Textos que Falam sobre Mim

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A Sua Dor Mora em Mim


Colecionei luas quebradas no fundo dos bolsos, pedras antigas que aprenderam a chorar antes dos rios, areias que se tornaram partículas de sangue, meu nome dormia entre galáxias apagadas, enquanto teus passos atravessavam constelações e sem perceber as cinzas que deixava marcadas em mim, havia um jardim escondido dentro do meu peito, onde só raposa de nove caudas, aquela que sempre guardava os seus segredos, a que sempre trazia água quando você tinha sede, aquela que daria a alma pra salvar a sua, a que roubou as estrelas pra você pousavam e descansar e pós sobre meus ombros, levando em lugares que você sempre quis visitar.
Eu sempre te chamava teu nome em idiomas que os ventos esqueceram, mas a madrugada devolvia em forma de silêncio, por que minha dor é a sua dor e a sua dor é a minha dor, eu me desfiz lentamente, como um planeta que escolhe cair na órbita de um sol que nunca o viu o verdadeiro brilho, as noites em Saturno parece inclinar-se sobre o mundo, como um velho sacerdote observando aquela raposa se perder no seu próprio amor que se tornou proibido.
E me destruir em você, como cristal lançado ao mar, como cometa que aceita morrer apenas para iluminar um céu, o seu céu, nas cidades invisível que construir, mas pontes que ergui entre universos, nos oceanos que dei seu nome, nas cartas que pedi ao vento que lhe entregasse, nos planetas que inventei para que você pudesse habitar, mas na sua realidade você não me escolheu.
Enquanto eu recolhia as luvas quebradas e você caminhava por outras estações, eu aprendi o idioma das auroras somente por que você amava escutar os cantos delas, enquanto meu coração contruia moradas, o seu seguia caminhos que nao levavam até mim.
A esperava que ainda restava me fez sentir que existe chance, só que isso aconteceu nos meus pensamentos, porque na sua realidade, na sua realidade, você nunca me escolheu, ainda bem que tive as ametistas que guardaram meus segredos, e as obsidianas beberam minhas lágrimas, Saturno, velho sacerdote do tempo, escreveu meu nome nos anéis do esquecimento, eu conversava com estrelas adormecidas, pedindo que levassem até você as cartas que nunca tive coragem de enviar, que falei pro vento sopra, mas os meteoros retornaram vazios, trazendo apenas poeira e inverno onde era mais frio que Urano, no templo das coisas impossíveis, acendi velas feitas de auroras, e cada chama dizia teu nome como se amar fosse uma espécie de feitiço capaz de dobrar o destino.
Talvez eu tenha sido oceano para quem precisava apenas de chuva
Talvez eu tenha sido eclipse para quem procurava somente a luz
Talvez eu tenha sido fogo pra quem precisava de água
Talvez eu tenha sido inverno pra quem precisava do verão
E mesmo assim, dividi meu céu, minhas estrelas, meus desertos e meus marés, carreguei tua ausência como quem carrega uma constelação inteira nos braços.
Por que a minha dor é a sua dor, e a sua dor se tornou minha dor, mas somente dentro do universo que criei, porque no mundo onde as horas respiram, onde as pessoas fazem escolhas e os dias seguem seu curso, você caminhou por outra estrada e eu fiquei entre planetas partidos, em eras de histórias que já foram contadas, entre pedras antigas e luas sem nome, aprendendo que algumas almas se encontram apenas para morar nos sonhos.
Talvez, em algum horizonte distante, eu descubra que o amor não era pesado e sim leve por inteiro, enquanto o céu contempla mais uma vez o meu jardim florescer lentamente.

Meu bem
Te aconselho
Seus problemas
Diga eles pra mim
Te beijo, oh meu bem.

E por tudo que pode ser
Te deixaria em paz
Queria te confortar
Mas não sei se sou capaz

Ainda te amo
Mas não quero saiba
Nunca teve nada
Mas só queria uma farda
Para me sentir seguro
Não me perder no escuro

O que seria de mim sem você?
que eu diga pro vazio, o que ia querer?
essa lacuna que afunda, desculpa
mas tenho mais por continuar a luta

sem propósitos e afins
seria tédio, ou busca por ti?
meu coração tem as intenções
evitando tudo isso por segundas razões

fugir dos meus desejos
só adiará a resposta
o vazio gritaria por tanto desespero
a pergunta bateria na minha porta

⁠se ela me purifica
o que será de mim sem sua luz?
quando ando pelas ruas
e em cada esquina
há uma venda
e neste comércio
a alma é o negócio
não a vejo
não sinto seu esplendor
se ela me purifica
por que recebo o açoite
pela mão de quem se diz pastor?
promessas de um céu
em troca de metais produzidos
pelo trabalho de pequeninas mãos
e onde estão as minhas mãos
nesta hora?
entre o bolso e a prece
entre a sanha e a pressa
de erguer-se a mais um clamor
se ela me purifica
e perdoa os meus desvios
os desvarios
os devaneios
e os anseios
de quem deseja ter fé
e a cada esquina ainda encontra o mercador
disposto a traficar crenças
com a promessa do paraíso-além
porque aqui na carne
no corpo
na face
é só inferno e pronto!
– apenas isso se tem…
[se ela me purifica
a chave vive na dor]

Eu sei que você tem perguntado por mim. Ouço suas dúvidas ecoando por aí, questionando se eu sequer te conheço ou se já estou a caminho. A verdade é que eu também estou nesse labirinto.
Talvez eu esteja agora mesmo em uma livraria que você frequenta, ou talvez eu more em outra cidade e o destino ainda esteja organizando as passagens. Enquanto você se pergunta o que eu "faço da vida", eu sigo aprendendo a ser a pessoa que você espera. Estou aprendendo a amar, a errar e a me preparar para quando nossos mistérios finalmente se cruzarem.
Não ache que estou me escondendo de propósito. Às vezes, a vida exige que a gente "morra de amores" em outros lugares primeiro, só para darmos o devido valor quando o encontro for real.
O que posso te prometer hoje:
Eu existo: Mesmo que eu seja apenas uma ideia ou um rastro agora.
Eu vou chegar: Não no seu tempo, nem no meu, mas no tempo em que "voar" seja a única opção para nós dois.
Eu também espero por você: Com a mesma leveza e o mesmo frio na barriga.

Dizem que o outono é a estação das despedidas, mas, para mim, ele sempre será a estação em que eu mais te senti. Enquanto o mundo lá fora perdia as cores, nós criávamos o nosso próprio tom de dourado. Aquele outono não foi sobre o que acabou, mas sobre a paz que encontramos um no outro enquanto o tempo esfriava.
Eu me lembro da luz mais suave entrando pela janela, do café esquecido na mesa e da forma como as tuas mãos buscavam as minhas para fugir do primeiro vento frio. A gente não precisava do barulho do carnaval ou da euforia do sol; nos bastava o silêncio confortável de quem se reconhece na mudança das estações.
Esta é a minha declaração: Eu te amei no ritmo das folhas que caem — sem medo do chão, aceitando cada transformação. Mesmo que o tempo tenha seguido e o inverno tenha chegado para nós, eu ainda sinto o calor daquele casaco compartilhado e a sinceridade de cada palavra dita sob o céu cinzento.
Aquele outono não volta, e eu aceitei isso. Mas a beleza do que fomos ficou gravada em mim, como uma árvore que, mesmo perdendo tudo, mantém a força das raízes. Você foi a minha mudança favorita.

Cuide-se. A partir de agora, eu preciso cuidar de mim. Hoje, encerro este ciclo na minha vida que já não me fazia bem. Já doeu muito te perder, mas entendi que dói muito mais me perder tentando segurar um grande amor que já não me quer mais. Preciso seguir em frente.
Sei que tive oportunidades de sair antes e acabei insistindo no que não funcionava, mas não vou mais me culpar por ter tido esperança. Agora, o desafio é reconstruir o que restou. Às vezes tento ser feliz, mas ainda me vejo preso nesse vazio profundo. Só que, desta vez, não vou me trancar nele para sempre. Estou saindo para me encontrar.

Você acha mesmo que eu não me importo? Eu vi você desistir de mim. Eu vi você me dar aquelas respostas secas e assisti você falar cada vez menos comigo, todos os dias. Eu vi você, lentamente, perder o interesse por mim. Eu assisti você saindo da minha vida aos poucos.
Dói perceber que, enquanto eu lutava para te manter, você já estava construindo a sua saída. O silêncio que você deixou entre nós fala mais alto do que qualquer explicação que você poderia dar agora. Cansei de tentar segurar uma mão que já não quer mais estar entrelaçada na minha. Estou te deixando ir, não por falta de amor, mas porque entendi que não posso ser o único a amar por nós dois.
Não me procure quando o silêncio dos outros te fizer lembrar de mim, ou quando você perceber que o mundo é grande demais, mas o afeto de verdade é raro. Eu te dei o meu melhor, e você preferiu a conveniência de me deixar ir embora aos pedaços. Hoje, eu recolho os meus cacos e sigo, não porque eu queira, mas porque não sobrou espaço para mim no seu novo mundo. Adeus.

Amor, volta para mim? Sem você, eu confesso que perdi o meu chão e já não sei mais como é viver. Eu te quero aqui, do meu lado, preenchendo cada espaço vazio que você deixou.
Eu te amo com uma intensidade que as palavras mal conseguem explicar, mas quero passar o resto da vida te provando isso em cada gesto, em cada abraço e em cada detalhe. Você é o meu mundo, e a minha única certeza é que a vida só faz sentido se for com você. Volta para os meus braços?

A CANÇÃO QUE NÃO É MINHA


Existe uma canção em mim,
Uma canção que não é minha.
Ela vaga imortal no meu inconsciente
E arrasta sensações de tempestade e calmaria.
Nas poucas vezes que estou lúcido,
Sou arrebatado de forma cálida.


Eu, que não sou um entusiasta do meu pessimismo provocado por ela, devo esclarecer: entenda, meu pessimismo é meu bom vivant; não é tristeza, desesperança ou solidão, é apenas solitude.


Entenda: meu pessimismo foi construído com bases fortes na canção entoada na alma.
O pessimismo é meu, e ele se agarra a mim como se eu fosse a última fronteira entre a esperança e o desânimo.


A canção continua tocando, cadenciada e ressoando no caminho da alma, um caminho tortuoso e sem fim!

Lembranças


Lembrei-me de você
Tão longe, longe de mim.
Eu faço barcos de papel
Que vão pelos mares a ti,
Como uma lembrança.


Lembre de nós, quando crianças,
Juntos a brincar, a sorrir.
O mundo era nosso:
Você a lua e eu o sol,
Com olhares inocentes.


Quem ouvir o nosso pranto
Vai entender que não queremos
Ouvir a palavra "adeus".
Se algum dia nos unirmos,
Falaremos a sós
Nossos segredos:
Essa nossa dor por não ter
A quem amamos.


Os Deuses Riram de Mim: A Ironia do Olimpo


Não foi o Trovão que me atingiu,
nem a seta cega do Destino.
Foi algo mais sutil, mais devastador:
a gargalhada cósmica, fina e alta,
que ecoou no vazio após minha súplica.
Eu havia erguido altares ao Propósito,
pavimentado caminhos com a Fé.
Eu pedi grandeza, ou talvez apenas justiça,
e em troca, recebi a mais cruel das respostas:
o escárnio daquelas forças que me teceram.
Os Deuses não me puniram por maldade,
mas por pura indiferença lúdica.
Riram não do meu fracasso,
mas da minha ilusão de agência.
Riram da minha pequena e ardente vontade,
tentando dobrar a vastidão inerte do Acaso.
Riram do meu plano de cinco anos,
quando a eternidade opera em ciclos de poeira e estrelas.
O riso deles foi a revelação mais nua:
A vida não é uma tragédia com regras morais,
nem uma epopeia onde o mérito vence.
É uma comédia de erros, escrita por um Panteão
que se diverte com a seriedade de nossas crenças.
E a filosofia do riso divino é esta:
Você é livre para tentar, mas jamais para determinar.
No momento em que o som da sua hilaridade cessou,
eu não me senti humilhado, mas subitamente,
e perigosamente, liberto.
Pois se o meu sofrimento é a piada deles,
se a minha queda é o entretenimento celestial,
então a minha dignidade não está no sucesso que busco,
mas na teimosia de continuar jogando o jogo,
mesmo conhecendo o final,
e ignorando a plateia que gargalha.
O riso deles foi o fim da minha inocência,
e o início da minha coragem e da minha indiferença, os guardando num quartinho qualquer do meu universo...

O que voce significa pra mim
( não vou explicar )


As pessoas me perguntaram o que você significa pra mim.
Eu sorri, disfarcei, mudei de assunto.
Tentei responder com palavras simples,
mas nenhuma delas ousou dizer o que eu sinto.


A verdade é que você não cabe em respostas prontas.
Você é pensamento que me visita sem avisar,
é o motivo escondido por trás do meu sorriso,
é o silêncio que grita teu nome dentro de mim.


Eu não tive coragem de falar que você é mais.
Mais que carinho, mais que desejo, mais que saudade.
Você é o meu ponto de paz no meio do caos,
o lugar onde meu coração descansa.


Se um dia eu criar coragem,
não vou explicar — vou sentir junto com você.
Porque o que você significa pra mim
não se diz ao mundo… se confessa olhando nos seus olhos.

Tiro sua roupa


Tiro tua roupa,
e encontro quem você é de verdade,
inteira em mim, sem pressa,
como quem confia o próprio coração.


Te observo como obra rara,
não com fome, mas com cuidado,
meu olhar aprende teus detalhes,
e minha alma repousa na tua presença.


Tua pele macia acolhe meus gestos,
teu cheiro guarda lembranças futuras,
cada suspiro teu é calma,
cada curva, poesia silenciosa.


E quando nos encontramos em silêncio,
o resto do mundo fica em silêncio,
somos dois caminhos que se escolhem,
amor entrelaçado, sereno,
até que o tempo esqueça de passar.

Dentro de mim


Dentro de mim guardo teu abraço,
como segredo que aquece a noite fria, como perfume que insiste em ficar, mesmo quando o vento tenta levar.


Dentro de mim ecoa tua voz,
melodia suave que acalma e seduz,
faz meu peito dançar sem música,
faz meus olhos sorrirem sem razão.


Dentro de mim floresce teu amor,
sutil, mas forte como raiz de árvore antiga, e mesmo que o tempo tente apagar, ele cresce, silencioso,
sempre encontrando caminho até você.

Eu tenho uma mania
de guardar sentimentos só pra mim,
de esconder no peito as tempestades como se o silêncio fosse prisão e não abrigo.


Guardo culpas que às vezes não são minhas, carrego pesos que ninguém me deu.
Culpa… e mesmo sabendo que não devo, ainda assim me culpo, como quem precisa pagar para existir.


Saio por aí tentando salvar o mundo,
costurando feridas que não abri,
apagando incêndios em casas alheias enquanto a minha queima por dentro.


E no fim do dia, exausto de ser forte,
percebo que talvez o mundo não precise de um salvador —
talvez eu só precise aprender
a me salvar primeiro.

Teleportar pra perto


Se eu pudesse te teleportar pra perto de mim agora,
não seria fuga do mundo — seria chegada.
Porque todo caminho que faço por dentro
termina no mesmo lugar:
no silêncio bonito onde teu nome mora.


Às vezes fecho os olhos e parece que acontece.
Num segundo você atravessa o tempo, o trânsito, os dias,
e aparece aqui — rindo desse meu jeito bobo
de transformar saudade em verso
só pra ter um jeito de tocar você.


Então fica combinado assim:
enquanto o mundo ainda não inventa o teleportar,
eu te puxo pra perto do único jeito que sei —
te escrevendo, te sentindo, te guardando
no lugar exato onde o amor sempre chega primeiro.

E se o mundo um dia silenciar todas as palavras, ainda assim teu amor vai ecoar em mim, como um segredo que o tempo não ousa tocar.
Porque te amar não foi instante
— foi destino,
não foi passagem
— foi morada.
E no fim de tudo,
quando só restar o que é verdadeiro,
será teu nome que o meu coração ainda saberá dizer…
como quem nunca deixou de amar.

Ainda penso em você…
no teu toque,
no teu cheiro que insiste
em não ir embora de mim.


E é estranho —
porque o tempo passou,
mas tem coisa aqui dentro
que nunca foi embora.


Tudo que eu queria agora
era um lugar só nosso…
onde ninguém pudesse
encontrar a gente,
nem o barulho do mundo,
nem o resto de tudo que
ficou pra trás.


Sem celular,
sem pressa,
sem despedida.


Só eu…
com o violão no colo,
procurando acordes
pra traduzir o que sinto.


E você…
com essa tua voz suave,
cantando baixo —
como se já soubesse
que a música sempre foi a gente.


E talvez ainda seja.


Porque no fundo…
algumas histórias não acabam —
elas só ficam esperando
o momento certo
de serem sentidas de novo.

Declaração


No silêncio do mundo,
teu nome ecoa em mim,
como se cada batida do meu peito soubesse o caminho até você.
Es a calma que encontra o caos que sou, e nos teus olhos eu aprendi o que é permanecer.


Não foi o acaso que escreveu
nossa história,
foi algo mais forte,
daqueles que o tempo não apaga.
Meu amor em ti encontrou mais que amor, encontrou abrigo,
um lugar onde a alma descansa e a vida se refaz.


Teu riso ilumina até meus dias mais escuros,
e tua presença transforma o simples em infinito.
Se o mundo desabar lá fora,
ainda assim existirá paz,
porque você é o meu lar em qualquer lugar.


E se me perguntarem o que é amar de verdade,
direi teu nome sem pensar duas vezes.
Pois entre tantas histórias que o mundo poderia escrever,
a mais bonita… foi a nossa.