Textos Miserável
Há muita gente que sabe tanto de Deus que parece ser Deus. E dita até como Deus vai me tratar. São mil recomendações que o Deus obediente, "na parede", não terá como não me divinizar! Mas o que me diz Deus te ajude, tem uma vida miserável! Assim, vocês não me enganam mais com esses ares de fé de mais!
Todos meus erros são eternos, não há como esconder o que eu fiz, não há como esquecer a podridão que meu ser experimentou, não importa o quanto Deus me vista de luz eu sempre serei um pecador, estou manchado eternamente com o pecado e por toda a eternidade me lembrarei dos meus pecados e nunca conseguirei me perdoar.
Sinto algo que me atormenta, vejo e sinto, meu espirito está destruído pelo pecado, estou enterrado e morto e não percebi, a luz que em mim restava desapareceu, estou corrompido de tal maneira que não consigo expressar essa dor, talvez sentir e não ter reação seja um dos meu tormentos, sei algo que a maioria não sabe, mas mesmo assim errei, mereço e devo ser enterrado no inferno mais abissal que existe pois mereço a dor.
Ainda sobre o Catete, comecei a ver um "cara de rua" direto... Vive nas imediações do Museu do Catete. Negro, boa complexão física, aparentando uns 50 anos. Usa, habitualmente, roupas rasgadas deixando à mostra, por desgraça, vamos reforçar, o que os nudistas exibem por prazer. Seu corpo é infestado de parasitas e por isso vive se coçando. Tem aquelas tromboses com lepra nos tornozelos e grita poemas a seu modo, ali em frente a lanchonete Big-Bi; xinga as crianças que saem do palácio e o provocam, ou pára em frente ao palácio e perde a compostura xingando o governo pelo que ele acusa de "roubalheira nas eleições". Dorme na calçada, ou, quando chove, se vê obrigado a dormir sob as coberturas da Rua do Catete, da Rua Pedro Américo, ou adjacentes... Não dá pra deixar de reparar que ele é extremamente admirador do palácio... Por vezes pára, e fica com uma cara de pão doce, imóvel, olhando o imóvel. Vive por isso fazendo versos em homenagem ao palácio. Versos gozadíssimos, cujas rimas param algumas pessoas mais perceptivas... O seu nome, ou apelido, não consegui descobrir ainda. Sempre que tento, quando ele está mais calmo, recitando os versos em frente ao palácio, é sábado ou domingo, quando as crianças ficam provocando o pobre homem, que, ao perceber a gozação, inicia uma série decorada de palavrões impossibilitando-me de qualquer contato. Ainda lembro de alguns versos: "Tcham, tcham, tcham, ninguém faz nada por mim, tchan tchan tchan também quero casas". São uns versos meios bizarros mesmo, no estado bruto. Esse "tcham", é pra entender que ele canta seus versos. A melodia, se bem me lembro, é quase igual ou semelhante em todos os versos, sobre tudo, sem estribilho. Ele bebe, vive de esmolas, e quando as recebe agradece com bons modos, os restos de comida de quem sai da lanchonete e mitiga sua fome. Mas, desde que não discordem do que ele diz durante a aproximação. Se alguém der uma esmola, e ainda der um conselho, é certo a descompustura e, de acordo com o grau do conselho ( "o senhor tem que parar de beber", "cadê a sua família, procure sua família", "procure um trabalho") ele chega, por vezes, a atirar no doador da esmola a própria esmola recebida. Até agora apurei que, assim como eu, ele também tem seus momentos de introversão. Reparei que é sempre quando está chovendo. Nessas ocasiões, quando passo por ele, está sentando na calçada com uma parada tipo um pregador de varal, daqueles antiguinhos de madeira, e com ele inicia um rápido movimento entre os dedos, fazendo com que o pregador deslize ao longo do polegar até o indicador. Assim está sempre quando chove. Parece que fica curtindo sua desgraça, ruminando o passado possivelmente melhor do que o presente, e certamente bem melhor do que o futuro sem esperanças. Sem esperanças porque não podemos ser hipócritas; um ser humano alheio a tudo e a todos. Sua figura marcante de miserável de rua se apresenta bem nítida e ninguém liga. Sua vida vai passando despercebida pelas ruas do Catete. Diferente de nós, ninguém reza por ele, ninguém chora por ele, nem velas serão acesas para ele... Contudo, graças ao passaporte da bem-aventurança, irá logo logo para o céu, igual a todos nós!! Feliz Carnaval.
O marxismo ortodoxo e suas decadentes vertentes, é e sempre foi regado de grandes privilégios, mordomias capitalistas e consumistas entre o caviar Beluga e a vodca Stolichnaya para as elites governamentais e a miséria, a fome e não liberdade de pensamento e de opção para o povo que é e sempre será a mão-de-obra muito barata para o estado que a tudo possui.
Senhor, Tao forte sinto a tua presenca.Quao miseravel me sinto,somente em contemplar as suas maravilhas.Sinto neste momento o seu carinho e aconchego. `E como se o senhor estivesse me levando me carregando levemente.Senhor, dai-me entendimento para superar os dificeis momentos se assim por eles atravessar.Forca e coragem, Mas firmeza de carater .Dai-me humildade de coracao,sabedoria,para interpretar a sua vontade atraves das circunstancias.Porque nao sei se temos destino, ou apenas sonhos, mas sonhos que nos levam aos nossos destinos.A unica coisa Senhor que realmente tenho certeza neste exato momento Senhor, `e da tua presenca, e do que trago dentro do meu peito, dentro da minha memoria ensinado pelos meus pais, e como prova disso `e que eu te entrego a minha lealdade , a minha vida.Obrigado pelos meus pais, Obrigado pelos meus irmaos,Obrigado por eu existir, e por ser tao especial aos seus olhos...simone vercosa
A palavra é fugaz, é fragmentada, é miserável porém apaixonante, me sinto deslumbrado por ela, sou leigo, mas não consigo deixar de admira o seu poder sagaz e misterioso sobre mim, léxico é sedutor, erótico, curioso.. Meu ego fica inflamado com tanta persuasão, quero emergir em livros me tornar parte dele, quero ser uma palavra que translada, que é vista e gravada, estudada, admirada ou simplesmente ignorada. A linguagem limitada, atormentada, não consegue esclarecer os seus pacóvios trejeitos , é pragmático, belicoso, é um ténue entre o concreto e o abstrato, engoda com malicia e é pérfida. Não é de ninguém mas, pertence a todos.. Gostosa e misteriosa. Palavras.
