Textos que Falam de Pessoas
Tempo
[Egocentrismo Social]
Durante nossa vida passamos por certos momentos inevitáveis...Alguns bons, outros ruins, mas todos com o mesmo propósito: aprender algo. Durante nossa vida conhecemos vários tipos de pessoas: as boas, as más, as que nos fazem sofrer, as que nos trazem alegria, as que você não pode confiar, as que você ama, infinitos tipos de pessoas.
Às vezes a vida nos faz passar por momentos tão estranhos! Às vezes temos que ouvir palavras que não merecemos...às vezes as pessoas de quem a gente gosta nos fazem sofrer...e isso é tão incompreensível!
Se todos medissem as palavras ditas, viveríamos em um mundo mais cheio de paz e respeito, um mundo em que não existiria dor, raiva, injustiça, traição e preconceito. E não adianta sonhar com um mundo melhor, pois a realidade está estampada em nosso rosto.
Nem sempre a prioridade que damos as pessoas é a mesma que nos é dada, não se pode pedir isso...tem que ser concedido com o tempo, tem que vir do coração, e caso não venha, significa que não é o momento exato...momento esse de perfeição.
[Mais do mesmo]
Todavia, sentar e chorar não resolverá os problemas. É preciso tempo. Muito tempo! E paciência. Quem está com raiva tem o direito de estar com raiva. No entanto, não tem o direito de ser cruel. Infelizmente "os homens ofendem mais ao que amam do que ao que temem". A verdade é: quando precisamos de defesa, sempre vem alguém e nos ataca.
Devemos nos colocar em primeiro lugar, não por sermos egoístas, mas por amor-próprio. Às vezes mudanças são necessárias. Conforme vivemos, crescemos e nossas idéias mudam, nossa vida deve mudar. Enfim, pode-se mudar ou continuar o mesmo. Pode-se fazer o melhor ou o pior. Tente sempre fazer o melhor. Cada escolha, uma conseqüência. E a nossa força cresce da nossa fraqueza.
As únicas pessoas normais são aquelas que não conhecemos muito bem. Tente entendê-las antes de julgá-las. Prioridade é prioridade. Opção é opção! É inevitável ser magoado mais de uma vez, mas lembre-se que “A dor é inevitável. O sofrimento, opcional”. Quem ama não faz chorar, e se for será de alegria. Quem se importa estará sempre lá. Quem não se importa sempre encontrará alguma desculpa.
Depois de errar muito aprendemos a dar valor naqueles que valem a pena, naqueles que devem permanecer na nossa vida pra sempre e naqueles que nunca deveriam ter entrado nela. Com o passar do tempo entendemos o significado de “amor verdadeiro é incondicional”. Aprendemos que os opostos não se atraem. Começamos a defender os poucos. A ignorar os tolos. Ficar do lado de quem precisa. E gostar de quem sente o mesmo por nós. Só é preciso dar tempo ao tempo. Ser paciente. Saber esperar.
[Egocentrismo Social]
Mais do que nunca é preciso acreditar! Acreditar que a vida pode melhorar. Acreditar que os sonhos podem se tornar realidade. Acreditar que um dia o sofrimento será substituído pelo amor. Acreditar que o silêncio será o suficiente. Acreditar que nada é para sempre. Acreditar que quem lhe ofende um dia pedirá desculpas. Acreditar que aprenderemos com todos os erros. Acreditar que o tempo cura tudo.
“O tempo passa. Mesmo quando isso parece impossível. Mesmo quando cada batida do ponteiro dos segundos dói como o sangue pulsando sob um hematoma. Passa de modo inconstante, com guinadas estranhas e calmarias arrastadas, mas passa”. (Bella - Lua Nova)
Os Dois
Eu sou dois seres.
O primeiro fruto do amor de João e Alice.
O segundo é letral:
É fruto de uma natureza que pensa por imagens,
Como diria Paul Valèry.
O primeiro está aqui de unha, roupa, chapéu e vaidade.
O segundo está aqui em letras, sílabas, vaidades e frases.
E aceitamos que você empregue o seu amor em nós.
Mensagem para união e situações difíceis
Na maioria das vezes só julgamos o companheiro, pode ser porque ficam muito tempo juntos, esquecemos algumas coisas, algumas lições, podemos nos encantar com o carinho de outros casais, de outras pessoas, ou até mesmo de outra família, mas não lembramos que quem está ao nosso lado vai ser sempre a pessoa certa, por mais defeitos que tenha temos que olhar o lado positivo, as alegrias vividas, os momentos de dificuldade e saber acima de tudo que o outro precisa de auxílio e que só o amor pode dar, é tão fácil aprender pelo amor, dar dor ao outro pode ensinar, mas marcas com esse tipo de ferro são incuráveis, quem aprende com a dor nunca vai saber passar amor ao próximo, mas sempre achará que a perda de algo, ou o sofrimento fazem o outro aprender, Jesus ensina o amor, é mais difícil ensinar por esse caminho, pode demorar mais, parecer mais difícil, mas é porque no nosso coração existe um lugar como se fosse um reservatório que sempre tem mais espaço para o amor, por isso demora mais a aprendermos, podemos não perceber resultados porque esse reservatório nunca enche, porque o amor nunca é demais.
Por que pela dor o resultado de aprendizado é mais rápido?
Porque a dor tem um reservatório como o amor no nosso coração, porém ele é bem pequenininho, mas tem pequenos vasos que se ligam a todos os sentimentos e a todo nosso corpo, quando é acionado a perda ou o sofrimento e temos que aprender de uma hora para outra uma lição da vida, esse pequeno reservatório explode mandando esse recado a todos os outros sentimentos fazendo uma total desfunção dentro de nós e matando as pequenas sementes plantadas do amor,tanto que quando isso acontece a pessoa não consegue mais acreditar no íntimo dela verdadeiramente na felicidade,pois só é possível essa fé quando nosso reservatório de amor consegue limpar tudo que a dor fez e nem sempre quem deu a dor havia tentado doar amor suficiente antes de ferir.Nessa caso vai demorar que sabe vidas para limpar essas barreiras.
Por isso pessoas amadas,antes de se iludir com a luz de alguém,atenção e carinho,não vire as costas para quem não demosntra essa mesma luz,não pense duas vezes antes de pegar essa pessoa que não brilha perante a você e dar tudo que você tem e também que não tem,eis o que as leis divinas esperam de você,ficar ao lado dos mais fracos,dos que doam menos,pois conseguindo isso saberão o que é a lei do amor,é juntando que faz a diferença,caso contrário o aprendizado pelo dor destruirá felicidades,trará medos,arrependimentos e se esgotará a esperança.Lembrem-se quem demostra luz não precisa de vosso auxílio e de toda doação da sua admiração,pois na vida podemos nos iludir,não conhecemos ninguém para dizer que sabemos quem parece melhor para nós,não podemos querer encontrar o melhor para nós,demos SER o melhor para os que sabemos que PRECISAM verdadeiramente de nós,TEMOS QUE DOAR e não procurar só receber,aliás deveríamos só doar para o outro,pois é dando que se recebe.
Cuide de seus companheiros de guerra!E vencer uma guerra não é ir para um lado que achamos que se tornou vitorioso e nos vai dar essa vitória,vencer uma guerra é ficar ao lado de quem esteve com você desde o ínicio da batalha,é lutar,é ficar ao lado,auxiliar,por mais fraco que seja seu lado,é por ele que você terá que lutar,mesmo que seja até a morte!Nada lhe pagará depois essa atitude de amor,que mais tarde te devolverá tudo de volta,inclusive a VIDA!...Do outro lado você poderia até estar vitorioso e salvo,mas quando ver quem esteve ao seu lado caindo sozinho no campo de batalha,veria o erro,isso de qualquer maneira viria de volta,te devolvendo o que teria de ter passado ao lado quem estava lutando junto com você e assim você veria o que é verdadeira derrota.
Há sempre quem precisa de sua doação,não espere o tempo resolver nada que você consiga,o investimento no amor dá lucros que simplesmente rende juros que o preço é incalculável,dê amor para receber de volta.
Priorize quem te prioriza.
Valorize quem te valoriza.
Seja bobo.
Porque o amor é meio bobo.
Só não seja boboca.
Seja cordial.
Seja educado.
Trate o outro como você gostaria de ser tratado.
Viva em paz.
Cercado de quem você gosta e de quem gosta de você.
O amor atrai.
O ódio repele.
A indiferença só te faz deixar de viver coisas incríveis.
Você só tem esta vida pra viver.
E o que você leva da vida?
A vida que se leva.
No fim, estamos indo de volta pra casa.
Todos nós.
Crônica para os Amigos
Meus amigos? Escolho pela pupila.
Meus amigos são todos assim: metade loucura, metade santidade. Escolho-os não pela pele, mas pela pupila, que tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante.
Deles, não quero resposta, quero meu avesso. Que me tragam dúvidas, angústias e aguentem o que há de pior em mim. Para isso, só sendo louco. Louco que se acocora e espera a chegada da lua cheia. Ou que espera o fim da madrugada, só para ver o nascer do Sol.
Quero-os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas próprias injustiças cometidas. Escolho meus amigos pela cara lavada e pela alma exposta. Não quero só o ombro, quero também a alegria.
Amigo que não ri junto não sabe sofrer junto. Meus amigos são todos assim: metade graça, metade seriedade. Não quero risos previsíveis nem choros piedosos.
Pena, não tenho nem de mim mesmo e risada só ofereço ao acaso. Portanto, quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia vença.
Não quero amigos adultos, chatos. Quero-os metade infância, metade velhice.
Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto. Velhos, para que nunca tenham pressa.
Meus amigos são todos assim: metade loucura, metade santidade. Escolho-os não pela pele, mas pela pupila, que tem que ter cor no presente e forma no futuro.
Nota: Uma adaptação desse texto, publicado em 23 de setembro de 2003, vem sendo repassada como sendo de diversos autores, entre eles Marcos Lara Resende ou Oscar Wilde.
...Mais1 As armas e os Barões assinalados
Que da Ocidental praia Lusitana,
Por mares nunca de antes navegados
Passaram ainda além da Taprobana,
Em perigos e guerras esforçados,
Mais do que prometia a força humana,
E entre gente remota edificaram
Novo reino, que tanto sublimaram;
2 E também as memórias gloriosas
Daqueles Reis que foram dilatando
A Fé, o Império, e as terras viciosas
De África e de Ásia andaram devastando,
E aqueles que por obras valerosas
Se vão da lei da morte libertando:
Cantando espalharei por toda a parte,
Se a tanto me ajudar o engenho e arte.
(Os Lusíadas canto primeiro - 1 e 2)
APEGO
Amar-te é um tempo de ódio
Odiar-te é meu profundo amor
Estar nos teus braços é uma vitória rara
Afastar de você é ir de encontro ao fim,
Enterrei-me nos teus pequenos olhos
Infiltrei-me no teu sorriso
Corri para quem me abraçar
Menti para vontade do sofrer,
Cansaço, vazio e exploração!
Porcaria de vida, rica destruição;
Índios inventando nome de gente
Gente que jamais chegou a ser índio.
Ninguém me Habita
Ninguém me habita. A não ser
o milagre da matéria
que me faz capaz de amor,
e o mistério da memória
que urde o tempo em meus neurônios,
para que eu, vivendo agora,
possa me rever no outrora.
Ninguém me habita. Sozinho
resvalo pelos declives
onde me esperam, me chamam
(meu ser me diz se as atendo)
feiúras que me fascinam,
belezas que me endoidecem.
Ironia
Como é irônica a vida
Como é entranho viver
Tive que novamente amar
Para um antigo amor esquecer
Busquei refugio em outro alguém
E depois de você
Já não vejo mais ninguém...
Você surgiu e me encantou
Seu sorriso doce e angelical
Em pouco tempo me enfeitiçou
Seu jeito irreverente e meio moleque
Fez de você alguém especial
De quem ninguém nunca se esquece
Você me fez sentir um amor sincero e puro
Ao seu lado, sinto que o mundo é um lugar seguro.
Você é minha fortaleza
Seu amor é minha maior riqueza
Você é real, você é meu amado.
Por voe senti um amor inesperado
Não posso mais negar
Não tem como deixar de ser
Jamais poderei viver
Sem ao meu lado ter você
Esse tédio que me divide
essa monotonia que me entontece
esse desejo constante de estar em toda parte
essa incapacidade de aquietar-me
esse sonho de ser, de ser depressa,
antes de tudo, de ser o quê?
(pode estar em tantos lugares,
podem ser tantas coisas)
Ainda não sei o que me espera,
até lá meu sonho vai me entretendo
em pensamentos constantes dos meus possíveis caminhos
Entre sonhos e desejos
Meus coração se divide
permanece quieto esperando
como uma canção num papel,
uma melodia em forma breve de amor..
A Casa Branca Nau Preta
Estou reclinado na poltrona, é tarde, o Verão apagou-se...
Nem sonho, nem cismo, um torpor alastra em meu cérebro...
Não existe manhã para o meu torpor nesta hora...
Ontem foi um mau sonho que alguém teve por mim...
Há uma interrupção lateral na minha consciência...
Continuam encostadas as portas da janela desta tarde
Apesar de as janelas estarem abertas de par em par...
Sigo sem atenção as minhas sensações sem nexo,
E a personalidade que tenho está entre o corpo e a alma...
Quem dera que houvesse
Um terceiro estado pra alma, se ela tiver só dois...
Um quarto estado pra alma, se são três os que ela tem...
A impossibilidade de tudo quanto eu nem chego a sonhar
Dói-me por detrás das costas da minha consciência de sentir...
As naus seguiram,
Seguiram viagem não sei em que dia escondido,
E a rota que devem seguir estava escrita nos ritmos,
Os ritmos perdidos das canções mortas do marinheiro de sonho...
Árvores paradas da quinta, vistas através da janela,
Árvores estranhas a mim a um ponto inconcebível à consciência de as estar vendo,
Árvores iguais todas a não serem mais que eu vê-las,
Não poder eu fazer qualquer coisa gênero haver árvores que deixasse de doer,
Não poder eu coexistir para o lado de lá com estar-vos vendo do lado de cá.
E poder levantar-me desta poltrona deixando os sonhos no chão...
Que sonhos? ... Eu não sei se sonhei ... Que naus partiram, para onde?
Tive essa impressão sem nexo porque no quadro fronteira
Naus partem — naus não, barcos, mas as naus estão em mim,
E é sempre melhor o impreciso que embala do que o certo que basta,
Porque o que basta acaba onde basta, e onde acaba não basta,
E nada que se pareça com isto devia ser o sentido da vida...
Quem pôs as formas das árvores dentro da existência das árvores?
Quem deu frondoso a arvoredos, e me deixou por verdecer?
Onde tenho o meu pensamento que me dói estar sem ele,
Sentir sem auxílio de poder para quando quiser, e o mar alto
E a última viagem, sempre para lá, das naus a subir...
Não há, substância de pensamento na matéria de alma com que penso ...
Há só janelas abertas de par em par encostadas por causa do calor que já não faz,
E o quintal cheio de luz sem luz agora ainda-agora, e eu.
Na vidraça aberta, fronteira ao ângulo com que o meu olhar a colhe
A casa branca distante onde mora... Fecho o olhar...
E os meus olhos fitos na casa branca sem a ver
São outros olhos vendo sem estar fitos nela a nau que se afasta.
E eu, parado, mole, adormecido,
Tenho o mar embalando-me e sofro...
Aos próprios palácios distantes a nau que penso não leva.
As escadas dando sobre o mar inatingível ela não alberga.
Aos jardins maravilhosos nas ilhas inexplícitas não deixa.
Tudo perde o sentido com que o abrigo em meu pórtico
E o mar entra por os meus olhos o pórtico cessando.
Caia a noite, não caia a noite, que importa a candeia
Por acender nas casas que não vejo na encosta e eu lá?
Úmida sombra nos sons do tanque noturna sem lua, as rãs rangem,
Coaxar tarde no vale, porque tudo é vale onde o som dói.
Milagre do aparecimento da Senhora das Angústias aos loucos,
Maravilha do enegrecimento do punhal tirado para os atos,
Os olhos fechados, a cabeça pendida contra a coluna certa,
E o mundo para além dos vitrais paisagem sem ruínas...
A casa branca nau preta...
Felicidade na Austrália...
Mas não é agindo apenas sobre o corpo dos indivíduos, degradando-lhes o tamanho, mirrando-lhes as carnes, roendo-lhes as vísceras e abrindo-lhes chagas e buracos na pele, que a fome aniquila o homem. É também atuando sobre seu espírito, sobre sua estrutura mental, sobre sua conduta social.
No estudo da influência da fome sobre o comportamento humano devemos considerar, em separado, a eventualidade da fome aguda das épocas de calamidades e a da fome crônica, latente ou específica.
Nenhuma calamidade é capaz de desagregar, tão profundamente e num sentido tão nocivo, a personalidade humana como a fome, quando atinge os limites da verdadeira inanição. Fustigado pela necessidade imperiosa de comer, o homem esfomeado pode exibir a mais desconcertante conduta mental. Seu comportamento transforma-se como o de qualquer outro animal submetido aos efeitos torturantes da fome(...).
A Filosofia é uma atividade permanente de esclarecimento. Não se pode reduzi-la a um esclarecimento da linguagem, como pretendeu a escola analítica. Porque, por trás da linguagem, existem questões reais substantivas, pessoas de carne e osso, e assim por diante. Tratar tudo isto apenas como análise da linguagem é o mesmo que confundir a comida de um restaurante com o cardápio. Quando o dono do restaurante fala para o seu cozinheiro "Nós temos que modificar o nosso cardápio", o cozinheiro faz novas comidas reais. Não simplesmente pega o cardápio e decide escrever tudo diferente.
Quando o dono fala em modificar o cardápio, está raciocinando metonimicamente. Não é modificar o cardápio em si, mas as comidas que estão referidas no cardápio. O que os filósofos fazem é isto. Não estão reformulando somente o cardápio, mas estão colocando dentro da lista novos elementos que não existiam ou não tinham sido percebidos antes.
Esta é a finalidade da Filosofia, o esclarecimento permanente das questões tal como se apresentam concretamente na cultura e na vida humana, e não somente na linguagem. Obviamente, a análise da linguagem faz parte disto, mas como um instrumento auxiliar cuja importância não deve ser muito enfatizada ou exagerada. Porque a maior parte dos elementos que você lida são elementos que ainda não têm uma formulação linguística, são elementos de experiência interior e exterior que às vezes escapam da expressão linguística. Por exemplo, quando apareceram os fenômenos das duas guerras mundiais e das tiranias totalitárias, impondo aos seres humanos uma quantidade de sofrimento e de situações absurdas que elas não conseguiam expressar verbalmente. Se você ler hoje a obra de Alexander Zinoviev, professor de Lógica Matemática, perceberá que ele usa o seu instrumental lógico para criar uma nova linguagem capaz de descrever o que a situação real vivida pelos cidadãos do Império Soviético. Experiência que, portanto, transcendia os meios linguísticos de expressão dos próprios personagens que estavam vivendo. Como poderia ser isto uma mera análise da linguagem se a linguagem para expressar aquilo não existia no momento? Tratava-se, sobretudo de sentimentos e vivências mudas do coração humano que Zinoviev puxará de dentro da alma humana para uma expressão linguística finalmente. E é evidente que a análise da linguagem de Zinoviev não é a mesma que o próprio Zinoviev está fazendo dos acontecimentos e das experiências reais.
A filosofia analítica é uma filosofia de brinquedo, que transforma as questões mais temíveis da existência humana em meros jogos de linguagem. Isto é bom para quem quer ficar se divertindo em casa, mas não para quem quer meter a mão na massa. É um divertimento acadêmico apenas. Às vezes, produz algo de real utilidade, não se pode negar. Quando eu digo que a função da filosofia é lançar luz sobre estas questões reais, então não estou me referindo a meras questões de linguagem ou de lógica. A própria lógica como disciplina científica é um dos dados da situação social e existencial que estamos vivendo. Ela tem uma função dentro, entre outros, do universo da ciência e da tecnologia, e é, por assim dizer, uma força social. Então tem que ser analisada também como força social e não somente dentro dos detalhes formais da própria lógica.
O "Teorema do Ordenado" de Dilbert estabelece que:
"A ignorância é o caminho mais curto para a riqueza"
É possível demonstrá-lo matematicamente a partir dos dois postulados
seguintes com os quais com certeza concorda:
1º Postulado: "O conhecimento é poder"
2º Postulado: "O tempo é dinheiro"
Todos conhecemos o seguinte axioma da Física:
Poder (Potência) = Trabalho/Tempo
Como Conhecimento = Poder
Teremos Conhecimento = Trabalho / Tempo
E como Tempo = Dinheiro
Temos que Conhecimento = Trabalho / Dinheiro
Portanto: Dinheiro = Trabalho / Conhecimento
Assim, se "Conhecimento" se aproxima de zero, "Dinheiro" tende para o
infinito, independentemente da quantidade de trabalho feito.
Q.E.D.: Quanto menos se sabe mais se ganha
Do Amor que Passa
Receba, nesta flor, minha proposta
que, parecendo tímida, é insistente:
Das ternas fantasias que mais gosta,
anseio partilhar, discretamente...
Mais que sorriso, espero por resposta,
aquele suspirar que, então, pressente
cada arrepio, quando alguém lhe encosta,
na morna flor do corpo, um beijo ardente...
Mas, além da paixão, não queira laços,
nem saudade ou remorso deste ensejo;
esqueça a flor, os versos, os abraços...
E aceite assim, sem juras, este amor
que apenas dura, intenso qual desejo,
enquanto passa, frágil como flor.
Esperei por você naquela noite fria
Esperei por seus beijos, seus abraços
Esperei por seu toque, por seu calor
Esperei por uma palavra de amor, por um sussurro seu
Esperei, esperei, mais você não venho me encontra
Amor aonde você está, onde posso te encontra
Não quero passar dessa vida sem um amor vivenciar.
Desde a adolescência, o meu interesse pelas coisas mais elevadas do espírito foi
recebido pelo ambiente social e familiar em torno com desprezo, chacotas e tentativas
de intimidação. Parecia que ir além do círculo do imediato, do banal e do mesquinho
era o pior dos pecados. Estímulos, só recebi negativos. Mas não posso dizer que
essa experiência tenha sido de todo prejudicial ou mesmo inútil. Com ela aprendi a
guardar meus pensamentos para mim mesmo, evitando bate-bocas dispersantes, e
graça a isso desenvolvi não só o poder de concentração, mas a capacidade de
conservar minhas idéias na memória muito tempo antes de ter a oportunidade de
escrevê-las. Posso dizer que tinha uma filosofia secreta bem antes de que alguém em
volta pudesse desconfiar da sua existência. Só comecei a falar dela em público
quando me senti seguro de que não precisava mais da aprovação ou simpatia de
quem quer que fosse. É por isso que vejo bem claro o ridiculo de toda afetação de
independência. Qualquer moleque fracote pode se vangloriar de que “pensa com os
próprios miolos”, precisamente porque não tem a menor idéia do preço da
independência genuína.
Deitado ao meu lado, seus dedos deslizaram pelas minhas costas
abrindo fendas e poros, tecendo caminhos,amanhecendo desejos.
Afastou meus cabelos da nuca pra roçar o seu queixo.
Eu sentia a sua respiração no meu ouvido, seu sopro de vida entrando em mim.
Desajuizada e mansa, deixei que com um movimento de braço
levasse meu corpo em posição de feto pra dentro da concha do corpo dele.
Naquele encaixe, com o nosso melhor calor, ficamos ali,
desabotoando fomes, desamarrando sentimentos.
Meu coração estava na boca...pro beijo.
Ele não me acordou.
Ele entrou no meu sonho.
Não seje como um espinho que fere as mãos de quem o toca, mas sim como uma rosa que perfuma as maos de quem a esmaga
Não seje como uma erva daninha que mata toda a vegetação a sua volta, mas sim como uma rosa que se comunicam entre si e embelejam os jardins
Siga o exemplo das rosa, e mudem o nossa planeta!
Um dia eu precisei amar minha dor. Era o único jeito que tinha de continuar vivendo. Ou aprendia, ou morreria com ela. Resolvi aprender. Desde então, minha dor é minha companheira, minha mestra, minha parceira. Deixou de ser minha inimiga no momento em que eu a olhei nos olhos e aceitei conhecê-la com mais propriedade. Quis entrar nos mistérios de seus mecanismos com o intuito de poder
administrar melhor as suas consequências.
Eu não a busco, mas, quando chega, abro as portas para que não force as
janelas. Deixo que entre, ofereço-lhe um café, olho nos seus olhos para que cesse o medo e depois me empenho em deixar que fique o tempo necessário, até que se dissolva por si só, pela força do tempo.
