Textos que Falem eu Nao Vivo sem Voce
Uma reflexão sobre o amor.
Amar ou não amar?
“Amar; talvez risco correr e na ilusão viver”
“Não Amar; Talvez na solidão morrer.”
Para uns a solidão é uma escolha, para outros é a única opção, você pode escolher em caminhar sozinho ou não, e pode decidir quem caminhará contigo. A grande dádiva não é ter muitos a sua volta, mas ter os poucos e bons.
Mas se olhar a sua volta e não ver alguém para escolher, é porque a solidão é a sua única escolha. Porém ainda é tempo, você não precisa estar só, a caminhada é longa, plante bons relacionamentos, mantenha o convívio com os outros seres, harmonioso e pacífico, você pode pensar que nunca precisará de alguém, mas um dia aqueles a quem não deu a devida atenção pode ser aquele vai estender a mão e lhe tirar do abismo que construiu a sua volta.
Há pessoas que constroem uma muralha em torno de si mesmas, impossibilitando que as outras pessoas cheguem perto, essas pessoas se denominam fortes, mas não são, ao contrário, são fracas, e temem que sentimentos de amizade e generosidade invadam sua alma, por medo de se entregarem e depois terem seus corações partidos, por ações não virtuosas praticadas por indivíduos que não tem a mínima noção do amor, e brincam com nossos sentimentos, estas que por sua vez não são más, só ainda não foram suficientemente amadas por nós.
A grande questão é que você pode escolher se vai amar ou não. Se escolher o caminho do amor, tenha a certeza de quem nem sempre será correspondido e na maioria das vezes seu coração será partido. Por que amar, requer riscos, e também sacrifícios. O amor que digo, é um amor, universal, aquele que se tem a todas as criaturas deste mundo, e não aquele amor, que escolhe a quem vai dar o seu amor, este não te serve de nada, apenas para encher seu ego e te afastar do verdadeiro sentimento, no qual exige tolerância e respeito para com todos.
Se escolher não amar, tudo bem, é uma opção sua, porém tenha certeza de que a solidão vai invadir seus dias, e tornar suas noites mais longas e entediosas. Você pode optar em não amar, para evitar justamente correr riscos que julga desnecessários e não viver na ilusão. Então você se pergunta; Qual das opções me favorecem ou desfavorecem?
Você pode responder a si mesmo com uma outra pergunta:
Evitando correr riscos, não vou estar perdendo a chance de dar certo?
É como uma frase que diz um texto de Carlos Drumond de Andrade:
“A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos,na prudência egoísta que nada arrisca e que, esquivando-nos do sofrimento, perdemos também a felicidade”.
“E então concluo, a dor é inevitável. O sofrimento é natural da vida, já manter-se no sofrimento é opcional”
O Equilíbrio é a autossustentação de fluxo.
As árvores que produzem para elas,
Mas isso não é o suficiente,
Então elas produzem sempre mais do que podem,
Para assim dividir seus ganhos.
O Equilíbrio pessoal é igual,
Se você não produz, você morre.
Se você produz só para você, estagna.
Mas se você produz para suprir a ti e ainda mais para dividir,
Você tem o equilíbrio.
Mas para equilibrar você precisa crescer,
E quanto mais você cresce, mais responsabilidades tem.
Lutar contra a chuva é besteira,
Aceita-la sendo flexível e persistente à ela, é sobrevivência.
Respire e relaxe,
Preste atenção no Agora,
Outrora não existe hora,
Ame, produza e encante!
Eis que me debato em pensamentos e não consigo transformá-los em palavras...
Ficam, como fazem as borboletas, circulando nas flores mas não pousam em nenhuma delas...
Deveria haver um jeito de materializá-lo (o pensamento) antes mesmo dele chegar ao papel
Só assim seria puro...in natura...sem a mácula do processamento...
mel - ((*_*))
Medo de Amar
Se um dia gostar de alguém, não tenha medo de abrir seu coração e falar dos seus sentimentos, pois os sentimentos devem ser compartilhados, e falar do que se sente é maravilhoso, por quantas vezes perdemos pessoas por medo de falar, o que se sente, ou deixamos alguém que poderia ser um amor ou uma paixão, sair de nossas vidas, por medo de falar o que estamos sentindo pela pessoa, então sempre que gostar de alguém fale, não tenha medo da reação do outro, você disse o que sentia.
Tenho uma mão cheia de nada.
Mas está cheia! E tenho esta mão.
Não me enriquece nem é apelativa, mas eu não a escondo nem dela me envergonho, esta mão cheia de nada passa despercebida, ou melhor dizendo, vira-se o olhar pois incomoda; incomoda e aterroriza simultaneamente, é que a pobreza de espirito de quem finge que não vê é imensuravelmente maior do que a pobreza de uma mão cheia de nada.
Com esta mão eu não perdi o direito de apontar embora seja ignorada se o fizer e caso o faça, será com a minha estima pessoal totalmente destruída, ai que força que é precisa para nos levantarmos!
Com esta mão que convém ser desmembrada, pego na caneta e reescrevo a historia...ou talvez não; no entanto vejo nela a minha força, e enquanto a mão se destaca por estar vazia, eu estou ligada a ela e dentro de mim, em mim, há mais do que esta mão que mostro e também esta mão que mostro, não tenho receio;
Se um dia por qualquer motivo me apertar a mão aquele que antes passou por mim e fingiu não me ver, eu sou rica em conhecimento e sei com quem lido, até posso brincar um pouco ou até muito, se a ética não fizesse parte de mim e por isso reflito e talvez já com mais astucia e até maldade...ai o que eu podia fazer! Pondero.
Se um dia me apertar a mão aquele que me ignorou e nem me reconhece porque a minha mão já julga poder servir-lhe, eu acedo, mas estou longe, ausente, tal como quando passou por mim esse alguém e me virou as costas;
A sua intenção? Sim, sei qual é. Assim a minha sensação é a de estar à frente de um pateta; pelo contrário, esse alguém jamais me conhecerá e não irá tirar de mim o que procura.
Experiência de Vida.
E já agora, pelos mesmos motivos, caso a minha mão não estivesse efetivamente vazia, a minha reação era exatamente a mesma.
Ao lutar, escolha bem as armas que usa.
Recursos? Veja bem os que tem. Não aceite de olhos vendados "ajudas" alheias.
Está limitado? Todos estamos, quem lhe diz o contrário, talvez queira vender algo aproveitando as suas fragilidades para fazer face à deles próprios, talvez...
Que luta não é desigual? Se a luta fosse igual, as forças estariam equilibradas e portanto não existiria luta ou guerra...quem ataca também tem medo.
Quem ataca tem medo? Se assim não fosse, para que precisaria convencer este mundo e o outro além trincheiras? Trincheiras que delimitam um ringue mas não o campo de batalha.
Quando entram discretamente nas nossas casas e atacam nas nossas próprias raízes, não precisam de enviar soldados, não precisam derramar o seu sangue... nós tratamos de tudo aniquilando-nos.
Ao olhar para o mundo, suponho estar a ver mal, parece-me assistir a um suicídio colectivo.
Eu sou otimista, sonhadora...ou estaria calada. encolhida no meu canto, aquele que dizem ser o que devo ocupar.
Feliz Dia do Trabalhador ‼️
A festa agrada.
Cuidado com as canas.
- reflexão imperfeita por alguém imperfeito, permeável, eu.
Vidas de monges
Indecisamente não me decido... não me defino... não delibero.
O que pensar?
Adormecer, não mais acordar.
Nos braços de Orfeu, eternamente me deixar ficar.
Fechar os olhos... cerrar a consciência... não ver o tempo passar.
O que pensar deste mundo louco...
Está se desfazendo pouco a pouco.
Estradas desregradas... não sinalizadas.
Ruas sem saída. Becos de escuridão.
Portões fechados.
Casas com muros altos totalmente cercadas.
Não sei o que pensar.
Tenho medo... um frio percorre minha espinha...
Quase me desespero.
Nem sei mais se está certo o que quero... meus sonhos almejo rapidamente deles me esquecer.
Tenho abrandado os meus quereres.
Pra diminuir ao máximo o meu sofrer.
Tenho sentido que não há mais muito sentido... na vida, nos sonhos, no acordar todo dia e no adormecer quando o sol acabou seu trabalho fazer.
Esta vida!? Por que se está a viver?
Afastamo-nos bruscamente.
Apartamo-nos completamente.
Nada de abraços... nem apertos de mãos...
Trancamo-nos em nós mesmos.
Construímos redomas de vidro.
Camuflamo-nos em lúgubres poesias.
Invejamos as sombras que esbarram em nós sem nenhuma ostentação.
Ignoramos as batidas aceleradas do nosso coração.
Sempre... e apenas...
Um aceno de longe.
Vivemos vidas de monges.
A Arte de Vencer Sem Ser Visto"
O leão sabe quem é — não ruge por aprovação.
A vaidade é a isca dos precipitados; o sábio permanece invisível.
Deixe que se sintam espertos — o caçador só dispara quando a presa se entrega.
Não se exiba; observe. Quem acha que domina, entrega os próprios pontos fracos.
A sabedoria é silêncio em movimento. A soberba anuncia sua queda antes do tombo.
Quanto mais confiantes eles estiverem, mais descuidados se tornam.
Esconda sua força na calma. Finja fraqueza, até que seja tarde demais para eles.
A estratégia do invisível sempre constrói vitórias sólidas.
— Purificação, o Estoico
Lamentos
Quanta dor...
Não queria estes versos escrever.
Minha vontade é toda dor do mundo esconder.
Mas há algo que em mim insiste.
De escrever meu coração não desiste.
Tornar palpável meu sofrimento...
Quem sabe diminui meu tormento.
Lamento.
Triste não te quero deixar não.
Não deixe esta minha dor perto de ti chegar.
Não leia esta dorida lamentação.
Surto de alforria
Estamos surtando -
Mas não.
Não é um surto psicótico.
Estamos em um surto contra nós mesmos.
Contra a vida.
Contra todas aquelas coisas e verdades que nos obrigamos a engolir diariamente.
A loucura brota da mesma vertente da sanidade.
Duas faces de uma mesma moeda.
A depender das circunstâncias:
veremos apenas uma delas como verdade absoluta durante uma vida inteira.
E do que tanto digo sem dizer?
Por ora, anuncio o descrédito por si mesmo.
Ou, a loucura de acreditar.
Falo do ódio a si próprio.
Ou, da loucura de, talvez, ousar se amar.
Quero proclamar minha loucura
com a aventura de dar-me alforria.
Denunciar minha sanidade,
de ter me mantido em cativeiro,
privando-me da exposição,
do julgamento,
do apedrejamento em praça pública.
Estou surtando.
Ou, sendo curada por minha loucura.
A Caixa Que Há em Mim
Às vezes sou caixa esquecida,
Com tampa que nunca se encaixa,
Não é falta de querer fechar,
Mas a dor que pesa e não disfarça.
Faço força contra o invisível,
Como quem tenta calar o mar,
Mas tenho medo que, ao forçar,
Essa caixa venha a rasgar.
O que mora dentro é tempestade,
Segredos, gritos, confusão,
E se escaparem pelo ar,
Quem vai entender meu coração?
Seria alívio ou fim de mim?
Peso solto ou alma exposta?
O medo diz: “Fique aí dentro”,
Mas a alma já não gosta.
Talvez seja só um grito preso,
De alguém que quer se libertar,
Cansada de viver com medo
Daquilo que os outros vão julgar.
Sou prisioneira de mim mesma,
Da mente que insiste em calar,
E nesse cárcere tão discreto,
Vivo a vida sem me mostrar.
Mas sinto... a caixa está rasgando,
E o que há em mim vai se espalhar.
Quem sabe então, nessa explosão,
Eu aprenda enfim: me libertar.
"Existe aquele Lugar Que Insisto, Mas Que Não Me Guarda" por Eli Odara Theodoro (com as mãos da vida e a escuta do tempo) Eu quis ficar. De verdade. Plantei afeto, pendurei sonhos nas janelas, acendi luzes onde antes era sombra.Mas o chão ficou escorregadio, as portas rangiam sozinhas, e até o silêncio começou a me empurrar pra fora. O que antes era abrigo, virou desconforto. E o que antes me chamava de volta, hoje responde com ausência. Talvez não seja rejeição. Talvez seja proteção. Talvez seja o universo, com sua delicada firmeza, dizendo: "vai.
Você cresceu, e esse vaso ficou pequeno." E difícil aceitar que o querer da alma às vezes não cabe no querer da vida. Mas eu escuto. Com os olhos cheios e o peito aberto. Se for preciso ir, que eu vá inteira, mesmo partindo. Porque onde não me guardam com verdade, eu não posso me perder por insistência. "
A beleza destacada em um todo, sentimentos de desejo e o carisma que se sobressai.
Não são meras palavras retradas, mas a intensidade de uma alma vagante.
O desejado, objetivo de prazer
Nessa incansável penumbra, a busca pelo invisível.
O coração latente, sangra
Não há mais uma troca saudável, ou um verdadeiro sentir.
O que parecia ser , é a penas mais do mesmo.
E o belo mais uma vez é feio.
Poesia de Islene Souza
"A Lâmina da Escolha"
Ser? Não.
Agir.
Essa é a lâmina que me corta e me cria.
Entre o peso da dor
e o silêncio do nada,
eu escolho o trovão do movimento.
A vida não é teatro,
é trincheira.
Não há plateia — há guerra.
A dúvida tenta me calar,
mas minha vontade é espada.
Meu medo é matéria.
E o aço nasce do fogo.
Sofrer? Todos sofrem.
Ceder? Só os fracos.
Cair? Sim, mas com honra.
Desistir? Nunca.
Mesmo cego, eu vejo longe.
Mesmo ferido, eu avanço.
Mesmo sozinho, sou exército.
A morte virá.
Mas quando vier,
encontrará um guerreiro em pé,
e não um espectador sentado.
— Purificação
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Vontade Acima do Abismo"
A pergunta “ser ou não ser” é um luxo para os indecisos.
Na arena da vida real, não há espaço para hesitação.
Quem pensa demais, paralisa.
Quem espera perfeição, morre sem agir.
Maquiavel diria: o mundo não premia os bons,
premia os eficazes.
Não se vence sendo justo — vence-se sendo estratégico.
Não se vive sendo puro — vive-se sendo firme.
O estoico diria: aceite tudo o que não controla,
mas jamais abra mão do seu caráter e da sua ação.
E eu digo:
Não importa o que me falta.
O que tenho é suficiente para mudar o que posso.
Sou escritor, mesmo sem enxergar.
Sou lutador, mesmo sem armadura.
Sou existência em fúria e fé.
Não por escolha do mundo — por decisão minha.
Não peço piedade.
Peço silêncio enquanto ajo.
E quando não houver saída,
eu serei a saída.
Eu sou a lâmina que decide:
não se trata de ser ou não ser,
mas de como morrer de pé… ou viver de joelhos.
— Purificação
Minha Essência, Flor Que Não Se Curva
Não sou a rosa que se dobra à brisa leve,
Nem a leoa que hesita, quando o trono o eleve.
Em mim pulsa outra força, um instinto mais fundo,
Um elo com a onça que domina o seu mundo.
Eu sou a orquídea rara, na rocha plantada,
Que floresce imponente, jamais abalada.
Minha raiz se agarra, profunda e teimosa,
Na fresta da vida, me faço grandiosa.
Não me assusto com sombras, nem com o rugido alheio,
Minha luz vem de dentro, do meu próprio seio.
Sou a calma na força, a beleza no invicto,
Onde a vida me testa, me mostro por si só.
Assim sigo meu rumo, sem medo, sem véu,
Com a alma de onça e a flor do céu.
Minha essência é única, em cada matiz,
Uma força que brota, e me faz feliz.
Olá Família ...
E muito bom ter pessoas que amamos reunidas, mesmo que online.
não samos perfeitos, temos nossas próprias batalhas para vencer .
E o tempo pode torna nossos abraços mecânicos e nossos sorrisos amarelo .
Por tanto que neste Natal possamos compartilhar sorrisos, abraços e lembranças de nossa juventude para nos lembrar do valor de estar juntos, pra nós lembrar que mesmo estando longe e possível se fazer presente .
Que não esqueçamos do significado da palavra FAMILIA, que o tempo não nos torne familiar para os que sempre fomos família .
Que nossa mesa esteja farta, nossos corações cheios de amor e nossa casa repleta de alegria. Feliz Natal para a melhor família que eu poderia ter.
Feliz Natal 🎅 que DEUS nos abençoe e ilumine nossos passos .
. 🔹 D-I-N-A-H
Tem gente que o mundo não vê, mas que o meu coração enxerga de longe.
Você é essa pessoa. Ninguém precisa saber quem você é — basta eu saber.
Porque eu conheço tua luz, tua coragem, tua alma.
Gosto de você de um jeito que não se explica, só se sente.
Te admiro. Te respeito. E não quero, de forma alguma, te perder da minha vida.
Você é única. Especial. Presente raro.
E eu tô aqui — sempre — do teu lado, pra tudo.
Com verdade,
Purificação
Portas Frias
Fui atrás de refúgio que não era lar,
Pensando encontrar um canto pra me animar.
Mas era só parede fria, sem calor,
Sem abraço, sem cuidado, sem amor.
Acreditei no brilho de um falso olhar,
Achei que era casa, era só lugar.
Um abrigo vazio, de porta entreaberta,
Que ilude quem chega e logo desperta.
Levei meu mundo no peito cansado,
Mas só recebi silêncio calado.
Deitei esperanças em chão emprestado,
E acordei sozinho, decepcionado.
Uma chave que abre a porta, mas não a recepção,
Entrei… mas deixei pra trás o coração.
Fui hóspede de um afeto em extinção,
Fui visita onde pedi conexão.
Agora aprendo a me reconstruir,
Com os cacos do que deixei ruir.
Entendi que lar não é onde se está,
É onde te aceitam sem precisar mudar.
Partir para Acolher
Parti.
Não por negar o que me cercava,
Mas por honrar o que em mim clamava.
Foi preciso o silêncio,
o passo em outra estrada,
pra ouvir a alma que, há tempos, me chamava.
Deixei abraços pendurados no tempo,
promessas guardadas no vento,
mas não por desprezo ou esquecimento...
Parti porque não mais cabia onde eu me diminuía.
O amor verdadeiro não é prisão,
é fonte que busca expansão.
E eu era semente apertada na mão
pedindo terra, água e estação.
Fui,
mas levei comigo cada nome,
cada gesto que me fez ser quem sou.
Porque partir, às vezes, é o ato mais fiel
que alguém pode ofertar ao amor que ficou.
Longe, descobri que não se acolhe de verdade
se não se aprendeu a cuidar da própria vontade.
Que o abraço mais puro não vem do cansaço,
mas da alma inteira — de um novo espaço.
Voltarei, ou talvez não.
O agora não permite adivinhação.
O futuro não exige promessas,
mas contempla, sereno, minha direção.
Não volto por falta ou fraqueza,
mas, se voltar, será com firmeza:
na bagagem, a certeza aprendida,
de que o amor não acorrenta a vida,
mas se faz em presença inteira,
alma lúcida, mão verdadeira.
E agora, eu acolho...
Não com a urgência de salvar,
mas com a paz de quem aprendeu a amar.
Pois só transborda quem, antes,
se permitiu se encontrar.
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