Textos em Homenagem a Pessoas Ilustres
O peso de saber
Conhecimento não é acúmulo. Há pessoas abarrotadas de informações e vazias de discernimento.
Saber mais não nos torna necessariamente melhores. Torna-nos mais responsáveis pelo que fazemos com aquilo que sabemos.
O conhecimento pode construir ou destruir, libertar ou aprisionar, esclarecer ou apenas sofisticar nossas próprias ilusões. A diferença não está necessariamente no que sabemos, mas na consciência de quem utiliza o saber.
Talvez por isso algumas verdades sejam tão desconfortáveis. Conhecer é também perder determinadas inocências. Depois que enxergamos, já não podemos simplesmente “desenxergar”. Depois que compreendemos, algumas desculpas deixam de existir.
Eis um dos paradoxos do conhecimento: quanto mais consciência adquirimos, menos podemos terceirizar a responsabilidade por nossas escolhas.
Não basta saber.
É preciso discernir.
Saber o quê é conhecimento.
Saber como, quando e por quê é discernimento.
E assumir as consequências daquilo que escolhemos fazer com isso é consciência.
O verdadeiro poder, portanto, não está em saber aquilo que os outros desconhecem.
Está em não ser dominado por aquilo que sabemos.
Porque conhecimento amplia possibilidades.
Consciência reduz desculpas.
Carlos EDUARDO Balcarse
31/09/2026
O discernimento e o crescimento
Crescer não é simplesmente saber mais. Há pessoas repletas de informações e vazias de compreensão.
Informação não é conhecimento. Conhecimento não é consciência. E consciência, sem discernimento, pode continuar sendo apenas a percepção de uma realidade que ainda não aprendemos a compreender.
A mente mente. E o discernimento desmente.
Discernir é desenvolver a capacidade de questionar não apenas aquilo que ouvimos, mas também aquilo que pensamos. É separar fato de interpretação, convicção de condicionamento, prudência de medo, desejo de necessidade e verdade de conveniência.
Talvez amadurecer seja justamente começar a desconfiar das certezas que nunca tivemos coragem de questionar.
Porque o crescimento verdadeiro exige desconstrução. Algumas vezes, para aprender é preciso primeiro desaprender. Para enxergar diferente, precisamos abandonar a obrigação de continuar olhando da mesma maneira.
O senso comum comumente mente.
E quando apenas repetimos aquilo que todos pensam, corremos o risco de passar a vida reproduzindo pensamentos que nunca foram verdadeiramente nossos.
Por isso, não pense como eu penso. Pense no seu próprio pensamento.
O discernimento não nos ensina o que pensar. Ensina-nos a perceber por que pensamos aquilo que pensamos.
E talvez seja justamente aí que começa o verdadeiro crescimento: quando deixamos de ser conduzidos automaticamente pela própria mente e passamos a assumir conscientemente a autoria das nossas escolhas.
Porque consciência amplia.
Mas é o discernimento que direciona.
Carlos Eduardo Balcarse
02/10/2026
O futuro também pode aprisionar
Falamos muito sobre pessoas presas ao passado, mas quase nunca percebemos aquelas que se tornaram prisioneiras do futuro.
Há quem não viva porque ainda sofre pelo que aconteceu.
Mas há também quem não viva porque está permanentemente esperando aquilo que ainda não aconteceu.
Talvez passado e futuro possam produzir a mesma prisão quando retiram nossa presença do único lugar onde a existência realmente acontece.
O passado aprisiona pela lembrança. O futuro pode aprisionar pela expectativa.
Entre os dois existe o presente — frequentemente abandonado enquanto lamentamos aquilo que fomos ou imaginamos aquilo que seremos.
Planejar é necessário.
Sonhar é importante.
Ter propósito nos direciona.
Mas existe uma diferença entre construir o amanhã e hipotecar o hoje para consegui-lo.
Quem vive exclusivamente para o futuro transforma o presente em pagamento de uma vida que talvez nunca consiga usufruir.
Talvez tenhamos confundido evolução com chegada.
Queremos chegar.
Ao reconhecimento.
Ao sucesso.
À estabilidade.
À realização.
À felicidade.
Como se existisse algum ponto da existência em que finalmente pudéssemos declarar: agora tudo está resolvido.
Mas toda chegada inaugura alguma nova partida.
Toda resposta produz outras perguntas.
Toda conquista modifica o horizonte daquele que conquistou.
O horizonte não se afasta de nós. Somos nós que, ao avançarmos, passamos a enxergar mais longe.
Talvez seja por isso que algumas conquistas que pareciam enormes antes de acontecer se tornem pequenas depois que acontecem.
Não necessariamente porque perderam valor.
Mas porque aquele que chegou já não possui exatamente o mesmo olhar daquele que desejava chegar.
E aqui existe algo que raramente percebemos:
não conquistamos apenas coisas; somos modificados pelo caminho utilizado para conquistá-las.
Por isso, nenhum objetivo deveria ser avaliado somente pelo lugar ao qual poderá nos levar.
Precisamos perguntar também:
quem precisarei me tornar para chegar até lá?
Porque algumas conquistas custam exatamente aquilo que pretendíamos conquistar através delas.
Há quem procure sucesso e perca a própria vida tentando alcançá-lo.
Há quem procure reconhecimento e deixe de reconhecer a si mesmo.
Há quem procure liberdade tornando-se escravo daquilo que acredita que poderá libertá-lo.
Nem toda conquista representa crescimento. Algumas são apenas perdas socialmente aplaudidas.
Talvez desenvolvimento não seja acumular cada vez mais.
Talvez seja desenvolver consciência suficiente para distinguir aquilo que acrescenta à nossa existência daquilo que apenas ocupa espaço nela.
Porque também existe excesso na falta.
Podemos ter muito e continuar sentindo que falta alguma coisa.
Podemos conquistar aquilo que desejávamos e descobrir que o desejo era maior do que a necessidade.
Talvez exista uma pobreza produzida justamente pelo excesso:
quando precisamos possuir cada vez mais para sentir cada vez menos.
E não estou falando apenas de coisas.
Acumulamos títulos.
Funções.
Relacionamentos.
Compromissos.
Informações.
Opiniões.
Personagens.
Até que um dia podemos descobrir que construímos uma vida tão cheia que já não existe espaço para nós dentro dela.
Há pessoas que não precisam encontrar alguma coisa. Precisam se desocupar daquilo que as impede de se encontrar.
Talvez por isso evoluir também seja subtrair.
Retirar ruídos.
Abandonar excessos.
Rever necessidades.
Encerrar ciclos.
Desocupar espaços internos.
Nem toda ausência é vazio.
Algumas ausências são espaços finalmente disponíveis para aquilo que ainda poderá nascer.
E talvez seja essa uma das formas mais profundas de discernimento: compreender não apenas o que devemos buscar, mas aquilo que já podemos deixar de carregar.
Porque o peso da vida não é determinado somente pela quantidade de problemas.
Também somos pesados pelas expectativas, personagens, culpas, comparações e futuros imaginários que carregamos diariamente.
Talvez leveza não seja ter uma vida sem peso.
Leveza é parar de carregar aquilo que nunca precisou fazer parte da viagem.
No final, talvez a pergunta mais importante não seja:
“Até onde quero chegar?”
Mas:
“Quando chegar, ainda reconhecerei quem chegou?”
Porque nenhuma conquista deveria exigir como preço definitivo a perda daquele que pretendia conquistá-la.
O futuro merece ser construído.
Mas não às custas da inexistência do presente.
Afinal, talvez o maior fracasso não seja chegar ao fim sem ter conquistado tudo aquilo que desejávamos.
Talvez seja chegar exatamente onde queríamos…
E descobrir que, enquanto construíamos a vida que sonhávamos viver, esquecemos de viver a vida que estava acontecendo.
Carlos Eduardo Balcarse
02 de setembro de 2026
POR QUE PESSOAS INTELIGENTES TAMBÉM TOMAM DECISÕES RUINS?
Inteligência ajuda a resolver problemas.
Mas existe um problema que a inteligência, sozinha, não resolve: o que fazemos com a própria inteligência.
Uma pessoa cognitivamente sofisticada pode analisar cenários complexos, compreender argumentos difíceis e construir justificativas extremamente elaboradas.
Essa capacidade pode ajudá-la a encontrar a verdade. Também pode ajudá-la a defender aquilo em que deseja acreditar.
Quanto maior a capacidade argumentativa, maior pode ser a capacidade de racionalização.
Não usamos nossa inteligência apenas para revisar crenças. Também podemos usá-la para protegê-las.
Por isso, inteligência e discernimento não são sinônimos.
Uma pessoa pode possuir enorme capacidade de processamento e atribuir pesos inadequados às informações que processa. Pode compreender perfeitamente um argumento e recusá-lo por razões identitárias. Pode reconhecer probabilidades e agir impulsivamente.
A pergunta, portanto, não é apenas quanto conseguimos pensar.
É como regulamos aquilo que participa do pensamento.
Discernimento não compete com inteligência. Opera sobre outra dimensão.
Ele pergunta quais elementos devem participar de uma decisão, quanto devem pesar e quando uma interpretação precisa perder autoridade.
Talvez por isso pessoas extremamente inteligentes também consigam cometer erros extremamente sofisticados.
A inteligência pode construir caminhos. Mas não determina, sozinha, qual caminho merece ser seguido.
Pensar muito não garante pensar bem. E pensar bem não garante discernir o que deve governar a decisão.
Carlos Eduardo Balcarse
Psicanalista, Educador, Escritor e Pesquisador
POR QUE PESSOAS INTELIGENTES TAMBÉM ACREDITAM EM COISAS ERRADAS?
Inteligência não imuniza ninguém contra o erro.
Às vezes, inclusive, nossa capacidade de argumentar pode ser utilizada para defender com enorme sofisticação aquilo que nunca examinamos com a mesma sofisticação.
Saber argumentar não garante saber revisar.
Conhecimento não elimina vieses.
Formação não elimina interesses.
Memória não elimina distorções.
E inteligência não elimina a necessidade de discernimento.
Talvez uma das formas mais perigosas de ignorância seja aquela capaz de construir excelentes argumentos para não reconhecer a própria ignorância.
Quanto melhor pensamos, maior deveria ser nossa responsabilidade de pensar sobre como estamos pensando.
Porque a inteligência pode construir argumentos.
Mas somente a revisão permite descobrir quando os argumentos começaram a construir a inteligência que os defende.
Carlos Eduardo Balcarse
Psicanalista, Educador, Escritor e Pesquisador
No vale das sombras, o vazio é rei, as pessoas são só pessoas e a solidão é uma arte,
No vale das sombras, os sonhos não existem, as palavras são desconexas e a ponte só pode ser vista até sua metade descoberta pela neblina interminável,
No vale das sombras, o céu é cinza, os labirintos existem e o encontro de si próprio é inevitável.
Tem certas pessoas que as ouço falar suas hipocrisias e mentiras exorbitantes e geralmente meu comportamento (quando não posso me retirar do local) é ficar calada ou fazer pequenas intervenções e esboçar aquele velho "sorriso social", não por pura falsidade ou estar concordando com o que é dito e sim porque não gosto de entrar em picuinhas e brigas desnecessárias.
Sei que todos nós temos falhas e não podemos falar tudo que pensamos, porém em relação a falsidade e dissimulação sempre reflito até que ponto as pessoas chegam, seja para obter vantagens ou simplesmente porque o meio social medíocre fomenta esse tipo de comportamento.
Concluo, que para com essas pessoas só posso oferecer: O sorriso social, A conversa superficial e por dentro...O puro desprezo.
As pessoas falam muito sobre como é ruim fofocar e sempre dizem a mesma frase: "Cada um que cuide da sua vida". Pois pra mim, não existe problema em fazer fofoca, o que me incomoda e me deixa realmente com nojo e repúdio é a Falsidade!
Por que veja bem, vc fofocar de pessoas aleatórias, pessoas que vc não tem amizade, apenas conhecidos, nada mais é que passar o tempo conversando bobagem. O problema é quando vc elogia a pessoa, se faz de amiga(o), muitas vezes sabe dos problemas dessa pessoa e se faz de compreensiva(o) e por trás você detona, faz piada, coloca apelidos, joga na roda todas as características, critica do dedo do pé ao fio de cabelo. Isso sim que eu acho desprezível. Conheço VÁRIAS pessoas assim, por isso não falo da minha vida para ninguém, quem quiser que diga que eu sou "estranha, chata, complicada". É melhor do que fazer parte de tanta falsidade e detalhe antes eu achava que era só mulher que era assim, hoje prestando atenção vejo que homens e mulheres são falsos, porém cada um com suas particularidades.
Muitas pessoas não tem personalidade nem opinião própria.
Elas se adaptam de acordo com o que lhes convém: se algo traz vantagem, aceitam; se querem agradar alguém, mudam totalmente para se encaixar. Mas, quando já não precisam ou não fazem mais parte daquele grupo, voltam atrás e mudam de opinião ou até de comportamento.
O problema de ser assim é que essas pessoas nunca transmitem confiança. Sua personalidade depende apenas de quem querem agradar no momento. Não falo de pessoas simpáticas nos ambientes e sim daquelas que mudam seus valores, opiniões, gostos e até hábitos só para serem aceitas. No fim, nunca mostram quem realmente são.
Controversos
Nas ruas, nos bares, nos elevadores e nas calçadas, vejo todas as pessoas indo e vindo fantasiadas usando suas máscaras,
Entre lebres e cordeiros, lobos e chacais, porcos e gados nelores, estão os zumbis, as mulas sem cabeça e misturados com todos estes vejo também mascarados com fantasias de anjos e demônios,
No coração das trevas, esta o homem com a sua súbita insanidade e seus pensamentos controversos travestidos de evolução e tecnologia.
As pessoas confundem ego com afago. Veja bem:
Ego, em latim, significa "eu" - ou seja, é quem eu sou.
Afago é o sentimento de afeição por mim mesmo ou por algo, aquilo que me proporciona orgulho em ter ou ser.
O que chamam de "ego inflado" (eu inflado) é, na verdade, excesso de afago (afeição, admiração) por si mesmo.
Nem o ego (eu) nem o afago (afeição) são problemas em si. Só se tornam problemáticos quando essa afeição por si mesmo é tão exagerada que chega a ser desafetuosa (indiferente) com os outros. Esse exagero se converte em egoísmo e vaidade, ou seja, egocentrismo, fazendo com que a pessoa pense somente em si e use os outros (mandando, ordenando, controlando) para benefício próprio.
O problema desse sistema é que ele foi feito para levar as pessoas a ficarem gananciosas e egoístas. Ele usa a maioria como máquina de trabalho para concentrar riqueza em poucas mãos.
Dentro desse sistema, você só é considerado “bem-sucedido” quando consegue ganhar mais do que os outros, muitas vezes usando o trabalho deles para isso.
O sistema premia quem consegue levar vantagem, não necessariamente quem trabalha mais ou melhor.
Para alguém ganhar mais, normalmente outros recebem menos.
Desde cedo, ensinam que ter dinheiro é sinônimo de felicidade, mas na prática isso não se confirma para a maioria das pessoas.
Exemplo:
Um patrão pode acumular milhões enquanto o trabalhador passa anos trabalhando muito por um salário mínimo, com pouco descanso e pouca segurança. Isso acontece em muitos lugares e setores, não é exceção.
A verdade é que:
Ninguém enriquece completamente sozinho, sempre existe trabalho de outras pessoas envolvido.
Muitas vezes, o “sucesso” de um depende do esforço de vários que ganham pouco.
Enquanto alguém sonha em chegar ao topo, na maior parte do tempo continua sendo parte da base que sustenta esse topo.
O jeito mais consciente de ver isso:
Entender que as pessoas estão na mesma realidade, mesmo com condições diferentes.
Buscar um trabalho que tenha sentido, não apenas dinheiro.
Perceber que sucesso de verdade está mais ligado a ter autonomia, tempo e dignidade do que apenas saldo bancário.
No fim:
Esse sistema não está quebrado. Ele foi estruturado para funcionar assim, de forma desigual, onde poucos acumulam muito e muitos ficam com pouco.
A vida é feita de encontros e desencontros… Mas de quem é a escolha?
Há pessoas que poderiam ter sido uma das partes mais bonitas da nossa história…
Aparecem sem querer chegar, desaparecem sem querer partir…
Esquecem que o amor se constrói na presença, nos pequenos gestos, no abraço que aconchega, no beijo estátua, no cheiro do cangote…
Nos instantes em que o tempo perde a medida exata…
Poderiam ter sido amor, cumplicidade, casa…
Que o amor pouco não seja o bastante…
Porque presença é escolha… E ausência também…
Um dia, vi um celular top e gostei muito. Mas, quando percebi que muitas pessoas também desejavam ter um igual, simplesmente perdi o interesse e desisti. Não era pelo preço, pela qualidade ou pela aparência. É que tudo aquilo que desperta o desejo de muitos jamais continuará despertando o meu. Eu sou autêntico, tenho minhas próprias preferências, e aquilo que todo mundo quer não é o que eu quero para mim.
Andrew Kust
Uns não evoluíram e culparam o meio em que vivem. Culparam as pessoas com quem andam e aquelas com quem um dia caminharam.
Outros não evoluíram e culparam os próprios familiares, esquecendo-se de que nem sempre podemos escolher de onde viemos, mas podemos decidir para onde queremos ir.
Uns perderam-se pelo caminho e culparam a falta de oportunidades, como se o amanhã não fosse também construído pelas decisões de hoje.
Outros caíram e culparam a ausência dos «nãos» que nunca tiveram coragem de dizer, habituados a dizer «sim» até mesmo àquilo que os destruía.
Uns ficaram perdidos no tempo, culpando as distrações que, outrora, eram o auge dos seus prazeres e a fonte da sua felicidade.
Há ainda aqueles que continuam à procura de si mesmos, enquanto vivem uma vida repleta de milagres que não conseguem reconhecer.
E existem outros que permanecem de braços cruzados, confiantes nas oportunidades que o amanhã poderá oferecer, esquecendo-se de que o futuro não se constrói apenas com esperança, mas também com atitude, coragem e acção.
Caminhei por entre a multidão e percebi o grande equívoco da existência moderna. As pessoas correm desesperadas, amedrontadas pela ideia da morte, sem perceberem que o verdadeiro desastre já as consumiu. Elas lutam para não morrer, mas já perderam a vida.
Perderam a vida no momento em que aceitaram a fantasia alheia como verdade absoluta; perderam a vida quando pararam de ouvir o que emana do próprio coração para seguir escritos e homens que prometem chaves para portas que eles mesmos nunca abriram. É uma ironia trágica: é melhor morrer do que perder a vida. Pois a morte é apenas o silêncio do corpo, enquanto perder a vida é o silêncio da alma que se tornou escrava.
Eu me desentreguei dessa ilusão. Desconstruí cada tijolo de aprendizado imposto para que, do nada fértil, eu pudesse finalmente dizer 'eu sou isso' com destreza. Só quem não teme o fim do fôlego é capaz de encontrar a verdade que liberta.
Eu morri sem perder a vida. Reconstruí-me pois a minha alma não estava morta. Agora, venho me reconstruindo; o homem velho em mim já não existe mais. Tornei-me amortal porque o que renasceu do zero em mim sou eu. Eu existo em mim, não na fantasia ilusória que me habitava como se fosse uma realidade.
Há pessoas que passam pela nossa vida e nunca mais vão embora por inteiro.
Cada pessoa que encontramos é um universo único, uma história irrepetível, uma maneira singular de tocar o mundo. Ninguém substitui ninguém, porque cada alma deixa marcas que pertencem somente a ela.
Algumas pessoas chegam como brisa, outras como tempestade. Há aquelas que nos trazem paz, as que nos ensinam pela dor e as que, sem perceber, transformam para sempre a maneira como enxergamos a vida. Algumas ficam por anos; outras permanecem apenas por um instante. Mas o tempo de permanência nem sempre determina a profundidade da marca que deixam.
Porque todo encontro verdadeiro é uma troca silenciosa: alguém leva um pouco de nós e deixa um pouco de si. E, assim, mesmo sem perceber, vamos carregando pedaços de tantas vidas dentro da nossa, feitos de palavras, gestos, afetos, aprendizados e lembranças que o tempo não consegue apagar.
Talvez essa seja uma das mais belas responsabilidades de existir: compreender que nunca tocamos outra vida sem, de alguma forma, fazer parte dela.
No fim, somos feitos de encontros. Somos pedaços de quem amamos, marcas de quem passou, lições de quem partiu e lembranças de quem permanece. E, quando a vida finalmente nos ensinar a olhar para trás, talvez descubramos que algumas pessoas não cruzaram o nosso caminho apenas para fazer parte da nossa história, mas para mudar, para sempre, quem nos tornamos.
Talvez seja esse o verdadeiro milagre dos encontros: descobrir que alguém pode deixar de caminhar ao nosso lado sem jamais deixar de fazer parte de quem somos.
Porque existem pessoas que passam pela nossa vida… e existem aquelas que, depois de passar, passam a viver em nós para sempre.
A calma nos traz a paz..
É interessante observarmos que as pessoas calmas,
onde quer que estejam, criam um ambiente
de paz e harmonia à sua volta.
Por outro lado, há pessoas que aonde chegam,
causam tumulto e agitação, muitas vezes
gerando brigas e desentendimentos.
Pessoas nervosas e agitadas causam desequilíbrio
em si mesmas, e naqueles que estejam ao redor,
o que não é bom para elas nem para os outros.
Assim, busquemos agir sempre com calma e paciência
e criaremos dentro de nós e ao nosso redor um mundo
de paz e harmonia. Tudo fluirá naturalmente,
de uma forma leve e tranqüila.
A calma e a paciência devem ser constantes em nossas vidas,
pois agindo dessa maneira evitaremos muito sofrimento
desnecessário para nós e para os outros.
Com calma tudo se resolve, pois a mente fica clara
e aberta para as soluções que estão sempre
muito próximas de nós. Pensemos nisso!!!
Nunca seja um masoquista.
"Não se torture em nome seja lá do que for.
As pessoas têm se torturado demais em nome da religião, e esse nome é tão belo que você pode continuar se torturando.
Portanto, lembre-se - eu ensino a felicidade, não a tortura! Se às vezes você sentir que algo está se tornando pesado, áspero, isso terá que ser mudado (através do movimento interior, da observação silenciosa).
Aos poucos chegará ao ponto em que nenhuma mudança é necessária. Então alguma coisa se ajustará absolutamente - não só com a sua mente, mas também com o seu corpo e a sua alma."
Em lugar do medo, viva o amor; eles são polos opostos. As pessoas geralmente acham que o amor e o ódio são opostos; isso é errado, eles não são. O amor e o ódio são a mesma energia. O amor pode se tornar ódio, o ódio pode se tornar amor; eles são conversíveis. Então eles não são opostos, são complementares.
Na realidade nós amamos e nós odiamos a mesma pessoa: o amor e ódio estão sempre juntos. A oposição real é entre o amor e o medo. Eles nunca estão juntos; se você se tornar muito apegado ao medo, o amor desaparece. O medo não pode ser convertido em amor; eles não são conversíveis.
Somente o amor torna alguém rico. O medo aleija, paralisa, e quanto mais paralisado, mais medroso você se torna; então é um círculo vicioso. O amor lhe da asas, ajuda-o a relaxar na vida, lhe dá coragem para experimentar a vida de maneiras diferentes. Permite-lhe todo o espectro da vida, é multidimensional. É o arco-íris inteiro, todas as cores da vida. Então a primeira coisa: abandone o medo e beba mais e mais amor, substitua o medo por amor.
E a segunda coisa: pense no céu, na vastidão; pense na liberdade, no infinito. Não pense em coisas pequenas, triviais. O medo sempre pensa em coisas pequenas; o amor nunca pensa em coisas pequenas. O amor está pronto para sacrificar tudo; o amor pensa somente no vasto. É uma águia no vento, a procura do desconhecido.
