Textos que Tocam o Coração
Ouço com
o coração
o clamor
do General
e da tropa
que deveria
ser escutado
pelos teus
ouvidos,
Esperando de
ti o melhor
no desfecho
do caso deles,
Lembro sempre
que está nas
tuas mãos
um novo rumo
aos destinos.
Lágrimas
dos Generais
em exílio
presos, fugindo
e de coração
partido,
Porque me
sinto bem
como eles
e um pouco
o tempo todo
como cada
um deles.
Há gente que
vê fantasma
onde nada
tem a ver:
solta quem
não deve
soltar e prende
quem não
deve prender;
Não tem sido
só aí e tem
acontecido
por todo o lugar,
Já nem me
ocupo com isso
tentando decifrar,
Só sei que
não há mais
tempo a se
perder com este
enfrentamento vazio.
(Deveriam todos estar unidos).
Na verdade
é só aparência
de quem não
tem dormido:
é que o coração
sem notícia
está aflito.
Não nasci para
o conflito fora
do campo poético,
Só aguardo um
sinal profético de
que mais vítimas
não haverão
de acontecer.
A conta da sigla
de 5 letras
está em 51,
E ninguém sabe
se este número
foi superado,
Aliás não há
nada bem
informado;
Supera o número
de quem nem
deveria ter
sido castigado!
Nas mil
trincheiras
repletas
de letras,
Perdão pela
insistência
porque
do General
e da tropa
me atrevi
a não parar
de querer saber.
É o abuso do absurdo
com o nosso coração:
os planetas dançam,
as horas passam,
eu não sei de nada
e você também não.
O mundo rodopia,
e nós sequer sabemos
dos presos políticos
detidos nas duas siglas
o quê sobra é a grave
e cruel silenciação;
a única certeza
que todos nós temos
é da plena escuridão.
Que venha a luz
e que acabem com
o silêncio de metal
que está sufocando
a minha poética de
um jeito sem igual.
O meu coração
mora onde
o povo está
nesta noite
de agonia
privado
de proteção
e amparo;
pois falta luz
deixando-me
em todos
os estados,
em milhões
de pedaços
e preocupada
com quem
está preso
e com quem
está solto
passando por
essa covardia.
Não há como
ir descansar
tranquila,
Alí em estranhas
circunstâncias
morreu vítima.
O calvário
da tropa
e do General
injustiçado
não faço ideia
até hoje
quando termina.
Grão-Pará
No sul de Santa Catarina,
ali com indústria tens
todo o meu coração,
Grão-Pará de História
tão fina do Vale do Tubarão.
Grão-Pará poética, elegida
pela Coroa e virtuosa
de uma gente que não
teme sol, chuva e nem
fraqueja em meio a garoa.
Grão-Pará fostes vinculada
a Orleans e uma homenagem
em reverência ao Príncipes
e dos povos europeus
viraste a morada perene.
Grão-Pará de lavouras,
rebanhos, madeiras e de metal,
a tua gente soube e sabe
fazer uma cidade e te amar
como um paraíso terrenal.
Só sei que olhando ao teu
derredor és circundada
pela Serra Geral celeste
da Serra do Corvo Branco
adorada até a Serra Furada
capaz de fazer a alma brindada.
Rodeio Iluminada
No Médio Vale Itajaí
o coração me escolheu,
Eu moro em Rodeio
onde este coração é teu.
No Pico do Montanhão
que o Sol derrama
o mais lindo beijo,
Eu moro em Rodeio
e te levo grudado no peito.
No Médio Vale do Itajaí
este coração é teu,
Eu moro em Rodeio
onde o teu coração é meu.
Na nossa Santa Catarina
agraciada por tantas belezas,
Sou o teu amor encontrado
vivo e forte no teu coração
aqui entregue e apaixonado.
Na Rodeio iluminada
pelo teu sentimento tenho
o enleio, a ternura e o candor;
Eu moro em Rodeio e vivo
no peito esta história de amor.
Balada de todas as baladas
és a que toca o meu coração
com a alma e as duas mãos
que põem em doce alucinação.
De todos os meus esquemas
em pouco tempo se tornou
por mérito o mais romântico
e eu o teu mais apaixonado.
Balada de todas as baladas
sem ter me dado conta,
você me trouxe para perto
e abriu a tua amorosa porta.
Tu és o meu transe sublime
que levo em silêncio devocional,
porque sei tudo em ti existe
e o nosso relógio é atemporal.
Rodeio em Chuvarada
Manhã de domingo,
Rodeio em chuvarada
e o coração sorrindo.
Rodeio em chuvarada
é a poesia vindo por ti
no Médio Vale do Itajaí,
Manhã de domingo
Rodeio em chuvarada
e a poesia fluindo...,
Rodeio em chuvarada
de beijos nas matas e flores
que são nossos amores.
Manhã de domingo
e as gotas de amor
do nosso céu caindo...,
Rodeio em chuvarada,
aconchego catarinense
e afago do tempo pra gente.
De cada beijo seu
imaginado tornei-me
a poetisa de coração
ainda mais apaixonado,
Tenho certeza que
você é por mim fascinado;
O nosso tempo romântico
todos o dias tem dedicado
a construir um templo
de adoração para aonde
cada um de nós for,
O encontro nos pertence
porque nada detém o amor.
O seu coração por mim
fica em ritmo de vanerão,
A tua pulsação fica forte
e você arde por mim
mais intenso do que verão;
É o quê a poesia faz
em ti com toda a sedução,
E quando eu te beijar
não vai conseguir tocar
os seus pés no chão
e vai conhecer o quê é amor
e ao mesmo tempo paixão.
No espaço da preparação
do mate amargo
que adoça o coração,
Fomos dançar a Chimarrita
no meio da sala de casa
para estarmos afinados
para o dia do bailão,
No fundo dos seus olhos
vi o amor e a paixão,
Você é melhor do que poesia
e qualquer truque de sedução;
És a minha canção preferida,
amor para toda a minha vida.
Os breques que florescem
deste coração boêmio
que samba pelo teu em silêncio,
A espera de um novo tempo
que haveremos de encontrar,
Vou pedindo a bênção
de Heitor dos Prazeres
para ter bom humor,
a inspiração continuar,
e a cada dia aumentar
quando perto de mim o amor chegar.
Os Caboclos de Lança
fazem a saudação,
Sou o teu Maracatu
de Baque Solto
dançando seu coração.
Catirinas cantam
versos de paixão,
Mateus e Catita
levantam o pó do chão.
Reis e Rainhas
dos nossos destinos
soltos neste engenhão,
e entre as Arreimás
não perco a sua atenção.
Com direito a Luminista,
Sombrinha e uma chuvinha,
eis o Maracatu de Baque Solto
festejante neste sertão.
Do Valete a Dama,
das Índias e das Iabás,
das Princesas e Príncipes,
com direito a Símbolo,
Banderista e a nossa companhia
todos dançando a mesma folia.
Só de te ver o meu
coração entra em Retumbão,
Dessa vez nós vamos
encontrar com a Marujada
no meio do estradão,
Dançando ao até o Sol raiar
e o amor nos encontrar
com o balanço deste oceano
de desejos a nos inundar,
Está escrita a poesia nas estrelas
que você já me adora,
vai me amar e se enredar.
Para cada batição
tenho escrito uma
nova letra para
animar o seu coração;
Irei nesta Serafina
em roda ou em fila
para buscar a sua
amorosa atenção.
O puçá está preparado
porque o nosso vai
ser lance bem alto,
O peito está apaixonado
e te quero enamorado.
No arrodeio baixo
vou fazer você cair
na minha sedução,
E você não vai pensar
em outra coisa a não
ser em cair na tentação.
E sem nenhum esforço
na hora do arrastão
você estará caidinho,
e se entregará
doidinho a nossa paixão.
Fui dançar a Parixara
com você no coração,
Agradeci ao Criador
por toda a Criação,
Na roda da Parixara,
o bambu batia do chão,
os bambuzinhos
na cintura chacoalham,
as palhas das saias
gentis roçavam
e assim os enfeites
faziam a percussão,
Dançamos a Parixara
para cumprimentar
e para se despedir,
Você sabe que existe
Parixara para tudo,
E que sem você
não vai dar mais
para ficar nenhum segundo.
Porque na verdade nunca deu.
Enquanto a música tocava,
eu dançava a Chula Marajoara
com as moças da cidade,
o meu coração você encantava
com a sua flauta mágica,
o amor sublime nos guiava,
o seu olhar tonto e fixo
no rodopiar da minha saia
escrevia o destino que nenhum
dos dois imaginava que
a intuição com o teu primeiro
sopro doce me antecipou.
Não há diferença entre
o coração e o cavalo,
ambos nasceram
precisando de muito
carinho e confiança;
e não há outro caminho.
O Açoita-Cavalo deste
poema nasceu mesmo
é para crescer no mato,
e não para continuar
do chicote sendo o cabo.
Quem na vida quer um
coração, quer um cavalo
ou ter os dois ao mesmo
tempo tem que ter tato.
O coração e o cavalo
só obedecem quando
são muito bem tratados.
Quem quer despreocupado
um coração, um cavalo
ou ter ao mesmo tempo ambos:
deve ser muito apaixonado.
O coração e o cavalo
só permanecem onde o amor
é generosamente ofertado.
Se enleva o meu coração
de Beija-flor-cantador
sobre o vale verdejante,
sem dar o gosto de virar
alguém que logo desiste.
Resistir em cultivar
um espírito triste trouxe
a opção de me armar
com a elegância da pluma
e com passos de Puma.
A minha poesia nascida
inaudível saúda a Iara
deste Rio com três sílabas
de pequenas e ágeis asas
porque na vida tudo passa.
Imperceptível é o equilíbrio
talhado pelas águas
que moldam os terrenos,
e sem que percebam
dialogam com o tempo.
Sem ter medo de olhar
para o relógio é nascido
de um sentimento
poderoso cultivado
com a potência do silêncio.
Um casal de beija-flores
desfruta das Helicônia,
O meu coração é poema
que de ti já toma conta,
Colher oitizeiros numa cesta
de palha pernambucana,
Ver surgir o verdor absoluto
da fascinante Muirapiranga,
Sonhos pequenos e grandes
desde que sejam ao seu lado
e ter a bênção de tê-lo apaixonado.
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