Textos em Prosa

Cerca de 495 textos em Prosa

⁠Soneto penoso

Emoção! ao sentires a poesia pacata
O abandono duma prosa de amor
Trova que fere, canto que maltrata
É pranto que nasce de grande dor
Quando ouvires d’alma rude sonata
Rugindo de um sentimento traidor
E perceberes uma poética ingrata
Entenda, são versos dum sofredor

Cá, esconde as angústias, o tédio
Onde o coração sofre duro assédio
Do desagrado, em verso amargoso
Pois, um poema que magoa, soa
Na sensação... e o sentir atraiçoa
E, quase sempre, resiste penoso!

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
21 outubro, 2023, 08’51” – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

Carne que rasga
a prosa, sepultando
palavras em epitáfios,
e nos vincos, o declínio
estende-se.

Prescrevendo o fim,
atrás de um final
digno, mas por que
sempre grotesco?

Rota final de um
reflexo gelado,
dançando em minha
direção, sorrindo
para mim.

Há morte onde passa,
por onde anda, o que
pensa? Dubiedade,
acumulada no recinto
de arrependimentos,
réquiem me fez assim.

O vazio queima no frenesi,
simulacro de uma imaginação
feliz transmutada com
veemência em um pecado
inapto.

Inserida por Poeta22

⁠SONHAR

Quando na prosa se anda perdido
Enredado na solidão e sofrimento
As sensações segredam ao ouvido:
- amar é belo, um impar momento
E se tem pressa, tudo irá ao vento
A emoção é mais que só o sentido
É colorido, é divertido, se atento
for, quando não lhe é permitido

Amador, tem a tentativa ao lado
Se for evidente, fica apaixonado
Num poetizar feliz e de suporte
Se incerto, se solte, nem se limite
Vá além, noutra atração, acredite
Sonhar excede a qualquer sorte!

© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
22/09/2024, 15’35” – cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

⁠É fato notório e indiscutível que através de sua prosa-poética, José Lins do Rego construiu um dos painéis mais fulgurantes de nossa literatura, ornando-a com seu realismo lírico, inclusive aferindo fortes
denuncias sociais contra a ganância dos senhores de engenho e dos usineiros, contrastando a beleza da paisagem nordestina com a dura realidade da vida rural, criando assim uma tensão literária expressiva, que contribui grandemente para a riqueza e a profundidade da história, acentuando a compreensão dos problemas sociais, da cultura, dos costumes e dos valores do Nordeste do Brasil.

Inserida por Antonio_Costta

⁠Nicotina

Poesia crônica, cigarro cubano
Prosa de Neruda, lascívia de Caetano
Um canto, lugar único no mundo
Um tenor no máximo da sua entonação
Um acorde perfeito, música de Wagner
Encantamento de Isolda e Tristão
Sonoridade efêmera que apetece
Destoa, enlouquece alma em combustão
Meu espírito demente sem ação.
Um perfume cítrico e agreste
Nicotina que impregna o coração.

Inserida por EvandoCarmo

⁠Título: Dias de prosa.

Há dias que são de lua,
silenciosos, cheios de brilho e mistério,
onde a noite se desenha em prata
e o tempo se espalha em versos.

E há dias que são de prosa,
de passos firmes e riso solto,
onde as palavras correm soltas
como vento na esquina do morto.

Na lua, o silêncio canta.
Na prosa, a vida dança.
Entre um e outro, sigo fundo…
no poço!

escrevendo como estou
dos ciclos do céu e do tempo…
novo.

Inserida por Zeta

Olinda é rima no meu verso em prosa

⁠Carnaval das cores, brilho e magia. É pura a alegria da liberdade que fantasia os dias de folia. É lindo o festival do povo no passo do frevo, um convite para o mundo inteiro dançar e tirar os pés do chão. O ritmo que leva a multidão a cantar em cada ladeira de Olinda num cortejo repleto de glitter e emoção.

É bloco de rua, é agremiação, é troça que une cada personagem na mesma canção. É o desfile popular da felicidade que invade como um arrastão o íntimo de todo folião. Olinda é tradição. Do alto da Sé a Pitombeira, do Bonfim a Guadalupe, dos Quatro Cantos ao Mercado da Ribeira, é para quem sabe brincar de dia e a noite inteira. Além das prévias, seis dias de alegoria.

Abertura na sexta, sábado de Zé Pereira, domingo de momo, segunda e terça gorda até quarta-feira de cinzas. O patrimônio vivo do misto lírico carnavalesco rural e urbano. É o canto da felicidade a entoar a beleza da vida como se não houvesse amanhã. É para quem tem a manha e o molho, subir e descer, pular e se arrepiar com os shows, apresentações até os blocos de samba.

É a mulher do dia, o menino da tarde, o homem da meia-noite. A troça mais antiga do mascate Cariri, o ato político do dragão vermelho e amarelo do Eu Acho é Pouco (é bom demais), o folguedo do mítico e brincante Boi da Macuca, o samba verde e rosa da Mangueira Entra, o Elefante exaltando sua tradição, o encontro dos bois, maracatus, do coco, dos caboclinhos e dos passinhos.

É o maior evento multicultural, irreverente, político e social. É a raiz de todos os estandartes e baluartes da manifestação cultural popular pernambucana. Oxe, é massa demais essa festança.

Inserida por DaniLeao

⁠Litteris Mulher

Uns escrevem em prosa
Outros em verso
Não sabem a arte que envolve seus ritmos
Casa uma de suas letras, suas rimas
O que forma?
Palavra de força
Aço escrito por mãos divinas
És abraço que cura
Harmoniosa sinfonia
Nascer do sol e tempestade
Luz, azedo, áspero, dor, ternura e alegria
Única mistura
És Mulher
Ventre sagrado
És amor em cada um de seus traços
És Marielle, Penha, Izadora, Afrodite, Maria
És Mulher,
A mais bela poesia.

Inserida por iza_gil

⁠BREVE SONHO

Vós que devotei atraente prosa
Com que nutria o meu sentido
Na rosa dada e tão suspirosa
Agora, é o sofrimento referido
Deste amor, no verso perdido
O pranto, de uma dor furiosa
Rasgando a alma tão raivosa
Em um partido coração doído

Agora vejo bem que era ilusão
Mais que razão, que sensação
Apenas um passado tristonho
Seca flor que colhi sonhando
Numa sede de quem amando
Se entregou no breve sonho.

© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
17 maio, 2024, 20’47” – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

⁠Sou pequena, sou astuta, sou fugaz e sou matuta.
Sou comédia, sou toda prosa, de riso ligeiro
e de sentimento feito rosa.
Sou de rima, de menina, sou de lima e de limão...
Sou de acerola, de pitanga, de pé de manga
e vivo de tanga.
Mas sou menina, sou felina,
vivo acimae sou de rima!

Inserida por t4l1hobby

Rosas.

Por que você está aqui?
Vim para ter uma prosa
E que prosa poderíamos ter?
Talvez sobre o que são rosas
Rosas não são para você ver?
Sim, mas rosas são preciosas. Precisamos de um significado
Como nós também precisamos de um?
Não, rosas são lindas, e eu, complicado
Rosas não tem espinhos?
A beleza delas sobrepõem todos os defeitos que nela tenha
E todos os significados precisam ser justos?
Precisam, todos que contenham algum cativo, necessita justificativa

E se eu te disser que por você, eu já me cativei. Você me amaria?
Não sei.
E se eu fosse uma rosa, tu se apaixonaria?
Não sei.
E se eu tivesse a rosa mais bela de todas as rosas, você com ela ficaria?
Há coisas que precisam ficar como estão, pois se essa rosa for retirada, eu me machucaria pelos espinhos, como também ela morreria pela ausência do solo. As rosas só vão ser belas à distância, enquanto elas tem a terra, não terá mudança, não serão mortas por causa de ladrões apaixonados, mas terão a beleza eterna através de olhos fissurados.

Inserida por isabella_bergamin

⁠" CALÇADA "

Meu canto predileto era a calçada!
A prosa era espontânea e verdadeira
e a gente se sentava ali, na beira,
nos divertindo até de madrugada!

O riso, a gargalhada, a brincadeira,
algum romance em forma inesperada
surgindo na calçada iluminada
já era-nos história costumeira.

A vida era mais calma na sarjeta
e, o sonho, era-nos paga (e com gorjeta)
a nos abençoar a juventude…

Era, a calçada, o meu lugar de amor
por entre amigos, mocidade em flor
desabrochando a vida em plenitude!

⁠DA COXIA DA POESIA

Só quando os olhos cerro, sinto a poesia
Suspirando em uma prosa cheia de ilusão
Os tons marcantes duma doce imaginação
Perdidos nos sonhos, em uma poética via
Só quando cerro os olhos, vejo a fantasia
A tudo esqueço e sussurro com emoção
Pra não acordar aquela singular sensação
Onde é sentido, e não apenas o que seria

Só quando os olhos cerro, vejo o alheio
Amor, por entre o agrado e a sabedoria
Nada ou pouco quero se for sem anseio
Só quando cerro os olhos, que há quantia
N’alma, nos poemas, sem nenhum custeio
Tudo pegado de dentro da coxia da poesia

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
07 setembro, 2022, 17’12” – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

⁠SONETO

Prosa d’alma! Compasso e essência!
A voz duma sensação não esquecida
Despertar da recordação adormecida
Versos rimados em sua boa cadência
Literário, ilusório, atroz ou clemente
Feliz na presença, triste na ausência
A emoção palpita a cada existência
Canção que recita o evento da gente

Tu fazes da saudade a rima singular
E da felicidade, agrado, um doce lar
Traduz a menúcia da vida a seduzir
Em ti, cada um pedaço, cada instante
Em um todo, encantador e sussurante
Tu soneto, poética que se faz sentir!

© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
21 de novembro, 2021 – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

⁠Prosa de Natal

Na matriz toca o sino
Pobrezinho, nasceu em Belém
O Deus menino
Veio pra paz e o bem
Na palha dum cocho
Nasceu. Amém!
Divino, predestinado
Seu sofrer avém
Na cruz, amado
Jesus o teu nome
Por todos clamado
Nosso Deus genuíno
Glória lhe é dado
Louvemos, Jesus menino!

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
24/12/2021, 17’05” – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

⁠MAL DE DOR

Toda poesia de agonia, por mais que doa
Na prosa de espera encontra recompensa
Toda aquela situação que causa sentença
Muda-a poeticamente em composição boa
A rima que fere, a inspiração que agrilhoa
Emoções não são que o tempo não vença
Apreço transforma em luz a penúria densa
Em um verso com sentimento nada magoa

Ai do poeta que sente, sem ter proposta
Escrevendo o mal de dor e de amargura
Negando o sim, e poetizando que gosta
Noutra parte, em vão, busca a ternura
Em um coração partido, sem resposta
Pois, somente com amor a dor se cura!

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
23 maio de 2023, 14’16” – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

⁠ACROBATA POESIA

Sonha, devaneia, numa prosa que acalenta
Como a sensação dum coração enamorado
Nervoso, poético, em um versar encantado
Sentimental e de um desejo que apimenta
Versa a imaginação, com a alegria atenta
Agita a alma e, dum sentimento povoado
Salta, celebra, gargalha, frenético pecado
Sai e escorre pelas mãos, a trova sedenta

No movimento a inspiração se lança no ar
Do alvor do papel, e em piruetas a apontar
Viravolteando cantos de amor e de magia...
Saltitante pensamento, poeta, saltimbanco
De ilusão inquieta, num rumoroso arranco
Se arroja e se mostra em acrobata poesia!

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
09 junho, 2023, 20’32” – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

⁠EU E VOCÊ, VOCÊ E EU
Eu e você, você e eu,
O amor broto, uma rosa,
Um dedinho de prosa, uma vida amorosa.
Começou de fogo quente,
Virou fogo permanente.
Um por outro, vive somente,
Árvore frondosa, frutos! Boa semente.
Dois e um, se fez um somente.
Água, cimento e areia, formou teia.
Até mesmo o que chateia
Perde-se na beleza da lua cheia.
As finas mãos do plantio
Fizeram as colheitas do desafio.
A chama do fogo ardente
Se fez grande e permanente...

Inserida por elciojosemartins

⁠Levas-te
Minha inspiração
Foste cantada
em prosa e verso
Foste imortalizada
pelas inúmeras poesias
que fiz para ti
Foste imortalizada em letras de música e você nunca deu valor.
Foste amada, respeitada e valorizada e nunca deste valor sempre achou que não era digna desse sentimento que eu guardava no peito e nunca deste valor.
Desprezar você?
Nunca faria isso pois o sentimento que eu guardo no peito e que agora vai dormir não sei por quanto tempo ficará guardado quem sabe Para mais um amor.
Sigo em frente de cabeça erguida mais uma vez só mas de cabeça erguida.
Mas levo em meu peito a certeza de que te amei
com todas as minhas forças
Até breve...
Não se preocupe não vou morrer
vou viver.

Inserida por PoemasDuclert_Junior

⁠SONETO SEDUZIDO DE AMOR

Esse que prosa por aqui, leitores
De poética jura e sensível feitio
É um soneto mais, mais louvores
De mais cores, o tal, mais gentio
Sintam que são de nobres teores
Sutil poesia, sensação e arrepio
Hino romântico, ofertadas flores
Aquela paz ao coração, pousio

Reconheceis, talvez, ser utopia
Direis que não, apenas, melodia
Um cântico tão cheio de frenesi
Eu vi a emoção trovar o encanto
E, o sentimento no íntimo, tanto
Eu vi... ele seduzido de amor, vi!

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
16 junho, 2023, 19'22" – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol