Textos de Separação
4-AMIGO ALGOZ
Amigo copo que me consola na solidão
Algoz por ser motivo de separação
Amigo na ausência dos amigos que são de passagem
Algoz por ser responsável da minha bobagem
Copo amigo, que outrora fora apresentado como diversão.
Copo algoz, hoje é mensageiro da minha destruição.
Copo amigo, a cada gole um alento.
Copo algoz, a cada garrafa um tormento.
A felicidade até bateu à minha porta
Mas eu estava num bar. E quem se importa
Copo amigo cale meus lamentos.
Copo algoz pare de me trazer tantos sofrimentos.
Copo que não me traz sorte
Saia da minha vida antes que me apresente a morte...
Ao retornar a nossa casa, me sinto amado novamente.
Embora meses de separação, foram momentos que me torturam.
Não havia mais esperança dos seus beijos, pensei que nunca mais teria você ao meu lado.
Cada minuto sem você era eterna solidão.
Ao retornar agora eu percebo que não sei viver sem você.
Fui um verdadeiro tolo naquela noite triste.
Perdi-me em um mundo de ilusões, só agora eu sei o valor do seu amor.
Só o seu perdão poderá restaurar nossa casa.
Nem sei como tive a covardia de te deixar partir se tudo que sempre quis foi você, sempre te amei desde a primeira vez.
Ah se pudesse voltar no tempo, não teria provocado tua partida, me controlaria e teria evitado o nosso sofrer. Como pude ser tão tola? Meu Deus! Obrigado por me trazer você, o qual hoje eu tenho em meus braços.
Mas que "futuro da nação"?
O mundo todo é minha pátria
Cansei de separação!
Que história é essa de patriotismo?
A Terra inteira é uma família
Isto não é radicalismo!
Moralidade e legislação?
Seres conscientes não precisam de leis
Isto sim, é revolução!
E este ideal de liberdade?
Independência é questão de consciência
Só o amor liberta a humanidade!
Valéria Centenaro ©
Separação
Quando senti realmente que você tinha saído da minha vida, juro que no mesmo instante morri. Só que além de ter morrido naquele instante, também fui morrendo lentamente, nos dias que sucederam até anos. Logo eu? O estado de alma em que eu me encontrei, nunca antes tinha vivenciado a tamanha dor, mas é verdade, a vida as vezes trocam-nos as voltas. E como troca
Triste vida é a separação
enterrei pai, mãe ,amigos e irmão
enterrei sonhos e desejos
na cova da ilusão
como caveiras primitivas
querendo ganhar formas, relevo
sombras, contrastes na tela da vida
procurando uma resposta nesta obra
onde somos personagens de uma historia que não tem fim...
Capítulo — Depois do ato de coragem, vem o silêncio
Depois da separação, não houve aplausos.
Não houve sensação de vitória.
Houve silêncio.
Voltei para a casa dos meus pais porque não havia outro lugar para ir. Eu e minha filha cabíamos apenas ali — num quarto antigo, carregado de memórias que eu acreditava ter superado. Voltar não era regressar no tempo, mas doía como se fosse. Cada parede me lembrava quem eu tinha sido e quem eu me recusava a voltar a ser.
Eu havia escolhido a liberdade, mas a liberdade, no começo, pesa.
Ela não vem com garantias, não oferece conforto, não entrega atalhos. Vem crua. Vem exigindo fé.
Foi então que a espiritualidade me acolheu. Não como um milagre grandioso, mas como esses gestos invisíveis que sustentam quem está à beira do colapso. Dois dias depois da separação, consegui um emprego. Dois dias. Como se o universo tivesse entendido que eu precisava de chão antes que o medo me engolisse inteira.
O trabalho era longe. O caminho, cansativo. O corpo já acordava exausto. Mas havia algo diferente: eu estava inteira. Cada passo naquela distância era meu. Cada manhã era uma confirmação silenciosa de que eu tinha escolhido continuar.
Minha mãe se dispôs a ficar com minha filha. E ali, entre culpa e gratidão, aprendi uma nova forma de humildade. Aceitar ajuda também é coragem. Confiar o que se ama, acreditando que é por um bem maior, também é um ato de fé.
Havia solidão.
Uma solidão funda, que não grita — sussurra.
A solidão de quem rompe o ciclo e, de repente, precisa inventar outra maneira de existir.
Ainda assim, algo novo nascia. Uma mulher mais atenta, menos romântica, mais real. Uma mulher que já não confundia amor com abandono, nem presença com dependência. Eu ainda não sabia exatamente quem estava me tornando, mas sentia: aquela versão antiga já não cabia mais em mim.
Eu estava reconstruindo tudo — sem mapa, sem promessas, sem garantias.
Mas, pela primeira vez, reconstruía a partir de mim.
E isso era suficiente para continuar.
Entrei como auxiliar. Um cargo pequeno, um começo modesto, mas honesto. Eu aceitava tudo com gratidão, porque ali não havia humilhação — havia recomeço.
No mês seguinte, aluguei uma casa de dois quartos. Nada de luxo, nada novo. Tudo de segunda mão: cama usada, sofá cansado, mesa marcada por histórias que não eram minhas. Ainda assim, aquela casa era inteira. Era nossa. E, dentro dela, nada faltou para minha filha.
O leite estava lá.
O Danone.
O pão.
Cada compra, cada escolha, cada cansaço era feito pensando nela. Eu media o mundo pelo tamanho da segurança que conseguia oferecer à minha filha. Meus finais de semana não eram meus — eram nossos. Exclusivos. Inteiros. Eu fazia questão de estar presente, de brincar, de rir, de criar memórias, tentando, em silêncio, que ela não sentisse a ausência do pai.
Com três meses de trabalho, veio a promoção. O salário aumentou. Não como milagre, mas como consequência de não ter desistido. Minha filha estudava em escola particular, tinha plano de saúde, tinha rotina, tinha cuidado. Eu fazia tudo por ela. Tudo.
Eu era mãe.
Era casa.
Era sustento.
Era colo.
Era abrigo.
Eu era tudo para ela.
Só não podia ser o pai.
Por mais que eu tentasse preencher cada espaço vazio, havia um lugar que não me pertencia. O pai era uma ausência que eu não conseguia ocupar, por mais amor que eu derramasse. E foi ali que aprendi uma das dores mais silenciosas da maternidade solo: o limite do amor.
Ainda assim, eu seguia.
Cansada. Inteira. De pé.
Porque, mesmo não sendo tudo, eu era suficiente.
E, todos os dias, eu escolhia continuar.
Um ano havia se passado. Minha filha já estava mais acostumada com aquele novo mundo que construímos juntas. Aos poucos, voltei a sair. Retomei a vida da mulher — porque, durante aquele ano inteiro, eu tinha sido apenas mãe e provedora.
Minhas amigas foram um apoio indispensável. Minha comadre não me soltou a mão em nenhum momento. E, mesmo sendo mãe, mesmo sendo sustento, voltei a viver. Voltei a ser eu. Voltei a cuidar da minha espiritualidade, do meu corpo, da minha alma.
Eu não estava apenas sobrevivendo.
Eu tinha voltado a viver.
O fardo da separação
Amei, amo e seria todo seu sempre que quisesse. Mesmo que você fosse o céu e eu o mar, e nos distanciássemos no apogeu da separação divina, ainda lutaria para te abraçar mais uma única vez e ficaria eternamente grato por poder te olhar todas as noites. Meu fardo unicamente se baseia em esperar o momento do reencontro, uma vã esperança de um retorno que há de chegar, segundo meus pensamentos mais inconsequentes e iludidos, se não ilusão, o que há de ser o amor terreno? Amei como nenhuma outra sequer receberia de carinho, não por falta de amor, mas por você ser a primeira com quem orei e chorei aos céus pela sua vinda. Assim seja feito a vontade do grande Criador, que a fez para ser feliz, só não comigo.
Fotos rasgadas
Como poderia explicar a perda, ausência, separação, faltariam palavras, buscaria significados e não conseguiria explanar.
Oportunidades não vividas de uma vida inventada pela pescpectica de uma realidade interrompida.
Jogamos fora a chance de inéditas experiências, abrimos mão de sorrisos futuros, e gargalhadas.
Abrigamos em um quarto escuro do inconsciente boas e más lembranças, e orgulhosamente nos portamos como mais felizes do que ontem.
Em futuro remontado, vivemos novas verdades, novos fatos, novos lances, nada é como era antes.
Se melhor ou para pior, não levo em conta, só pondero que harmonia foi quebrada, e a linha do tempo interrompida, todo afeto acumulado, nada será aproveitado.
Esse texto é sobre quem o lê, nessa escrita olho pra fora, vejo fotos rasgadas, em muitas ocasiões, repito cenas, mas com alguns rostos trocados.
Lamento toda descontinuidade, laços que hoje estariam reforçados, estão quebrados.
Talvez, penso mais nisso do que eles próprios, me entristeço e sinto a dor da mudança de coisas que deveriam ser imutáveis .
A separação:
Ficaram as crianças/levei a recordação,
Ficaram as roupas/levei a pele,
Ficaram as almofadas/levei o cansaço,
Ficaram os lençóis/levei o sonho,
Ficaram as prateleiras/levei o bornal,
Ficaram as mesas/levei a fome,
Ficaram os fogões/levei a chama,
Ficaram os cômodos/levei o vazio,
Ficaram as plantas/levei a semente,
Ficaram os amores/levei a saudade,
Ficaram os dias/levei a alba,
Ficaram!/levei...
(Saul Beleza)
Há duas tristezas comuns na sociedade contemporânea.
Uma é a separação dos amantes. A outra, a união dos que não se amam. Penso que a última seja pior que a primeira.
Porque nesse último caso, temos a vitória da conveniência sobre o amor, da carência sobre a esperança, e do medo sobre a fé.
Onde parece mais fácil culpar a vítima, quase sempre se romantiza a separação, mas nunca se normaliza o direito da mulher viver depois dela.
Há uma curiosa habilidade social em transformar rupturas em narrativas poéticas quando elas não nos ameaçam.
Fala-se da separação como um recomeço bonito, como um gesto de coragem, como um capítulo necessário da vida.
Mas essa romantização costuma durar apenas até o momento em que a mulher decide, de fato, viver depois dela.
Viver com autonomia, viver sem pedir licença, sem aceitar voltar para o lugar onde a violência, o controle ou o desprezo estavam naturalizados.
Nesse ponto, a poesia desaparece e começa o tribunal informal das culpabilidades.
Perguntam o que ela fez, o que deixou de fazer, o que provocou…
O que poderia ter suportado mais um pouco.
A mesma sociedade que aplaude discursos sobre liberdade, passa a exigir dela uma espécie de penitência silenciosa por ter rompido.
Porque, no fundo, há uma conveniência histórica em romantizar a separação — desde que ela não desorganize as estruturas em que sempre esperaram que as mulheres permanecessem.
Romantizar a separação é confortável.
Normalizar que uma mulher tenha o direito de continuar viva, inteira e livre depois dela é profundamente desconfortável para quem sempre precisou que ela permanecesse dependente, culpada ou quebrada.
Por isso, em muitos casos, não se discute a violência que antecedeu a ruptura, mas o comportamento da mulher que decidiu não morrer — nem física, espiritual ou emocionalmente.
E talvez seja justamente aí que esteja o verdadeiro problema: ainda há quem tolere a ideia da separação, mas não suporte a ideia da sobrevivência feminina que vem depois dela.
Porque uma mulher que continua viva, consciente e livre depois de sair de uma relação, deixa de ser personagem de tragédia… e passa a ser autora da própria história.
Separação
Se vai aos prantos
Prantos de sangue
Sangue de arrependimento
De mentiras em vao
Sem paz
Com amor garrado em rancor
Se arrepende de um dia ter sentido amor
Em falencia, triste vai sozinho
entra em sua casa
sente teu perfume
e tem lembranças do carinho
e do corpo nu na cama vazia
como sua falta me faz
me faz encher de odio
e diminuir minha paz
por favor, amor se vai
Vai!
nao volta
para casa, nao retorna
não volta nao ama
mas ainda assim te amo minha lua...
“- Ainda não entendi o por quê da sua separação.
- Excesso. Excesso de amor, de ciúmes, de pavor de perder. Excesso dela em mim. Senti minha falta. É engraçado, sou apaixonado pelo que ela acha que não vejo. Quando ela tira o cabelo do rosto pra escrever, faz aquela bagunça deixando pedaços seus pela casa. Passei a acreditar em Deus quando comecei a agradecer por ela amanhecer ao meu lado.”
AUSÊNCIA, CASTIGO OU SEPARAÇÃO?
Definitivamente não escolhemos as pessoas pelas quais iremos nos apaixonar.
Quando você começou a me sondar, querendo telefone ou outro meio de contato, achei um abuso.
Não sentia a menor simpatia pela sua pessoa, inclusive tinha um pouco de repulsa.
Não queria você perto de mim, evitava de todas as formas manter contato.
Não sei se eu fui muito discreta ou se você é muito insistente.
Quando aceitei seu convite para sair, nem passava pela minha cabeça, algo além de lanchar.
Bom, depois o resto é história.
O que era repulsa se transformou em grude, muito mais do que te queria longe, agora quero perto.
Flutuando é assim que você me deixa.
Algo mágico acontece quando estamos juntos, não sei explicar.
Em tão pouco tempo eu já não consigo viver com sua ausência.
Mas a dúvida é será apenas um castigo ou uma separação?
Eu quero ter você sempre presente, não só no meu coração, mas do meu lado,
me abraçando de forma que eu me sinta totalmente protegida.
Quero poder lhe contar como foi meu dia e saber como foi o seu.
Adoro ouvir seus conselhos, mesmo que me irrite, eu sei que está sempre certo.
Desconfio que meu anjo da guarda está de complo com você.
Talvez seja uma forma de ouvir o que ele tem a me dizer e eu não ouço.
Mas vindo de você faz todo sentido.
Tudo muito bom, senão fosse minha imaturidade.
Ciúmes tão cedo, para quê?
Ser castigada com sua ausência.
Saber que sua ausência é um castigo pelo meu comportamento até me consola.
O que dói é a dúvida, será castigo ou separação?
Não precisamos cumprir esses requisitos para nos sentir aceitos
O sofrimento da separação é passageiro, mas os rótulos permanecem com quem convive ou não com a gente. Nesse caso não houve tempo para aceitação, a jovem se matou porque não suportou a rejeição do ser amado.
É sempre um mau sinal quando passo um tempo sem escrever, mas mexeu demais comigo o fato de você morrer pelo outro. Não, não a culpa não é do amado, a culpa nem é das expectativas ou do sofrimento de não o ter. A culpa é a confusão mental da paixão incondicional.
Estar com a família era adoração e mediante tudo isso parecia insensibilidade dos sentimentos. Não há cantinho de luz que resgate o desenvolvimento do ser humano por ele mesmo.
No final decidi por não contar como me chocou a atitude dela. Ligar a alma humana com o divino é um processo natural e contínuo, nascemos para a felicidade e nem dinheiro, nem amor aumenta o seu grau de felicidade que vem de dentro.
Atração pelo céu chegou, chegou a vontade de parar de crescer e ir para m lugar onde todo o sofrimento terreno acaba. Ninguém tem o complemento que lhe falta, mesmo que existisse constante disputa dentro do lar para mostrar quem é melhor, não somos iguais, nem melhores, nem piores, nem grandes, nem pequenos. Somos a confusão de nós mesmos e a interpretação, nem sempre justa do que está dentro.
Achava que eu vinha me tornando sentimental demais. Estava com medo de passar por isso. Se aconteceu com ela, pode acontecer comigo, com os meus, com as pessoas mais próximas. Desta vez não quero mais errar. Não quero ser inflexível, não quero consertar o seu passado.
Quero a simplicidade da urgência de uma vida bem vivida. Ninguém jamais poderá interferir na minha atitude mental. Tenho que abstrair aquele tédio antigo, que vai e volta. Houve um momento crucial em que ela poderia ter voltado atrás, mas ela não percebeu o tanto de amor que tinha ao redor.
Estava sonolenta para muitas coisas e acordei para investir nos relacionamentos. Lembrar de todas as pessoas e o começo de nossa amizade. Dar amor e corresponder a todas as emoções.
Fazer com que os relacionamentos deem certo em todas as áreas, no trânsito, no trabalho, na faculdade, na vida. É completamente inaceitável alguém conviver conosco e não sair um pouco mais feliz.
Uma separação que pode causar traumas é aquela que envolve casais com filhos, que sempre serão
as vítimas inocentes de desentendimentos surgidos entre seus pais, que motivaram a separação. Ósculos e amplexos.
O que acontece quando os pais se separam
Certamente este é um dos assuntos mais delicados para ser tratado, pois envolve os sentimentos mais complexos que existem, ou seja, o amor entre duas pessoas, e o amor de ambos pelo produto desse amor, e o que pode acontecer quando tudo termina, pois infelizmente, o amor entre duas criaturas por vezes se acaba, ou apenas arrefece, e isso acontece quando o amor não era amor de verdade, ou quando alguma desinteligência ocorre entre os parceiros, agora ex-parceiros...
Quando simplesmente arrefece, e não se transforma em ódio, tudo bem, pois fica a amizade e eles podem transferir alguma coisa de bom para os filhos, pelo menos podem dizer para as crianças que, se o amor que os havia unido antes terminou, ficou ainda um certo sentimento de carinho, ficou uma amizade e que eles podem se encontrar sem que saiam faíscas. Assim, as crianças não ficarão totalmente frustradas, pois se não tem os pais vivendo juntos, pelo menos os vê como amigos, e isso sempre ameniza possíveis problemas íntimos.
Mas nem sempre essa situação é bem aceita, e provoca traumas nas crianças, que, embora aparentemente aceitem a separação dos pais, em seu íntimo não conseguem “engolir a pílula”, e chegam até a ficar com a saúde abalada.
Essas doenças psicossomáticas são de difícil tratamento, pois suas causas, embora conhecidas, nem sempre podem ser tratadas, pois o único diagnóstico existente, indica que a cura apenas será conseguida com a reconciliação entre os pais.
Como fazer? Fica a dúvida crucial, pois não se trata de manha, chantagem emocional, ou algo superficial, que pode ser mais facilmente contornável. É algo que independe da vontade das crianças, pois está em seu interior. Aparentemente a única solução será a reconciliação de seus pais. E isso apenas será possível se a separação foi feita em bons termos. Se ainda existe alguma amizade, algum sentimento de carinho entre ambos.
É necessária uma reavaliação de situação, um novo estudo de todo o caso. Descobrir o que causou a separação, e claro, procurar contornar essas causas. É imprescindível um diálogo franco, em que cada um exponha claramente seu pensamento, apontando os motivos que causaram a separação. É necessário que algo mude, para que os mesmos erros não se repitam.
Pode-se argumentar que os pais devem apenas pensar em suas vidas, não podendo ceder às vontades das crianças. Ocorre que não é questão de vontade. Está em jogo a saúde das crianças. E esse é um fator a ser considerado, e que justifica a nova união, mas esta deve ser feita em novas bases, para que a nova convivência seja mais bem vivida.
E sendo possível, sempre poderá valer a pena fazer essa tentativa, considerando-se o que está em jogo. Certamente, cada caso é um caso, e não se pode generalizar soluções...
Essas situações por vezes podem ser complicadas, dependendo do que causou a separação. Muitas vezes, o tempo em que ficaram separados, trouxe um pouco mais de maturidade, e pode ajudar a nova vida conjugal.
Contudo, se ainda restar alguma coisa da mágoa anterior, ambos sempre podem fazer uma experiência. Como o problema das crianças envolve a presença paterna, e mais ainda, os pais juntos, sempre pode-se fazer uma tentativa com a chamada coabitação amigável.
Ambos podem morar juntos, cada qual respeitando o espaço do outro, até que todas as arestas sejam aparadas, e cheguem à conclusão de que o amor foi reencontrado, podendo assim ser resgatado e plenamente vivido, ou não...
Ou até que as crianças consertem a cabecinha, e que a separação possa ser consumada. Isso, claro, se realmente aquele sentimento que os uniu não existe mais.
Caso não se sintam totalmente seguros para essa reconciliação, podem procurar ajuda, ou algum aconselhamento junto a pessoas em quem depositem confiança, sejam parentes, psicólogos, amigos, enfim, alguém em quem confiem e que tenha condições para trocar uma ideia. Não custa nada e pode trazer muitos benefícios.
Assim, poderão evitar muitas frustrações para essas crianças que não tiveram culpa no ocorrido, e são apenas vitimas inocentes do desentendimento ocorrido e que causou a separação.
Aliás, muitas vezes tais desentendimentos podem ser facilmente contornáveis com um bom diálogo, uma boa reavaliação da situação.
Esperando ter sido útil para alguém, desejo a todos um lindo dia.
Como dói viver com ela...😦
Anseio por nossa separação
Me angústia, martiriza, e derrete todo dia,
o meu pobre coração
Silenciosa, chegou sem avisar
E eu tao despercebido não pude evitar
Desejada por muitos que não sabem o quer
Fez do leito minha rotina, e foi mantando a minha fé
Homens cansados do casório na oportunidade pra dar um "tomé"
Trocaram à sedutora, por sua própria mulher
Coitados, infelizes entraram pra lista da repetitiva sedução
Sem chance de retroceder do orgulho o aguilhão, casaram-se com ela, a famosa solidão.
(Vinícius de Morais JUSTINO)
Chuvas
Chuvas em forma de cachoeira, Lágrimas de uma triste separação ,
Dos céus e dos olhos,
Alegrias e tristezas.
A água que simboliza criação e destruição.
Fogo e explosão,
Gelo e muito frio,
Lágrimas quentes de um vulcão.
Pensamentos como águas do rio.
Rio da emoção,
Que jorra da montanha do amor,
Deságua no oceano da paixão,
Irrigando um jardim multicor.
Jardim de hortênsias,
De jasmim e lindos lírios,
Que liberam uma louca essência,
Que me eleva as alturas me levando ao delírio.
Delírio por lembrar dos seus beijos,
Do êxtase de teus carinhos,
Dos segredos e desejos,
Dos nossos corpos coladinhos.
Corpos de suor molhados,
Olhos moles de êxtase e brilhantes,
Olhares fixos de apaixonados,
Não resisto ao seu toque vibrante.
Vem com seus beijos,
Me elevar às alturas,
Despertar meus desejos,
E realizar minhas loucuras.
Loucuras de adolescentes,
Ilimitadas e irresponsáveis,
Suspiros inocentes,
Beijos insaciáveis.
Viajar,beijar e amar,
Sentir,sorrir e partir,
Você me fez voltar a sonhar,
Sem você, eu não quero mais existir.
Lourival Alves
Quando a aliança de Deus é quebrada numa relação, levando a destruição e a separação; é muito fácil perceber quem é o autor desta triste infelicidade.
Basta observar o progresso de um e a ruína e decadência do outro. Ou, "fruto do Espírito" e "fruto do pecado" sem arrependimento.
Pois Deus ainda zela por suas alianças e os princípios numa relação.
“PARA QUEM AMA”.
Diante da separação de um grande amor...
O coração quebra, esfacela-se em mil pedacinhos...
Já dizia o poeta “que não seja eterno, posto que é chama, mas que seja infinito enquanto dure”.
E quando este amor, dura para sempre e eterniza-se na cumplicidade dos olhares...
No tempo que atravessa a vida...
Vida que é breve, e não dura senão o sentido do querer, do estar sempre junto...
Como as ondas beijando a praia...
Da jura de amor que se imortalizou na somatória dos dias, meses e anos...
Jura de amor que floresceu, despertando homens e almas...
Floresceu no jardim da vida, vida que nasce, cresce e somente através do amor se torna imortal...
Entre flores e frutos, cresce uma erva chamada saudades...
Saudades que não é boa e nem má...
Que na infinita bondade da criação, marca o nosso caminho...
Para um dia, seja breve ou longo, o caminho que traçamos...
Sejamos coroados com o reencontro...
Reencontro regado ao dever bem compreendido, a dor resignada, e neste dia...
Celebraremos à VIDA, e enfim teremos vencido o Tempo, e aprendido a grandeza e a nobreza de AMAR !
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