a cara suja após um pesadelo. Ao nascer, perdi-me no corredor da vida. Pouco me importam a cadeira elétrica, a injeção letal, a sentença do juiz, o golpe fatal do carrasco ou a lenta caminhada até o cadafalso.


Pouco me importa a espada de fogo à porta do paraíso. Eu quero a alegria desta vida. Quero o sorriso infante e a embriaguez dos delinquentes. Quero a alma aquecida na fogueira ardente que consome a esperança. Quero o risco e a vertigem de estar vivo. Quero encarar o medo com o espanto doce de uma criança.


Quando a morte vier, que me encontre de pé, ainda com a poeira do caminho no rosto e o coração em brasa. Para quem estreou neste palco de loucos, a única vergonha é não ter vivido.

O Capataz Querubim

Em alguns momentos da vida, cheguei perto de acreditar que a liberdade existia.

Não a liberdade vendida por filósofos, políticos ou vendedores de felicidade. Falo de uma liberdade absoluta. Daquelas que não deixam correntes, portas ou nomes para trás. Uma liberdade capaz de arrancar de um homem tudo aquilo que o prende à realidade que aprendeu a chamar de sua.

Durante muito tempo, pensei que meu maior inimigo fosse o sistema.

O trabalho.

O dinheiro.

As regras.

As expectativas.

Toda aquela arquitetura invisível que nos ensina, desde cedo, onde devemos estar, o que devemos desejar e até quando devemos chamar de sonho aquilo que alguém decidiu por nós.

Acreditei que liberdade fosse romper essas amarras.

Então passei anos tentando encontrar uma saída.

Até perceber que o sistema nunca foi o verdadeiro carcereiro.

Ele apenas administra a prisão.

O verdadeiro capataz é muito mais antigo.

Muito mais inteligente.

E, talvez, muito mais difícil de odiar.

O amor.

Demorei para entender isso.

Porque as correntes mais resistentes não fazem barulho.

Não enferrujam.

Não deixam marcas nos pulsos.

São feitas de afeto.

Às vezes têm a forma de um abraço.

Às vezes, de uma promessa.

Às vezes, de um rosto que você não consegue abandonar.

E há correntes que parecem tão quentes contra a pele que passamos a acreditar que foram feitas para nos proteger do frio.

Foi então que dei um nome àquilo.

O Capataz Querubim.

Ele não empunha chicotes.

Não grita.

Não ameaça.

Não precisa.

Ele chega devagar.

Senta ao nosso lado.

Escuta nossos medos.

Conhece nossas fraquezas.

E, quando percebe que estamos prestes a partir, simplesmente segura nossa mão.

Nunca com força.

Apenas o suficiente.

Enquanto sorri, fecha uma porta.

Enquanto acaricia nossos cabelos, reforça uma grade.

Enquanto nos faz sentir necessários, nos convence de que ficar é uma escolha.

E talvez seja.

Esse é o seu maior poder.

O Capataz Querubim nunca nos obriga a permanecer.

Ele nos faz querer ficar.

Durante muito tempo, procurei uma porta.

Uma única passagem escondida entre a razão e a loucura.

Acreditei que, se conseguisse encontrá-la, tudo faria sentido. As ilusões desapareceriam. As correntes cairiam. Finalmente saberia o que existia do outro lado.

Mas comecei a desconfiar de que não existem portas.

Existem apenas corredores.

Cada resposta abre uma pergunta.

Cada verdade revela outra camada.

E, quando pensamos finalmente ter chegado ao fim, percebemos que apenas encontramos uma prisão menor dentro de uma maior.

Às vezes, no silêncio absoluto, chego perto da liberdade.

São momentos estranhos.

As vozes desaparecem.

Os desejos se calam.

As lembranças parecem distantes.

Por alguns segundos, resta apenas a consciência olhando para si mesma, sem passado para carregar e sem futuro para desejar.

Nesses momentos, penso que talvez seja isso.

Talvez liberdade seja não precisar de nada.

Então alguma coisa acontece.

Uma memória.

Uma saudade.

Um rosto.

E eu volto.

O Capataz Querubim nunca está longe.

Ele conhece todos os caminhos de volta.

Sabe exatamente qual lembrança tocar.

Qual ausência despertar.

Qual nome pronunciar dentro do silêncio.

E talvez esse seja o verdadeiro paradoxo:

não estou lutando contra um inimigo.

Estou lutando contra aquilo que dá sentido à minha existência.

Porque, se um dia eu conseguir romper todas as correntes, quem sabe o que sobrará de mim?

Talvez a liberdade absoluta exija uma coisa que não estamos dispostos a entregar:

a capacidade de amar.

E, se para ser completamente livre eu precisar deixar de amar, talvez a prisão seja um preço pequeno demais para reclamar.

Toda liberdade cobra alguma forma de solidão.

Todo amor cobra alguma forma de renúncia.

Talvez seja por isso que continuamos caminhando entre as grades.

Não porque não enxergamos as portas.

Mas porque algumas portas dão para lugares onde ninguém nos espera.

Enquanto não descubro a resposta, continuo observando.

Não contra o sistema.

Não contra o mundo.

Mas contra a necessidade de transformar qualquer dúvida em certeza.

Ainda assim, existe uma pergunta que não consigo abandonar.

E se o Capataz Querubim nunca tiver sido meu carcereiro?

E se todas as correntes que passei a vida tentando romper forem justamente aquilo que me impede de desaparecer?

Talvez eu passe a vida inteira chamando de prisão aquilo que me mantém vivo.

Porque, quanto mais observo minhas próprias correntes, mais percebo o segredo mais terrível de todos:

nunca fui capaz de descobrir onde termina o amor e começa a liberdade.

Talvez não exista uma fronteira.

Talvez ambos sejam feitos da mesma matéria.

Talvez a diferença esteja apenas no nome que damos às coisas que escolhemos não perder.

E talvez o dia em que eu finalmente vencer o Capataz Querubim…

seja justamente o dia em que não reste ninguém para atravessar os portões da prisão.

E se a vida for um jackpot?

E se a vida não for apenas uma sequência de dias, mas um jackpot... um bônus inesperado concedido pela existência?

Talvez cada amanhecer seja uma nova rodada, uma oportunidade silenciosa de recomeçar. Não para apagar o passado, mas para fazer diferente da última vez.

A vida pode não garantir vitórias, mas oferece tentativas. E, às vezes, o maior prêmio não é o sucesso imediato, e sim receber mais uma chance quando tudo parecia perdido.

Talvez o verdadeiro jackpot não seja encontrar riqueza, fama ou poder. Talvez seja simplesmente acordar, respirar e perceber que ainda existe tempo para mudar, aprender, construir e vencer.

Enquanto houver vida, o jogo ainda não terminou. E cada novo dia pode ser o bônus que a existência concede para que você escreva um final diferente daquele que imaginava.

A Alegria Por Um Fio...
(Múcio Bruck)



Era eu um entusiasta da vida
Com meus segredos, planos e aspirações
Meio perdido: um adolescente "virando" adulto
Sem domínio das explosões incontidas


Meus planos de vida eram poucos
Mas os que me haviam eram riquíssimos
Estudar, trabalhar, ter um emprego
Amar... Ah, como me era caro o amor


Era único, era real, era-me necessário
E, o temor e em plena imaturidade
Descobri nos arroubos que me vinham
"Amar nada se relaciona com saber amar"


Naqueles idos, tinha prá mim
Que seu valor era maior que o meu próprio eu
Que você, em minha natureza
Merecia entregas e meu mundo particular


Eis o meu engano, erro maior de mim
Ter-me suprimido e a vendo maior
Maior que eu ou de tudo o que eu era
Me peguei pequeno ante de sua grandeza


Como um relação assim poderia vingar?
Você, "madura", a tudo via e nada dizia
Parecia gostar, mas, sem se importar
Fosse com minha entrega


Fosse com a prioridade de um diálogo
Assumo, o negro ciúme feria-me
Hoje, sei que tudo se deu por seu desamor
Minha ilusão era sua satisfação

"A Vida Que Rima....


Gonzaguinha, desceu o São Carlos
Zé Keti, saiu por ae
O coração de Kleiton é navegador
Vander Lee, virou Estrela
João Boa Morte, deixou o ninho
João Bosco, tem coração tropical
Toquinho, virou caderno
Chico Buarque, virou herói
Na poesia, somos quem ou que desejamos
Criamos teias com letras
Tecemos palavras que se unem
E aos poucos viram frases
Estrofes e ao final, muitos versos
Versos que em sempre rimam
Porém, teem o hábito de emocionar
Mas a poesia não tem compromisso
Nem com a tristeza, nem com a alegria
A poesia respira, é vida que conta e canta
E não há quem discorde
As palavras nos espiam entre as linhas
Traduzem sentidos e sentimentos
Fazem de um momento um lugar especial
Um paraíso onde brincam os poetas
Onde emocionam os que sabem sorrir
E fazem chorar os talhados em paixão

Não existe nada de novo,
Debaixo do sol...
A vida é correr atrás do vento...
Tentando segurar o tempo com as mãos
O Tempo é fumaça
É feito de fumaça
Os nossos passos vão sumindo na poeira
Um sopro MELÂNCÓLICO na imensidão...
No fim das contas tudo é ILUSÃO...
Viver bem é o que importa
Viver bem...
Para partir bem.

"A vida começa a mudar quando paramos de culpar o destino e assumimos a autoria da nossa jornada. Gratidão não é apenas agradecer pelo que deu certo, mas compreender o propósito escondido no que doeu. É nesse entendimento que a alma se cura, a ansiedade perde força e a depressão encontra luz. Porque quem escolhe enxergar sentido, escolhe também renascer."


Roberto Ikeda

As páginas da vida


Cada dia que nasce é uma página em branco, esperando pelas palavras que escolhemos escrever. Algumas páginas se enchem de conquistas, outras de silêncios, mas todas guardam a essência de quem somos.


Não importa quantas páginas já tenham sido viradas, o que dá sentido ao livro da existência é a coragem de escrever com autenticidade, a sabedoria de aprender com cada capítulo e a liberdade de imaginar novos finais.


A vida é um manuscrito único: não pode ser reeditado, mas pode ser vivido com intensidade. E quando nossas páginas se encontram com as de outros leitores, nasce a verdadeira eternidade das histórias.


Roberto Ikeda autor

Leitura e Vida: páginas que se completam


Ler é viajar sem sair do lugar, é abrir portas invisíveis para mundos que repousam dentro de nós. Cada palavra é uma semente que floresce em silêncio, preparando o coração para presenciar novas experiências.


Mas a vida não se escreve apenas nos livros: ela pulsa nas ruas, nas amizades que nos abraçam, no vento que acaricia o rosto, no horizonte que se abre diante dos nossos passos. A leitura nos ensina a sentir mais profundamente, e viver nos dá o papel em branco para escrever com autenticidade.


Nos momentos de paz, um livro é refúgio; nos momentos do eu, é espelho. E quando saímos para viver, a natureza, os encontros e as descobertas se tornam capítulos que completam a obra. Ler e viver não são opostos: são páginas que se entrelaçam, formando um livro eterno, onde cada experiência é palavra, e cada palavra é vida.


A verdadeira sabedoria está em equilibrar ambos: mergulhar nas páginas que nos inspiram e, ao mesmo tempo, levantar os olhos para escrever nossa própria história no mundo.


Roberto Ikeda

A Transparência da Alma


Há momentos em que a vida, com sua delicada brutalidade, nos oferece revelações que não pedimos, mas que precisamos. Uma palavra fora de lugar, um gesto não intencionado, um áudio deixado ligado — e então, como num rasgo súbito na cortina da convivência, vemos o que estava oculto: a ausência de verdade onde pensávamos haver afeto.


A amizade, esse pacto silencioso entre almas, não se sustenta na frequência dos encontros nem na doçura das palavras. Ela vive — ou morre — na integridade dos gestos, na coerência entre o que se diz e o que se faz quando ninguém está olhando. A decepção, por mais amarga, é uma espécie de claridade. Ela não destrói: revela. E o que revela, liberta.


Nietzsche dizia que “não é a falta de amor, mas a falta de amizade que torna os casamentos infelizes”. Podemos estender essa ideia a todas as relações humanas: é a ausência de autenticidade que corrompe os vínculos, que transforma o que era para ser abrigo em ameaça. Quando alguém nos mostra, mesmo sem querer, o que realmente habita seu coração, temos diante de nós uma oportunidade rara — a de escolher com mais sabedoria quem merece permanecer em nossa travessia.


Escrever sobre isso é mais do que desabafar: é eternizar o aprendizado. É transformar dor em linguagem, e linguagem em ponte para outros que também caminham feridos, mas desejam curar. A escrita, quando nasce da verdade, é sempre um ato de generosidade.


Que cada leitor que aqui chega encontre não apenas palavras, mas espelhos. Que se reconheça, se questione, se fortaleça. Porque a vida é breve, e o coração, sagrado. Que sejamos fiéis a ele — mesmo quando o mundo não for.


"A amizade verdadeira é como o silêncio da noite: não precisa provar sua existência, apenas permanece, fiel, mesmo quando todos os sons se vão."


Autor: Roberto Ikeda

“O sentido mais profundo da vida não está em alcançar o inalcançável, mas em fazer do instante presente um ato de eternidade. Cada gesto de excelência é um fio que tece o legado humano, e cada dia vivido com autenticidade é uma chama que ilumina o caminho dos que virão.”


Roberto Ikeda

“O Presságio de Ainda Viver”

A vida é breve, e sabemos disso. Talvez seja justamente essa consciência do efêmero que torne tão urgente a vontade de viver. Não quero atravessar meus dias como quem apenas cumpre uma obrigação silenciosa com o tempo; quero habitá-los, senti-los, experimentá-los até onde minhas possibilidades me permitirem. Trago comigo expectativas, algumas necessárias, outras talvez impossíveis, mas todas nascidas dessa inquietação de quem ainda deseja descobrir o que existe depois da próxima curva.
Hoje trago à vida todas as minhas vontades. Não como exigência arrogante diante do destino, mas como afirmação daquilo que ainda pulsa dentro de mim. Que seja a minha vontade que prevaleça sobre o medo, sobre a hesitação, sobre as conveniências que tantas vezes nos ensinam a desistir antes mesmo de tentar. Durante muito tempo aprendemos a aceitar o inevitável; talvez seja chegada a hora de também aprender a desejar o improvável.
Há em mim pressentimentos que não sei explicar, intuições que aparecem silenciosamente e certos presságios que encontro pelo caminho. Talvez sejam apenas devaneios; talvez sejam o prenúncio de alguma transformação. Não importa. Já não preciso compreender todos os enigmas para continuar caminhando. Algumas respostas somente aparecem depois que temos coragem de viver as perguntas.
A existência é um paradoxo extraordinário: sabemos que somos passageiros e, ainda assim, construímos sonhos como se tivéssemos a eternidade. Amamos sabendo que podemos perder. Começamos sabendo que tudo um dia termina. Guardamos lembranças de momentos efêmeros e descobrimos, com perplexidade, que justamente aquilo que durou tão pouco pode permanecer conosco para sempre.
Por isso não quero desperdiçar meus dias tentando domesticar o inusitado. Quero deixar algum espaço para o acaso, para a surpresa, para aquilo que ainda não possui nome. Quero contemplar uma manhã sem precisar saber como terminará a noite. Quero permitir que a vida me surpreenda e, sobretudo, conservar dentro de mim a capacidade de surpreender a própria vida.
Não desejo uma existência sem melancolia, porque até ela possui sua beleza e sua verdade. Não quero apagar a nostalgia, pois algumas saudades são testemunhas de que verdadeiramente estivemos vivos. Quero apenas que nenhuma delas seja maior que minha vontade de continuar. O passado merece sua morada na memória, mas não lhe darei as chaves do meu futuro.
Há algo de indizível nessa vontade de viver. Talvez porque viver plenamente não possa ser explicado apenas com palavras. É necessário tocar o instante, reconhecer sua sutileza e compreender que cada manhã pode trazer consigo um prenúncio, mas nunca uma garantia. O amanhã continuará sendo um enigma e aceito isso.
Se a vida é breve, que minha presença nela seja intensa. Se o tempo é inevitável, que não encontre em mim apenas resignação. Que encontre curiosidade, desejo, coragem e vontade. Não quero pedir licença ao futuro para desejar aquilo que ainda posso viver.
Hoje, portanto, não faço promessas à eternidade. Faço uma promessa ao instante: enquanto houver caminho, caminharei; enquanto houver desejo, desejarei; enquanto houver alguma coisa capaz de despertar minha perplexidade diante do mundo, continuarei procurando.
E se existir algum presságio nesta manhã, que seja este: ainda há vida diante de mim.
E enquanto houver vida, que prevaleça a minha vontade de vivê-la.

Todo trabalho lícito é digno e merece respeito, porque contribui para a sociedade e para a vida de quem o exerce. A dignidade do trabalho não está apenas no prestígio social ou no valor econômico, mas no fato de ser fruto do esforço humano dentro da legalidade e da ética.


Parabéns coletores e garis

Pobre poeta e pescador,
Que no mar da vida
Pescou amor e sentimentos,
Mas também dor e sofrimento.

Com seu barco cheio de vaidades,
Esqueceu-se das veleidades
Escondidas no porão,
Carcomidas de solidão.

Mas triste é saber a verdade.
E entre vários raios e trovão,
Veio vindo a tempestade,
Jogando águas na embarcação.

E aqui se vão as saudades
Dando lugar ao terror
E às necessidades
Para não se morrer de amor.

Primeiro, tudo de ruim
Ao mar fora jogado:
As brigas, ciúmes, infelicidades;
Tudo tirado de mim.

Depois se vão
Os versos rimados:
Declamação, declaração.
E se vão também
Os sonhos da realidade:
Desilusão, destruição.
Destituição e desdém
Além da eternidade.

Para não morrer
Nas mágoas que criei,
Vou atirando às águas
Do mar a se revolver
Todo o meu pesar,
Tentando assim me salvar
Do fim que bem eu sei...

Atiro todas minhas idades,
Todo o afeto e carinho
Recebido e dado.
E sem mais agrado,
E sem identidade,
Eu fico sozinho...

... São e salvo, com frio,
Num silêncio profundo;
Navegando pelo mundo
Com o meu barco vazio.

A vida é uma estrada em que muitos passam para alcançar o próprio destino.


Porém, se você se acidentar no meio do caminho, a maioria vai somente olhar, pouquíssimos tentarão ajudar e os profissionais vão socorrer você.



Portanto, foque no seu destino, cerque-se de amigos testados e aprovados e tenha reservas para contratar bons profissionais.

Muitos querem resultados rápidos na vida, mais a verdadeira transformação não acontece em um dia.


Ela acontece né uma rotina silenciosa, e pouco a pouco, te trás progresso.
Esse é o fardo da disciplina, lentamente trás sua evolução.


A vida não vai perguntar se você está pronto, simplesmente ela vai te lançar no fogo, para descobrir se vc é feito de cinzas ou de aço.


A disciplina é solitária, e acordar cedo quando todos dormem.
É construir no escuro,para brilhar na luz.


Não confunda silêncio com fraqueza, é apenas um lugar onde os fortes se preparam, onde forjam a si mesmos.


Se você quer mudar, seja paciente com a vida, e mesmo que demore! Ela te levará ao topo mais alto.


ISSO É EVOLUÇÃO.

No jogo da vida, todo mundo se encontra em cima do tabuleiro, descobrindo como mover nossas peças.


A nossa vida não vem com manual de instruções, dizendo como devemos viver.


A vida não vai parar e dizer quando você quer começar o jogo!
não vai te dizer o que fazer quando tiver dúvidas, não vai te levantar quando você cair, e nem te esperar para que você não envelheça.


É um jogo interminável, perseguindo uma constante evolução, em cada segundo que vivemos, em cada respiração que suspiramos.


Não paramos de crescer, nem de envelhecer.
Ela começa no nascimento, quando abrirmos nossos olhos,e termina quando fechamos nossos olhos pela morte.


Nunca devemos parar de aprender, nem de se corrigir.
Como diz o mundo! É vivendo e aprendendo.


E quando solucionamos as falhas pelo caminho! Que sentimos em nós a verdadeira paz.


E de forma ávida, caminhando cada vez mais por evolução.


E também pela nossa salvação.


(RONAN HELIO DE SOUZA)

Muitos acreditam que, na vida, a batalha sempre foi vencer os outros.
Mas a batalha mais difícil é vencer a si mesmo.


Muitos, quando se perdem nas próprias sombras, entram em desespero.
Dominar o caos da própria mente é um dos obstáculos mais difíceis que podemos enfrentar.


E, quando conseguimos retomar o controle, encontramos novas forças e esperança para continuar.


O mundo vai tentar te quebrar. Vai rir das suas quedas e das suas derrotas. O mal que há no mundo deseja a sua queda, porque essa é a obra da escuridão.


Mas aquele que aprende a dominar o caos dentro de si não se intimida diante da escuridão.


Mesmo quando ela surgir em sua vida, a luz de Jesus Cristo pode iluminar o seu caminho, renovar suas forças e ajudá-lo a superar qualquer sombra.


Quem busca a luz e nela permanece pode enfrentar qualquer obstáculo, até mesmo aqueles que existem dentro de si.


Porque, no fim, a maior vitória não é vencer o mundo.


É vencer a si mesmo.


Ronan Helio de Souza