Textos Escritos por Paulo Mendes Campos
Foi algo precioso e compensador, ter vivido mais de meio século na memória desta cidade de Campos Belos – GO; como uma pessoa do bem.
Tanto os que me querem bem, como os que bem não me querem, prestam um bom serviço a mim: provando com tal gesto, que não há um personagem perfeito (09.05.17).
Corri entre campos de vegetação secas com o meu amontoado coração repleto de liberdade e paixão. Vivendo livre pela a estrada como um andarilho... como um simples e mortal vagabundo. Cujo a alma entreguei a Deus.
Dos momentos belos passando livre pela natureza ficou como uma tatuagem mística marcada na alma. Não teria como esquecer momentos belos de sinceridade que tanto me agradava.
Quem me dera voar
Fico feliz só de pensar
Não ia querer parar
Corria campos e pinhais
Viajava ate não querer mais
Procurava a primavera; o verão
Só tinha que seguir a imaginação
Por cima, do mar rio ou da serra
Voava todo planeta terra …
Sentia o sol, das flores o cheirinho
Lá fazia meu ninho …
Seria meu lar …
Ate a primavera terminar
Quem me dera voar
Fico feliz só de pensar
Não ia querer parar
Corria campos e pinhais
Viajava ate não querer mais
Procurava a primavera; o verão
Só tinha que seguir a imaginação
Por cima, do mar rio ou da serra
Voava todo planeta terra …
Sentia o sol, das flores o cheirinho
Lá fazia meu ninho …
Seria meu lar …
Ate a primavera terminar
Mundo este, mundo cáustico...
corrói sem dó e sem piedade
faz desaparecer dos campos as borboletas
debilita as cores, tudo esmorece.
Mundo esse em que estou engajado
cinza como fumaça, opaco como um céu sem estrelas...
nas veias frias como gelo estagnado fica os meus coágulos.
Mundo meu, mundo teu, vosso demasiado mundo...
Se tu és pegue em flagrante delito de vivacidade, sabeis, serás jugado.
Me olho no espelho e ali não encontro o que tanto pedia... Minha face, ali estava evanescida. Jogado ao chão fico quando suplico a vida, tento sair deste mundo, mas este já está implantado dentro de mim.
E o tempo se esvai com celeridade, já não consigo mas me controlar...
Mergulhando nesta umbra me desconheço por inteiro, pior do que o abismo e dentro de si mesmo, vagarosamente vou esmorecendo sabendo que não a jeito.
[Demasiado pessimismo - Igor Fontes]
Nêmesis I
Nação azul e branco,
ouço tanto seu bradar
pelos campos
sua posição de honra,
que já lhe é concedida no céu,
e me encanto,
pois o preto e branco
não ofusca
seu brilho celeste.
Nas margens
plácidas do Ipiranga
O Brasil curva- se ante sua constelação.
Tens tanto significado
que é quase um pecado
falar seu santo nome em vão.
Cruzeiro,
prece de muitos,
não só isso;
Cruzeiro,
já uma religião.
Milagre para mim, é ver a chuva molhar
os campos e reacender aquele cheiro
bom de terra molhada,
cheiro de banho de natureza,
que faz brotar sementes até os sonhos...
Milagre é olhar o céu e ver aquele mundão
de estrelas, ali, tudo juntinho
sem competir, sem se esbarrar
e sem nenhuma empatar o brilho da outra...
Milagre é essa diversidade de flores que
Deus planta pra aqui e pra acolá, só para
colorir o caminho da gente
assim como quem não quer nada
mas querendo nos ver felizes...
Milagre é tudo que o homem inventou
com a inspiração que Deus deu,
telefone, luz elétrica, rádio, TV, cinema, etc.
Eu não sei como isso funciona
e nem quero aprender, mas que é milagre, É...
Milagre é o que a genética faz:
De uma coisa pequetitinha de nada,
cria um embrião que vira pessoa, e que Deus aprova,
porque a alma é Ele que coloca....
Milagre para mim, é esse mundão sem porteira,
sem eira, sem ter um canto para o vento
fazer a curva sem ter começo delimitado e nem fim...
Milagre é quando olho para meus filhos
e vejo traços físicos meus, quando adentro suas almas
vejo traços de anjos, aí eu agradeço a Deus
infinitas vezes, por esse milagre...
Milagre é a inocência das crianças que falam
na cara da gente o que pensam.
Pequeno Buda de 6 anos, falou que Deus
é bom porque faz nuvens com forma
de bichinhos fofos....
Milagre é acordar de manhã, abrir a janela
e ver o amanhecer lindo que Deus coloriu,
cada dia de um jeito, faz tudo com capricho
e carinho. Ah, acordar já é milagre, e dos maiores...
Milagre é quando Deus esquece de dar um irmão pra gente,
ai Ele acode e dá o irmão com o nome de amigo
esse é um dos milagres que eu adoro receber....
Milagre é quando alguém que amamos,
sem querer, despedaça o nosso coração
em um fantastilhão de pedaços, e a gente pensa que vai morrer.
Ai aparece alguém com uma cola mágica e conserta
Milagre é ser um doador de órgãos,
pois quando Deus chama para voltar para casa,
só chama o espírito, e esse chega perfeito,
se do corpo ficar algo é para aperfeiçoar uma outra vida...
Milagre é a natureza que a neve mata
ou o fogo destrói, ai nasce tudo de novo sem se importar
se vai ser destruída novamente, acho esse milagre lindo!
Milagre é quando vejo pessoas ajudando
as vítimas da fome, do frio, do desabrigo e do desamor
tem gente que chama isso de solidariedade,
eu chamo de milagre...
Milagre, é essa tal de internet que fez minha mensagem
chegar até você que as vezes não conheço o rosto,
o nome, e nem sei dos sonhos...
Agora, se te fiz feliz, ganhei o dia e o aval de Deus!
A alma livre...
A alma,
vai livre pelos campos
e se desvencilha dos véus
que a encobriram por um tempo.
Leva somente a liberdade
que sabia estar à sua espera
ao deixar o corpo ir
no final do tempo marcado
para esse existir.
Peregrina além das montanhas
em busca do elo
que a une novamente ao eterno
temporariamente dela,
afastado.
Curva-se diante da luz
e segue seu novo destino
que já foi delineado.
Pessoa (geminiano)
Muito sutil foi Álvaro de Campos
No Poema em Linha Reta
Peço desculpas ao honrado poeta
Pelo seu canto enigmático e cheio de destreza.
Caro poeta...
Todos os seres levam porradas e são traídos
Dói o bastante, portanto, escusa serem declarados,
Não necessitavam a mim, serem elucidados
Nos seus atos violentos de sensações subjetivas,
Seu prazer, ódio, raiva, rancor, ressentimento, mágoa, revolta, tristeza, angústia, dor, solidão e alegria...
Prezado poeta...
Como poderia conquistá-lo?
Seria afiançando a minha baixeza?
Não poeta...
Não foi por essa causa que esteve por tanto tempo ao meu lado.
A semideusa foi o seu encanto.
Essa geminiana que em cada ombro
Carrega de um lado um deus e no outro
o diabo.
Poeta...
Reconhecer as falácias é por vezes difícil,
O seu sofisma foi o de estar calado.
E qual foi o seu desencanto?
Saber dos meus pecados, escondendo os seus enganos
Sim, pois foi o que procurou
Por não entender o quanto é amado.
Meu digníssimo poeta...
Não foi capaz de escutar e entender a voz humana
A bipolaridade geminiana.
Sim, poeta...
Somos todos, todos
Infâmias, covardias, porcos, submissos, grotescos, arrogantes
Ridículos e, portanto, enxovalhados
Somos príncipes e princesas...
Portanto, poeta
Tornamo-nos literalmente vil,
Vil no sentido mesquinho e infame da vileza.
Caminhando entre os campos
Trago em minhas mãos
uma singela esperança:
De um dia feliz, bonito e colorido
como nos sonhos de uma criança
Cantando para um coração
Entrego em tuas mãos
uma singela esperança:
De sempre sorrir
Se amar e amar
E por todo o caminho florir...
como nos sorrisos de uma criança.
Canta o galo em cima do telhado,
velho de podre a cair aos pedaços.
Dormem os campos serenos,
agitam à passagem de uma suave brisa,
que acompanham os meus passos.
Dormem sossegados já sem desassossego,
dos dias de férias passados na aldeia..
das idas à barragem do azibo,
água fresca,limpa ,de pedras e fragas.!
Caminhos de lama, trilhos de fragas, de pedras,
pelas ruas de casas caídas em ruínas,
onde as migalhas de pão caíam no chão,
de soalho, tábuas corridas,
onde outrora não havia fome.
Havia trabalho, trabalho duro, de sol a sol,
onde o pão não faltava e alegria também não,
ouvia-se o riso e o cantar das gentes ,
das crianças a ir para escola alegres e felizes,
com um pedaço de pão na algibeira.
Agora é só dor da partida, partida permanente,
onde vai-se e não voltam.
casas em agonias e tormentos onde,
os velhos gemem as suas mágoas, os seus desenganos,
embriagam-se nas dores que os atormentam,
prostram-se cansados pelos anos,
choram no banco da igreja, no banco de um jardim.
Perdem o rumo da vida, da alegria,
como se navegassem sem mastro, sem leme....
das aldeias perdidas esquecidas e dizem ..
estes velhos sábios das nossas aldeias....
Hei-de morrer algum dia!..
Desejo
Desejo um dia...
Poder correr contigo nos campos de mãos dadas.
Sentir o cheiro das flores...
E da relva ainda molhada, na manhã...
De um dia de primavera.
Olhar em teus olhos...
E ver, a pureza de menina em seu corpo de mulher.
Deitar na sombra de uma árvore, ouvindo o cantar de pássaros.
Em seu rosto, sentir a maciez da sua alma, através da tua pele...
E o no brilhar dos teus olhos ver o sorriso inocente
Tocar teus lábios com meus lábios...
Sem importar se o tempo passar.
(Vieira Lima)
O nome de Cuba soa também pelos campos de outros países do mundo que lutam pela sua liberdade, significando sempre o mesmo: a imagem do que se pode conseguir com a luta revolucionária. A esperança de um mundo melhor, a imagem pela qual vale a pena arriscar a vida e sacrificar-se até a morte nos campos de batalha de todos os continentes do mundo. E não só nos países da América mas em todos os países do mundo em que se desenvolva a luta revolucionária.
Eles tentaram massacrar a Argélia mas a Argélia é livre. Hoje tentaram liquidar o povo do Vietnã, mas o povo do Vietnã é mais forte que eles. O povo do Vietnã continua, dia a dia, conseguindo novas vitórias sobre o imperialismo, cobrando também o sangue de seus soldados, a imensa quantidade de vítimas que o imperialismo faz entre o povo do sul do Vietnã. E a luta continua e continuará até à vitória.
Outono
Chegaste ao outono
Da vida.
Na primavera me mostraste
Os campos de
Teu perfume.
Abandonaste-me no inverno
E meu coração
Congelou.
Restou o mapa de sua nação
De nossas intenções
Tatuado
Maculado em meus seios.
Hoje sou lagarta
Sem verão
À procura de seu coração
Para
Fazer
Transformação.
Chegaste ao outono da vida
Mostraste-me a primavera
Nos campos de teu perfume
Abandonaste no inverno de incertezas
Meu coração, este inverno.
Inferno congelado
Não acha o verão.
Chegaste ao outono da vida
Mostraste-me
Na primavera
Os campos de seu perfume
Um território que eu desconhecia.
Livro Pó de Anjo
Autora: Rosana Fleury
MINHA RUA...
A Rua do Comércio foi a primeira rua que conheci em Campos Belos (GO). Aos onze anos de idade. Por volta de 1969.
À primeira vista, me encantei por ela; depois passei a amar as outras ruas também.
Sua numeração menor se dá, das proximidades da GO 118, e a maior, na Praça Nossa Senhora da Conceição.
Minha rua é cortada pelos rios principais da bacia hidrográfica da cidade: o Ferrerinha e um outro que me fugiu o nome.
Há dezenas de anos esta rua conserva esta nomenclatura. Mas não era assim desde o princípio...
Nos primórdios da cidade era conhecida como Rua Cascavel; - uma alusão ao temível animal peçonhento. Encontrado por lá na época.
Os moradores, urbano e rural, se comunicavam e ainda se comunicam por esta importante rua.
- Da nossa casa, na Vila Baiana, eu via e ouvia o chiado do carro de bois de Biapino, carregadinho de produtos da roça,subindo sentido Igreja Matriz.
- Os ônibus da Alto Paraíso, disparavam suas buzinas ao chegar e sair da cidade. Passando pela minha rua. Traziam alegria e deixavam saudade aos lugarejos da região...
A Rua do Comércio não é a primeira do lugar, mas pela sua localização estratégica, tornou -se "uma artéria principal"...
Ao longo da rua, sentido poente,mais acima
moravam importantes famílias... figuras influentes da sociedade campo-belense.
Estabelecimentos comerciais se instalavam continuamente nesta rua, naquele tempo, e provavelmente até hoje.
Os comerciantes mais tradicionais como Manoel da Costa, Bruno da Farmácia, Agripino Xavier,Edmar, Quinquinha,Joaquim Ribeiro,Mariano Junior, Nelson do Açougue,Seu Edson,Juá ...
Os nordestinos: Seu Cícero Sombra,Juarez Amaral, Seu Vieira, Seu Natã, meu pai... Tocavam suas vidas.
Aos poucos a rua foi mudando suas características, diferenciando seus "aspectos espacial"; agora visualizamos uma diferença abismal entre uma Rua do Comércio de ontem, e de hoje.
Em sucessivas administrações municipais,esta rua sofreu algumas reformas, ao longo do tempo...
Recebendo calçamento em pedras paralelepípedos, camadas asfálticas, supressão de elementos arbóreo...
Passando por certa descaracterizacão, com relação ao meu tempo de garoto, ganhou mais conforto visual e ares de modernidade.
- Melhorando a acessibilidade, de transeuntes e veículos...
Ficou mais bonita a minha rua!
Os comerciantes que atualmente dominam a Rua do Comércio,na sua maioria, continuam sendo oriundos de outros lugares.
Se notabilizam em suas atividades supermecadista,venda de veículos,
produtos do agronegócio,farmacêuticos,
brinquedos,bijuterias,cosméticos, eletrônicos, peças de vestuário...
Suas políticas de preços convidativos,quando implantadas,enchem os olhos dos consumidores...
- Dando aos mesmos comodidade de aquisição. Tanto aos mais abastados, quanto aos de menores poder aquisitivo.
Vida longa à Rua do Comércio atual, quanto à antiga... Resta à gente, curtir um certo saudosismo...
(28.10.19)
Girassól
Hoje acordei entusiasmada
Para mais um longo dia,
Perambulando pelos Campos que aqui se Encontram.
Tomei um bom café amargo
E me questionei sobre
A vida,
Que sempre me Enlouquece com as
Dúvidas e Incertezas.
Enfim me levantei
E fui conhecer este vasto Mundo,
Que na maioria das vezes
Não é bem explorado.
Quando eu vi aqueles Girassóis,
Meu coração se derreteu de Amores.
Corri de um lado para o Outro,
Como uma pequena criança
Que ainda sonha.
É,acho que o que estava
Faltando em mim,
Era a boa companhia de
Uma xícara de café
E a alegria,que há
Tempos não vejo.
-Gabriela Bonfanti
E vi tulipas e cravos brancos.
E vi melros, nos laranjais...
Em verdes campos!...
E o rouxinol da menina e moça, já não cai.
A dama do tempo antigo,
Não mais sofre, de sofrimento.
E a «Menina e Moça», canta alegremente...
E Bimmarder, diz a Avalor: Deus é contigo.
No ribeiro, não há mais morte.
E Camões, sofrimento, não tem, nem pouca sorte.
Gil Vicente, não mais murmurará.
Dom Sebastião, de Alcácer, voltará.
E em cavalo, branco, virá...
E em Apocalipse, com o cordeiro, reinará!...
em busca de minha donzela cavalgando furiosamente
em campos floridos sem fim entre imensidão de leões
arriscando meu amor por uma beleza tão rara
sem descanço com meu cavalo de asas
em meio ao labirinto escolhendo a rosa mais bela
os lírios da paixão é o seu perfume, e seu cobertor
as peles de leoa aquece seu peito
aquela solange ´da da paixão que te enlouquece
de amor , amável senhorita a mais bela das
mulheres, que irradia o coração, amável senhorita
as mais lindas das donzelas
com nome de solange a mulher com sorriso irradiante
aquele brilho nos olhos que não sossega um instante.
menina sapéca , menina donzela que te afaga com um
beijo, ai mais doce cinderela que te olha na janela
manda beijos para o ar comprimenta a vizinhança
a mais doce e a mais bela que te afaga com um beijo
sai cantando na janela que te erradia como um feixe
a linda solange sai batendo as panelas
mulher linda e prendada sai cantando na janela.
• Ontem Notei •
◇ Lucas Campos ◇
Ontem Notei!, noitei que o sol nasceria !, notei que eu de novo sorriria !, noitei que o meu mundo não cairia !, noitei que o amanhã eu veria!, que eu jamais perderia !, que o sonho eu lutaria!, que meu amor eu alcançaria !, que a felicidade seria! Uma habitante enternal da minha vida!, pois em Cristo encontrei a saída!, foi na fé que me mantém de pé!, foi nos versos que completam meu falar !, pois muito sei sonhar , de terno a espera de uma música, que em cada refrão a trás a mim !, como sempre almejei, e um dia falei ao Deus , meu senhor e meu rei, foi nesse ontem que notei o hoje ! Foi nesse hoje que notei o amanhã!, foi nesse notar que continuei a sonhar pois pra quem tem Jesus, é só esperar o realizar.
- Lá Longe -
Lá longe, ao cair da tarde,
há silêncios e lirios
pelos campos a medrar
e há viúvas a chorar
os tristes martirios,
lá longe, ao cair da tarde.
Lá longe, ao cair da tarde,
quando o dia se esvai
como um poema dolente
pelo céu o Sol-poente
noite vem e dia vai,
lá longe, ao cair da tarde.
Lá longe, ao cair da tarde,
'inda lembro os olhos teus
com saudades a chorar
pelos campos a passar
tão longe dos olhos meus
lá longe, ao cair da tarde.
Lá longe, ao cair da tarde,
vai a minha solidão
pelos campos a cantar
a dor torna a passar
e descanso o coração
lá longe, ao cair da tarde.
E o que dizer da mocidade
e da vida de criança? !...
Que as tenho na memória,
tão triste aquela história,
que as guardo na lembrança,
lá longe, ao cair da tarde.
(Pelo entardecer em Monsaraz)
