Textos que Falam sobre Mim

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388🙏🌹MENSAGEM DE MIM PARA VOCÊ

Poxa vida hein…! Quinze anos, que coisa maravilhosa,
eu aqui, você aí e a saudade machucando, sei que nesse
momento você deve estar percebendo e sentindo com alegria a minha presença, bem pertinho de você, te acariciando, te abraçando, passando pra você vibrações de amor e carinho, aliviando assim a dor da espera, a dor da saudade que
machuca a ambos, mas Deus é justo, sabemos que um dia
nos encontraremos matando assim a dor da saudade, estou
feliz vendo você feliz, teu caminho é sempre iluminado pela luz do Senhor, e eu fico radiante de alegria vendo você aí completando 15 anos, tão bonita, tão linda, tão maravilhosa e firme no caminho de Deus, não estou a teu lado em vida, mas estarei sempre presente em espírito na alegria ou na tristeza, com a permissão de Deus, iluminando assim o teu
caminho, Viva a vida sempre assim minha filha, te amei, te amo e sempre te amarei, fica com a minha alegria, os meus afetos e a minha saudade, seja sempre você mesma como você é, que a luz de Cristo esteja sempre em teu caminho.

Paz..! Da paz..! Sou Eu, teu Pai herói... 🌹🙏BOM DIA FAMÍLIA. Ayache Vidal.

quando te vi, algo em mim já sabia...
que esse dia mudaria todos os outros
em minha vida



meu perfume lembra os teus olhos
mas os teus olhos em mim
me lembra o amor


daqueles pra vida inteira
com uma linda descendência
como acordar em uma manhã de natal


para meu querido peps

Clama a mim, e responder-te-ei, e anunciar-te-ei coisas grandes e ocultas que não sabes. (Jeremias 33:3)


A oração alinha o céu com a terra.
Quem dobra os joelhos não tropeça no destino, caminha no propósito.
Nada escapa quando Deus está no controle. miriamleal

Eu construí meu castelo com as pedras que atiraram em mim,
fiz do silêncio meu elo,
para um novo e forte motim.

Não serei mais o mesmo que antes
eu juro que não serei,
sou agora as minhas variantes
Em tudo que me tornei.

Me reinventei, sim, me refiz
Com a luz que em mim encontrei,
Enfim, me achei, fui feliz,
E para sempre serei.

Comecei a sentir algo que eu jurava não morar em mim.
A inveja chegou mansa, sem barulho,
mas fez morada no peito.
Não é do riso fácil dos casais de agora,
nem das fotos prontas, nem do amor que parece simples.
É da história.
Do caminho inteiro.
Do que foi construído com o tempo
e não apesar dele.
Invejo mulheres que ficaram.
Que olharam as falhas de perto, os defeitos sem filtro, as limitações nuas
e mesmo assim permaneceram.
Mulheres que escolheram ficar
quando ir embora parecia mais fácil.
Que lutaram não por perfeição, mas por compromisso.
Que amaram não o homem ideal, mas o homem real.
Isso me toca fundo.
Porque revela um amor raro, o amor que decide.
Que não romantiza,
não foge,
não solta a mão quando pesa.
Essa inveja não quer o que é do outro.
Ela chora o que faltou em mim.
É a vontade de ter sido escolhido nos dias bons e principalmente,
nos dias difíceis.


No fim, não é sobre eles.
É sobre a ausência que ficou.
Sobre a falta que insiste.
Sobre o valor imenso
de quem permanece, de quem luta e não desiste na adversidade.

Sofri um golpe que partiu algo dentro de mim que eu nem sabia que podia se quebrar. A maior decepção da minha vida, vinda justamente da pessoa que eu jurava ser incapaz de ferir, da última de quem eu esperaria uma facada. Foi o tipo de dor que não atravessa… rasga...esmaga.

Esse dia marcou o fim de uma inocência, de uma confiança que eu jamais recuperarei do mesmo jeito. Ali, naquele instante, eu descobri que até o “impossível” pode acontecer, que até o “nunca” pode ruir, que o mundo vira ao avesso quando a facada vem de mãos que antes me acolhiam.

E mesmo assim, aqui estou.
Carregado de cicatrizes, sim, mas de pé.
Não por ter superado tudo… mas por ter aprendido a sobreviver dentro da própria tempestade.

Hoje eu olho para trás e não sinto só dor. Sinto fúria, sinto força, sinto a certeza de que aquilo que tentou me destruir acabou me transformando. Aquele foi o dia em que algo em mim morreu, mas também foi o dia em que outra versão minha começou a nascer, mais consciente, mais dura, mais forte, mais fria, realista e difícil de derrubar.

Senhor
Se olhares para dentro de mim, verás muito mais imperfeições do que virtudes.
Mas também encontrarás um coração que deseja desesperadamente ser transformado.
Não te peço uma vida mais fácil;
Peço um coração novo.
Molda-me, restaura-me e faz de mim alguém segundo a Tua vontade

antes de mim.


Naquela noite eu recebi uma ligação de um número que não existia.


Não era número privado. Não era desconhecido.


Simplesmente não existia.


Ainda assim, atendi.


- Alô?


Do outro lado, silêncio.


Depois uma voz.


A minha.


- Não vá dormir hoje.


Eu ri.


Não porque fosse engraçado. Ri porque algumas coisas assustam menos quando a gente finge que são ridículas.


- Quem é?


- Você.


- Isso não tem graça.


- Eu sei.


A ligação caiu.


Fiquei olhando para o telefone por alguns segundos, esperando alguma explicação aparecer na tela. Nada.


Joguei o celular na cama e tentei esquecer.


Cinco minutos depois, bateram na porta.


Três batidas.


Sempre três.


Levantei.


Não havia ninguém.


Só um envelope no chão.


Meu nome estava escrito à mão.


Dentro havia uma foto.


Era uma foto minha dormindo.


No verso, uma frase:


“Você tem oito horas.”


Eu deveria ter chamado alguém.


Não chamei.


Talvez porque, no fundo, uma parte de mim já soubesse que aquilo não tinha começado naquela noite.


Passei a madrugada tentando encontrar uma explicação.


Procurei a origem do número.


Nada.


Revirei mensagens antigas.


Nada.


Olhei as câmeras.


Às 02:13, alguém entrou.


Era eu.


A mesma roupa que eu estava usando.


O mesmo rosto.


A mesma cicatriz pequena perto da sobrancelha.


Eu parei o vídeo.


Voltei.


Assisti de novo.


Eu entrava em casa às 02:13.


Mas eu estava em casa.


Sentado na frente daquela tela.


O vídeo continuava.


Eu aparecia no corredor.


Parava diante da minha porta.


Olhava diretamente para a câmera.


E sorria.


Depois levantava a mão.


Três batidas.


A gravação terminava.


Eu olhei para a minha porta.


Três batidas vieram do outro lado.


Não abri.


Às 05:40, alguém bateu novamente.


Dessa vez, uma mulher falou meu nome.


Eu conhecia aquela voz.


Era impossível.


Ela tinha morrido há seis meses.


Fiquei parado no meio da sala.


Ela disse:


- Você prometeu que não faria isso de novo.


Não respondi.


- Eu sei que você está aí.


Meu corpo inteiro ficou frio.


- O que eu fiz?


Silêncio.


Depois:


- Ainda não fez.


Às 06:15, recebi outra mensagem.


Uma localização.


Um endereço que eu não reconhecia.


Abaixo, apenas:


“Se quiser saber por que todos estão tentando impedir você, venha sozinho.”


Fui.


Não sei por quê.


Talvez porque algumas perguntas sejam mais perigosas quando ficam sem resposta.


O lugar era uma casa abandonada.


Entrei.


Havia fotos nas paredes.


Centenas.


Todas minhas.


Eu criança.


Eu adolescente.


Eu adulto.


Eu dormindo.


Eu chorando.


Eu dirigindo.


Eu trabalhando.


Eu abraçando pessoas.


Eu terminando relacionamentos.


Eu sozinho.


E então encontrei uma foto que me fez parar.


Era eu, sentado naquela mesma casa.


Com cinquenta e poucos anos.


Ao meu lado havia uma mulher.


Não reconheci.


Atrás da foto estava escrito:


“Primeira tentativa.”


Outra foto.


Eu, mais velho.


Sozinho.


“Segunda tentativa.”


Outra.


Eu sorrindo.


Uma família ao meu redor.


“Terceira tentativa.”


E então uma última.


Eu, exatamente como estava naquela manhã.


Abaixo:


“Quarta tentativa.”


Foi quando ouvi passos.


Virei.


Um homem entrou.


Eu conhecia aquele rosto.


Era o homem do vídeo.


Era eu.


Só que mais velho.


Muito mais velho.


Ele fechou a porta.


- Finalmente.


- O que está acontecendo?


Ele sentou.


- Você vai me odiar.


- Quem é você?


Ele respirou fundo.


- Sou a única versão sua que conseguiu chegar até aqui.


- Até onde?


Ele olhou para o relógio.


06:59.


- Até antes da escolha.


Ele explicou tudo como se estivesse contando uma história que já tinha contado muitas vezes.


Disse que aquela noite acontecia repetidamente.


Sempre.


Eu recebia a ligação.


Recebia a foto.


Via as câmeras.


Ia até aquela casa.


Encontrava ele.


E então precisava escolher.


Existiam quatro possibilidades.


Em uma, eu permanecia exatamente como era.


Em outra, mudava tudo.


Na terceira, esquecia completamente aquela noite.


Na quarta...


Ele parou.


- Na quarta, você me mata.


Eu ri.


- Por que eu faria isso?


Ele olhou para mim.


- Porque eu sou a única coisa impedindo você de ter a vida que quer.


- Que vida?


Ele não respondeu.


Foi até uma parede.


Havia uma porta.


Uma porta que eu não tinha visto antes.


Ele colocou a mão na maçaneta.


- Você precisa escolher antes das oito.


- E se eu não escolher?


- Já escolheu.


- O quê?


Ele abriu a porta.


Do outro lado havia meu quarto.


O meu quarto.


Exatamente como estava naquela noite.


Minha cama.


Meu celular.


A janela.


O envelope.


Tudo.


Eu entrei.


Na cama havia alguém dormindo.


Eu.


Ele estava dormindo profundamente.


O homem mais velho apareceu atrás de mim.


- Essa é a primeira vez.


- Primeira vez o quê?


- A primeira vez que você conseguiu chegar até aqui sem lembrar.


Olhei para o homem na cama.


- Então quem é ele?


O velho ficou em silêncio.


- Você.


- Não.


- Sim.


- Mas eu estou aqui.


Ele sorriu.


- Esse é o problema.


O relógio marcou 07:59.


Uma sirene começou a tocar em algum lugar distante.


Eu olhei novamente para a cama.


O homem dormindo abriu os olhos.


Sentou.


Olhou diretamente para mim.


E falou:


- Não vá dormir hoje.


Eu senti o sangue desaparecer do rosto.


Era a mesma frase.


A mesma voz.


A minha voz.


O velho começou a chorar.


- Não...


- O quê?


- Dessa vez foi diferente.


- O que foi diferente?


Ele apontou para mim.


- Você nunca deveria ter me visto.


A luz apagou.


Por alguns segundos, não existiu absolutamente nada.


Então ouvi uma porta fechando.


Quando a luz voltou, o velho tinha desaparecido.


A casa estava vazia.


As fotos haviam sumido.


A porta também.


Só havia uma coisa sobre a mesa.


Meu celular.


Ele estava tocando.


Olhei para a tela.


Era uma chamada recebida.


O número não existia.


Atendi.


Do outro lado, silêncio.


Depois uma voz:


- Alô?


Era minha voz.


Mas dessa vez eu não falei nada.


A voz continuou:


- Quem é?


Eu reconheci a frase.


Era exatamente o que eu havia dito naquela noite.


Então percebi.


A história não estava se repetindo.


Eu estava dentro dela.


Eu não tinha recebido uma ligação do futuro.


Eu estava ligando para o passado.


E o homem que eu havia encontrado não era uma versão futura minha.


Era a versão que existia antes de mim.


A quarta tentativa.


A terceira.


A segunda.


A primeira.


Todas as vidas.


Todas as mortes.


Todos aqueles homens.


Não eram versões diferentes.


Eram pessoas diferentes que tinham recebido a mesma ligação.


Todas achando que eram eu.


Todas tentando descobrir quem começou aquilo.


Todas chegando àquela mesma casa.


Todas encontrando alguém mais velho esperando por elas.


Até que uma delas finalmente entendesse.


Não havia nenhum primeiro homem.


Não havia começo.


Só havia o próximo.


A ligação continuava.


Eu poderia desligar.


Poderia falar.


Poderia perguntar.


Mas alguma coisa me impediu.


Então fiz a única coisa que ainda não tinha feito.


Olhei para o relógio.


08:00.


E disse:


- Não vá dormir hoje.


A ligação caiu.


Fiquei parado.


Esperando.


Três batidas vieram da porta.


Eu não me mexi.


Mais três.


Depois ouvi minha própria voz do outro lado:


- Quem é?


Eu olhei para a porta.


E, pela primeira vez, entendi o que estava acontecendo.


Não havia alguém tentando entrar.


Havia alguém tentando sair.


E eu não sabia mais de qual lado da porta estava.


Fim.


Ou talvez só mais uma tentativa.

Há portas em mim que se abrem sem jamais revelar a casa inteira.

Há silêncios meus que dizem muito, mas ainda assim não me explicam.
Olhares que permanecem um instante além do necessário, mas não me veem completamente.

Quanto mais alguém se aproxima, talvez mais perceba que ainda há alguma coisa por descobrir.
Por descobrir-me.

Nem tudo que me toca me faz entregar.
Nem tudo que desejo me faz correr em direção ao desejo.
Aprendi a deixar algumas coisas amadurecerem no silêncio, onde a vontade não se perde — apenas ganha profundidade.

Há partes minhas que não se oferecem à pressa.
Precisam de presença, de atenção, de um olhar capaz de permanecer quando já não há certezas.

E talvez seja aí que eu permaneça mais inteira:
nesse lugar entre o que deixo ver
e tudo aquilo que ainda não encontrei razão para revelar.

Porque posso deixar alguém chegar muito perto
sem jamais deixar de ser um território que ainda precisa ser descoberto.

Talvez você conheça o caminho até mim.

Mas não confunda caminho conhecido com destino desvendado.

Há um rio dentro de mim
que não aprende a ter margem,
carrega luas sem fim
e se alimenta de coragem.
Quando a noite me atravessa,
não sei se é dor ou passagem.


Guardo estrelas no silêncio,
como quem guarda oração,
há mistérios que florescem
sem pedir explicação.
E há verdades que só chegam
quando escutam o coração.


Já fui casa de tempestade,
já fui janela e clarão,
já fui barco sem destino,
procurando direção.
Mas descobri que até o caos
pode ensinar navegação.


Há quem procure respostas
como quem procura um chão;
eu aprendi que certas coisas
não cabem na explicação.
Às vezes, Deus escreve torto
para endireitar a visão.


Tenho cicatrizes antigas
que não pedem compaixão;
são mapas de outros tempos,
são vestígios de travessão.
Quem olha apenas a ferida
não conhece a reconstrução.


E quando penso que termino,
alguma coisa principia:
uma esperança pequenina
acendendo a noite fria.
Como a flor que rompe a pedra
sem anunciar que nascia.


Talvez eu seja esse enigma
que o tempo tenta entender:
um pouco de maré e terra,
um pouco de perder e ter.
E quanto mais me descubro,
mais aprendo a não me prender.


Se a vida é uma parábola,
não quero a moral no fim.
Prefiro seguir a estrada
que ainda não falou de mim.
Pois há caminhos que só existem
quando a gente diz: “enfim.”

Querido Agosto, Chegue devagar.


Traga-me dias tranquilos, que não cobrem muito de mim.
Pois quero pouco.
Quero abrir cadernos com folhas em branco, ouvir o som da chuva contra a janela,sentir o abraço do calor da lareira e o perfume das bebidas quentes.
Quero apenas existir inteira e silenciosa, sem precisar justificar meus passos lentos.
Quero que seja simples e que baste.

Fazer tempestade
em um copo d’água?!
Não é para mim.
Quando é hora de ser furacão,
eu me torno um Tsunami
servido numa simples xícara de café...


Tempestade em copo d’água?
Dispenso essas fraquezas domésticas.
Quando o mundo exige minha fúria,
não borbulho, transbordo.
Viro um Tsunami aceso,
espremido numa xícara de café
que mal contém o terremoto
que me atravessa...


Tempestade em copo d’água
nunca coube em mim.
Quando o destino pede vento forte,
me ergo inteira,
e o que deveria ser só furacão...
vira Tsunami silencioso,
agitanto a superfície mansa
de uma xícara de café
que me acolhe e detêm
como pode...


Não sei fazer tempestade,
com chuvas, raios,
relâmpagos, trovões,
trovoadas, ventos e etc...
uma única Onda
é o que sou capaz de fazer.


Afinal,
aprendi a ser Tsunami
com as tempestades.


✍©️@MiriamDaCosta

Os golpes e murros da vida?!
Perdi a conta, mas...
Eles floresceram poesia em mim...


Os golpes e murros da vida
feriram minha carne,
rasgaram meus silêncios,
fizeram da minha alma
um campo de cicatrizes...


Mas...
no mesmo chão árido
onde chorei minhas perdas
brotaram flores indomáveis...


E cada pétala,
ensanguentada e viva,
não é apenas lembrança da dor,
mas a prova ardente
de que a poesia floresceu em mim...


Os golpes e murros da vida
não me pouparam a carne,
me deixaram roxa de silêncios,
com os ossos da alma estalando...


Eu gritei em silêncio
eu sangrei na alma
e até quis desaparecer
para não mais sangrar
e sofrer...


Mas da minha boca,
antes cheia de gritos mudos,
escorreu poesia...


Ela nasceu da ferida aberta,
da mão que não pude segurar,
do olhar que se foi do meu viver,
do vazio imenso
que tentou me levar ao abismo total...


Não foi escolha,
foi sobrevivência:
florescer poesia
ou apodrecer...
falecer por dentro...


E eu floresci,
mesmo entre meus cacos,
mesmo cuspindo lágrimas e dor,
mesmo sabendo
que cada verso meu
é também cicatriz...


Minhas cicatrizes
são canteiros floridos
de muita força, coragem
e poesia viva! ...


✍©️@MiriamDaCosta

"Vinde a mim as criançinhas "


Quando acordo
a luz me envolve
enquanto abraço o dia...


Carrego comigo
o raio da alegria
que se deixa ver
no olhar da menina
que habita em mim...


Agora eu sei,
acho que sei...
por que as crianças
sorriem para mim
estendendo suas mãozinhas
como fossem
pedidos de brinquedos,
orações pela paz e
presentes de amor ...


E eu,
como se ainda fosse criança ...
me deixo contagiar da euforia infantil
brincando com elas...


Meus sonhos me nutrem
e ainda me fazem
ver a beleza da humanidade
nesse mundo tão desumano
(sobretudo para os pequeninos)...


Pudera eu...
envolver e proteger
em meus braços
recheados de ternura
todas as crianças do mundo.
✍©️@MiriamDaCosta

Na meia Luz


Difícil de esquecer a sensação que você causou em mim,
com o seu toque, o seu beijo,
com a forma como me olhou
e tudo aquilo que despertou sem pedir licença.


Com cuidado, foi dedilhando cada nota
que compõe minha alma e meu corpo,
me conhecendo aos poucos,
me desbravando sem pressa,
sem medo, sem receio.


E havia algo curioso nisso tudo:
eu simplesmente deixei acontecer.


Naquela meia-luz,
onde nada precisava ser explicado,
teus olhos encontraram os meus
e, por alguns instantes,
parecia que o resto havia desaparecido.


Você me fez sentir única,
não como quem promete ficar,
mas como quem, naquele momento,
soube exatamente onde tocar
para fazer o mundo desacelerar.


E talvez seja isso que incomode um pouco:
não foi apenas o que aconteceu,
foi a facilidade com que aconteceu.


A leveza.
A confiança.
Aquela sensação estranha de não precisar pensar demais.


Foi na meia-luz que tudo aconteceu.
Foi ali que teus olhos encontraram os meus...
e, desde então,
há certas lembranças que a luz do dia
simplesmente não consegue apagar.

Não quero estar
em nenhum lugar
que não seja em mim,
porque sou raiz
e asas ao mesmo tempo.


Porque já me exilei demais
em expectativas alheias,
em mesas onde o meu silêncio
era mais aceito que a minha voz.


Já morei em olhares
que me diminuíam,
em afetos apertados demais,
em paisagens onde minha alma
trilhava com sapatos estreitos.


Hoje, não!
Hoje eu quero a morada
do meu próprio peito.
Quero a arquitetura imperfeita
dos meus pensamentos
e a mobília sincera das minhas emoções.


Se eu estiver em mim,
inteira,
qualquer lugar será extensão.
Mas nenhum endereço
me abriga como o meu Eu.


É nele que me construo
e finco os fundamentos
do meu viver e ser.
✍©️@MiriamDaCosta

Como uma filha d’água,
entro na floresta da alma
noturna e mágica,
e desapareço de mim mesma.


Mergulho no rio das veias,
misterioso e sanguíneo,
e me inundo por dentro.


Entre a lua escura do mundo
e o meu olhar iluminado de versos,
nasce, serena e abundante,
a cheia do ventre poético
que eu procurava.
✍©️@MiriamDaCosta

Ode ao Cantor Milton Nascimento
(diagnosticado com demência)


A canção "Caçador de Mim",
eternizada em tua voz,
Milton,
não é apenas música,
é um chamado...


Cada nota tua
é um rio que corre
nas veias do tempo,
uma prece que me atravessa
sem pedir permissão....


Na tua garganta vive o mistério:
um canto que vem de longe,
das serras, das Minas Gerais,
da alma coletiva
de um povo inteiro...


Quando cantas,
as fronteiras desmoronam,
o silêncio se curva,
e o coração humano
descobre morada...


Tua voz não cabe no corpo:
ela é ponte,
ela é voo,
ela é chão fértil
onde a poesia floresce...


E eu, ouvinte pequena
diante de tua grandeza,
me deixo encontrar
pela canção que me encontra...


Sim, Milton,
tu és o eterno
Caçador de Mim...


Tua voz, Milton,
não canta:
rasga o silêncio.
É fogo e mar,
tempestade e ternura,
um trovão de Deus
no ventre da Terra....


Quando entoas "Caçador de Mim",
a alma é arrancada do peito,
o coração se ajoelha,
as feridas se abrem
e, ao mesmo tempo,
cicatrizam em tua canção...


Tu não pertences a ti,
tua garganta é território sagrado,
onde a dor e a esperança
se encontram sem máscara...


Teu canto é flecha certeira:
atravessa o corpo,
esfacela certezas,
recolhe os cacos,
e os transforma em oração...


Milton, tu és
mais que cantor:
és sopro de eternidade...


Milton,
ao ouvir tua voz,
sinto que algo dentro de mim
se abre como janela ao vento...


"Caçador de Mim"
não é só melodia:
é abraço invisível
que me encontrou
onde eu pensava estar só...


Teu canto traz lembranças
que nunca perdi
e saudades
de um tempo
que ainda não encontrei...


É como se tua voz
fosse colo de mãe,
regresso à infância,
promessa de futuro
e descanso no presente...


Quando cantas,
meu mundo se acalma,
o tempo desacelera,
e a alma se reconhece
em sua própria luz...


Milton,
tua canção é morada.
E nela,
meu coração aprende
a permanecer...


Gratidão por existir!
✍©️@MiriamDaCosta

O tudo de hoje!


O que você quer de mim?
Eu quero tudo!

O que seria esse tudo?
O tudo do hoje...
O tudo do sentimento compartilhado
O tudo do prazer
O tudo do afeto
O tudo de ouvir só a voz
O tudo de ler só uma mensagem
O tudo de sentir bem ao teu lado;
O tudo que me permitir!!!!


Sim, meu amor eu te dou o tudo de hoje!

As vezes vc não aguenta
Reclama
Paciencia irmão
Com o não ou o sim
Vc faz parte de mim
Somos passageiros
A vida é um conto ligeiro
Quando se vê
De nós não resta mais nem o cheiro
De Jesus somos irmãos
Filhos do Deus do trovão
Acalma seu coração
Menos reclama
Ama
Depois vamos embora
Seremos as lágrimas de quem chora
E nessa hora
Sem a despedida
Afora