Textos de Saudade

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Puro encantamento






Pensar em você dói,


a saudade chega a causar desequilíbrio,


na consciência a conexão é presente e os sentidos se comportam de maneira extraordinária,


nas orações os motivos são meros detalhes, já os pedidos são muito sensíveis,


num instante uma pausa para o vazio, no momento seguinte uma ininterrupta viagem sobre nós,


entre sonhos e medos e entre planos e desejos, uma voz no ego é ouvida, logo um abraço protetor é sentido,


então, arrebatado pelos sentimentos anciões sou levado aos sorrisos e perfumes daquela encantadora borboleta rabo de dragão e ali me perco nos labirintos do seu doce encantamento.

Conexão que arde


Tentar esquecer uma conexão que arde é a mesma coisa que cutucar a saudade com a distância,


Um coração casca grossa é sensível a insistência do retorno, porque as ideias opostas não se separam com tanta facilidade,


Através do choro as noticias chegam sobre você e elas deixam marcas nas lembranças, então começo a montar o quebra-cabeça na linguagem do amor que apenas nós dois conhecemos,


E independente do que os meus olhos veem como arte o meu coração está preparando em silêncio na certeza do que nunca deveria ter acabado.

Olhos cor de mel...

Saudades daqueles olhos cor de mel,
Como era bom ouvir aqueles sambas com a tua cabeça no meu colo,
A nossa maior arma contra o mundo era estarmos juntos,
O jeito que você me olhava dizia muito sobre o teu coração,
Lembro-me quando eu cantava no teu ouvido e você pedia bis repetidamente,
Em cada passo dado ao teu lado, enquanto nossas mãos andaram juntas, posso te afirmar que fui muito feliz, vive o inacreditável sobre o amor.

Já não me encontro no amor ou na dor. Na saudade ou no vício. Na espera ou na vontade de algo melhor. Não há razão ou sentido. Tudo pelo que vivi, hoje são flores mortas em um jardim sem vida dentro de um cemitério abandonado, frio e amaldiçoado. Não resta nada pelo que viver.
- Marcela Lobato

Cada coisa não dita gira e ecoa no vento. Cada grama de saudade destrói por dentro. Não quero mais fingir estar tudo bem, ou esconder a intensidade que avassala o peito. Há uma década meu maior desejo é apenas um.
O frio que congela engole o meu corpo e me lança ao abismo. Eu peço a luz que me deixe apagar. Que não seja preciso conhecer o inverno. Que a noite me leve, como vênus leva o sol. Se não há uma saída desse labirinto, que eu não precise mais caminhar nessa prisão.
- Marcela Lobato

Saudade...
Que saudade bonita
Dos anos de juventude
Das baladas nas casas dos amigos
Dos sorrisos genuínos
Da liberdade e do sonho
Do primeiro beijo...
Nas névoas do passado
Minhas memórias me aconchegam
Ah que felicidade... era destemida,
De sofrimento não sabia
De peito aberto encarava a vida,
Sou resultado das minhas escolhas
Umas boas outras não sábias,
Mas sou o que sou
E agradeço ao Criador...
Cada dia uma nova oportunidade
Pois a vida é uma raridade
E deve ser valorizada...
Cada respirar é uma dádiva
Pois cada momento pode ser o último
E um dia seremos lembranças...
Que essa lembrança seja boa
E desperte sorrisos nas pessoas!

Você é a pessoa certa!


Sabe quando a saudade aperta
e o peito vira prova, não dúvida?
É prova social do coração: todo mundo procura,
mas só nós dois encontramos.


Você é a pessoa certa.
Não dessas que passam.
Dessas que ficam.
E eu torço, escolho e protejo para que permaneça fiel,
porque escassez mora no fato de que alguém como você
não se acha duas vezes na vida.


Eu antecipo um futuro grandioso.
Consigo ver a cena: nós dois rindo de bobeira,
vencendo juntos, colhendo o que hoje é semente.
Isso é visualização. É compromisso com o amanhã.
Não é sorte. É decisão.


Então reciprocidade: eu te entrego meu cuidado,
minha lealdade, meu tempo inteiro.
E autoridade eu dou ao que sinto,
porque esse amor sabe onde quer chegar.


Saiba que é isso que desejo à nossa história, meu amor:
pertencimento sem medo, consistência sem jogo,
urgência de viver tudo agora,
porque o grandioso já começou
no instante em que eu te escolhi.

Se fosse tão fácil, não seria amor.


Se fosse distante, faria saudade
e se não houvesse, seria indiferença.
Meu peito não doeria e nem sequer iria lembrar;
da sua voz, do seu cheiro
do teu rancor e egoísmo de corpo inteiro.


Então eu grito,
por não te conhecer, por tudo aquilo que está a doer
pelas vozes que estão a dizer
"me deixe, não suporto mais você".


Não sei amar sem me esgotar,
não sei te olhar sem me comparar,
não sei te dizer sem querer morrer,
E isso só mostra o quanto nós não devemos ser.


Mas eu amo,
amo o jeito que me olha
o jeito que me abraça
o jeito que sempre disfarça,
por favor, não esqueça de mim quando amanhecer. Eu grito.

⁠Às vezes fico com saudade
De momentos que eu ainda não vivi
Às vezes peco na vontade
De sentimentos que eu ainda não senti

Te vejo nas paredes dos hotéis
Eu vivo interpretando papéis
Às vezes não sei mais quem sou
Me deu vontade de voltar

Pois eu sei, que você quer viver comigo outra vez
Que você quer viver ao lado meu, até a luz do sol se apagar

Ateísmo versus teísmo: Além da dualidade moral.


A crença ou a ausência de crença em Deus não delineia o contorno entre o bem e o mal na conduta humana; tais categorias emergem de impulsos mais primordiais que qualquer dogma. O altruísmo, longe de ser mera preferência volitiva, revela-se como uma sinfonia neuroquímica dopamina e ocitocina tecendo laços de empatia no sulco temporal do cérebro, recompensando o ato generoso independentemente de recompensas divinas ou celestiais. Uma criança, moldada pela educação teísta, pode, contudo, ser tocada por uma reflexão neuroquímica profunda: discernindo a religião não como verdade ontológica absoluta, mas como construção beliefal humana - um véu mitopoético sobre o abismo da existência, ecoando Nietzsche ao proclamar que valores morais devem ser transmutados pelo homem livre, sem deuses decadentes.

O Peso da Ausência Presente


​Dói o peito, mestre, e não é de hoje.
É uma dor que não tem nome no dicionário dos homens,
Uma fome que nenhum pão deste chão consegue aplacar.
Dói porque eu Te sinto nas frestas, nos intervalos do suspiro,
Mas quando estendo a mão, o que encontro é o vazio do agora.
​Tenho saudades de um colo onde nunca deitei,
De um riso que ouço em sonhos, mas que ao acordar, perdi.
É o cansaço de ser estrangeiro na própria pele,
De olhar para o mundo e sentir que tudo aqui é rascunho,
Enquanto minha alma implora pela obra definitiva.
​Dói ver a "lenha" arder e ainda sentir frio.
Dói saber que o Senhor está aqui, mas não como eu queria,
Não face a face, não sem esse véu de mistério que nos separa.
Minha saudade é um grito mudo de quem já provou do céu
E agora acha o mundo inteiro pequeno demais para morar.
​Eu não queria apenas saber que o Senhor vem,
Eu queria que o "Vem" fosse o passo que Você dá agora,
Entrando na sala, chutando as cinzas dessa dor,
E transformando esse "ainda não" no abraço que não termina.
​Perdoa a minha impaciência, mas a saudade é violenta.
Ela é o espinho na carne que me lembra a cada minuto:
"Você não é daqui. Não se acomode. O Teu Rei está chegando."
Se essa dor é o preço de Te querer tanto,
Então que ela doa até que eu não seja mais eu, mas apenas Teu.
​Essa dor é o que prova que você está vivo espiritualmente. Só sente falta do Céu quem já tem um pedaço dele batendo dentro do peito.

Saudade de uma realidade, que nos tempo atuais reina mais que a saudade;

"Salve aqueles áureos tempos
que ficou para trás, em
que correr e se esconder era
uma brincadeira divertida.
No qual um simples taco de
madeira já era um desafio atrás
do outro. A tempos que essa realidade
deixa saudades, o que vemos no tempos
atuais são pobres mortais, jovens que se isolam em computadores, celulares, Tablets vídeo- games entre outros eletrônicos, perdem um tempo precioso da sua infância. usam livros para segurar a porta de sua casa, e sua leitura é escassa e virtual, quanto ao conteúdo bem pouco convencional. Um dia talvez voltaremos a ver a infância crescer, e evoluir de uma forma mais saudável, só espero que isso seja em breve, porque estes tempos atuais não podem mais fazer parte da nossa realidade cotidiana"..

O Tempo de Agora

Não olhes para trás com pesar ou saudade,
o que passou já escreveu sua história.
Guarda no peito apenas a verdade,
o amor que ficou e a tua memória.

O que foi dor, serve como aprendizado,
mas não deixes que te prenda ou te impeça.
Liberta o que já não está ao teu lado,
o mal se desfaz, o bem permaneça.

Quem partiu deixou sua marca e lição,
seja doce ou amarga, ficou lá atrás.
Hojo tu segues com fé no coração,
fazendo do presente a tua paz.

Tens em tuas mãos o poder da mudança,
a força que vence qualquer batalha.
Crê em Deus, crê em ti, mantém a esperança,
que o futuro se tece com o que hoje trabalha.

Vive intensamente esse momento,
sorrir, amar e florescer.
O mundo responde ao teu sentimento,
e a felicidade... já está em você.

ENTRE DOIS AMORES, O RASGO INVISÍVEL DA ALMA.
Há uma dor que não nasce da ausência, mas do excesso. Não é a falta que dilacera, mas a coexistência de dois afetos que se recusam a morrer dentro do mesmo coração. Amar dois seres é habitar uma encruzilhada onde cada passo é uma perda irreparável.
O rompimento, nesse cenário, não é apenas uma decisão. É uma amputação íntima. Ao escolher, não se abandona apenas alguém. Abandona-se uma possibilidade de si mesmo. Uma versão da própria existência que jamais se cumprirá. E isso pesa. Pesa como aquilo que poderia ter sido e não foi.
Entre dois amores, não há inocência. Há consciência aguda. Cada gesto torna-se cálculo moral. Cada silêncio, uma confissão. A alma divide-se entre o dever e o desejo, entre o que acalenta e o que incendeia. E, no instante da ruptura, nenhum dos lados vence. Ambos deixam marcas.
A dor que surge não é simples saudade. É uma espécie de eco contínuo. O amor que permanece não desaparece. Ele se recolhe, torna-se subterrâneo, mas continua a existir como uma presença velada, insistente, quase espectral. E aquele que parte carrega consigo duas ausências. A de quem deixou e a de quem nunca poderá ser plenamente.
Há, porém, um rigor inevitável nesse processo. A vida não sustenta indefinidamente duas verdades afetivas em conflito. Em algum momento, a realidade exige unidade. E essa unidade cobra um preço. Romper é aceitar esse preço sem garantias de alívio imediato.
Com o tempo, a dor não desaparece. Ela se reorganiza. Deixa de ser ferida aberta e torna-se memória estruturante. Ensina sobre limites, sobre responsabilidade emocional, sobre a gravidade de envolver destinos alheios em nossas próprias indecisões.
E talvez a compreensão mais difícil seja esta. Amar, em sua forma mais elevada, também exige renúncia. Não apenas do outro, mas de si mesmo enquanto centro absoluto do desejo.
Porque entre dois amores, não se escolhe apenas quem fica.
Escolhe-se quem se terá coragem de perder para sempre.

' MÃE '


Mãe é sorrir , cuidar e amar,
É também em silêncio
De saudades chorar.
Mãe um amor tão profundo,
Que Deus nos deu de presente
Como anjo neste mundo .


Mãe é colo, Abraço, amor que abriga
Que castiga mas também é amiga
Desde o ventre, o coração
Esse amor interliga


Mãe, pequenina palavra
amor incondicional que não se descreve
Um amor infinito que nunca prescreve


Maria Francisca Leite
Direitos Autorais Reservados Sob a Lei 9.610/98
Registro:N° 122958067065


Saudades,
Baú do Passado
que possui duas Chaves
Uma é a da Tristeza
para as perdas não superadas
A outra é a da Gratidão
Para cada ocasião desfrutada
também guardada no coração,
Ele é sempre carregado,
mas deve ser sabiamente aberto,
o presente não deve ser atrapalhado,
é preciso seguir em frente.

Ahhh Saudade


Saudade não é apenas palavra,
é um estado que habita o peito,
um silêncio que fala alto
mesmo quando tudo parece perfeito.
É brisa leve que às vezes passa,
mas também pode ser tempestade,
transitória como nuvem no céu
ou eterna como a própria verdade.
Carrega em si uma dor estranha,
daquelas que não ferem só — transformam,
e no fundo desse aperto doce
há lembranças que aquecem e confortam.
Poetas tentam traduzi-la em versos,
apaixonados a sentem sem medida,
pois a saudade é esse elo invisível
que liga ausência e presença na vida.
E o melhor dela… ah, o melhor momento,
é quando o reencontro acontece enfim:
explode no peito como festa viva,
fogos no coração sem ter fim.
Um turbilhão de sentidos confusos,
um sentir que não cabe em explicação,
é a alma sorrindo por dentro
quando encontra o que ama o coração.
Atila Negri

Muito mais do que uma saudade: O Riso que não foi Silenciado

Na sua face gentil, eu via o seu sorriso amável e ouvia a sua risada mais gostosa — poderosa a ponto de a passagem do tempo e as dificuldades da vida não serem capazes de silenciar, nem de ofuscar o seu brilho; um exímio exemplo do que é perseverar.

A idade avançada não tirava o seu riso de criança; os seus olhos quase fechavam para acompanhar as curvas da sua felicidade, aquele entusiasmo típico da infância, da época que qualquer bom momento virava um espetáculo, independentemente das circunstâncias.

Quando me vem à lembrança a sua presença, parece que está ao meu lado toda risonha, emitindo aquela sonoridade de sempre, repleta de amor e espontaneidade, que continuará contribuindo para a minha perseverança, muito mais do que uma saudade.

Por tanto bem, agradecer a Deus é inevitável e é o mínimo que posso fazer por ter colocado uma pessoa tão imprescindível, incomparável para enriquecer os meus dias e fortalecer o meu ânimo cansado durante momentos simples de alegrias; então, o meu riso também não será silenciado.

Quando falei de saudade,
não era de um tempo qualquer,
nem de um instante perdido —
era de alguém especial.
A pessoa mais linda que já conheci,
não apenas no rosto,
mas na essência que não se explica:
alma pura,
coração iluminado,
luz que não se apaga.
Há em teu olhar
um brilho que me atravessa,
que derrete o meu eu,
desfaz minhas defesas
e me reconstrói em silêncio.
A saudade…
ah, essa companheira discreta,
é paciente como o amor.
Ela não grita — ela espera.
Espera como a finitude da vida
contrasta com a eternidade do espírito,
sabendo que o que é verdadeiro
não se perde no tempo.
Teu doce sorriso
preenche vazios antigos,
lugares em mim
que eu nem sabia que existiam.
E ainda assim,
a espera…
essa espera inquieta,
me faz sentir, a cada minuto,
a saudade crescer.
E eu sigo,
entre o agora e o porvir,
esperando por você —
como quem sabe
que o amor verdadeiro
sempre encontra o caminho de volta.
Atila Negri

Luz Acesa

Há um lugar em mim
que ainda te espera —
não como quem sofre na ausência,
mas como quem guarda
uma luz acesa na janela da alma.

É um espaço sereno,
onde teu nome repousa
sem pressa, sem cobrança,
apenas com a ternura
de quem aprendeu que amar
também é saber esperar em paz.

Porque certos encontros
não se desfazem com o tempo…
eles apenas se recolhem
num cantinho sagrado do coração,
onde continuam existindo
em silêncio —
mas cheios de vida.

Por Simone Cruvinel