Textos Reflexivos

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⁠Entre as vírgulas da vida, me surpreendo com o ponto da morte e como eu queria que esse não fosse o ponto final. Eu queria escrever adeus para quem eu amo e dar tchau para quem me despreza, amar alguém que me pertence e desprezar quem não me suporta; se seria mesquinho e egoísta da minha parte, eu não sei. Nem consigo imaginar tamanho vazio nas mensagens que nunca chegarei a escrever; me verão de longe, sabendo que nunca mais me verão de perto; me abraçarão nas imaginações e me perderão no que é real. Se é que para mim, depois de ir para algum lugar que não tem fim.de alguma forma importaria o que é real... Será que todo esse tempo de nada servirá para alguma coisa depois que nada servir mais para nada? Será que o amor que exalei foi dissipado pelo vento ou propagado pelo ar?
Em um ônibus me encontro e, capotado, estou diante da estrada da vida; um soluço bastaria para me engasgar com uma dose de amargura e uma dose de desalento. Serei eu o bêbado que nunca bebeu ou a vítima que morreu no boteco de tanto se embriagar com doses de pessimismo? Mas nem tudo é história ruim; em mim bate o coração, dirão para mim que são coisas fisiológicas, e eu direi que não há lógica no meu físico, pois sinto que ele aperta quando o calo aperta e a dor me acerta. Serei eu poeta controverso que amor carrego em cada verso, ou um poeta sem sucesso que do dinheiro não me sobrou nem um resto? Escrevo pouco todos os dias, mas escrevo minhas agonias, e isso é muito para mim."

Inserida por adrianobezerra

⁠Um dia você perceberá
Que os verdadeiros luxos da vida são:
Dias tranquilos, com a liberdade de poder escolher o que fazer,
Ver as crianças brincando, talvez os netos;
Um amor firme e leve,
Tardes de chá com amizades leais,
Ver a casa limpa e cheirosa,
Observar a natureza,
Poder ter por perto aqueles que amamos.

Inserida por eujanesants

⁠O Peso do Instante

O que é o tempo, senão um espelho
Que nunca reflete o que somos agora?
Um fio invisível, sutura e conselho,
Que une o nunca ao que já foi embora.

Caminhamos sobre um chão de incerteza,
Embora firme como vento.
Somos fragmentos, poeira e beleza,
Ecoando o silêncio do pensamento.

Perguntas nascem antes da fala,
Respostas se perdem depois do porquê.
A vida não grita, apenas sussurra:
"Ser é o risco de não entender."

Nós pisamos em um abismo,
Com olhos famintos de eternidade
Pois mesmo o nada, quando olhado de frente,
É matéria crua da realidade.

Inserida por reinaldohilario

⁠Os meus quatro motivos não cabem em palavras simples:

No silêncio, é tua voz que me traz de volta.
No fracasso, teu toque reacende o que pensei ter perdido.
Na tristeza, teu beijo dissolve dores que ninguém vê.
E na vida... é o teu amor que me reconstrói, todas as vezes que me sinto em pedaços.
É por isso que, mesmo sem entender tudo, eu sei — você é o motivo de eu ainda ser.

Inserida por Aquila

⁠Engraçado como algumas coisas começam leves, sem pretensão.
Uma conversa boa, um riso solto, um convite jogado no ar.
A gente acredita que ali tem algo simples e bonito: reciprocidade.

Mas às vezes, o outro só estava ali por passatempo.
Ou talvez até quisesse estar, mas não sabia como continuar.

Então, vem o silêncio, a desculpa esfarrapada,
o “tá corrido” que escorrega como um clichê.
E a gente entende — não porque ficou claro,
mas porque ficou óbvio demais pra continuar fingindo que não.

A decepção bate, sim, mas não fica.
Ela entra, tira os sapatos, dá um suspiro e vai embora.
Porque quem tem presença leve, não se arrasta por ausências pesadas.

No fim das contas, se a bicicleta dele ficou baixada,
foi só o universo poupando minhas pernas de pedalar na direção errada.

Inserida por barbara_soares_1

⁠Nem todo processo que brilha no final foi doce no começo. O ponto ideal exige paciência, erro, e até uma pitada de raiva misturada com coragem.
O morango do amor parece simples, mas quem faz sabe: tem o tempo da calda, o medo de errar, o calor do fogo e a força de recomeçar.
No fim, o caos vira encanto. Porque quem não desiste do processo transforma desafio em conquista.
E isso… isso não é sobre morangos.
É sobre a vida. É sobre você.

Inserida por RFM

⁠No propósito de uma vida esquisita, minha única visita são os meus pensamentos.
Pensamentos delirantes , trepitantes, vultos , alucinações
Quem eu sou ?
Senão as minhas emoções.
Sentir o medo de ficar só
O temor de estar perdido
No compasso de um coração ferido, atropelado pelo destino.
Menino!
Se tornaste um zumbi, onde os felinos são seus parceiros sob a melodia:
De U2; ONE

260725

Inserida por J6NEMG

CONFLUÊNCIA DOS INVISÍVEIS

Há um pacto selado no silêncio
entre o sopro breve do instante e a eternidade que espreita.
Nem sou caça, nem caçador do tempo,
apenas passo, como ele passa,
num compasso de olhos fechados.
Não corro.
Não me atraso.
Sou feito de agora.
E ele também.
Às vezes cruzo com a sombra dele
num reflexo na vidraça,
num fio branco que aparece,
num gesto que se repete sem que eu saiba por quê.
A vida?
É isso que pulsa sem forma
entre a dúvida e o desejo,
entre o que arde e o que abraça.
E a alma, essa caverna feita de ecos,
abriga lembranças, algumas minhas,
nem todas boas, mas todas minhas,
marcadas a fogo ou sussurradas na bruma.
Já a morte,
essa paz sem cor,
que recolhe tudo ao pó, de onde vim,
não me assusta mas comove.
É como ver um campo que nunca floresceu,
um nome que ninguém chamou com ternura,
ou como alguém que passou a vida inteira
escutando a música,
mas nunca se permitiu dançá-la.
Falta nela o riso que rompe o silêncio,
a febre dos que erram por amar demais,
a beleza do que foi quase.
Então eu respiro e nesse fôlego,
sinto:
sou vértice entre o que fui e o que vem,
sou tempo habitando a própria ausência,
sou instante que decidiu permanecer.

Inserida por WMAGNOR

ARITMÉTICA DAS RELAÇÕES INEVITÁVEIS

A soma, sim, soma
mas não como os olhos habituais desejam.
Ela não é apenas acúmulo,
é fusão generosa.
É o gesto que permite coexistência,
mesmo sabendo que haverá transbordo.
Soma é quando dois mundos
decidem não se corrigir,
mas se ampliar,
mesmo às custas do contorno.
A subtração também ensina.
Não há perda que não revele
o que de fato permaneceu.
Tirar é dar espaço.
É permitir ao essencial
respirar sem ornamentos.
Subtrair é purificar,
afastar o ruído
para que reste o que vibra limpo.
Às vezes, a ausência é o que resta de mais inteiro.
Multiplicar é ampliar o gesto,
e se há distorção, que venha com sentido.
Amores que se multiplicam
não traem a origem,
a engrandecem.
Toda criação exige risco
e a deformação pode ser milagre.
Multiplicar, nas relações,
é permitir que o afeto cresça
para além do molde original.
Dividir é maturar.
É reconhecer que somos partes,
e que só dividindo o centro
podemos conhecer suas margens.
É repartir o peso,
compartilhar a luz,
aceitar que dar-se ao outro
não é diminuir-se,
mas revelar-se em espelhos diversos.
E quando a divisão implica partida,
ela ainda assim pode ser libertação.
Potenciação é acreditar.
É elevar o que se tem ao que se sonha.
Nas relações, é o ato de confiar
que o afeto se sustenta
mesmo quando desafiado.
É investir na promessa do vir a ser,
sem garantias mas com intenção firme.
Potência é o amor que ousa crescer
onde havia apenas esboço.
Radiciação é mergulho.
Não para voltar,
mas para entender.
É buscar no passado
a matriz do que se repete.
É saber que as raízes não prendem,
elas sustentam.
E quando rasgadas,
ainda deixam traços que alimentam
o que renasce.
‘Logaritmar’ é decifrar a intensidade.
É transformar o inefável em gesto,
a avalanche em palavra.
É saber que o amor também precisa ser lido,
escalado, compreendido
em sua curva crescente.
É a tentativa amorosa
de nomear o inominável.
E há ainda as operações
em que não há solução exata.
Aquelas em que todo cálculo leva
à inevitável separação.
Há relações cuja equação se esgota
não por falha,
mas por fim.
E nesses casos,
a operação mais honesta
é o corte.
Não como falência,
mas como clareza.
Pois até o fim pode ser gesto de amor,
quando feito com respeito ao que foi.
No fim,
a matemática da vida
não busca exatidão,
mas equilíbrio dinâmico.
E cada operação,
seja soma ou seja outra,
é parte do algoritmo sutil
de sermos
com, apesar, ou além do outro.

Inserida por WMAGNOR

⁠Tenho notado que, ultimamente, visto muito verde.
Logo o verde, cor da esperança.

Aquela que dizem ser a última a morrer.
A minha, no entanto, não morre.
Ela vive em mim com teimosia, irrompe do meu peito como primavera em terreno seco, explode em gestos, invade meus dias.

Mas não se engane: minha esperança não é delicada.
Não tem ternura.
Não se curva em piedade.

Ela é bruta.
É sobrevivente.
É o que resta quando tudo falha, e ainda assim, insiste em ficar, contra minha vontade.

Inserida por Riber

⁠O Peso dos Dias e a Leveza do Tempo

Nunca gostei de comemorar aniversários.

Não me entendam mal — não é um desprezo pela vida, tampouco um capricho melancólico. É, talvez, um desacordo silencioso com o calendário. A data do nascimento me soa arbitrária demais para conter em si todo o mistério e a beleza de estar vivo. Há algo estranho em reduzir a celebração da existência a um dia fixo, como se a vastidão da vida coubesse numa vela, num bolo ou num parabéns apressado.

Eu prefiro envelhecer a fazer aniversário.

Gosto da ideia de envelhecer porque ela carrega marcas. Rugas, histórias, memórias e silêncios. Envelhecer é a confirmação de que estive aqui — que sangrei, sorri, perdi e me encontrei. Cada linha no rosto é uma frase escrita à mão pelo tempo. Cada ano que passa é mais uma página virada com esforço e sentido. Envelhecer é a prova irrefutável de que vivi — ou ao menos tentei viver.

Mas viver, veja bem, é diferente de estar vivo.

Estar vivo é biológico: pulmões funcionando, sangue correndo, agenda cheia. Viver é outra coisa. É quando a alma respira, quando os olhos se demoram num pôr do sol, quando o silêncio não assusta mais. É quando a dor ensina, quando o amor transforma, quando o tempo passa e você sabe que ele passou por você — e não apenas ao seu lado.

E é exatamente por isso que não temo a morte física. Essa virá para todos, no tempo que não escolhemos. O que realmente me assusta — e profundamente — é a morte em vida. Aquele estado em que os olhos seguem abertos, mas o mundo já não causa espanto; em que o coração bate, mas não se comove; em que se respira, mas não se sente mais o perfume da existência.

Essa morte silenciosa, discreta, cotidiana, me aterroriza. Porque ela se instala devagar, sem anunciar-se. De repente, já não se sonha. Já não se espera. Já não se luta. É essa a morte que me recuso a aceitar.

Por isso celebro o cotidiano. Todo dia é um aniversário da minha consciência desperta. Todo gesto de sensibilidade, toda lágrima sentida, toda esperança cultivada é uma prova de que ainda estou vivo — e não apenas biologicamente funcional, mas inteiro.

Não preciso de presentes nem de aplausos. Preciso apenas do milagre cotidiano de seguir. Porque todo dia que me é dado é, por si só, um aniversário da minha resistência. Um lembrete de que estou aqui — apesar de tudo, apesar de mim.

E assim, envelhecendo sem pressa, vivo celebrando o que realmente importa: a arte rara de continuar sendo.

Inserida por eduardo_medeiros_1

⁠Entre as Coisas Leves

A brisa atravessa a casa
sem intenção de ficar.
Encosta na planta,
brinca com a luz
e vai embora.

O relógio não insiste,
só acompanha,
passo a passo,
como quem anda sem pressa
num fim de tarde qualquer.

As folhas caem lá fora
sem fazer cena.
Um cachorro dorme
com a barriga pro sol,
alheio a qualquer plano.

E entre uma coisa e outra,
fica esse espaço calmo
onde nada precisa acontecer.

Inserida por reinaldohilario

⁠⁠Dádiva de um sonho
Flor Azul

Era meia noite...
E o céu brilhava entre as estrelas...
E no meu quarto...
Despi me e deitei me...
Confusa em meio a tantos devaneios...

De repente sinto um perfume no ar...
E como sempre...
Ele está lá...
Com uma Flor Azul em suas mãos...
A flor dos meus sonhos...

Olho assustada para a porta e ela continua trancada...
...Se aproxima de mansinho e já não sinto medo...
Me beija suavemente, enquanto coloca a flor em meus cabelos...

Acordo na manhã seguinte...
Nua, sozinha, com os lençóis em desalinho...
Meio atordoada...
Começo a acreditar...
Que tudo não passou de um lindo sonho...

Mas o cheiro da Flor Azul ainda está no ar...
Me cubro com um lençol...
Vou até a janela...
Olho para fora e nada vejo...
E nesse exato momento...
A Flor Azul cai do meu cabelo...

O tempo passa com rapidez...
Daquela noite não me esqueço...
Os sonhos são engraçados...
Pois, estão sempre a um passo da realidade...

Um dia abri a porta procurando uma saída...
E o encontro com a Flor Azul em mãos...
Novamente...
Invadindo a minha vida...

Inserida por EdineuraiSaMarSi

“Ao vê-la com uma criança nos braços, a forma como cuidava do sobrinho, o tempo parou.
Os meus olhos brilharam — não por novidade, mas por confirmação.
Era como ver o futuro com nitidez.
E dentro de mim, uma voz sussurrou com firmeza:
'Tu sempre soubeste que era ela.
E agora, mais uma vez, o universo reafirma.'”

Inserida por RamsayGouveia46

⁠Correio do

amor


Mergulhe nos sentimentos bons no riso solto do bem viver de sua existência , sinta suavemente a maestria de sua alegria a cada alvorecer.

Mesmo que nossos caminhos tendam a se desencontrar, saiba que sempre te emanarei luz. E que transborde seu eu intensamente, que sinta meus afagos como num encontro de almas sincero e genuíno.


Pensando em você!

Inserida por Leticia17

⁠Tenho preguiça!

De explicar o óbvio.
Ter que sorrir para a hipocrisia.
Dar satisfação para o inimigo.
Ser verdadeira para quem não é comigo.
Tenho tédio do tempo perdido.
Se é É senão É, eu nem ligo.
Quero ir além do paraíso.
Porque a paz estará presente aonde eu for.
Mas sem abuso da minha boa vontade.
Porque também admiro a tempestade.
Ser uma gota no copo d água.
Só não tenho preguiça de viver.
De verdade.

Inserida por Starisy2

⁠Durante toda a minha vida, vislumbrei o turbilhão de sentimentos, tentando organizar o impossível. Em meio a esse turbilhão, perdemos a noção, a direção. Ficamos à deriva, esperando o fim. Os sentimentos se tornam uma bagunça. A única forma de encontrar o norte é a mão de um amigo, seja ele carnal ou espiritual. Hoje entendo que, em meio a esse turbilhão, sempre tive um amigo que me estendeu a mão, o norte certo. Sou eternamente grato, pois esse amigo sempre foi Deus.
Rosinei Nascimento Alves
Ótimo dia!
Deus abençoe sempre 🙏🏾
Tenhamos fé!

Inserida por ROSINEI48

⁠Ninho já vazio, mas que ainda está cheio de capricho, deixando evidente que foi construído com muita dedicação e sem pressa, de um jeito preciso,
prestando muita atenção em cada detalhe, usando o material correto em um lugar lindo e seguro nos galhos resistentes de uma árvore saudável, bela com muitas folhas,
construção simples e muito admirável de uma pequena forma de vida, a proeza expressiva de um pássaro graças a Providência Divina.

Inserida por jefferson_freitas_1

⁠Aprendeu pelo jeito difícil a ser mais seletivo com o passar do tempo depois de tantas decepções, danos e conflitos, de receber muito menos do que imaturamente esperava, então, percebeu que a criação de muitas expectativas é infundada e que existem aqueles que não merecem permanecer no seu mundo, que não devem acompanhá-lo na sua jornada.
Não se acha melhor do que os outros e não quer carregar o peso de ser tratado como perfeito, já que é feito de carne e osso entre falhas e acertos, mas não pretende, nem quer assumir o compromisso de agradar a todos, sabendo que é algo impossível e que o seu bem estar em Cristo é bastante valioso, sempre buscando não ser o seu próprio inimigo.
Aprendizado que custou um alto preço, todavia, Graças a Deus que foi obtido, apesar de ainda haver os desentendimentos internos, pois seria muito pior se não tivesse aprendido, prefere a sua solitude a ter que abrir mão de seus valores e princípios para se encaixar na vida e nos achismos dos outros, estando disposto a mudar apenas se notar que é preciso.

Inserida por jefferson_freitas_1

Perde e ganha



De um abrigo a casa vazia,

jurava que o amor eterno tinha chegado de cavalo branco vindo fugido discretamente do paraíso,

foram tantas luas, foram tantos horizontes juntos, tudo parecia magia, o tempo parava para nos aplaudir, os ventos sussurravam melodias, até os pássaros cantavam pra nós com harmonia,

então veio o grande furacão de "Alice no país das maravilhas" e tudo mudou repentinamente no meu mundo de "Narnia",

o tipo de coisa que eu não faria com ninguém aconteceu comigo, fui jogado num profundo redemoinho e fiquei sem chances de reação,

⁠o silêncio me protegeu e foi se transformando em benção, não é nada fácil mas com uma agulha nas mãos consegui costurar o tempo,

uma estrela surgiu e começou a me guiar nos caminhos que passaram a me moldar através dos meus pedaços recuperados e das minhas lágrimas deixadas para secar,

afinal, na vida do perde e ganha, tem o deixar partir para poder renovar o imaginário porque é nesse encantamento que a esperança faz brotar da seiva novos cenários de amor.

Inserida por Ricardossouza

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