Textos de Sofrimento

Cerca de 2196 textos de Sofrimento

⁠O mundo em conflitos
Um tanto ou quanto
De desperdícios
Um reboliço
O sofrimento atormenta
Rastos de lágrimas
Casas destruídas
Não há quem veja
Sangue a escorrer
Como um rio
Muito frio
Outros a morrer
Há fome
Há desnudos
Num banquinho
Sentados e fartos
Esperam os lordes
Pela próxima colheita
Semeiam semeiam
Aproveitam
A miséria
Dos desprovidos
Da terra
Açoitados
Pela desigualdade
No palco só há actores
Com medidas de normalidade
Onde passa rápido
Despercebido
Adormecido
Pela...

Inserida por EmanuelBrunoAndrade

⁠A morte é apenas uma forma de nos livrar da dor, do sofrimento, da culpa e da solidão. Às vezes acreditamos que ao morrer estaremos perdendo tudo só que é ao contrário de tudo, ao morrer nós ganhamos a tão sonhada liberdade, a libertação de uma vida hipócrita, sem cor, sem ânimo, de uma vida sem vida, onde tudo é cinza.
A morte é tão desejada por muitos e tão temidas por outros, mas a morte sempre chegará para todos, um dia a mais ou um dia a menos, ela sempre chegará para todos e ninguém poderá fugir disso, está no nosso destino.
Oh dona morte você ainda terá tanta sorte se um dia me tirar desse lugar, eu já estou cansada, exausta e não aguento mais, a vida é difícil demais e vazia mesmo estando feliz a tristeza sempre aparece e me atormenta.
Dona morte me tira desse lugar de dor e me deixa descansar, pode vim me buscar.

Inserida por Mannu23

Se Deus te permitir esquecer
esqueça-se do sofrimento que te causaram
e sempre que perceber que
lhe foi permitido crescer
faça como as plantas
e cresça em direção à luz
quando te pedirem que fale
se não puder falar bem
então se cale
quando te perceberes
que lhe é dado o direito
ao silêncio
aproveite para refletir
raciocine sobre o quão é bom
não ter a função de acusar,
selecionar, praguejar e maldizer
quando te for permitido ler
leia de tudo, aproveite o que for bom
assim você vai aprender
a afastar teus ouvidos
daquilo que não vale à pena ouvir
e tua boca aprenderá
o quanto é bom dizer coisas
que resultem coisas boas
porque não existem palavras
que se pode dizer à toa
não se compra sabedoria
inteligência é como as flores
que se colhe no dia-a-dia
pense em quanto é bom
poder fazer o mal
e não fazê-lo
Com a medida que permitires
também lhe será permitido.

Edson Ricardo Paiva

Inserida por edsonricardopaiva

⁠O sofrimento a casa torna, eu que pensei que tudo seria melhor e diferente com às mudanças da vida, eu que já fui tão feroz com minhas palavras, com minha língua e meu julgar, sim, eu já julguei e fui julgada, já pedi perdão e fui perdoada, estou um resto de pessoa, um resto de ser humano, minha mãe está se despedindo todo dia mais um pouco de mim, acaba de vomitar uma quantidade absurda, que chega a ser inimaginável, eu que tinha ansia até do ato vomitar, hoje estou aqui, acabo de limpar tudo o que eu repudiava com o próprio estômago. Está doloroso, sofrido, está cruel, não tenho mais sono, a dor dela é a minha, que abraços receber diante dessa atrocidade em sentir... percebi que estou deixando partes minha, morrer, não sei nem mais quem sou, e cada vez que ela passa mal, eu ergo meus olhos ao céu e dou glória a Deus, é como se Deus fosse ter piedade dela, e logo parece-me que não.
18 de Maio de 2021

Inserida por tatyanenicklas

O Peso das Palavras: Quando Consolar se Transforma em Ferir.

Em tempos em que o sofrimento emocional se torna tema cada vez mais presente nas conversas cotidianas, cresce também a urgência de repensar como falamos com quem está fragilizado. Muitas vezes, na ânsia de confortar, acabamos ferindo não por maldade, mas por falta de preparo emocional.

Psicólogos têm alertado para um fenômeno comum: a tentativa de consolar com frases feitas, o que, em vez de aliviar, agrava o sofrimento. A expressão “Você tem que procurar ajuda”, por exemplo, parece prudente, mas soa como uma ordem e invalida o desabafo. Em um momento de vulnerabilidade, esse tipo de fala pode reforçar a sensação de impotência e solidão, justamente quando o indivíduo mais precisa se sentir compreendido.

Quando o “dizer algo” machuca.

De acordo com a psicóloga Rosa Sánchez, da Fundación Mario Losantos del Campo, essas respostas automáticas se repetem porque a sociedade as normalizou. Fomos treinados a preencher o silêncio, a dar respostas rápidas, como se o silêncio fosse sinônimo de descuido. Contudo, o impulso de “dizer algo” muitas vezes vem do desconforto de quem ouve, e não da necessidade de quem sofre.

O problema é que, ao tentar “arrumar” a dor do outro, transferimos para ele a responsabilidade emocional de melhorar. A frase pronta “Anime-se, a vida continua” soa como uma tentativa de encurtar o luto, de apressar a recuperação. Mas a dor não segue cronogramas, e quem sofre precisa de tempo, não de pressa.

O que não dizer.

Algumas expressões, embora pareçam inofensivas, diminuem a experiência do outro:

“Você já deveria ter superado.”

“Eu sei como você se sente.”

“Tudo acontece por um motivo.”

“Poderia ser pior.”

“Você tem que ser forte.”

“Não chore.”

“Anime-se, a vida continua.”

Cada uma delas nega a singularidade da dor. Ao comparar, racionalizar ou impor força, anulamos a liberdade emocional da pessoa. O resultado é o oposto da empatia: culpa, solidão e incompreensão.

Por que caímos nesses erros?

Três fatores se destacam:

1. Falta de educação emocional. Muitos de nós não aprendemos a lidar com emoções profundas, nem as próprias, nem as alheias.

2. Medo do silêncio.
O silêncio é visto como constrangimento, quando, na verdade, ele pode ser o espaço mais terapêutico.

3. Desconforto diante da dor.
A tristeza e a vulnerabilidade lembram a todos a própria fragilidade, e isso gera fuga disfarçada em palavras de consolo.

Ao tentar “melhorar” o outro, fugimos da própria impotência e esquecemos que empatia não é consertar, é estar junto.

O que realmente ajuda.

A verdadeira presença não exige discursos, mas escuta, atenção e disponibilidade. Frases simples, quando ditas com sinceridade, têm o poder de acolher:

“Estou aqui para você.”

“Sinto muito que você esteja passando por isso.”

“Você quer conversar ou prefere se distrair um pouco?”

“Não sei o que dizer, mas estou com você.”

“Obrigada por confiar em mim.”

Essas expressões validam o sentimento e oferecem segurança emocional. Elas não tentam resolver, apenas confirmam: “você não está sozinho”.

Orientações práticas de acolhimento.

Ouça sem interromper. Às vezes, o desabafo é mais curativo do que qualquer resposta.

Evite julgamentos e conselhos não solicitados. O ouvinte não precisa ser terapeuta; precisa ser humano.

Reconheça a emoção: “Entendo que isso deve ser difícil.”

Ofereça companhia, não soluções. Estar junto é mais eficaz do que tentar corrigir.

Cuide do tom de voz e da expressão corporal. A empatia também se comunica pelo olhar e pelo gesto.

Respeite o silêncio. Há momentos em que falar menos é amar mais.

Busque informação sobre saúde mental. Saber o básico evita erros que perpetuam o sofrimento.

Consolar é sustentar, não corrigir.

Consolar alguém não é encontrar a frase perfeita, mas sustentar o tempo e o ritmo do outro. É permitir que o sofrimento se expresse, sem apressar a cura. Empatia é permanecer quando o outro não tem mais força; é segurar o silêncio sem precisar preenchê-lo.

Porque, no fundo, as palavras que curam são as que nascem do respeito e não da pressa de fazer o outro se sentir melhor.

“A escuta é o primeiro gesto do amor.
Acolher não é dizer algo certo, é estar presente no tempo certo.”
Texto do: Escritor:Marcelo Caetano Monteiro .

De acordo com a psicóloga Rosa Sánchez, da Fundación Mario Losantos del Campo.

Inserida por marcelo_monteiro_4

Depois de um determinado período de sofrimento, você adquiri o autocontrole das emoções. E assuntos que antes lhe feriam, vai perdendo espaço nos pensamentos.
Você começa entender que os sentimentos destrutivos, sempre vêm de seres infelizes. Então, invés de odiá-los, aprende a orar por eles.
Toda a concentração de sua mente agora é dedicada para a realização de seus projetos.
O coração porém, mais experiente, se ocupa apenas por aqueles que te querem o bem.
A serenidade da alma começa a ser refletida em um novo brilho nos olhos e sorrisos mais sinceros.
Com isso, você se sente bem consigo mesmo, sem depender de comprovações de nenhuma classe de espelho.
Porque sabes melhor que nunca, que a beleza exterior é a colheita do que plantamos em nossa alma.

Inserida por marachan

⁠O sofrimento surge do apego demasiado que per si faz o homem ser incapaz de aceitar certas verdades implacáveis que permeiam a existência: a dor, a morte, a injustiça, dentre outros aspectos sombrios que inerentemente são parte da vida neste mundo manifesto de causalidade.

Sendo assim, a contemplação racional do desapego e a percepção da unidade que subjaz a estas supostas dualidades – vida e morte, prazer e dor, júbilo e sofrimento – é ponto primordial à ascese e à libertação da escravidão telúrica, que gesta terríveis grilhões que acorrentam o homem ao que é por essência das realidades inferiores e escravizadoras.

Desta forma, e com o cultivo da verdadeira ascese, emerge um novo tipo de ato – desprendido de todas as formas e anseios materiais, puro e altivo em si só – e aqueles que encontram tal núcleo espiritual e que passam a alicerçar sua vida única e exclusivamente nas coisas desta realidade – do espírito – tornam-se os heróis de estirpe olimpiana, como o guerreiro heroico que peleja totalmente liberto, em plena consciência de que a derrota é eminente – sabedor de que muito dificilmente encontrará a vitória. Ainda assim luta, brada e sangra.

"Eu sou nos fortes a força desprovida de desejo e de paixão."

Inserida por rapha777

⁠O justo Tenente
foi expulso
por ter denunciado
o sofrimento
do General
e da tropa.
🍃🍃🍃🍃🍃
🍃🍃🍃🍃🍃
O General,
o Tenente
e a tropa,
todos vítimas
das cinco letras
e da maldade
por vício alheia.
🍃🍃🍃🍃🍃
🍃🍃🍃🍃🍃
O silêncio
triste
não para
sobre o General
e a tropa,
ninguém sabe
o quê passa.
🍃🍃🍃🍃🍃
🍃🍃🍃🍃🍃🍃
Não sirvo
para
ser poeta,
Não tenho
notícias
Do General
e da tropa.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Percorri toda a estrada
do sofrimento feminino,
Já não mais conheço
o caminho de volta,
O silêncio já é a resposta
como a noite de Lua Cheia.

Com a cátedra de quem
passou por esta estrada,
Posso dizer a vontade
que com as lágrimas de
uma mulher em nenhuma
circunstância da vida
se produz um bom perfume.

Por consciência terrena
optei ver toda a cena
pelos olhos de James Webb,
com a cara lavada e sem retórica:
O berçário de estrelas
e a magnífica dança cósmica.

Poligráfico é este poema
porque não cabe a mim
e a ninguém adentrar
histórias que não fazem
parte da própria biografia;
Claríssimo é o sentimento
que fez alcançar este momento
de dizer o quê mereceu ser dito.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Quando o sofrimento pessoal ou de uma família vir a público, não ajudem a aumentar e sim façam tudo o quê for possível para ajudar a curar.

Não podemos nos acostumar a nós divertir com as tragédias alheias.

Cultivar este mau hábito danifica o nosso interior e a convivência coletiva.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Se eu não me escandalizar
com alguém passando
fome ou por um sofrimento
enorme já morri por dentro.

Se eu banalizar uma fala
agressiva ou uma guerra
pode ter certeza que
estou no final da linha.

O ditado "Quem não vive para
servir não serve para viver"
é calar para a vida e morrer.

Se posso falar nesta vida,
continuarei falando até que
a morte se dê por vencida.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Espero manter o coração
forte o suficiente
para que o sofrimento
mesmo que distante
não me impeça de sonhar
com uma solução
aparentemente tarde
e que para uns seja
considerada impossível,
Diante de tal consciência
furtivamente prefiro
me falar e cultivar
Versos Intimistas
para na vida não parar.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Conseguiu alcançar sua maturidade
quando pôde compreender que o sentido do seu sofrimento
era dar mais sabor para os seus momentos de felicidade,
que tudo faz parte de um processo
que está em constante atividade .

Percebeu graças a Deus
que ser de verdade
tem um preço que vale à pena ser pago,
dizendo o que pensa na hora exata,
com cautela, mas sempre com sinceridade,
externando o que sua alma expressa
e vivendo cada vez mais com vontade.

Assim, ela segue numa aprendizagem contínua entre começos e recomeços,
chegadas e partidas,
pois sabe que aquela compreensão
é tão rica que precisa ser continuamente alimentada
para não ser esquecida,
então, além de ser uma linda mulher,
graças a Deus, é um exemplo de vida.

Inserida por jefferson_freitas_1

⁠⁠O sofrimento e o sentimento ingrato buscam frequentemente tomar conta do seu coração, tanto que chegam a trazer a triste sensação de que inevitavelmente o chão vai desabar sob os seus pés a qualquer momento, causando a queda em um abismo muito profundo, envolvido por uma plena escuridão,
Onde a esperança infelizmente não pode ser vista, a gratidão se torna muito fraca ou inexistente, a alma chora por ser constantemente ferida, maltratada, enfraquecida, desafiada, um lugar nada agradável com uma angústia destrutiva, demasiada, que causa um impacto desgastante na vida
Entretanto, graças ao Senhor, aquela busca nunca é bem sucedida, o brilho da sua Fé Nele continua a brilhar por mais que algumas vezes pareça que é o fim, que não vai mais suportar, pois crê que no tempo certo, o seu definitivo libertamento virá, ganhará asas grandiosas, que irão afastar o medo de cair e assim, poderá voar.

Inserida por jefferson_freitas_1

⁠Buscando não deixar
cair no esquecimento
o sofrimento do General
que segue preso numa
grave injustiça infinita,
Lamento a morte
inesperada do jovem
oficial carcereiro,
Ali não é digno nem
para os culpados,
e tudo escandaliza.

O tempo de liberdade
já era para ter chegado,
Não vejo nenhuma
calma na América Latina.

Dançando no abismo
com os meus poemas,
Em tempo de partidos
aos totais partidos,
Entusiasmada pela
luta da Bolívia
por sobrevivência,
Em mim está o signo
místico e hereditário
da resistência indígena;
A insatisfação chilena
a mim também pertence.

O clamor da Mãe pelo
filho envolvido no tal
conhecido Golpe Azul,
comove-me de norte a sul,
E nada posso fazer,
a não ser escrever
para ninguém esquecer.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠+Q crer
Olhando para a eternidade, não acreditei no sofrimento eterno, mas na morte do corpo sim. Vi que em tempo não determinado a alma também poderá ser extinguida, pelo esquecimento. Já o espírito, esse sempre foi e sempre será do Eterno. Acredito eu que estes três elementos nos formam como somos e para a eternidade o bom mesmo é cuidar do corpo disponível, agradecer pelo espírito em empréstimo e valorizar as lembranças na alma, sim, para os outros, mas principalmente para que essa não seja esquecida Naquele que realmente é Eterno.

Inserida por FranciscoFontes

Dizem que “a dor é inevitável, o sofrimento é opcional.”

Nós, seres humanos, temos a tendência de vitimização quando ocorre algo que nos desagrada dentro de nossa concepção, dentro do nosso entendimento do que seria bom para nós. Entendimento esse muito subjetivo e singular, porque cada um possui uma visão diferente do que seria bom ou ruim acontecer em nossas vidas.

Mas o ponto é, como você reage quando os acontecimentos fogem do que a sua mente imaginou, idealizou ou fantasiou?

Você aceita a situação como um sinal do universo de que talvez aquela porta não te levaria ao destino do seu coração ou que ainda não era o momento de iniciar aquele caminho, porque antes seria necessário passar por outras fases, para assim chegar ao “chefão” mais fortificado, mais preparado e mais inteiro ou você joga o controle do videogame na parede e lamenta durante dias que não consegue passar de fase?

Nesse instante tive um devaneio e fui transportada para a minha infância, nos dias das férias de inverno, em que ficava o dia todo jogando Super Nintendo e conduzindo o Mário Bros nas inúmeras fases de seu mundo encantado.

Enfim, devaneios à parte, quando algo não sai como esperamos, o mais sensato é não nadar contra a corrente e tampouco nos culpar e mostrar ao mundo como somos vítimas do sistema, ou como somos mal-amados por Deus ou pelo universo. Muito pelo contrário, eles estão nos mostrando sinais, mostrando que muitas vezes temos que apenas olhar para dentro e mudar a direção de nosso barco.

Por esses dias estive pensando quando sentimos dor, seja por uma proposta de emprego que não deu certo, seja pelo término de um relacionamento, ou seja por algo que a nossa mente teimou que era o caminho certo, mesmo quando o nosso coração gritava: “Não vá por esse caminho, não vá por esse caminho!"; não temos como deixar de senti-la. O ego é sensível, quando nos decepcionamos ele se transforma em uma criança ferida que sonhava em ganhar uma linda boneca e não ganhou, aí ele chora, grita, esperneia, mostra para o mundo que a sua dor é a maior do mundo

E esse raciocínio me remeteu à seguinte analogia, quando tomamos vacina, sentimos dor no momento em que o líquido entra em nossa pele, é inevitável, mas logo passa. Mas se quisermos assim optar, podemos ficar o dia todo reclamando que o nosso corpo está dolorido, que hoje estamos indispostos e que ninguém pode sequer nos relar. Ou podemos sentir a dor da vacina e ao deixar do centro médico já esquecemos da dor e vamos viver o dia, com disposição e da melhor forma possível.

Com a nossa dor emocional também podemos agir dessa maneira, temos que vivê-la sim, não podemos escondê-la, porque se assim fizermos ela volta mais tarde com mais força, mais assustadora. Mas se optarmos por vivermos esse sentimento, acolhendo-o, sem ficarmos revivendo e depois nos despedimos e abrirmos para que sentimentos novos possam entrar em nosso coração e assim possamos experimentar o belo, a luz, a verdade, a vida, descobriremos que o sofrimento não vale a pena.

Que possamos sempre ter a sabedoria para sabermos a hora de nos despedirmos da dor e saibamos tirar no momento certo o véu que tapa os nossos olhos de enxergar novos caminhos, novos sabores, novos amigos, novos amores.

Inserida por RivaAlmeida

⁠Antes de jogar a lança, seu amor me alcança.
Presos na linha do tempo, onde o sofrimento nos tranca.
Onde passam aves pelos versos que escrevi minha vida.
Na qual tive tempo de ver e ler esperanças.
Nas rosas, tem espinhos e em você vejo um carinho.

Praças e caminhos vendo sua alma indo para as árvores mortas de Aokigahara.
Pontos incertos e eu decreto que a escuridão é mais que certa, seu lar de ar, sonhos abertos onde vemos a paixão de um amor sincero.

Inserida por adrielly_alves_1

Sou a verdade como a verdade é a mãe da vida!
Sou o conforto no sofrimento!
A esperança na dor!
A força quando tudo parece perdido!
Sou aquela fonte de compaixão!
Sou a indulgência, a fraternidade e o perdão!
A chuva, o céu e a terra!
Sou uma fatia de pão!
Sou o coração, sou a carne,
O espírito e o movimento!
Sou a árvore, o fruto e a semente!
A luz na escuridão!
Sou a vida de tua vida!
A alma de tua alma!
O caminhar de teu caminhar!
Sou teu Pai!
DEUS da Criação!

Ascendência

Eu, filho do caos e da isolamento,
faço deste pequeno e ínfimo verso
nascido em meu lúgubre universo,
meu último testamento.

Meus sentimentos jamais serão perdoados.
Detentores de natureza renitente,
Estes são meus pecados.

Quando elas me gritam,
meu peito dói.
Não suporto mais isso.
Quero acabar com essa dor que me destrói.

Eu, filho do amor e da exaltação,
hei de enterrar em meu túmulo
todo sentimento que em acúmulo
me levou a pecar contra meu coração.

O céu jamais se fez azul sobre minhas pestanas.
Mas quando o encaro, peço que me mate.
Que em meu túmulo se enterrem mentes insanas,
e assim como meu sangue se façam escarlate.

A constrição aumenta em meu peito.
Em meu quarto se mostra desconfortável sensação.
Recende a solidão.
E mais uma vez, a morte atavia o meu leito.

Eu, filho do rancor e da ardente paixão,
Renuncio toda dor.
Amaldiçoo todo amor
que me levou a cair em depravação.

Quando tamanho sofrimento
descera sobre minh'alma,
senti o último momento
em que me fora roubada a calma.

Abnego minha existência.
Já não sinto mais inevitável
vontade de com meu eu ser afável.
Em meu calvário se pagara a penitência.

Eu, filho do ver e da verdade,
através de meus versos encontro piedade.
Oriundo da terra, verdadeiro colo,
anuncio meu retorno ao solo.

Meus olhos, frutos da própria terra,
vis criaturas peçonhentas
que na verdade encontram tormentas,
sua Ascenção encontram na guerra.

Se ao teu ver, minha existência enfraquecida,
em meus olhos, expressão da realidade,
se encontre tamanha debilidade,
toma tua foice, ceifa a estéril vida.

Eu, filho da vida e da própria morte,
a quem rejeitara a própria sorte,
tornara-me da dor, escravo passivo.
À noite, sofredor cativo.

Quando em meu andar
eu hesitar em dar o primeiro passo,
deixe que em meu penúltimo ruflar
se desfaça esse eterno laço.

Elas, cujas lâminas marcam em meu braço
a falta de um único abraço
gritam o notar da minha ascendência.
Seu nome, depressão.