Textos que Falam sobre Mim

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“A Versão de Mim Que Mora nos Olhos de Quem Me Ama”

Existe uma versão de nós que talvez nunca consigamos conhecer completamente.

Ela não mora no espelho.
Não aparece quando nos examinamos em silêncio.
Não se revela nas noites em que contamos nossos erros, nossas perdas e tudo aquilo que ainda não conseguimos ser.

Essa versão mora nos olhos de quem nos ama.

É curioso: passamos a vida inteira dentro de nós mesmos e, ainda assim, talvez sejamos as pessoas menos imparciais para dizer quem somos.

Conhecemos demais as nossas fraquezas.

Sabemos onde escondemos nossos medos, lembramos das palavras que gostaríamos de retirar, das oportunidades que desperdiçamos, das promessas que fizemos a nós mesmos e não cumprimos.

Carregamos os bastidores da própria existência.

Os outros, porém, muitas vezes enxergam o palco.

Enquanto eu me lembro das vezes em que quase desisti, alguém se lembra de que continuei.

Enquanto eu me condeno por ter sentido medo, alguém me considera corajoso justamente porque me viu caminhar apesar dele.

Enquanto eu penso que fiz tão pouco, talvez exista alguém guardando na memória uma palavra minha que chegou exatamente quando precisava.

E talvez seja essa uma das maiores ironias da existência:

somos capazes de transformar a vida de alguém sem perceber que fizemos isso.

Há pessoas que carregam uma versão nossa muito mais bonita do que aquela que carregamos dentro de nós.

Não porque estejam cegas.

O amor verdadeiro não é cegueira.

Talvez seja justamente o contrário.

Amar alguém é enxergar suas imperfeições e, ainda assim, não reduzir essa pessoa a elas.

Nós fazemos isso conosco o tempo inteiro: pegamos um erro e transformamos em identidade.

“Eu fracassei” lentamente se transforma em “eu sou um fracasso”.

“Eu tive medo” transforma-se em “eu sou covarde”.

“Eu não consegui” transforma-se em “eu não sou capaz”.

É assim que a consciência, quando ferida, falsifica nossa própria biografia.

Esquecemos todas as páginas e ficamos relendo justamente aquela em que caímos.

Mas quem nos ama talvez esteja lendo o livro inteiro.

Lembra-se das vezes em que fomos generosos quando ninguém estava olhando.

Das vezes em que permanecemos quando seria mais fácil partir.

Das pequenas bondades que nós mesmos esquecemos.

Das batalhas que vencemos sem comemorar.

Dos dias em que achávamos que estávamos apenas sobrevivendo, mas alguém, olhando de fora, enxergava coragem.

Talvez por isso existam momentos em que precisamos cometer um pequeno ato de humildade:

emprestar os olhos de alguém.

Quando nossa visão estiver turva, quando a tristeza diminuir aquilo que somos, quando a culpa exagerar aquilo que fizemos, talvez seja necessário perguntar silenciosamente:

Como me enxergaria alguém que verdadeiramente me ama?

Não para alimentar o ego.

Não para fugir das nossas responsabilidades.

Mas para recuperar a proporção das coisas.

Porque humildade não significa pensar menos de si.

Significa também não se condenar injustamente.

Às vezes acreditamos que conhecer a nós mesmos significa conhecer nossas sombras.

Mas conhecer-se verdadeiramente é ter coragem de reconhecer também a própria luz.

E essa talvez seja a parte mais difícil.

Aceitamos facilmente quando alguém aponta nossos defeitos, mas desconfiamos quando alguém reconhece nossa beleza.

Talvez porque exista dentro de nós um juiz muito antigo, acostumado a recolher provas contra nós mesmos.

Por isso, quando alguém disser:

“Você é mais forte do que imagina.”

Talvez não seja necessário responder imediatamente:

“Você não me conhece.”

Talvez conheça.

Talvez conheça uma parte sua que você perdeu de vista.

Talvez tenha testemunhado sua coragem justamente nos momentos em que você acreditava estar apenas tentando sobreviver.

Talvez tenha encontrado generosidade em gestos que para você pareciam pequenos.

Talvez enxergue possibilidades onde você só consegue enxergar limites.

Existe uma versão de você vivendo na memória das pessoas que você tocou.

Uma versão feita das palavras que ficaram depois que você foi embora, dos abraços que chegaram na hora certa, das conversas que impediram alguém de desistir, das risadas que tornaram determinado dia suportável.

Você talvez nunca conheça completamente essa pessoa.

Mas ela existe.

E haverá dias em que o espelho não será suficiente.

Dias em que a nossa própria consciência estará coberta pela neblina das decepções, do cansaço ou das culpas.

Nesses dias, talvez não seja fraqueza pedir emprestado o olhar daqueles que nos amam.

Às vezes precisamos enxergar a nós mesmos através de outros olhos até que os nossos voltem a reconhecer quem somos.

Porque talvez exista uma verdade muito simples escondida nisso tudo:

há pessoas que acreditam em nós não porque desconhecem nossas fraquezas, mas porque conheceram algo em nós que nossas fraquezas jamais conseguiram destruir.

E, algumas vezes, acreditar no amor de alguém também significa acreditar que aquilo que essa pessoa enxerga em nós pode ser verdade.

Confissões de uma Caneta- Versão original

Existe uma verdade que carrego dentro de mim há muito tempo.

Eu não me considero o autor das palavras mais bonitas que escrevo.

Sempre que termino uma poesia, uma crônica ou uma reflexão,
sinto que aquelas palavras não nasceram apenas da minha inteligência.
Elas chegaram até mim como uma brisa silenciosa.
Vieram prontas, tocaram meu coração e pediram apenas que eu lhes desse voz.

Por isso, gosto de pensar que não sou o escritor.

Sou apenas a caneta.

A caneta não escolhe as palavras.

Não cria as histórias.

Não conhece o destino daquilo que escreve.

Ela apenas se deixa conduzir pela mão de quem a segura.

É assim que me sinto diante de Deus.

Muitas vezes, enquanto escrevo, percebo que Ele coloca pensamentos na minha mente,
desperta sentimentos no meu coração e me conduz por caminhos que sozinho jamais encontraria.
Há momentos em que leio aquilo que escrevi e me pergunto de onde veio tanta beleza.
Então compreendo que não veio de mim.

Veio d’Ele.

Mas existe uma inquietação que nunca deixa de me visitar.

Se Deus inspira tantas sementes através das minhas palavras,
por que tantas delas ainda não floresceram dentro de mim?

Por que consigo falar sobre o perdão e, tantas vezes, ainda luto para perdoar?

Por que escrevo sobre a paz e continuo travando guerras dentro da minha própria alma?

Por que falo da confiança em Deus,
mas ainda corro para Ele apenas quando a tempestade destrói o jardim da minha vida?

Às vezes sinto-me como um jardineiro que conhece todas as flores pelo nome, mas ainda não aprendeu a cuidar do próprio canteiro.

Basta que as dificuldades apareçam, que alguém invada minha paz ou que os ventos derrubem aquilo que plantei, e então corro para Deus.

Procuro o Grande Agricultor.

Aquele que sabe reconstruir o que foi destruído, replantar o que morreu e devolver vida ao que parecia perdido.

E Ele nunca falha.

Nunca chega atrasado.

Nunca me abandona.

Sempre encontra uma maneira de transformar a terra seca em esperança.

Talvez seja por isso que continuo escrevendo.

Não porque me considere um homem santo.

Mas porque sou um homem profundamente necessitado do amor de Deus.

Quando falo d’Ele, sinto-me forte.

Quando escrevo sobre Ele, meu coração encontra paz.

Quando medito sobre Sua presença, tenho a certeza de que Ele habita dentro de mim,
ainda que minhas atitudes nem sempre revelem essa realidade.

Lembro-me das palavras de Santo Agostinho: “Deus estava dentro de mim enquanto eu O procurava do lado de fora.”

Talvez essa seja também a minha história.

Passei muito tempo procurando sinais extraordinários, quando o maior milagre sempre aconteceu no silêncio da minha própria alma.

Deus nunca deixou de falar comigo.

Falava através das inspirações.

Das pessoas que colocou em meu caminho.

Das portas que abriu.

Dos livramentos que só compreendi muitos anos depois.

Das palavras que surgiam quando eu me sentava para escrever.

Hoje entendo que não sou a fonte.

Sou apenas o instrumento.

Como um pequeno receptor que capta um sinal invisível e o transforma em algo que outras pessoas conseguem ouvir.

A mensagem nunca pertence ao receptor.

Ela vem de muito mais longe.

Talvez minha missão seja exatamente essa.

Receber.

Guardar.

Escrever.

E repartir.

Mas existe um desejo que ainda apresento a Deus em minhas orações.

Não quero ser apenas a caneta que escreve belas palavras para os outros.

Quero ser também o papel onde essas mesmas palavras fiquem gravadas.

Quero que cada frase inspirada transforme primeiro a minha própria vida.

Quero que o jardim floresça dentro de mim antes de perfumar o caminho de quem passa ao meu lado.

Porque, no fim, não desejo ser lembrado pelas palavras que escrevi.

Desejo apenas que, ao olhar para minha vida, as pessoas consigam perceber que Deus realmente segurou esta caneta.

E que, enquanto escrevia através dela, também escrevia, pacientemente, dentro do coração de quem a carregava.

Na rádio eu lia frase pra todo mundo.
E alguém sempre ligava:
"Van, essa era pra mim."

Não era coincidência.
Era Deus usando minha voz
pra chegar no coração certo.

Queria ter dinheiro
pra curar fome, doença, dor.
Hoje não tenho.

Mas tenho palavra.
E palavra também mata fome
de alma.

Se tô servindo de microfone pro Céu,
já tô rica.

Van Escher

Prefiro ser a primeira saudade,
Que te faz lembrar de mim,
Do que a última esperança,
Que te faz chorar sem fim.

Prefiro ser o teu único sonho,
Que te faz sorrir no escuro,
Do que o eterno pesadelo,
Que te faz acordar sem futuro.

Ser a luz no teu caminho,
O abrigo no teu coração,
É o que me faz viver,
E te amar sem moderação.
(Saul Beleza)

Armadilha


Um choro silencioso na cozinha
Você a dois passos de mim
Mas a distância emocional que nos separa é tal qual o espaço entre os dois trópicos da Terra.
Você, trópico de Câncer, clima seco, terra firme, grandes desertos. Olhar de quem sabe que domina sem precisar se esforçar muito pra isso.
Eu, Capricórnio, chuvas, sol e calor, florestas e savanas. Entrega de alguém que não tem luz própria. Fotossíntese sempre foi o meu forte. Você é meu sol, estrela inconstante, distração brilhante que me faz voltar pra casa.
Eu voltei, mas era uma armadilha.
Nessa casa, nessa cozinha
Estou com você e estou sozinha
Te vejo apagar o cigarro, pressionando-o contra o cinzeiro. O mesmo fez comigo. Só restam as cinzas.
O pior é que sempre conheci suas artimanhas. Sabia que era um golpe e me permiti cair. E mais ainda: não me arrependo, porque parece que me vale o sofrimento quando te ouço mentir que me ama.
Você continua me olhando em silêncio, gelando-me a face com os olhos, enquanto eu, covarde, prefiro não encontrar os teus. Medo doentio que me impede de reagir a você.
Seus lábios, como que lendo meus pensamentos e ainda soltando a fumaça do cigarro que acabara de morrer, balbuciam que seu amor é verdadeiro como quem diz o preço de um produto do supermercado. Mentira. Você mente, eu acredito.
Então, diminuindo a distância entre os trópicos, eu cruzo a linha do Equador e te abraço, envolvendo meus braços quentes em seus ombros congelantes. Eclipse total. Você me escurece, mesmo assim, eu permaneço. E ainda não terminei de cair em sua armadilha.

Como diz a famosa frase "vocês riem de mim porque sou diferente, eu rio de vocês porque são todos iguais". A sociedade nos julga por sermos quem somos e criticam nosso modo de ser; mas, no final das contas, nenhum deles são lá tudo isso.
Por isso, sejamos loucos, para fazermos aquilo que queremos, pois muitos deles esquecem, mas a loucura anda de mãos dadas com a sabedoria.

⁠de mim espere, amor, responsabilidade, empatia, compreensão, afeto, trabalho e gratidão.
mas nunca pense ou espere que farei o oposto, mesmo sendo traída, eu levo aquilo como experiencia e não como motivo para mudar, e me torna uma pessoa "pior", o pior não vem de mim; vem de quem pensa que com as atitudes delas, eu irei mudar.

sou um tipo de pessoa que não guardo rancor de ninguém, mas cada um tem de mim, aquilo que merece.
e mesmo que possa ter me machucado, sempre que precisam eu tô ali.
na pior, eu tô junto, no melhor, eu tô na plateia.
e me sinto muito bem assim.
mandou uma mensagem, eu respondo, podemos até ter nos falado anos atrás. mas de uma única coisa, eu sei, somos todos temporários, e se for pra deixar saudade, que fique a saudade de que um dia, quando mais precisaram de mim, estive ali.
-eumaria

⁠Pai, se não puderes passar de mim esse cálice, poupe-me ao menos dos amantes da espetacularização.


Não temo os tropeços, as tempestades ou a morte — nem minha, nem dos meus — pois nenhum destes barulhos consegue ser mais ensurdecedor que o espetáculo feito deles.


Há cálices que não doem pelo amargor do conteúdo, mas pelo coro que se forma ao redor deles.


O tropeço ensina, a tempestade depura, a morte silencia — todas cumprem um papel sagrado no trato da alma.


O que fere é o aplauso, o holofote aceso sobre a dor alheia, a pressa em transformar cruz em palco e lágrima em argumento.


Quem caminha com fé não pede a ausência da noite, mas a dignidade do escuro.


Não implora pela fuga da provação, mas pelo recolhimento necessário para atravessá-la.


Há dores que só frutificam no segredo, há processos que se perdem quando exibidos.


O espetáculo rouba o sentido; o silêncio, ao contrário, devolve profundidade.


Por isso, minha súplica parece-me justa: se o cálice não puder ser afastado, que ao menos não venha acompanhado da plateia.


Que a dor seja escola, não vitrine.


E que o barulho venha do céu, não dos que confundem compaixão com curiosidade e fé com entretenimento.


Amém!

⁠Pai, se não puderes passar de mim esse cálice, permita-me ao menos cuidar dos meus antes de sucumbir-me ao cansaço da alma.


Há momentos em que a fé não implora o milagre da retirada do cálice, mas a misericórdia de adiá-lo por amor.


Não é a negação do sofrimento, mas o reconhecimento de que há responsabilidades que ainda pesam mais do que a própria dor.


Quando a alma se vê exausta, não é rebeldia suplicar por tempo; é humanidade.


É dizer: Pai, eu aceito o peso, mas deixa que minhas mãos ainda sirvam, que meu olhar ainda proteja, que minha presença ainda seja abrigo.


Pois, há dores que não escolhem hora, mas há amores que não aceitam partir sem antes cumprir o cuidado.


Cuidar dos seus, mesmo à beira do esgotamento, também é uma forma silenciosa de oração.


É fé traduzida em gesto, em permanência e renúncia…


Não se trata de heroísmo, mas de fidelidade: a fidelidade de quem sabe que o fim pode esperar alguns instantes quando o amor ainda precisa ficar.


E talvez seja nesse intervalo — entre o cálice e a rendição — que Deus mais se revele.


Não como quem afasta a dor, mas como quem sustenta o coração para que ele não se torne empedernido.


Porque às vezes, a maior graça não é ser poupado do sofrimento, mas não deixar de amar enquanto se sofre.

⁠Quantos Sonos eu deixei de dormir com medo do Sono Profundo me abraçar e alguém Precisar de mim?


Há pessoas que passam a vida em estado de vigília.


Não necessariamente só porque sofram de insônia, mas porque carregam a estranha sensação de que descansar é um luxo muito perigoso.


Vivem acreditando que, se baixarem a guarda por alguns instantes, algo dará errado, alguém chamará por socorro ou uma responsabilidade inesperada baterá à porta.


É curioso como o Amor, o Dever e o Medo podem vestir a mesma roupa.


Quem ama, cuida.


Quem é responsável se faz presente.


Mas, quando o medo de falhar se torna maior do que a necessidade de repousar, o cuidado deixa de ser virtude e passa a ser prisão.


O Sono Profundo simboliza muito mais do que o descanso do corpo.


Ele representa a confiança de que o mundo continuará girando mesmo sem o nosso controle.


Dormir é um ato silencioso de entrega.


É reconhecer que nem tudo depende de nós e que há batalhas que precisam esperar, sim, pelo amanhecer.


Quantas noites foram roubadas por preocupações que jamais se concretizaram?!?


Quantas madrugadas foram preenchidas por cenários imaginários, enquanto a vida seguia seu curso sem exigir a nossa vigilância permanente?


Talvez a maturidade também consista em aprender que estar disponível não significa estar esgotado.


Quem nunca descansa acaba oferecendo aos outros apenas os restos da própria força, da própria existência.


E ninguém sustenta uma luz acesa para sempre sem, um dia, ver a chama enfraquecer.


Permita-se dormir em paz.


Se alguém realmente precisar de você, que o encontre inteiro, renovado e capaz de estender a mão com serenidade.


Porque há um Tempo para Velar, mas também há um Tempo Sagrado para fechar os olhos, confiar e simplesmente Descansar.

Se acontecesse
com os guerreiros
Da minha Pátria,
A poética
que habita em mim
Também estaria
de prontidão,
Porque aonde
se falta liberdade,
A minha poesia
vira missão,
Vestir ou ter vestido
farda nunca
mediu nada,
E jamais servirá
De régua
para medir
a democracia
Que mora no coração,
O quê se mede somente
é o amor que se tem
Por toda a gente
da terra em questão
Assim canto pela libertação.

Como o Sol existe para o dia,

Você existe dentro de mim,

Você me seduz do alto,

Como um navio que navega

Sobre a poesia,


Nada passa a vontade

[nada sublima].



A mudez e a nudez,

Falam mais do que mil

[imagens].

Tanto uma quanto a outra

Insinuam mil miragens...

Como o vento persuade

as ondas do mar,

você existe para mim.



A tua [voz,

A tua [face,

A tua [mão,

A tua [presença,

Todas juntas são sugestivas

Inda de mãos dadas com as lembranças.



Guardo-te como a terra prometida,

Até na memória a tua carícia

Tem o poder de deixar-me entorpecida,

Há um jardim aqui que guarda

A tua rosa mística [rósea],

E uma intenção infinita,

Eis uma malícia definida

Repleta de uma vontade bendita...

...

A maciez da tua alma é ternura plantada em meu jardim, Ela veio com a alvorada, E faz de mim completamente apaixonada...

...

O teu sorriso é um punhado de estrelas que como um clarão ilumina as trevas de todo e qualquer coração.

...

Não me importo quando não me notas, pois sei que é esse momento que me sentes. É como um regozijo de saudade feito poeticamente.

...

O amor vem como a manhã repleta de primavera, Suave, perfumada e faz a alma aconchegada amar com a largueza do mundo e pôr os pés na terra.

...

A noite silente traduz poeticamente com a força de uma constelação que os caminhos irão se tornar o caminho. Perfumes, virtudes e destino.

...

Garimpei entre versos a poesia da estrela, Amo-te com a força da luz de uma constelação inteira, O teu rastro é chama que me faz faceira.

...

Contemplo os teus olhos que são candidamente luz, Na pia universal verdade do teu eu, Sinto a cada dia o seu coração mais próximo do meu.

...

É doce a severidade que abriga esse teu sorriso, Sensual esse corpo estremecido, Não abro mão de mantê-lo enternecido.

...

Sabes que és o meu amado, Vinho que jamais será esgotado, Loucura que faz da minha boca carmim, Tenho a certeza de que estás apaixonado por mim.

...

Iluminada por essa dádiva que é o teu amor, A espera me faz pantera, A música mantém o jardim sempre em flor...

...

Com doses místicas de serenidade, Toda a mulher que ama, Não deixa apagar a chama, Presenteia com os doces desassossegos e feminilidades.

...

Na proteção das brumas, Surge a estrela, Que com seu amor silente transforma o que sente em reverberação e faz verso com paixão.

...

A noite vem como uma dama enfeitada de luar, Ela não engana, Ela é um convite para a gente se amar.

...

Provoca-me, Devoro-te, Contemplo-te, O teu sorriso é chama que ilumina todo o Universo.

...

Que venhas macio como o sol da manhã, Com esses lábios sabor de maçã, Não me importo nem um pouco o que será de nós dois amanhã.

...

A chave é o teu pensamento, É com ele que será aberta a porta do teu sentimento. Doce tormento.

...

⁠Rodeio em pleno ciclone

O quê afeta Santa Catarina
a mim também afeta,
a Natureza sinais sempre
envia para tomar todos
os cuidado necessários.

Rodeio em pleno ciclone
me faz pensar na vida,
quando o Rio Benedito sobe,
emerge uma silenciosa agonia.

De milagres em milagres
sobre o céu e nas mãos do destino
vamos superando os efeitos
do clima causados pelo Homem,
e buscando a consciência pelo Bem.

Ciclone este que leva a viajar
e a consciência examinar:
o Planeta Terra é o nosso lar
e a nossa cidade é o lugar de amar.

Rodeio em pleno ciclone
me faz pensar em tudo:
em mais árvores para quebrar ventos,
espaços de vida racionalizados
e gestos carinhosos pelo nosso Estado.

⁠Sem fazer ideia de que
sou loucura de capturar
o ar e que de mim não
saberá mais regressar.

Plácida é a armadilha
do destino para deixar
os dois de joelhos,
virei ocupação perene:
de todos os teus desejos.

Sem notar o meu alto
grau de atenção,
sorrateiro e seduzindo
vens o tempo inteiro.

Desde o dia em que
você decidiu aparecer
no meu caminho,
Sem colocar poesia em tudo:
nada mais tem feito sentido.

Vai voltar pra mim um dia..
Vai porque so eu sei .. so eu sou..
Sempre o melhor pra vc..
A gente combina em tudo..
A gente se entende.. se completa..
E na hora certa .. vc vai abrir aquela porta..
Vai me pedir: volta?
E com um sorriso no rosto..
Te direi te quero pra sempre...
E vai ser assim... eternamente..
Eu .. vc... vc ... e eu...

Psiu..pensa em mim...
Sonha comigo...
Chama meu nome... sussurra baixinho ...
Diz que esta pensando em mim.. na mesma intensidade que estou pensando em ti...
Diz que sente falta se nao fala comigo..
Que seu dia é vazio ..seu mundo é sem cor...
Diz que me quer.. que me deseja de todo seu coracao , sua alma...
Diz que sou especial ..diferente de todas meninas que vc ja conheceu...e que se pudesse estaria aqui comigo... num piscar de olhos...
Da mesma maneira que sonho estar com vc...

⁠Vc acha que eu não sei que vc me deseja..
Vc pensa que eu não sei que vc pensa em mim o tempo todo...
Engraçado dizer mas eu sei..e mesmo se eu não soubesse.. seu olhos contam ...
E Como eu gosto disso...
Então... vem..essa noite seja meu ...
Deixa o vento soprando lá fora..
O friozinho e se renda..
Prometo que serei boazinha...prometo que vou falar baixinho ao teu ouvido o quanto esperei por esse momento..é vc seja bonzinho..
Se entregue.. corresponda...

Não me subestime!

Se me calo, é porque sei que o silêncio fala por mim.... Não abuse da minha bondade, não é porque sou bondoso que sou babaca.

Posso ser uma boa pessoa, mas isso não te dar o direito de ser aproveitador.

Respeite minha origem! Pois é ela que me faz ser diferente de muitos...

Eu não sou pior e nem melhor, sou apenas mais um na fila em busca de um lugar ao sol.

Se ando tranquilo entre becos e vielas pela vida é porque sei que não estou sozinho, em minha volta há uma legião de anjos que
zelam por mim...

Não me provoquem!
Minha paz de espírito não é alvo para atirarem flechas venenosas de pessoas mal amadas, podem até atirarem sobre mim, mas saiba que nunca me atingirão, tenho um escudo chamado Deus que sempre me livrará.

Posso não devolver o mal que me faça, mas cobrarei ao meu criador por toda minha vida por justiça!


Posso até te perdoar, mas uma vez perdida a confiança, nunca mais confiarei em você!

Posso parecer solitário, mas fique sabendo que fol na solidão que fiz de Deus meu melhor amigo e amante de todas as horas... Como se atreve a me chamar de perdedor?
Se venço todos os dias a mim mesmo.

Posso parecer inocente, ingénuo ou até mesmo bobo,simplesmente por acreditar em anjos, e porque não em você? mas sei que os demônios existem, e sei que há mais demônios entre nós, do que a nossa sã consciência possa imaginar.

Não me venha armado com sua malicia e maldade para cima de mim, pois eu aprendi arte de desarmar delinquentes, que só os sábios são capazes de aprender.

Você pode até me apunhalar pelas costas, mas aprenda uma lição comigo, é melhor ser ferido do que ferir.

Você pode me dar de presente os espinhos, eu te darei as flores, não com as lágrimas de um adulto, mas com um sorriso de uma
criança, que aprendeu a arte do amor.

Por que me chama de fraco? Minhas cicatrizes não são sinais de fraqueza, mas de força, de alguém que se reconstruiu em meio ao caos.

Chegue mais perto de mim, olhe no fundo dos meus olhos e verá a verdade que transborda em meu olhar.

Pegue minhas mãos e sentirá da onde vem minha força. Venha, toque em meu peito e saberá da onde pulsa tanto amor. Se quer me julgar, primeiramente tenha a integridade de me conhecer.

Te convido a ser a minha pessoa por 31 dias, mas para isso é necessário que você pratique aquilo que se chama de empatia: desnude sua alma, abra sua mente, desate as amarras do seu preconceito, quebre a barreira egocêntrica do seu coração e tire à venda orgulhosa da sua visão. Só assim me conhecerás por completo e não me julgará.

Me julgar é fácil, difícil é ser eu.