Textos grandes: longos e gigantes para copiar
aos poucos vou perdendo a veneração dos meus amores e o desejo oculto e inquieto que está desvanecendo, vou ficando só e sozinho sentindo os maiores prazeres que podemos alcançar mediante as limitações que nos é imposto, ah quem tanto quero e desejo, faço uma oração a deusa dos prazeres e rogo pra quem te ganhou te fazer feliz e satisfazer toda fantasia que o ser humano inventa...
Uma das minhas preocupações não é com relacionamentos, já é um assunto superado, não sei amar e isso é muito complicado, minha preocupação é fazer minha mãe feliz e não estou conseguindo, vou esforçar-me até conseguir, não quero morrer sem essa missão, pois se eu morrer sem alcançar esse mister, vou dizer a Deus, não vivi, não tive vida...
Se meditarmos sobre o estado no qual nos encontramos, ficaremos diante de dois abismos: podíamos estar em condições melhores, como também podíamos estar em condições infinitamente piores. Numa escala de comparações veremos que poderíamos ser bem mais felizes do que somos ou ainda mais desgraçados do que julgamos ser.
Uma música, para permanecer em minha memória, deve fazer com que eu me emocione. Apesar de uma ou outra serem muito boas, se não fizer com que eu me arrepie e fique emocionado, meus ouvidos questionam a grandiosidade da obra. Lembro de todos os momentos em que ouvi pela primeira vez uma música assim. É engraçado. Permanece com muita clareza o lugar em que você estava, sua reação, sua vibração, sua energia... Permanece, também, a lembrança de qual era o clima, se era noite ou dia... Músicas emocionantes são certamente um marco na vida de alguém.
Às vezes, penso que alguns momentos bons e dias legais poderiam se estender indefinidamente. Mas tenho aprendido a ver que é ótimo que eles durem aquele momento, porque é naquele tempo que eles cabem. Se pudessem durar mais, seria muito melhor, mas eles cabem naquele intervalo de tempo, então é aquele intervalo de tempo que eu tenho que aproveitar e me satisfazer!
A palavra irmãos me remete a boas lembranças do passado. Sete pessoinhas ao redor da mesa, um doce dividido por sete, bronca coletiva, muitas músicas e ensaios, guerrinha de pão duro, balanço no quintal, ajuda ao pai como servente de pedreiro e grandes assaltos àgeladeira pela madrugada. Saudades da infância...
Aprenda com a sabedoria da vida que, no momento em que uma pessoa não te quer mais, ela te libera para encontrar alguém que possa te dar a felicidade que ela não teve condições de dar, abrindo caminho para pessoas que realmente valorizem a tua companhia e mereçam de verdade estar ao teu lado.
Nunca desistam, por mais profundas que sejam as feridas de sua alma, qualquer que seja sua origem, onde quer que tenham acontecido ou quando tenham acontecido, quer tenham durado muito ou pouco tempo; vocês não estão destinados a perecer espiritualmente. Estão destinados a sobreviver espiritualmente e a se desenvolver em sua fé e confiança em Deus.
Precisei aprender a ser a "realidade" e deixar de ser a "imagem"... Precisei classificar certos pontos da minha vida como "prioridades" e como "opções"... Precisei aprender a não me importar com as críticas, e sim, usá-las como exemplo... Percebi o tempo que perdi esperando demais das pessoas, enquanto podia ter surpreendido-as... Precisei consertar alguns erros que em um certo momento, prejudicaram a minha essência... Precisei rever conceitos, e adicionar "consciência" e "responsabilidade" aos meus atos... Talvez, toda está rápida passagem, tenha me ensinado a viver... Como também existe a possibilidade de ter somente confundido as minhas razões... Mas uma coisa é certa, o lado da vida que eu encontrei, é o lado em que eu quero permanecer, pelo resto dos meus dias... Pois do jeito que estou agora, estou mais que feliz !
Hoje é o último dia do ano. É um dia para refletir e ao mesmo tempo recomeçar. O ano novo vem com 365 oportunidades em branco para serem preenchidas. Que estas oportunidades sejam preenchidas com muita honestidade, sucesso, esperançar e benevolência. Desejo um ano novo especial para todas as pessoas com muita saúde, paz, união e felicidade!
Enquanto há fôlego, sempre irá existir algumas luzes brilhando no fim do túnel. Isso porque ainda existe tempo para se chegar até elas. Todos nós temos uma magnitude, uma estrela a brilhar. Esse brilho pode ou não aparecer de acordo com nossos atos... As pessoas sábias estão sempre a aprender mesmo perto da morte.
'Coisas boas e ruins... nada permanece! Restam apenas as boas lembranças e o forte aprendizado. Tudo passageiro no rio que corre. Reconheça que foi eterno enquanto durou! Esteja aberto às novas possibilidades. Afronte novos desafios. É a partir deles que a vida torna-se saborosa... 'Intrigante' na medida em que você aprende a se doar...
Gosto de acreditar no impossível. Se assim não fosse, possivelmente morreria sem sorrir o suficiente para poder amar a minha vida. Aprendi a medir tudo pela dimensão do sorriso que me provoca. Quando sorrio, nasço um pouco mais a cada dia. Funciona como um parto de amor. Um espaço onde esqueço o tempo e me viro ao contrário para ver o lado iluminado da lua. A verdade é que não consigo imaginar a minha vida sem impossíveis. Acho que prefiro morrer. Pelo menos no céu tudo é possível. Foi um anjo quem mo disse e eu acreditei, apenas porque mo disse com um sorriso no olhar.
Lembra com saudades gostosas, e no coração vai sentindo como se um pião estivesse a rodar, girando, girando e girando em torno da sua vida. Saudade daquela manhã, quando o amor nasceu na gente. Daquela porção de filhos brincando em volta da gente. De ver, depois, os noetos, crecendo aos olhos da gente. Como andou depressa a vida, deixando pra trás a gente...
Ainda sobre o Catete, comecei a ver um "cara de rua" direto... Vive nas imediações do Museu do Catete. Negro, boa complexão física, aparentando uns 50 anos. Usa, habitualmente, roupas rasgadas deixando à mostra, por desgraça, vamos reforçar, o que os nudistas exibem por prazer. Seu corpo é infestado de parasitas e por isso vive se coçando. Tem aquelas tromboses com lepra nos tornozelos e grita poemas a seu modo, ali em frente a lanchonete Big-Bi; xinga as crianças que saem do palácio e o provocam, ou pára em frente ao palácio e perde a compostura xingando o governo pelo que ele acusa de "roubalheira nas eleições". Dorme na calçada, ou, quando chove, se vê obrigado a dormir sob as coberturas da Rua do Catete, da Rua Pedro Américo, ou adjacentes... Não dá pra deixar de reparar que ele é extremamente admirador do palácio... Por vezes pára, e fica com uma cara de pão doce, imóvel, olhando o imóvel. Vive por isso fazendo versos em homenagem ao palácio. Versos gozadíssimos, cujas rimas param algumas pessoas mais perceptivas... O seu nome, ou apelido, não consegui descobrir ainda. Sempre que tento, quando ele está mais calmo, recitando os versos em frente ao palácio, é sábado ou domingo, quando as crianças ficam provocando o pobre homem, que, ao perceber a gozação, inicia uma série decorada de palavrões impossibilitando-me de qualquer contato. Ainda lembro de alguns versos: "Tcham, tcham, tcham, ninguém faz nada por mim, tchan tchan tchan também quero casas". São uns versos meios bizarros mesmo, no estado bruto. Esse "tcham", é pra entender que ele canta seus versos. A melodia, se bem me lembro, é quase igual ou semelhante em todos os versos, sobre tudo, sem estribilho. Ele bebe, vive de esmolas, e quando as recebe agradece com bons modos, os restos de comida de quem sai da lanchonete e mitiga sua fome. Mas, desde que não discordem do que ele diz durante a aproximação. Se alguém der uma esmola, e ainda der um conselho, é certo a descompustura e, de acordo com o grau do conselho ( "o senhor tem que parar de beber", "cadê a sua família, procure sua família", "procure um trabalho") ele chega, por vezes, a atirar no doador da esmola a própria esmola recebida. Até agora apurei que, assim como eu, ele também tem seus momentos de introversão. Reparei que é sempre quando está chovendo. Nessas ocasiões, quando passo por ele, está sentando na calçada com uma parada tipo um pregador de varal, daqueles antiguinhos de madeira, e com ele inicia um rápido movimento entre os dedos, fazendo com que o pregador deslize ao longo do polegar até o indicador. Assim está sempre quando chove. Parece que fica curtindo sua desgraça, ruminando o passado possivelmente melhor do que o presente, e certamente bem melhor do que o futuro sem esperanças. Sem esperanças porque não podemos ser hipócritas; um ser humano alheio a tudo e a todos. Sua figura marcante de miserável de rua se apresenta bem nítida e ninguém liga. Sua vida vai passando despercebida pelas ruas do Catete. Diferente de nós, ninguém reza por ele, ninguém chora por ele, nem velas serão acesas para ele... Contudo, graças ao passaporte da bem-aventurança, irá logo logo para o céu, igual a todos nós!! Feliz Carnaval.
Sempre achei que uma palavra de elogio fizesse bem à saúde. Que pequenos gestos mudassem situações até então imutáveis. Que o julgamento alheio não é importante. Que devemos ser adolescentes a vida inteira e, o máximo que der, regredir até a infância com nossos filhos novamente. Que isso é a melhor maneira de renascer. Que amor não se cobra que não é cobre. Que amor não se pede que não é peça. Que amor se chama porque é chama. E que tudo que é muito diferente incomoda tudo que é muito igual.
Você sempre começa uma história pensando em alguém. Poderão considerá-las românticas demais ou exageradamente sentimental, considerando meus trinta e poucos anos. Sentimentos que, contados em histórias, o bálsamo do tempo da escrita arrefece qualquer coisa. Histórias como daqueles que casam depois de haver gozado e bem, a vida de solteiro. Se conhecem e percebem a reunião, a um só tempo, da beleza de corpo e alma. Após o encontro, fazem-se amantes, em qualquer sentido que se queira dar a palavra. Constroem um lar perfeito e geram uma prole de filhos. Vivem juntos, tipo uns 50 anos; nesse período, passam bons e maus momentos, amparando-nos reciprocamente. Observam a família aumentar com a chegada dos netos. De repente, em poucos dias, esse amor é interrompido por uma doença insidiosa, inesperada, que arranca um dos braços do outro. Quem fica, sofre na alma a violência de um coice. Já estavam beirando os 100 anos. A tristeza é plenamente normal e justificável. Durante um século, embriagaram-se com o amor um do outro. Com a perda, passa a sofrer uma depressão, sem dúvida, decorrente da saudade, e esta, a queria sempre bem latente para nunca esquecer. Não permitia que médicos desbravadores da mente, com seus artifícios freudianos, expulsassem da sua memória, ou, pelo menos, amenizassem a saudade, que em verdade era a razão da sua vida atual. Na concepção que faziam do termo, os quase 100 anos, um ao lado do outro, era a única história que haviam escrito juntos, movidos pela inspiração provocada por esse único, grande e insubstituível amor. Durante todos os anos de felicidade, dedicavam-se as próprias felicidades. Destas, algumas que encontrei em cartas e bilhetes que guardavam dentro de uma caixa de sapato, preferi protegê-las com o véu da privacidade que considero inviolável, tão somente agora; mas um dia ainda escrevo um livro com essa história. Saudades.
As vezes o ônibus passa antes de você chegar no ponto só para você ter que correr e se sentir ainda mais pobre. Aí você entra e encontra um lugar pra sentar e se sente feliz; fica com aquela cara de pão doce até ver um idoso, levantar para dar o lugar, e ir em pé até Vargem Grande pra lembrar novamente quem você é.
Solidão; barco vazio que passa estacionado. Sozinho à espera de... Com sentido e sem ninguém. Solidão. Vida lenta. Vive mais tempo e devagar. Finais de semana longos como semanas.Televisão; lê; escreve; acesso à rede. Não é orgulho. Razão interior. Consciência. Não se vende. Pode se render. Se rende.Peso da dor. Tombou. Caiu no chão. Não levantou. Acordou. Ali, a pedra. Peso. Saiu dali. Rastejou. Passado. Presente na lembrança. Fora do futuro. Solidão.
Explicitar os inúmeros atributos morais e as provas de caráter dos nossos amigos exigiria uma adjetivação que muito pouco definiria as cativantes personalidades que teremos que dessecar. Por isso, vou falar de forma geral, e no final especificamente para uma pessoa. São, antes de tudo, bons. Acho desde que me entendi por gente, fiz poucas, mas amizades que irão perdurar até a minha morte. Lembro quando tinha 19 anos, estagiando, só via a hora do término do estágio para encontrar os companheiros de merdas próprias da idade. Fumava um gudan garang de chocolate, comendo o melhor "italiano" de calabresa do bar do Seu Zé, na Moreira César, em Niterói, dormia tarde e não fazia nada além de ler, esbanjando saúde do modo mais irresponsável possível. Até que alguns amigos começaram atuar sobre o meu comportamento, com conselhos e ponderações, de um certo modo mudando, aos poucos, meu jeito de ser pra melhor. Ao contrários dos inimigos, amigos acham isso normal e depois voltam para esgotar sua paciência num momento de estudo. E foi graças aos meus amigos, nessas mudanças de ambientes, na descoberta de novos amigos, novas cidades, novas casas, novos relacionamentos, que nós vamos nos transformando. Mas eu tive amigos que me fizeram ver a dureza da vida, ou melhor, me acompanharam nesta realidade. Nesse passo comecei a perceber algumas regras de vida, mais salutares. Com conselhos e exemplos de responsabilidade funcional dos amigos que tive na adolescência, principalmente nas competições, me tornei uma pessoa melhor. Lembro que nesta época passei a me dedicar mais aos livros e , por intermédio de um amigo especificamente, tornei-me amigo de outros amigos. Tive o prazer de conviver muito tempo com essa pessoa, aderir as mesmas causas, cheguei até pensar em adquirir um crédito espiritual para abater em outras vidas pela grande amizade. Mas a marcha inexorável do tempo foi nos tornando mais velhos, e meu amigo, de tanto fazer o bem, cansou. Seu coração parou. Eu, agora, só parei para lembrar da nossa amizade, aproveitando para saudar a sua memória, e também de todos os meus amigos vivos, e também aqueles amigos vivos que estão na minha vida como mortos, no panteão das minhas saudades...
