Textos Desconhecidos
Um pensador tem vários desconhecidos dentro de si. Cada desconhecido é barra de código de um anónimo e relativo a todos os outros. O anónimo identifica-se sutilmente nas siglas de mais alguns. Numa representação esquemática, o conjunto formado revela-se fechado, porque o pensador é só um, unido por todos os detalhes - iguais e diferentes - no todo das partes e dos espaços de cada um.
A leitura, como sabemos, é uma viagem. Ler é ir a lugares desconhecidos, mundos imaginários, seres que nunca vimos a não ser nas profundezas de nosso ser. É ver cores e paisagens, degustar sabores nunca experimentados, sentir cheiros indefiníveis, ouvir sons maravilhosos que nunca vimos experimentamos e ouvimos.. Essa viagem tende a ser muito mais maravilhosa e marcante por seres humanos de todas as idades, ao mínimo de compreensão e por excelência, a fase da descoberta, do lúdico, da diversão, da imaginação, não importa a idade. Ler, de alguma forma, nos faz sair da realidade absoluta a uma imaginação suprema. Na dúvida, experimente: não vai se arrepender. A vida lúdica nos faz esquecer, mesmo que momentânea, a realidade que vivemos.
Desconhecidos só falam oque enxergam próximos tentam saber muito , mais a vida é sua! As escolhas são suas! Deus nos deu o livre arbítrio, o bem e o mal são opções, fassa o bem o resultado do mesmo está além das críticas , não fassa o mal pois este o levará a ruína!, seja você pois o sobrenatural é Deus e a luz da sabedoria está nas orações do hoje, a recompensa! É o resultado da confiança no poder do criador, adeptos procuram o entender mais espirituais entendem para procurar oque está além da liturgia, está além do humano interno, oque faz montes mover e gigantes caírem ao chão.
Na superfície das palavras não se vislumbra águas profundas. Um oceano de mares desconhecidos. O subconsciente integralmente inalienável. Onde não cabem mentiras nem falseamentos. Em um modo extremo de alheamento. O corpo se movimenta para além dos comandos da mente. A mente ludibria. E pensa ser nós, quando na verdade é algo muito maior. Trago um sorriso aberto no fundo do peito. Lágrimas persistentes não tiram de minha alma a vontade de ser. Existir para além das aparências. E quando penso ser o fim, renasce mais um dia. E me alegro, porque a alegria é minha, está marcada nas palmas de minha mão. Então suspiro e vejo o remansear do rio que é a vida. E a vida se estende como um oceano profundo, com suas ondas suaves. Hoje é dia de ser dia. E o dia se faz como um milagre. Alguma ideia vaga de um passado distante se pinta no agora e uma nova pintura da vida se faz no rosto que brilha. Centelha divina. Somos como um campo e sua vasta plantação a perder de vista. Tão grande é a natureza e esses olhos que observam. Se te amo, é porque o amor mora em mim. E você é aquilo que transborda do ser iluminado. Faria juras de amor, quando te juro, juro a mim mesma. E a explicação é sempre uma forma serena de apresentar os fatos. Tudo aquilo que transborda em mim em te dou gratuitamente, sem esperar reciprocidade, porque nada perco se tudo é abundância em meu peito. Escrevo palavras aleatórias que se juntam buscando significado. Talvez não o encontre realmente, mas fala porque há palavras como peixes em um ria. Te olho e encontro encanto. O encanto está em mim ou está em ti? É uma sensação plena de simbolismo. E minha alma não se apequena se acho graça em seu sorriso. E acho graça em sua gravidade, como se a vida fosse séria de arder, quando na verdade é só um deixar estar do tempo que chamamos de agora. O presente, no instante exato em que fito seus olhos. É imensidão. E se demora em ampla contemplação. Isso me prazer alegria, a alegria que há tanto mora em mim. Se mesmo quando me sinto triste, eu escrevo. E se escrevo, é porque há esperança. A esperança de a vida ser cada vez mais longe tudo aquilo que sonhamos. E então observamos os frutos de nossas mãos e colhemos abundância de afeto e prosperidade de sentidos.
Me dou conta que as pessoas são como icebergs. Navegamos em meio a mares estranhos e desconhecidos, e aquilo que enxergamos quase sempre é o superficial. Nos reduzimos a acreditar na imagem evidente, fácil, quando o visível aos olhos, uma fração irrisória do todo, na verdade esconde um universo inteiro submerso.
Eu muitas vezes larguei tudo, para socorrer pessoas ora íntimas, ora desconhecidos... não importava ajudava sem pensar, hoje as duras penas estou aprendendo indiferente de grau de proximidade, a primeira pessoa que importa sou eu pq qdo precisaram souberam onde me achar, hj precisei e não achei ninguém...
Heróis brasileiros desconhecidos são perseguidos por serem pretos que acabam sendo mortos e a desculpa e sempre a mesma (estavam armados e atirando) quando a apuração é seria aí a verdade acaba aparecendo que não é verdadeira a versão, mas não acontece nada porque são autoridades e tem licença para matar.
Campos desconhecidos, desconforto necessário e talvez prazeroso de se aprofundar...e as asas levam a mergulhar na fundura deste poço do qual ainda desconheço a profundidade...recortando culturas, pessoas, danças, histórias, geografias...unindo estes pontos de "memórias", construo este esqueleto de "vida" de um único rei: Meu coração!
Fácil mesmo é sermos bons e amáveis com nossos amigos, nossa família e até com desconhecidos. Mas é frente a frente com o inimigo que cada um se mostra; na coragem de pararmos para ouvi-los, ajudarmos, e amá-los. Esses momentos são isso mesmo, um teste de amor. No qual nós precisamos passar para provarmos que ouvimos as lições de Cristo.
Eu costumava escrever pra conversar com desconhecidos. Eu escrevia e externava todo meu sentimento, até os mais profundos e obscuros, e pessoas liam e tudo ficava bem. Eu costumava dizer coisas sobre a solidão e o amor, e a linha tênue que sempre existiu entre esses dois. Muitas vezes lágrimas escorriam pela minha face e eu só conseguia dizer com os dedos tudo o que me afogava por dentro. Porque na minha cabeça, todas as vezes em que eu só pensava na sua voz, e no toque das suas mãos, eu só conseguia alimentar isso, feito imaginação, como uma utopia de quem não tem direito de sentir. Mesmo tendo. Eu posso querer seus lábios, posso querer chamar sua atenção meia-noite antes de pegar no sono, e posso te ligar com voz de quem acabou de acordar porque sonhei contigo e foi tão real. O pior é que eu posso tudo isso, mas não posso aguentar o fato de não poder mais utilizar esse poder todo. E só resta, no final do dia, o poder de me calar e engolir tudo sozinha, me afogando cada vez mais aqui dentro de mim. E eu costumava escrever tudo isso, numa folha de papel, num rascunho, numa agenda do ano retrasado. Eu dizia pro nada e o nada respondia o que eu queria ouvir. As músicas tristes me consolavam fazendo chorar em mim o que pessoa nenhuma conseguia fazer. Porque no silêncio da minha casa sobra amor, sobra compaixão e tudo o que uma pessoa normal teria a oferecer. Não sei se sou normal. Mas que eu adoraria compartilhar essa loucura com alguém capaz de entender no meu olhar tudo o que se passa nessa cabeça que não pára um segundo, como queria. Eu costumava escrever, e isso não mudou. E nem tudo o que sinto, nem tudo o que isso significa. Escrever liberta, e acalma. Rejuvenesce. Enche o coração de curativos e traz paz. Só não traz a pessoa que fez você parar o que estava fazendo, pra começar a escrever. Não traz ela com o sorriso que fez você se apaixonar. Nem com o abraço, sem ser aquele último de despedida. Mas escrever faz bem. Você devia experimentar.
Jamais deveremos ter medo de fazer as nossas escolhas, de errar, de trilhar caminhos desconhecidos somente porque o são…Seguir caminhos na busca de ideais, que o sendo são assim essência etérea de uma vida que se quer ideal…Idealizar esta meta é ousar ter uma vida plena, não o fazer é submetermo-nos a uma mediocridade que sabemos não passar disso mesmo…Estes encontros e desencontros, o ousar e hesitar, o submeter de vontades e ceder limites, de dar e receber, o acertar e errar; são certamente uma opção de vida no trilhar de um destino que se quer sentir como nosso. Ousemos lavrar um mapa, que de algum modo assumimos, alguém um dia irá descobrir aquele X que tanto tentamos esconder. De que vale elaborar tal papiro se depois ninguém descobrirá nem usufruirá das riquezas que esconde… Destino será pois descobrir o X nas mãos de um qualquer corsário aventureiro usufruindo dessas riquezas numa panóplia de emoções e sensações. O contrário será nunca atingir tal final, perdendo-nos num caminho que sendo nosso, já não reconhecemos, perdendo-lhe o norte ou noção do destino final que antes havíamos traçado com tanta certeza e eloquência….
Ao navegar em mares desconhecidos voltei nadando com coração ferido,encontrei tesouro que não pude carregar uma Deusa linda com fogo no olhar, o ouro e a prata não despertou minha ambição pois aquela que me apaixonou tinha o poder do carinho em suas mão, mas eu não tinha nada que despertasse amor e o fogo no seu coração....
Mas isso não é errado é? Digo, trancar a porta, debruçar-me na cama e tentar pôr pra fora toda a dor, toda a angústia acumulada na vida me afogando em meio a lágrimas. Vomitando os choros engolidos durante o dia-a-dia. Estou fazendo certo não estou? Por favor, me diz que estou. Ou me mostra o jeito certo.
A vida tem lá dessas coisas. Em um belo dia você acorda, otimista, se olha no espelho e, está lá, um sorriso enorme estampada na tua cara. — Pela janela do quarto, presencia a magnitude da beleza de um pequeno beija-flor, atravessando o jardim, como um pequeno míssil alado, sem nada a temer. E pensa “Caramba, que mundo incrível, não posso desperdiçar mais um segundo da minha vida trancado nas minhas mágoas”, mas, como de costume, 10 minutos depois, acaba se deparando com uma pequena lembrança, uma pontinha de sentimento…detalhe bobo e, puft, como num passe de mágica se vê regredindo, recuando para o mundo real, e esquece do que prometera minutos antes. Então você deita e volta a dormi, por que nos seus sonhos a “vida” é mais simples, e suportável também, e sequer existe o lado B das coisas boas. E você agradece, por que mesmo por um instante, o menor que seja, você é uma pessoa feliz. Sonhar é a salvação dos inquietos.
Era ele, mas quase não era. Ou não era mesmo. As pessoas íntimas quando passam a estranhas adquirem um novo formato aos nossos olhos. O cabelo estava menos liso, ou era a camisa muito largada. O olhar e o aceno da mesa à curta distância tinham um quê nervoso, uma falsa naturalidade que não lhe era comum (ou já era eu não percebia), e deixavam claro que não nos levantaríamos dos nossos lugares para um cumprimento mais próximo. Não que temêssemos uma recaída, mas porque não sabíamos lidar com tamanho esfacelamento da intimidade; nós, que já dormíramos e acordáramos juntos durante tantos anos, não sabíamos ser senão desconhecidos. Ambos tentamos uma alegria, mas ela veio descalça e tão desamparada que não convenceu nem a nós mesmos. Estávamos demais um pro outro ali, ou de menos. Apressei-me em ir embora e saí com um sorriso congelado, desconcertada como uma criança diante de um presente que não fora o pedido, as mãos crispadas a amassar o passado e um pensamento cruel que imaginei passar também pela cabeça dele: como se tornam desinteressantes as pessoas que deixamos de amar!
Se hoje tudo que minha mente pensa não condiz, mera verdade vinda lá de fora, e assim escrevo nas folhas já utilizadas, certos padrões vivenciam espécies lógicas, folhas estocam paradigmas, representações nunca antes vistas, questões fisiológicas raras e continuas, raramente se prosseguem ao passar dos dias..porque na verdade, ir além da imaginação consciente e inconsciente, valorizam a todo modo o propósito.
