Textos grandes
Mais que destino, foi profecia
Grande demais para ter uma festa, pequena ainda para entender que ela é a homenageada, mas que a celebração é minha.
Aquele laudo inesperado, meses antes do casamento, dizendo que eu não seria mãe; as lágrimas secando, a cura e a volta da razão...
Aquilo tudo não era uma sentença, porque nada pode contra Deus, e Ele já tinha me mostrado o resultado final.
Era fé.
Era destino.
Era profecia.
Era amor.
E já estava escrito, lá nas estrelas e no meu caderno, quando eu era apenas uma adolescente.
Às minhas gêmeas, Iala e Isla, e ao caçula, Iarane Jr. Era como se o meu amigo imaginário saísse dos meus sonhos, das nossas conversas telepáticas intermináveis, e viesse ao meu encontro para ser o pai dos meus filhos. Sim, estava escrito. Eu mesma escrevi... porque Deus me permitiu.
Então, era apenas uma questão de tempo. Eu esperaria um ano, faria tratamentos, desceria qualquer escada de joelhos, não por duvidar Dele, mas porque acreditava que nada vem de graça; é preciso merecer.
Coloquei uma data, sem compreender o tempo divino. Não sabia que aquele sono inesperado durante o show do Cirque du Soleil, enquanto tentava assistir ao La Nouba, nem que o sono durante as apresentações da NASA, em Cabo Canaveral, e a fome constante no Magic Kingdom eram por acaso.
Ela era, realmente, uma princesa vivendo o seu primeiro drama: uma viagem clandestina de ida e volta, acompanhada da irmã.
Aquele teste de farmácia e o exame de sangue não eram as provas necessárias para um milagre. A confirmação viria no ultrassom. Mas a alegria e a dor, muitas vezes, moram juntas, e, naquele dia, apenas um coração batia.
Eu não estava errada. Ele não errou. Talvez fosse apenas o intervalo entre as linhas... Talvez, quando pensei que havia perdido, Deus apenas estivesse me conduzindo a um novo destino.
Logo entendi que o tempo e o espaço trabalham de maneira diferente no mundo divino. Nem toda alma gêmea chega junto, e nem todo gêmeo nasce ao mesmo tempo.
Eu iria até o infinito. Brigaria com o inimigo. Seria humilhada e viveria uma vida diferente daquela que imaginei... tudo para proteger, para vê-la feliz.
Existe algo muito maior, muito além daquilo que conseguimos compreender. É difícil explicar. Pequeno para mim e, ao mesmo tempo, grande demais para uma menina entender que tudo é uma questão de amor e fé...
Ou talvez de fé e amor.
Feliz Dia dos Pais...
Releitura da homenagem de 2018
A todos os pais que conheço, principalmente ao meu querido pai, Nicanor Marques da Silva; à minha mãe, Leonor — porque, afinal, "ao lado de um grande homem sempre há uma grande mulher"... —; ao meu "sogrodrasto", Geraldo; aos meus irmãos e, enfim, ao meu esposo, Ricardo Flores.
De repente, fiquei pensando no tempo que gasto fazendo brinquedos artesanais para os meus filhos.
Às vezes, nem sei por quê.
Afinal, era só ir a uma loja e comprar...
Mas talvez não seja só isso.
Talvez, quando fazemos algo com as próprias mãos, estejamos, sem perceber, repetindo gestos que um dia alguém fez por nós.
Hoje me lembrei dos meus pais.
Lembrei do meu pai fazendo bercinhos, balanços de brinquedo e de verdade, banquinhos, casinhas em cima das árvores...
Até uma árvore plantada naquele mesmo dia, com apenas 30 centímetros, com escada e tudo; todinha para mim, quando eu já não era tão criança assim — com 1,65 m —, somente no ano seguinte, debaixo dela, entendi o porquê daquela escada... 😂
E lembrei da minha mãe costurando roupas para as minhas bonecas.
Acho que ela não costurou por muito tempo porque eu não gostava muito de bonecas...
Talvez até gostasse.
Mas, com três irmãos, eu tinha uma missão: enlouquecer a vida deles! 😁😁
Minha mãe também fazia as minhas "poucas" comidas preferidas.
Dei muito trabalho no quesito alimentação, porque simplesmente não comia. 🤦🤦
E hoje, com a Lana, sinto na pele um pouquinho do que minha mãe passou comigo... 🙄
A vida tem dessas coisas.
Um dia somos filhos.
No outro, percebemos que estamos repetindo os nossos pais.
Não tive tudo o que queria.
Mas tive tudo o que precisava.
E eles me ensinaram — e ainda me ensinam — muito.
Hoje, quando vejo tanto ódio na alma das pessoas da minha "idade", só consigo agradecer a Deus pela sabedoria que meus pais tiveram para criar a mim e aos meus irmãos.
E peço, imploro a Deus, que me conceda pelo menos metade dessa sabedoria para criar os meus filhos.
Porque criar alguém talvez seja isso: tentar entregar ao outro um pouco daquilo que um dia plantaram em nós.
Não sei se meus filhos crescerão procurando um príncipe ou uma princesa para viver um "Conto de Fadas".
Não sei.
O que sei é que fui criada como uma princesa por um rei e uma rainha.
E, por isso, nunca esperei encontrar menos que um príncipe. Alguém que me tratasse com respeito, dignidade e amor.
É isso que tento ensinar aos meus filhos. Principalmente, a não aceitarem migalhas.
Porque, se metade do mundo é feita de monstros e tristeza, existe uma outra metade que é feita de magia e alegria.
Tudo depende do ponto de vista.
E, às vezes, da vista de um ponto...
"Só podemos oferecer o que temos, porque sempre colhemos o que plantamos."
Hoje sei que não acordamos simplesmente um dia e decidimos imitar alguém.
Não.
Vamos fazendo isso todos os dias.
Mesmo sem querer.
Mesmo sem perceber.
Vamos nos espelhando no outro, em cada atitude, em cada palavra, em cada escolha.
E, talvez, seja por isso que os nossos pais nunca vão embora completamente.
Eles continuam em nós.
No jeito como amamos.
No jeito como cuidamos.
No jeito como educamos.
Até mesmo nas coisas que fazemos sem perceber.
Naquela semana em que meu pai foi para o outro lado — um outro lado que, na verdade, é bem ali —, aconteceu algo que hoje considero um presente.
Sem saber que o tempo estava acabando, em uma ligação, eu me declarei para ele.
Falei.
Disse tudo aquilo que talvez já soubéssemos, mas que precisava virar palavra. Precisava ser ouvido.
Falei da distância.
Da saudade.
E disse que, um dia, nada mais iria nos separar.
E, no final daquela semana, foi exatamente o que aconteceu.
Não existia mais distância entre nós.
Logo, não haveria mais ausência.
Ele não era perfeito.
Ninguém é.
Mas, quando se ama, ama-se por inteiro.
Não se ama apenas a parte bonita.
Não se colocam os defeitos para debaixo do tapete.
Ama-se a história inteira.
Com acertos. Com erros. Com imperfeições. Com tudo aquilo que faz alguém ser quem é.
E não havia remorso.
Talvez faltasse uma ou outra coisa que eu ainda não tivesse feito.
Não por orgulho. Por "agendamento".
Eu havia deixado algumas datas na minha agenda da vida.
Mas a vida não funciona assim.
Não podemos brincar com o destino. Porque o destino é improvável.
Não podemos esperar que o outro amadureça, que enriqueça, que chegue ao topo de algum lugar qualquer, para então vivermos aquilo que queremos viver. Porque, no final, nada disso importa.
Às vezes, você quer entregar um castelo de neve.
E o outro só precisa de um boneco de areia.
E, enquanto você espera o momento perfeito, pode estar simplesmente adiando a felicidade.
Agendando o amor.
Deixando para depois um abraço. Uma palavra. Um "eu te amo". Um encontro. Uma presença.
E a vida não assina compromissos com a nossa agenda.
Tudo tem um ciclo natural para seguir.
E ele segue.
Mesmo vazio. Mesmo ferido. Mesmo quando não estamos preparados.
A vida segue seu curso.
É matemática. É física. É como uma roda-gigante: ela pode diminuir a velocidade, mas não pode permanecer parada.
Talvez seja por isso que hoje eu faça tantos brinquedos para os meus filhos.
Talvez eu esteja tentando, sem perceber, devolver ao mundo um pouco do que recebi.
Talvez seja por isso que ainda escrevo. Para transformar lembranças em palavras. Para transformar saudade em história. Para transformar aquilo que vivi em alguma coisa que possa tocar alguém.
Porque, no fim, somos um pouco de tudo aquilo que recebemos. E também de tudo aquilo que escolhemos oferecer.
Meu pai me deixou muitas coisas.
Algumas cabem nas mãos. Outras, não.
Deixou lembranças. Deixou ensinamentos. Deixou exemplos.
E deixou, principalmente, uma parte dele dentro de mim.
Talvez seja essa a verdadeira herança dos pais: aquilo que permanece quando eles já não podem mais estar fisicamente ao nosso lado.
A todos os pais. Principalmente aos que refletem bondade.
Aos que ensinam pelo exemplo.
Aos que constroem castelos, mesmo que sejam de madeira, de areia ou de sonhos.
Aos que plantam árvores sem saber quem um dia descansará à sua sombra.
Aos que amam. Aos que cuidam. Aos que deixam raízes.
😍 Feliz Dia dos Pais, mães, avós, tios... 😍
Parede de Vidro
Fico aqui imaginando uma vida sem você...
Uma realidade onde posso ser feliz,
sem precisar contar contigo...
Deixar de estar atrás dessa parede de vidro,
onde te vejo, mas não posso te tocar...
E te sentir é o que mais preciso...
Mas vou ficar bem...
Em um universo onde você não existe...
Fingindo que o meu coração
não estar acelerado...
Que a minha alma não está quebrada.....
Que o que mais queria
é voltar para a parede de vidro.
Porque eu sei quem você é...
Você é um estranho que me completa...
Que quero ter você sempre comigo,
mesmo que seja pela parede de vidro...
Porque chamam de doença,
dizem que é ansiedade...
Se o que eu sinto
é apenas um amor de verdade.
Faltou palavras para dizer -
O que sinto por você...
Faltou palavras agora eu sei...
É tarde demais...
Buscas & Encontros
Enquanto uma grande quantidade de pessoas está em uma incessante procura por adversários, há aqueles que apenas contemplam através das janelas de suas esperanças e percebem a beleza nas pequenas coisas;
No amanhecer, mesmo que o sol não se revele,
Na descida da tarde, refrescado por uma breve brisa, ou
Na tranquilidade da noite ao observar o céu uma última
vez em busca de estrelas, percebendo muito
mais do que apenas luz...
A vida se torna magnífica quando
observada com simplicidade.
Marcelo HB
O Tempo e a Virtude
"À semelhança de um grande vinho,
o homem virtuoso exige o tempo certo,
não se entrega à pressa do caminho,
mas revela-se em um olhar desperto.
É preciso apreciá-lo pausadamente,
deixar que o aroma sutil se eleve no ar,
misturando à alma, delicadamente,
um paladar sereno que faz o tempo parar.
Suas nuances são frutos de vivências,
um gosto firme, porém muito marcante,
que extrai da vida as melhores essências
e transforma o efêmero em constante.
Desfrutar de suas virtudes é um aprendizado,
um exercício paciente de pura imersão,
onde o intelecto profundo é desvelado
junto à firmeza que traz no coração.
Assim se conhece a riqueza guardada,
na taça da vida, com graça e altivez:
uma alma madura, forte e lapidada,
descoberta em camadas,
uma de cada vez."
Mário Sérgio
Asas do amor (Texto poetico)
Numa vida repleta de grandezas, que não a materialidade das
coisas, vãs são todas as outras que aprisionam sua liberdade,
podando-lhes as asas para que se esqueçam de poder voar.
Quando você ama, não deseja podar asas, mas cuidar destas;
traçar novos voos e, junto, também voar. Se, no momento do
voar, esquecem-te, após ajudar a cuidar das asas, não é amor
que tens - então, é o momento de voar sozinho mais uma vez,
e mais quantas vezes não valorizarem e cuidarem também
de vossas asas.
Amar é isso; deixar voar e voar junto na mesma direção.
Há, com toda certeza um pouco de sonho e um pouco de
poesia neste escrevinhar, mas nada absurdo para quem
consegue simplesmente enxergar e ver além de
suas próprias asas.
Marcelo HB
A Eterna Inquietude
"Toda satisfação, ou o que geralmente se chamade felicidade, é, na realidade e na sua essência, apenas negativa, e nunca positiva. Ela não é uma gratificação original que vem até nós por si mesma, mas deve ser sempre a satisfação de um desejo."
Arthur Schopenhauer
Aforismo Heróico
Viver com coragem atrai grandes destinos. A vida não promete facilidade aos fortes, mas sim uma jornada épica, cheia de batalhas e superações, onde o verdadeiro valor do indivíduo é forjado e provado.
"Aos corajosos a vida dará uma Odisseia a ser cumprida — vida!"
D'Ante
Quando o Trabalho Une, a Amizade se Torna um Exemplo para a Vida
Há histórias que começam com um emprego, mas acabam se transformando em capítulos inesquecíveis de nossas vidas. Há colegas que chegam por acaso e se tornam irmãos de caminhada. E há amizades tão verdadeiras que nem o tempo, nem a distância, nem o fim de uma empresa conseguem apagar.
A minha história com o Banco Auxiliar de São Paulo começou em julho de 1977. Naquela época, eu não imaginava que aquele lugar me proporcionaria muito mais do que uma profissão: dar-me-ia amigos que levaria para a vida inteira.
Aos poucos, fui conhecendo pessoas, compartilhando experiências e construindo amizades. Um dos primeiros amigos foi Edmilson Napolitano. O ambiente de trabalho era tão acolhedor que, entre os diversos setores, os funcionários se conheciam, interagiam e se ajudavam. Sem perceber, estávamos formando uma grande família.
No início dos anos 1980, o banco iniciou um importante processo de modernização, com a implantação do Projeto Alpha. Como o projeto seria estendido às agências de todo o Brasil, foram formadas equipes com especialistas de diferentes áreas. Tive a felicidade de ser escolhido para integrar uma delas.
Passei, então, a viajar por diversas cidades brasileiras. Costumo dizer que a competência é irmã gêmea da sorte: quando nos preparamos e trabalhamos com dedicação, as oportunidades encontram espaço para acontecer.
Certa segunda-feira, após conversar comigo sobre a implantação do projeto em Rio Claro, meu chefe, Manuel Maia, informou que eu viajaria para Salvador, na Bahia, onde permaneceria por vários meses, implantando o projeto nas agências da região.
Foi nesse período que conheci melhor Marcos Fuga, gerente e coordenador-geral do Projeto Alpha. Além de um profissional competente, ele se tornaria um dos meus maiores exemplos de solidariedade e um dos meus melhores amigos.
Fuga atravessava um momento difícil, após a separação de sua esposa, e estava hospedado em um pequeno hotel próximo ao trabalho. Eu, por minha vez, morava em São Miguel Paulista, na zona leste de São Paulo, e enfrentava uma longa viagem até o aeroporto para embarcar nos voos das seis horas da manhã.
Foi então que Manuel Maia teve uma ideia brilhante: sugeriu que nós dois morássemos juntos, para que pudéssemos ajudar um ao outro.
Ao nos apresentar, Maia disse, em tom de brincadeira:
— Quero apresentar o Albino, o nosso português. Ele mora muito longe e está difícil chegar ao aeroporto. Que tal vocês dividirem a moradia?
Marcos, com seu jeito espontâneo e bem-humorado, respondeu:
— Você está querendo me arrumar uma esposa?
Fiquei sem saber onde enfiar a cara, tamanha era a minha vergonha! Mas consegui responder que tinha certeza de que seria bom para todos nós.
E foi mesmo! Moramos juntos durante quatro anos. Foram anos de convivência, aprendizado e companheirismo que fortaleceram uma amizade que permanece até hoje.
Em meados de 1986, porém, recebemos uma notícia devastadora: o Banco Central do Brasil havia decretado a liquidação do Banco Auxiliar. Naquele momento, eu trabalhava no Rio de Janeiro. Foi um golpe doloroso para todos nós, que havíamos dedicado tantos anos àquela instituição.
Mas a história da nossa família não terminou com o fim do banco.
Continuamos unidos. Quando alguém conseguia um novo emprego, procurava abrir as portas para outro colega. A solidariedade que havíamos aprendido no ambiente de trabalho transformou-se em apoio concreto nos momentos de dificuldade.
Os anos passaram, mas nossa amizade permaneceu. Até que a querida colega Teresinha Mira teve a brilhante ideia de organizar um encontro anual dos amigos do Banco Auxiliar. A iniciativa tornou-se uma grande celebração, esperada por todos.
Infelizmente, alguns desses encontros também nos trouxeram a tristeza de saber que amigos queridos haviam partido para sempre. Suas ausências doem, mas suas lembranças continuam presentes em nossas conversas e em nossos corações.
Em 17 de outubro de 2026, celebramos 49 anos dessa história de amizade, iniciada em 1977. Quando uma festa termina, já começamos a pensar na próxima. Afinal, reencontrar antigos colegas é também reencontrar uma parte importante de nós mesmos.
Guardo com carinho os nomes de tantos amigos que fizeram e continuam fazendo parte dessa caminhada: Jorge, Miguel, Fuga, Edmilson, Albino, Edmar, Maurício, João Carlos, Fator, Silas, Douglas, Geraldão, Silva, Rogério do RH, Milaré, Ricardo, Élcio Branco, Teresinha, Abigail, Bete, Cecília, Rosário, Solange, Rosana Alves, Élcio Preto, Lineu, Maia, Rosana Moraes, Leide, Prates, José Roberto, Campana, Telma, Valdete, além de tantos outros que também merecem meu carinho e minha gratidão.
São muitas as histórias engraçadas vividas durante a implantação do Projeto Alpha. Infelizmente, não caberiam todas nestas páginas. Talvez um dia eu consiga contá-las, para que nossas aventuras também permaneçam registradas na memória das novas gerações.
Hoje, compreendo que o maior legado daquela época não foi apenas o trabalho realizado, mas a amizade que construímos e a solidariedade que aprendemos a praticar.
Reflexão do Peregrino Nino Carneiro
“Na caminhada da vida, os empregos podem terminar, as empresas podem fechar e os caminhos profissionais podem mudar. Mas a amizade verdadeira não depende de crachás, salários ou cargos. Ela sobrevive às dificuldades, vence a distância e permanece viva mesmo quando alguns amigos já não estão entre nós.
A verdadeira riqueza de uma vida não está apenas no que conquistamos, mas nas pessoas que ajudamos, nos amigos que preservamos e no bem que deixamos pelo caminho.
Que nossa história sirva de exemplo para a sociedade: quando o respeito, a união e a solidariedade fazem parte de nossas relações, até o fim de um ciclo pode ser o começo de uma amizade para toda a vida.”
Viva a família do Banco Auxiliar de São Paulo!
Peregrino Nino Carneiro
Por que não falar das flores
Pelos campos há fome em grandes plantações, e é exatamente onde o solo está mais seco de justiça que os passos dela se fazem sentir. Ela não marcha ao lado daqueles que ditam as regras opressoras, nem compactua com as leis que esmagam os esquecidos. A Senhora da Rosa Vermelha caminha pelas margens, recolhendo as lágrimas dos excluídos, acolhendo as vozes silenciadas e estendendo a mão para todos aqueles a quem o mundo, em sua hipocrisia, virou as costas.
Por que não falar das flores? Porque a flor que ela carrega não é um enfeite passivo ou frágil; é um manifesto vivo de sobrevivência. Suas pétalas vibrantes e aveludadas são o abraço incondicional que devolve o amor-próprio e a dignidade a quem foi ferido e humilhado pela sociedade. É o afago quente que conforta o injustiçado. Mas são nos seus espinhos, ocultos, rústicos e implacáveis, que reside a verdadeira lei das sombras. Com eles, ela corta as amarras da opressão, sangra a falsidade dos covardes e devolve a maldade exatamente para a mão de quem a cultivou.
Para esta guardiã, a dor de um protegido não é um destino, é o combustível para o resgate da própria força. Ela não tolera abusadores nem aceita que os seus permaneçam prostrados. Nos ventos que acompanham seu caminhar, ela desfaz as tramas da injustiça e sussurra no espírito de quem vacila o chamado urgente para a ação. Vem, vamos embora, que esperar não é saber.
Quando a escuridão do preconceito tenta dobrar os joelhos dos menos favorecidos, o perfume denso e inebriante do seu mistério anuncia que a balança invisível começou a se mover. Sob o manto da Senhora da Rosa Vermelha, o oprimido enxuga o rosto, ergue a cabeça e descobre que a libertação nasce de dentro, pois quem sabe faz a hora, não espera acontecer.
Coração De Prata
Classe Média
Ele pulsa,
Emana vibrações,
É feliz,
Conexão ao cérebro.
Não é rico e nem pobre.
Coração de prata,
É firme e forte,
Tem pele cingida e rígida.
Minucioso é no seu cintilar,
Retini como uma fantasia épica,
Pulsa canoro... Sim, pulsa grandíloquo prateado!
Com firmeza me sente.
Ó coração de prata!
Como relíquia tu eres,
Na fantasia me inspiraste...
E na dramaturgia me queres.
- Ramile Godon
Quando uma amizade deixa de acontecer.
Algumas amizades não terminam; apenas deixam de acontecer. Primeiro diminuem as conversas, depois diminuem as perguntas, até que chega um momento em que já não existe nada a perguntar. O silêncio se prolonga e, de maneira quase imperceptível, transforma-se em resposta.
Há distâncias que não se medem em quilômetros, mas na frequência com que alguém decide não estar. E talvez essa seja uma das formas mais silenciosas de perder alguém: não por uma ruptura, não por uma discussão, mas pela sucessão de pequenas ausências que, juntas, acabam formando uma distância que já não sabemos como atravessar.
É curioso como algumas relações terminam muito antes de receberem o nome de fim.
A Seu Gosto.
Você chegou, como chega a primavera, em um dia cheio de luz, me fez
feliz e me fez sentir criança de rir e brincar, me fez dançar, me fez ver
esperança nos raios do sol, me fez ver alegria no trabalho, pelo simples
desejo de estar on line contigo. Me fez enxergar muitas coisas que por
medo meu, estava turvo em meus olhos, e trouxe-me uma coisa gostosa:
Ser desejado e desejar-te.
(Saul Beieza)
Às vezes eu acho que sou uma pessoa complicada de descifrar sabia?
Eu amo a ideia de ser feliz de aproveitar a vida, mas minha cabeça insiste em revisitar pensamentos tristes quase que o tempo todo eu não curto muito essa versão em mim, mas foi o que sobrou de tudo que eu já senti e suportei de vez em quando faço pose de quem não liga pra nada finjo frieza faço o tipo difícil.
Só que a verdade é que eu me importo demais, tem hora que eu quero toda atenção do mundo, mas ao mesmo tempo tenho essa necessidade de sumir de afastar de todo mundo de ficar só.
Mesmo quebrado por dentro eu gosto de ajudar os outros escutar, aconselhar tentar resolver as dores de quem me procura, mesmo quando eu não faça ideia de como resolver as minhas eu adoro ouvir as pessoas mas morro de medo de abrir o que carrego aqui dentro tem dias que nem eu consigo me entender direito.
Trecho Final do Capítulo Sétimo — Irmãos Forjados na Vida, no Som e no Fogo da Amizade
Quando o protagonista respira fundo e mergulha nas memórias, percebe que sua história não foi escrita sozinho.
Foi escrita a muitas mãos, cada uma com sua marca, seu talento, sua loucura e sua luz.
E é lembrando desses irmãos que ele entende a dimensão do que viveu.
Daniel Thomazi — o Daniel Punk.
Irmão de alma.
Baterista de pedais duplos que parecem motores de avião, guerreiro de palco e da vida.
É aquele que não foge da batalha — entra nela junto.
Amigo que segura o escudo com uma mão e empurra o amigo com a outra, pra ninguém cair.
Com ele, o rock virou alicerce e o tempo virou evidência.
Erick Batista.
Artista de traços profundos, mãos que criam mundos.
Tatuador em evolução, professor de artes em gestação, músico escondido que um dia ainda vai subir num palco e surpreender até a própria sombra.
É o amigo sensível, inteligente, cheio de dons que vêm à tona quando a vida pede cor.
Um daqueles espíritos raros que enxergam além da superfície — e por isso, vira irmão sem esforço.
Vitor Santos.
Piloto de motos que vive o vento como se fosse oração.
Motorista de carro e ônibus com a mesma habilidade com que escuta o coração dos amigos.
Companheiro silencioso, presente, firme — daqueles que seguram a barra com naturalidade.
Um futuro brilhante caminhando ao lado deles.
Gustavo Melo.
Guitarrista em evolução, pai a caminho, mente afiada.
Esforçado, dedicado ao instrumento e à vida.
Um amigo leal que está crescendo, aprendendo, e preparando um mundo inteiro para receber seu filho.
Toda a roda vibra de alegria por ele.
Wandeson Franklim Real.
Baixista de alma pesada e coração manso.
Ex-integrante de banda de Black Metal, estrategista da vida, homem coerente, pai presente, parceiro de caminhada sólida.
Segue firme com o filho e a mulher — afinando a vida como afinava o baixo.
Márcio Motorhead.
O maluco beleza.
O andarilho das bikes, viajante de horizontes, visitante de eventos, colecionador de histórias.
Amigo de todos, sempre pronto pra ajudar, sempre com sorriso, sempre com estrada nos olhos.
Um espírito livre que dá cor ao grupo.
J.G.N — Netinho Tatuador.
Artista da pele, desenhista talentoso.
Trabalhador que constrói o futuro na base da persistência e da tinta.
Amigo fiel, de presença firme.
Diogo Oliveira.
Profissional da saúde, cuidador de idosos, maqueiro com alma enorme.
Um amigo que descobriu o valor dos verdadeiros e retribui sem falhar.
Luta diariamente pra construir um futuro honesto, humano e brilhante.
Raimundo Matos — o Raimundynho Nu Metal.
Guerreiro de verdade.
Um amigo que carrega o peso da família nos ombros sem reclamar, e ainda encontra forças pra apoiar todos desta lista.
Inteligente, esperto, resiliente.
Batalhador que busca evolução — emocional, espiritual e financeira.
Johnny Souza.
Coração gigante.
Queria abraçar todos os amigos de uma só vez se tivesse braços pra isso.
Sempre preocupado com os de verdade, sempre puxando o grupo pras reuniões, pros eventos, pro rock.
A bondade dele é o tipo de bondade que o mundo esqueceu que existe.
Maycon Lima.
Aço e alma.
Amante de academia, trabalhador dedicado, cabeça boa, espírito aberto.
Sente felicidade verdadeira quando está com os amigos do rock — e essa sinceridade é rara.
Anderson Yang — Flu Tattoo e Rock.
Artista completo: tatuador de mão firme, desenhista impecável, pintor de quadros, criador de letras perfeitas.
Tricolor apaixonado, amigo exemplar, presença marcante nas rodas de rock e nos encontros de gente que pensa e sente.
E então vem ele, o sangue da vida:
Estevão de Carvalho.
Sem número, sem ordem — porque irmão de verdade não entra em lista.
Desenhista de mão divina, capaz de criar qualquer arte em papel ou tinta.
Não é tatuador, mas quando pegou a máquina duas vezes, fez o grupo inteiro ficar sem palavras.
Companheiro, parceiro, presença indispensável.
O protagonista olha para todos esses nomes — não como uma lista, mas como constelações.
Cada um com seu brilho, seu talento, sua loucura, seu estilo.
Cada um afinando um pedaço diferente da vida dele.
E a verdade explode no peito dele como um solo de guitarra:
“Amizade verdadeira é banda.
Cada um toca um instrumento,
cada um tem seu ritmo,
mas quando toca junto…
até Deus para pra ouvir.”
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FELIZ ANIVERSÁRIO TRICOLINDA
No gramado da vida, você é a maior fortuna,Parabéns pelo seu dia, linda Symone Bruna!O coração bate forte, soberano e sem igual,Celebrando a beleza da torcedora mais especial. Minha "Tricolinda" de alma guerreira e reluzente,Que o seu novo ciclo seja um gol de placa no presente.Com as três cores no peito e muita luz no caminhar, e que nosso eterno DEUS venha plenamente te abençoar, Feliz aniversário! Hoje o estádio da vida vai vibrar! ❤️🤍🖤🇾🇪
Parabéns pelo seu dia, meu grande irmão Daniel Thomazi! Mais que um irmão, você é o companheiro de uma longa jornada feita de suor, conquistas honestas e cumplicidade. Guardo no peito a nossa história pulsando ao som de rock na Rua do Chuchu, e no Garage vários Metal extremo (Black Metal. Momentos eternos que o tempo não desgasta.Você é um cara de coragem. Se o passado trouxe invernos difíceis, saiba que nenhuma história se resume a um capítulo doloroso. Erga a cabeça: é hora de virar a página e focar na sua evolução. Proteja a sua paz, decida com sabedoria e não alimente conflitos desnecessários. A maturidade nos ensina que ignorar a ignorância alheia é o maior sinal de força. Sua capacidade humana e a sua energia são raras. Redescubra o seu lugar no mundo sem perder a sua essência verdadeira. Que este novo ciclo venha carregado de boas conquistas, muita saúde, fôlego renovado e caminhos iluminados pelo Criador Celestial. Obrigado pelas batalhas divididas e pelo privilégio da sua amizade irmãozão.
Feliz aniversário, meu eterno amigo e irmão!
Felicidades transformadas,
mas momentos vividos no passado.
Atitudes distorcidas,
na era não vivida.
Conjunção de pensares,
no interior das vaidades.
Itinerário de longa trilha,
no MBA de várias vidas.
Humanidade que se reconstrói,
na fidelidade de vossos heróis.
Papéis sobre a mesa,
onde perdesse a selva da existência.
Quando a felicidade vacila e some,
E a tristeza invade, trazendo dores, fazendo um estrago nos meus dias, no peito um nó,
mas mesmo na sombra, uma luz pode brilhar,
Quando a escuridão aperta o cerco
E o silêncio é o único som.
Lento, o tempo passa, e a dor não cessa
contudo no fundo, uma faísca resiste, um pulsar.
E essa faísca, pequena e frágil é a chama da esperança, que não quer morrer.
Ela lateja, lateja, e aos poucos cresce e ilumina o caminho, e a dor começa a ceder.
(Saul Beleza)
O amor me ensinou a lição
que a felicidade é só uma estação.
Pensava que era só alegria.
Mas a verdade é outra, a dor também é dia.
Aprendi a suportar o que não vem no cardápio.
A espera, a saudade, o coração vazio,
amar de verdade é aprender a lidar
com as dores que o amor pode causar.
(Saul Beleza)
