Textos que Falem eu Nao Vivo sem Voce

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CABEÇA DE VENTO

Cabeça de vento
voando aos sonhos
não pousa em seu tempo
nem vive tristonho.

Vaga aos sorriso
sem que sem pra que
com pouco juízo
sorrir pra valer.

Cabeça de vento
não pensa em mandões
não vive atento
e faz seus bordões.

Não preocupa com voto
nem com o amanhã
vive o hoje devoto
o seu tempo é divã.

Antonio Montes

Inserida por Amontesfnunes

Ao menino Aylan

Neste mundo de maldade
Foste criança perseguida
Não querias imigrar
Mas obrigaram tua ida
E agora brincas no céu
Faz das nuvens carrosel
És mais um anjo lá em cima.

Descanse em paz, bela criança
Não precisas mais fugir
Não precisas te esconder
Nem ter hora pra sair
Lá de cima olhai por nós
Perdoai os teus algoz
À maldade feita a ti.

Inserida por LuamHenrique

Ele me cobrou amor, mas não pagou na mesma moeda.
Inflação sentimental, o romantismo está em queda.
Tinha um casebre confortável, mas escolheu a mansão onde ninguém mais pode entrar.
Vive num casa bem decorada que nunca chamou de lar.
Trocou o simples gesto inteiro por emoções partidas vividas em prestação.
- Venham, venham fregueses o prazer entrou em liquidação.
Ele taxou o amor de moda e assim deixou de ser tendencia,
vive pelas passarelas bem vestido, mas sem nenhuma essência.

Inserida por jucsom

Saudade
Saudade é tempo que não vem
Há espera de alguém
Uma lembrança que chora
É a memória que sangra.

Saudade tem vida
Vida que arde, queima e droga
Sim, saudade é uma droga. muito alucinógena.
Afinal, só uma droga mesmo para lhe dar imagens
De um alguém que não vem mais, talvez nunca veio.

Saudade é uma lacuna de sorrisos
Que abre em seu peito, sem espaço para substituição
Que então se fecha contra a emoção
O tempo é o que cura
No entanto a saudade é o que machuca
E quem chora em silencio é sempre
O coração.

Inserida por BSilver

Casa

Feche seus olhos, escreva, transcreva
Passe, repasse, antes que o tempo acabe.
Não se assuste com o medo, medo, motiva à coragem.
Vamos, abra seus olhos e de partida á liberdade.
A porta fecha, lhe bate, escorraça , mas você almeja.Então grita, xinga, bate e revida, mas no final olha ao redor, olha para porta, toda ferida, sangrando, com cortes e rachaduras profundas, não parece você?
Não caia, não chore, vamos á encare, se encare, coragem, abra a porta.
Finalmente, está em casa.

Inserida por BSilver

Ei, menina! vim saber como andam as coisas por aqui? E o coração? E esse medo? Não pude deixar de notar. Cuidado, menina! Você é tão preciosa, tão frágil…
Ah, minha menina… eu vi quando você chorou. Eu estava lá quando você disse que não aguentava mais, era sempre a mesma história.
Querida, se lembra quantas vezes passastes por isso? Quantas vezes ouvistes as mesmas palavras? Quantas vezes ele te prometeu que mudaria e no final sempre acabou te machucando. Ele vive te pedindo mais uma chance. Ele tem um olhar tão sincero, tão meigo, e apesar da suavidade da sua voz, há firmeza nas suas palavras. Ei, eu sei que é duro ouvir isso, mas ele mente olhando nos teus olhos, filha. No final, ele sempre pega a sua confiança, seu amor, seu coração e joga fora. Isso dói, né menina?
Só vim aqui, porque eu te amo demais e não posso te deixar continuar caminhando em direção ao perigo, como um pássaro que é preso ao ser atraído pela comida.
Minha doce, menina, eu me lembro da última vez que isso aconteceu e você correu desesperada para os meus braços e me pediu que eu cuidasse do seu coração, e como uma criança que fica feliz quando algo precioso, um presente que tanto queria, eu me apressei para escondê-lo em um lugar onde para alguém encontrar teria que mergulhar profundamente em mim. Durante esses dias você caminhava livre, leve, e tão feliz. Você sorria e o seu sorriso contagiava o meu coração. Nós nos aproximamos tanto nesses dias. Tanto que éramos amigos íntimos e todos os dias você me dizia que nunca mais entregaria o seu coração assim. Ah, menina, seu coração estava tão seguro. Mas, apesar de eu escondê-lo tão bem, ele é seu e eu o deixei ao seu alcance e mais uma vez você o entregou a ele e é por isso, meu amor, que eu não pude deixar de vir encontra-la. Quando eu te criei, filha, eu fiz o encaixe perfeito para o seu coração, não tente se encaixar em qualquer um. Veja só, minha princesa, o que é seu está guardado. Eu tenho o melhor pra ti. Sabes disso! Eu te amo tanto! Não jogue fora o que eu preparei pra ti. Você é preciosa, não merece qualquer coisa. Tenho calma, meu bem, o que é seu breve chegará em suas mãos, você só tem que confiar e descansar em mim.

Inserida por Iaraalmeiida

DIA DOS NAMORADOS

Meu coração não bate mais em meu peito,
Meu silêncio estrondosamente grita seu nome,
Passei a não mais dormir direito,
Não sinto mais sede nem sinto fome!

Teu amor curou meus males,
Estancou fluentes hemorragias...
Caminhava por sombrios vales,
Quando trouxeste-me tua alegria...

Celebrar o amor é olhar pra trás,
Perceber o que fomos e somos:
Só teu carinho foi sutil e capaz
De me bombardear com mil sonhos!

De dar flores, bombons: sem essa!
Te amar é muito mais e supremo,
É desfrutar, de Deus, essa promessa,
Com aquilo de melhor que temos...

Sentir teu cheiro, beijar-te a boca:
Fundir-me a ti em conexão,
Morder teu colo, deixar-te louca,
Consagrar em êxtase nossa união!"

☻ Jonny Mack, 12.06.15 ☻

Inserida por JonnyMack81

Ter opinião uma sobre os assuntos que movem uma sociedade ajuda, não só, a exercitar o intelecto e aprimorar o vocabulário, mas também a contribuir com ideias que podem se espalhar para ajudar na construção de uma melhor maneira de se viver em grupo, além, claro, de tirar as pessoas do patamar confortável de observadoras e usufruidoras dos resultado do trabalho e da exposição dos que se dedicam a viver atentos ao que acontece ao seu redor ao invés de, pautados nas opiniões diferentes das suas, restringir as relações por puro preconceito de ideias ou até mesmo por inveja devido às suas próprias limitações comparadas as atitudes dos demais que se mantém no exercício do pensamento.
É muito cômodo adotar uma postura, quase divina e rotulada de evolução, mas que de pureza e boa intenção muitas vezes não tem nada, para poder justificar a omissão que a muitos adorna, quando não a ignorância, porém garanto, ambas têm cura, basta querer.
Assim caminha a humanidade
Com passos de formiga
E sem vontade.
(Lulu Santos)

Inserida por Gracaleal

Re-fazer caminhos há muito tempo não percorridos, ou pouco via de acesso foi re-construir uma ponte. Habitamos por ser homens e construímos a todo tempo no decorrer de nossas vidas.

Re-fazer os caminhos que um dia foram percorridos ou que são às vezes a via de acesso nos leva, ou nos trás a paz que temos no fundo bem guardados.
O tempo nos pertence, o passado nos pertence. Temos a liberdade de poder re-pensar e re-viver o que já se foi vivido.
Temos a capacidade de re-viver momentos que um dia foram únicos e que são e que serão. Mesmo que o tempo nos leve para longe, ainda assim voltaremos no passado com a liberdade que nos cabe. Tudo que dedicamos a nós e a outros, tudo que demonstramos, tudo que construímos, tudo que habitamos e tudo que pensamos, floresce como o campo. Os frutos aparecem a partir da construção, a partir do que se planta.

Preservar dentro de nós aquilo que um dia habitamos no passado, é como poder re-construir uma ponte a qualquer momento e voltar lá como se fosse a primeira vez. Proteger esse patrimônio ?que não cresce? mas que sustenta a memória é andar sobre a ponte que liga o passado ao presente como se fossem as margens de uma represa que acabou de nascer e que precisa se encontrar.

Essa coisa que chamamos de ponte, polissomicamente têm suas características. Referido-nos a ponte quando ligamos o tempo, o passado e o presente. Lembramos-nos de ponte quando re-fazemos caminhos que necessitam da transição de um lugar para outro, de um bairro a outro bairro. Pensamos em ponte quando nos lembramos de que criança fomos e hoje adulto existimos.

Percorremos o mundo, percorremos os espaços, percorremos no tempo, percorremos na ponte da vida. Na linha do passado que se passa no presente a avança para o futuro, não saímos da ponte que nos faz transitar nessa caminhada. É verdade que atalhos existem, mas sempre voltarão na mesma caminhada, na mesma ponte que nos leva além. Construímos por habitar, habitamos porque construímos, e pensamos porque já somos habitantes que construíram. O espaço é nosso, por isso vivemos, pois, o espaço não está em oposição a nós e sim com nós, conosco, existente. Se existimos é porque temos espaço, pois ele faz parte de nós, e nós partes dele.

Traçar a nossa rota é caminhar pela ponte da vida que liga ao passado nos fazendo lembrar-se de um instante ímpar. Ao futuro, no qual estamos habitando, construímos a ponte que se estenderá infinitamente, à medida que habitarmos e pensarmos no que fomos e no que somos.

Inserida por ReginaldoSilva

Bem lá no fundo do pensar há o que pensamos pensar que queremos pensar e não desejamos pensar.
Mas infelizmente temos que pensar ou felizmente pensamos, porque é gostoso pensar em quem nunca imaginaríamos pensar um dia pensar.
Se penso é porque o pensamento pensa em quem eu agora desejo pensar, mesmo sabendo que penso sozinho e quem eu penso não pensará igual ao que penso o que estou pensando; mas se pensar não saberei se está pensando, a não ser que este pensamento um dia seja igual ao que penso!

Inserida por ReginaldoSilva

O amor é um sorriso!

Ninguém é de ninguém?
Quem sabe se alguém não te faz bem?
Se te faz bem, e porque ama também!

E se ama, deve ser livre para amar,
Não prisioneiro eterno, mas eterno prisioneiro por amar
Se amas, logo sente. Se sente logo ama...

Não deixe que um simples toque de prisão
Tire o sorriso do seu semblante
Este que é reflexo do amor que sentes ainda que pareça ser prisioneiro

Não é, porque um sorriso é apenas a ponte do coração
Que diz: eu te amo em forma de sorriso!

Inserida por ReginaldoSilva

A DECISÃO
Não somente por ser eixo central da minha próxima obra, mas sim porque permeia a vida de todos nós, influencia diretamente dois tempos de nossas vidas: o presente e o futuro. No entanto, fazemos escolhas baseados quase sempre ao óculos que carregamos, e esse sim traz a tona o último dos tempos: o passado. O derradeiro sempre acaba como o primeiro em nossas decisões por trazer relação do que estamos prestes a decidir com o que já decidimos, ou ainda, o que outras pessoas decidiram. Estigmatizamos pessoas, situações e sentimentos, aprisionando-nos no passado para resolver problemas que muitas vezes não correspondem em nada o que sugere a demanda vivida. Com isso, não estou deixando de lado a história e sua importância no que se refere a corrigir os erros, entretanto, se olharmos para o mundo e as situações sem algo pronto, poderemos quem sabe viver coisas novas, extrair da vida aprendizados extremamente relevantes, experiências surpreendentes e um futuro só nosso. Aquela história que “ cachorro mordido de cobra tem medo de linguiça” tem feito parte de sua vida? Pondere sobre isto, permita-se viver e reinventar a vida.

Inserida por ericacbribeiro

Cambada de canalhas!

Aí, quando o povo se rebela aparecem uns poderosos dizendo que eles não tem educação e estão fora da lei. Ainda bem, seus patifes, canalhas, vermes e mucufas que meu povo pobre não sabe o significado da politica, porque se soubessem não estariam nas avenidas e sim, enchendo as ruas do país de gritos e apenas seus barulhos os colocariam para correr. Bandidos! Que se aproveitam de uma democracia carente e fraca. Elias Torres

Inserida por EliasTorres

Pra amar não precisa de motivo, de inteligência, de beleza, de riqueza ou de perfeição.

Já o amor é perfeito, lindo, sábio, rico em afeto, compaixão, carinho, compreensão, humildade e sinceridade.

O Amor nos ensina, nos Fortalece, nos uni, nos completa, nos transforma, nos encoraja e nos faz feliz.

Ame hoje pois amanhã será hoje e depois de amanhã será hoje.

Inserida por DecoOliveira

​Desafinado
Escreve e não lê.
Falta coragem para rever seus papéis,
Deposita as letras em qualquer canto.
Garranchos intelectuais , nenhum caderno de caligrafia acertaria aquela mente disforme.

Letras desleixadas não deram conta de suas inquietudes.
Poeta romântico das palavras imundas.
Não sabe onde reside a sordidez,
Trata enfermo sobre belezas exóticas e paisagens nubladas.

Chegou um dia,
Quase noite.
Se deu conta do seu tom.
Agudo.
Uníssono.
Em seus discursos as entrelinhas eram opacas.
Pecava: não permita subentender cousa alguma.

É preciso dizer por si, definir. Porém é sabido: mais importa que o outro leia o que você esconde do que o óbvio dito em teu escrito .

Um texto sem segredos é como uma mágica descoberta, está entregue ao tédio e envolvido nos panos quentes do esquecimento.

Desperta enquanto há tempo. Reserva nas suas sentenças a própria absolvição.

Permita ao teu leitor o julgamento e o ato de recriação por sobre o teu sopro inspirador.

Inserida por Kristien

Carinho
Abrigo
Frio
Comigo
Me
Mim
E só comigo.
Não dá para seguir só
Vem.
Se
Si
Consigo.
Eu não sei ser só.
Não contigo.
Te
Ti
Sem artigos, sem pronomes.
Deixa estar conosco e indefinido.
E mesmo que oculto
sejamos abrigo.
Carinho neste caminho
Não é caro, minha cara, é estima e afeto.
Fato que aperta nossos passos:
Não há espaço para o amor
Se não derretermos o frio da solidão.
Juntos.
Só? Não mais.
Juntos somos mais do que os mesmos.

Inserida por Kristien

A ESPERANÇA
........................

Não há esperança sem o mover da ação.Na medida que se faz algo rumo ao desejado, a esperança toma formas definidas; se aproxima e renova as forças daquele que luta.A caminhada torna-se mais leve, interessante, e menos angustiante.A visão holística se aguça e dá pra se ver o invisível.

06.12.14

Inserida por NemilsonVdeMoraes

.. O épico ..

Existe entidade mais divina
Se não o sentimento?
Existe força tão esplendorosa
Capaz de atirar-se louca
Dentro do mistério?
E existe algo mais impossível
Que pisar sob o céu etéreo?

Já por ser algo que é de dentro
Ninguém tira, nem as costas vira
Nem àquela mentira
Ou o vacilo de um bêbado
Numa boate de rostos, dançando
Aversivo, gritando.

Ou o vacilo de um bêbado,
Que aguentou ser monstro
O maior monstro da noite escura.
Mas não aguentou ficar em pé
Desmontou-se e saiu de testa púrpura.

Quando amanheceu, conseguiu
O almejo se mostrou.

Sorridente, ela
Voz gentil.
Perguntou-me se
A noite demonstrou o afeto
De um sem teto por um pão mofado
De uma vó pelo seu neto.
Dum deus por seu herói
Submerso
Na vitória!

Vitória!
Épico é lírico.
Existe maior vitória,
Que escrever contigo,
uma história?

Inserida por jpeliseu

.. Medieval ..

Me vi ontem indo lá
Não voltei, porém
E nem refutei
Fui além.

Dia e pós-dia tentam
E de novo, tentam
Pulverizar o voo da alma
Detonando no fundo da caixa
Dinamites até o teto capilar

O medo de crescer
De ver o que vem
De perder
Ficar sem.

Daí sem crenças, pra frente
Despojam carniças
Nas diferenças
Nas que não podem ver
Nas que não podem crer
Alimentam-se de profunda tristeza.

Não deixa, nunca
Nem largar-se-ia da razão.
Se metem numas gemas reluzentes
E sentem-se suspensos num altar
Onde descem os deuses
E onde a poeira não chega
E a poesia não cheira.

Vislumbram um futuro
Cantado, encantado
Sobre ombros de pretos
Com o sorriso da terra
E mulheres
Com coração de ferro
Olhos de fera.

Invejam o calor específico
Quem têm estas vidas.
Rastejando na sujeira do universo
Com uma joia negra no dedo
E um carisma de curto verso.

Inserida por jpeliseu

... Viajei, não volto mais

Viajei por todas estações
E todas respiravam o mesmo âmago
E viajei mundo numa noite de quarta
Enquanto o grito desesperado ecoava intenso
Nos becos dum hospício solitário.

Viajei a primavera,
E desabrochei de vez,
Corri por campos belos e renasci
Das cinzas orgânicas fertilizando o jardim
E das cachoeiras de prantos derramados
Reluzindo o belo marfim das ruas intercaladas
Onde o som dos carros interrompe o silêncio das madrugadas.

Viajei o verão,
E me conheci de falsos calores,
Transpirei as infelicidades e nunca mais as vi
E me perdi em noites quentes mal dormidas
Do cerrado horizonte e das formigas.
Dormindo debaixo do meu travesseiro
Incapaz de sustentar meu pior pesadelo:
Minha solidão sórdida a cheiro de essências rosadas.

Viajei o outono,
Padeci milhares de anos até o triunfo real
Caí repetidas vezes ao solo seco e mortal
E sentia teu gosto doce até nos talheres de metal
O gosto das marcas e fluidos na cama,
E dos sonhos lúcidos de amor carnal

Viajei o inverno,
Congelei os dedos quando toquei a face.
E necrosei meus tecidos respirando o ar da aurora
Numa peregrinação pelo recomeço,
Procurando um canto quente de neve branca
Para reescrever minha estória melancólica
Em preto e em branco no gelo permanente.

Inserida por jpeliseu