Textos que Falam sobre Mim
Cura
Olhando para mim, percebi um curativo que já estava à muitos dias ali.
Com minha mente atrolada, não controlei o estado em que aquela ferida se encontrava.
Retirei-o bem devagarinho
Então eu vi
Ali estava aquilo que me faz tão mal.
A ferida estava enorme e eu não conseguia ver o início.
Era muito fundo.
Então começou a doer e doer muito.
Meus olhos se enchem de lágrimas e não consigo parar de chorar, afinal eu só tapei um buraco e não cuidei da ferida.
Ela só estava escondida .
Irei começar o processo de cura
Todos os dias irei cuidar
Sei que não é algo rápido
O processo é lento
Ainda dói e dói muito
Eu sinto que carrego uma fúria antiga dentro de mim, algo que nasceu há muito tempo e que ninguém percebeu. Começou pequeno, como uma farpa, mas cresceu comigo, torto, pesado, como se tivesse se encaixado no meu peito sem pedir licença. E toda vez que eu falho, essa raiva acorda. É quente, inquieta, lateja na pele e me pergunta, com uma brutalidade que só eu conheço: por que você não foi o bastante? Por que você nunca é?
Eu não tenho resposta. Só sinto o impacto um golpe seco bem no meio do peito, desmontando tudo que eu ainda tentava manter firme.
Às vezes eu queria arrancar essa parte de mim, expulsar essa voz que me mastiga viva cada vez que eu não atinjo o que espero. Eu queria jogar fora essa exigência que me cobra até quando eu tô de joelhos. Mas logo depois da raiva vem a tristeza. Ela chega devagar, quase com carinho, e me abraça um pouco apertado demais. Ela sussurra que sabe, que entende, que tudo que eu queria era ser suficiente. Só isso.
E é nessa hora que eu encolho. Que eu me sinto pequena de novo. Não pequena como uma criança inocente, mas como alguém que aprendeu a diminuir sua própria existência pra não incomodar ninguém com suas falhas. Como se meu erro ocupasse mais espaço do que eu mesma.
Tem uma parte de mim que queria gritar, quebrar tudo, arrancar meu nome das expectativas que eu mesma escrevi. Queria fugir de mim. Mas existe outra parte tão frágil, tão quietinha que só queria um colo em que eu pudesse me largar sem precisar justificar nada. Só queria poder dizer: “eu tô cansada, eu tô machucada, eu não aguento ser forte hoje.”
Eu vivo num território estranho entre a minha raiva e a minha tristeza. A raiva me acusa, a tristeza me acolhe, e eu fico ali no meio, sem saber de qual das duas fugir primeiro. É como se eu estivesse sempre lidando com a dor de não chegar onde eu achei que deveria chegar, e com o luto por não ser a versão de mim que eu imaginava.
E mesmo assim… eu sigo. Eu continuo. Não porque eu me sinto forte, mas porque tem uma parte de mim, pequena, quase imperceptível, mas viva que acredita que existir já deveria ser suficiente. Que talvez um dia eu consiga me olhar com um pouco mais de gentileza. E que, quando esse dia chegar, talvez eu finalmente consiga me perdoar por ser humana.
Eu penso que algumas Pessoas têm certa dosagem de raiva de mim, porque de certa forma, no fundo mesmo, eu as faço sentirem que parecem umas perfeitas IDIOTAS. Daí a raiva e o ódio delas. Protegem a todo custo, seu próprio castelinho de ilusões. Protegem-no, com medo dele desmoronar. Daí vem o complô, a tentativa de desprezo. A sabotagem. E tentativa de apagar. De fazer sua ameaça sumir do mapa existencial. Mas tudo isso pode prosperar por um certo tempo. Tem prazo de validade. O negócio é que: quanto mais tentam disfarçar esse incômodo, mais inevitável e evidente ele fica! Provando assim, a autenticidade desse sentimento.
Às 07:20 in 02.08.2026
Eu trabalhei minha autoestima.
Isso significa que passei a confiar em mim e a olhar minhas decisões com mais cuidado e carinho.
Aprendi a separar o que os outros esperam de mim do que eu mesma espero de mim.
Quando a “conta” das escolhas chegar, serei a única responsável pelo pagamento.
Ninguém tem direito de me apressar ou dar palpite.
Chega!!!
Não quero tristezas no meu dia, não quero que as dores me afoguem, se afastem de mim incertezas impuras e desleais,
O excesso do medo não ira me corromper hoje, nada me fará tropeçar,
Só eu sei o quanto custa correr e o quanto custa não desistir,
As decisões já foram tomadas, os perdões foram deixados de lado e o combustível para o fracasso já foi esvaziado,
Agora eu quero olhar pra frente e ver os resultados.
Renovação
Gritos ecoam dentro de mim,
Os sacrifícios de outrora me fizeram acreditar que valeu a pena cada ato de indiferença, cada abandono e cada golpe que me feriu um dia,
A maturidade abraçou minha alma com sentimentos de mudanças, com um jeitinho doce de colar o que antes estava quebrado em pedaços.
Vêm pra mim...
Só eu sei o quanto estou disposto a me envolver com você misturando muita paixão, admiração e responsabilidade,
Em cada olhar, em cada like e em cada pensamento, eu sinto a tua conectividade,
Os sonhos não negam, as intenções se completam, os desejos são visíveis,
A tua solidão vai acabar, a minha procura vai acabar, a muita força na razão, a muitas emoções em expansão, a muito querer envolvido,
Você ainda não se apoderou da coragem, eu ainda não segurei as certezas nas mãos, mas o que está para acontecer entre nós já está escrito, o tempo está apenas contemplando o primeiro momento do nosso impacto de almas que está para nascer.
Parte de mim...
Você é parte de mim,
O teu abraço tem o poder de me reiniciar,
Acordar bem e dormir feliz é um trajeto que sigo todos os dias e em todos eles você é a rota,
A primeira impressão é a que fica, contudo aproximar-se um pouco mais causa curiosidade, agora alcançar um nível de aprovação exige profundidade,
Infinito é o saber, achar o portal certo e abraça-lo tem sabor de um cacho de uvas, reconhecer a artista de sua própria pintura da vida tem o mesmo significado de levantar as mãos para os céus e agradecer chorando.
Volta!
Volta! Outra parte de mim, dói tanto não te ter aqui! Um pouquinho de você faz muita diferença, consigo até sentir o meu cérebro e o meu coração descongelando.
Volta! Não julgue o nosso passado, me ame no presente, cure a minha auto estima, me proteja de mim mesmo.
Volta! Seja intensa, frequente, durma todos os dias ao meu lado, limpe minhas lágrimas e faça o relógio parar o tempo quando estivermos juntinhos.
Volta! E me faça esquecer o absurdo do adeus e da saudade, me mantenha sedado com a tua presença.
Se é errado te esperar, continuarei errando por toda minha vida.
Aconteça sempre...
Você é parte de mim, sinceramente é o pedaço que mais gosto,
Pensando em você, sinto a minha melhor respiração, só eu sei o quanto me faz bem,
Quando eu recebo os teus abraços, recebo um mundo com características diferentes é maravilhoso,
O encontro de você com os meus dias é o que me completa, tomará que esses encontros continuem acontecendo sempre, infinitamente.
Existem vários "EUs" dentro de mim.
Um EU é alegre.
Um EU é triste.
Um EU é paz.
Um EU é angústia.
Um EU é ódio.
Um EU é indiferente.
Um EU é amoroso.
Um EU é frio.
Um EU é sociável.
Um EU é antissocial.
Um EU é atencioso.
Um EU é magoado.
Um EU é arrogante.
Um EU é orgulhoso.
Um EU é vaidoso.
Um EU é solidário.
Um EU é egoísta.
Um EU é frustrado.
Um EU é cansado.
Um EU é ansioso.
Um EU é estressado.
Um EU é agradável.
Um EU é desagradável.
Um EU é normal.
Um EU é louco.
Um EU é lembranças.
Um EU é mudança.
Um EU sou EU.
E cada EU aparece no momento que precisa aparecer.
Cada momento nasce das escolhas que fiz — e das que escolhi não fazer.
Agora, escolho ser quem sou.
E isso é o que estou sendo, neste exato momento.
A Dança das Almas
Dançar com você despertou em mim
uma sensação que eu não sabia nomear.
Era leve, intensa, prazerosa...
como se cada passo revelasse
uma parte de mim que estava esquecida.
Teu corpo junto ao meu,
o encaixe perfeito em cada melodia,
como se a música conhecesse
o caminho exato até a alma.
Ah... o calor dos teus braços.
Tão incrível, tão magnífico,
tão surreal,
que por alguns instantes
o mundo inteiro pareceu silenciar.
Éramos duas almas cansadas
de viver pelos outros,
de esquecer de si mesmas,
e que encontraram, na dança,
um breve refúgio para simplesmente existir.
Foi então que compreendi:
gosto de dançar com você
porque sei que, se meus pés falharem,
suas mãos me conduzirão de volta ao ritmo.
E, ao seu lado, a vergonha desaparece.
Não preciso fingir, esconder ou parecer.
Quando você está por perto,
eu apenas sou.
E talvez essa seja
a mais bonita de todas as danças.
Hoje sou o que você fez
De mim.
Você chegou e diluiu
meu passado.
Sendo passageiro
Veio para ficar.
Desfez quem eu era
e me reconstruiu.
Ergueu-me num pedestal
adorou-me
e depois me fez andar
na estrada
sem olhar pra trás.
Conectou
nossos corações
e assim me mantêm
presa a um encanto,
volúvel e volátil
que se tornou
necessário e permanente!
As vezes,
Dá-me as costas
Mas nunca me esquece
Com os olhos da alma
me vigia
e não me deixa
desaparecer,
Faz que me perde
e depois me acha
e me ama
além de seus limites
e de minhas permissões.
Quem eu era já não importa
nem é possível lembrar.
Foi-se aquela que eu fui
chegou a que ficará.
Gosto de mim
assim
E desse jeito ficarei
e assim agora serei.
Amo-te pelo que fez
e pelo que ainda fará
por mim
hoje, amanhã,
não sei quando
no tempo que ainda virá.
Que Deus o abençoe
e proteja.
De alguma forma sou tua
De alguma forma agora és meu.
E que assim seja.
"Sou Tua, És Meu"
As belas curvas do teu corpo
são como as ondas do mar.
Despertam em mim
a mesma vontade de caminhar sem pressa,
de sentir a brisa,
de me perder na imensidão
sem medo de não encontrar o caminho de volta.
Porque existem belezas
que não foram feitas apenas para serem vistas,
mas para serem admiradas
com o mesmo respeito
que se contempla o oceano
quando ele encontra o céu.
O Adão que há em mim.
"Adão não caiu por tentação; ele pulou por escolha. Diante do abismo que separaria sua eternidade da finitude de Eva, ele escolheu o exílio. Se tivesse recusado o fruto, teria herdado a absolvição divina e um Éden perfeito, mas condenado ao silêncio de uma solitude eterna. Adão morde o fruto não para desafiar a Deus, mas para humanizar-se: ele prefere morrer no caos ao lado dela a ser um deus solitário em uma gaiola de ouro."
Sentir rica através do seu abraço
"Para mim, o sentir rica é um estado de espírito que se traduz no silêncio do teu abraço. É levantar de manhã, olhar para o lado e sentir que o meu coração está em paz porque tem você. Olhar para a nossa trajetória e ver as nossas conquistas me dá a certeza de que as nossas energias se pertencem. O privilégio de cuidar de ti e ser cuidada por ti é a herança mais valiosa que eu poderia receber para a minha jornada."
Carta ao meu amor
Você chegou quando o céu ainda estava escuro dentro de mim.
Chegou no fim de uma tempestade que parecia não ter fim.
Quando eu já não sabia mais se ainda existia luz, então você veio.
Como arco-íris depois do caos. Como sol atravessando as frestas da minha alma, acalmando meu anseio.
Como amanhecer depois de uma noite escura.
Você me devolveu motivos para crer, mesmo parecendo loucura.
Chegou sem prometer eternidade, ou jurar permanência, tampouco a tal felicidade; somente com sua insistência.
Mas, mesmo sem promessas, você ficou onde mais importava: dentro de mim.
Trouxe a paz de um amor seguro, calmo e bonito.
Um amor que não gritava, mas acolhia. Que não prendia, mas cuidava.
Que não exigia, mas permanecia.
Quando eu tive medo, você segurou minhas mãos como quem segura um mundo prestes a desabar.
Quando eu senti dor, você não fugiu. Você ficou. E, ficando, fez meu coração aflorar.
Você me ensinou a olhar para a vida com mais delicadeza. Me mostrou que até os dias difíceis carregam alguma lição, algum sentido, alguma pequena luz escondida no meio da dor.
Eu ainda me lembro da sua mão pegando na minha, meio tímida, mas quente. Da sua voz sussurrando no meu ouvido e cantarolando nossas canções.
Você chegou me mostrando que o mundo podia ser mais bonito do que eu imaginava. Me ensinou o valor da empatia, do respeito, do cuidado e da presença. Tocou minhas feridas sem me machucar. Suavizou minhas cicatrizes sem tentar apagá-las. E acreditou que eu ainda podia amar, mesmo quando eu já não acreditava mais no amor.
Você encontrou meus pedaços espalhados e não teve medo da bagunça. Não tentou me consertar à força. Apenas me amou com tanta calma que, aos poucos, eu fui lembrando quem eu era.
Você é mais do que a palavra amor; você é a certeza do meu amar.
Eu odeio não conseguir confiar
Porque pra mim nada funciona sem antes olhar
Olhar nos olhos de alguém e tentar entender
Se o que existe ali é verdade ou só parece ser
Porque palavras o vento pode levar
Mas o olhar sempre encontra um jeito de falar
E enquanto eu não souber se é de verdade ou ilusão
Nada consegue acalmar o meu coração
A CANÇÃO QUE NÃO É MINHA
Existe uma canção em mim,
Uma canção que não é minha.
Ela vaga imortal no meu inconsciente
E arrasta sensações de tempestade e calmaria.
Nas poucas vezes que estou lúcido,
Sou arrebatado de forma cálida.
Eu, que não sou um entusiasta do meu pessimismo provocado por ela, devo esclarecer: entenda, meu pessimismo é meu bom vivant; não é tristeza, desesperança ou solidão, é apenas solitude.
Entenda: meu pessimismo foi construído com bases fortes na canção entoada na alma.
O pessimismo é meu, e ele se agarra a mim como se eu fosse a última fronteira entre a esperança e o desânimo.
A canção continua tocando, cadenciada e ressoando no caminho da alma, um caminho tortuoso e sem fim!
Lembranças
Lembrei-me de você
Tão longe, longe de mim.
Eu faço barcos de papel
Que vão pelos mares a ti,
Como uma lembrança.
Lembre de nós, quando crianças,
Juntos a brincar, a sorrir.
O mundo era nosso:
Você a lua e eu o sol,
Com olhares inocentes.
Quem ouvir o nosso pranto
Vai entender que não queremos
Ouvir a palavra "adeus".
Se algum dia nos unirmos,
Falaremos a sós
Nossos segredos:
Essa nossa dor por não ter
A quem amamos.
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