Ariell Larson

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Eu trabalhei minha autoestima.

Isso significa que passei a confiar em mim e a olhar minhas decisões com mais cuidado e carinho.

Aprendi a separar o que os outros esperam de mim do que eu mesma espero de mim.

Quando a “conta” das escolhas chegar, serei a única responsável pelo pagamento.

Ninguém tem direito de me apressar ou dar palpite.

Quem cria burocracia demais esquece que até a vida tem prazo de validade.

A maturidade chega quando você troca adrenalina por reciprocidade. E tudo que não for claro, fiel e cuidadoso vira perda de tempo.

Não espere de mim algo que você mesmo diz que é importante, porque eu não represento isso.

Se você troca a companhia de uma mulher por futebol ou por cachorros, não reclame depois da solidão nem da indisponibilidade dela.

Burocráticos sempre encontram dificuldades, justamente porque ninguém gosta do que é complicado. Quanto mais simples e acessível algo se torna, mais cômodo e funcional fica para todo mundo.

Não tenho dificuldade em perdoar, mas em conviver com a situação por tempo prolongado. Não nasci para normalizar o que me fere, nem para transformar minha paciência em prisão.

Eu perdoo, mas não me adapto ao desconforto crônico.

Se você marcar algo comigo e no dia não falar nada, automaticamente não temos nada marcado.

Opiniões não solicitadas não são critério de decisão.

Nem toda violência é física, e nem toda família é um lugar seguro. Existe um tabu enorme em admitir que dentro de casa pode haver rivalidade, ressentimento, abuso emocional e até um desejo velado de ver o outro fracassar. Isso gera um desgaste psicológico profundo, porque a família deveria ser, em teoria, o espaço de apoio e quando não é, a pessoa fica sem “base”.

Preconceito de classe, não é só uma questão econômica; ele molda oportunidades, afeta autoestima e define, muitas vezes, quem é ouvido e quem é ignorado. E o mais duro é que ele se cruza com outras dores como: saúde mental, deficiências, disfunções sexuais… tudo isso acaba sendo ainda mais invisibilizado quando vem de pessoas que já estão em posições vulneráveis.

Existem dores que não aparecem, não viralizam, não são discutidas… mas moldam vidas inteiras.