Textos de Saudade
MEU RUMO
Ah, coração carente, sem ti perdido,
pela rua da saudade vai sozinho,
buscando em cada olhar algum carinho,
num sonho pela ausência consumido.
Quando estás longe, segue sem sentido,
meio sem prumo, procurando o caminho,
e a casa, em silêncio, faz seu ninho
num peito pela dor entristecido.
Mas ao te ver abrir a velha porta,
minha vida faz alegre reviravolta,
e o coração desperta para a emoção.
Rio fluente de aventura e esperança,
que ao mar dos sentimentos sempre avança,
levando até você meu coração.
Sandro Sansão da Silva Costa
A Praça.
Hoje eu acordei com saudade de você
Beijei aquela foto que você me ofertou
Sentei naquele banco da pracinha só porque
Foi lá que começou o nosso amor
Senti que os passarinhos todos me reconheceram
Pois eles entenderam toda minha solidão
Ficaram tão tristonhos e até emudeceram
Aí então eu fiz esta canção
A mesma praça, o mesmo banco
As mesmas flores, o mesmo jardim
Tudo é igual, mas estou triste
Porque não tenho você perto de mim
Beijei aquela árvore tão linda onde eu
Com meu canivete um coração desenhei
Escrevi no coração meu nome junto ao teu
E meu grande amor então eu jurei
O guarda ainda é o mesmo que um dia me pegou
Roubando uma rosa amarela pra você
Ainda tem balanço, tem gangorra, meu amor
Crianças que não param de correr
Aquele bom velhinho pipoqueiro foi quem viu
Quando envergonhado de amor eu lhe falei
Ainda é o mesmo sorveteiro que assistiu
Ao primeiro beijo que lhe dei
A gente vai crescendo, vai crescendo e o tempo passa
E nunca esqueci a felicidade que encontrei
Sempre eu vou lembrar do nosso banco na praça
Foi lá que começou o nosso amor
Ateísmo versus teísmo: Além da dualidade moral.
A crença ou a ausência de crença em Deus não delineia o contorno entre o bem e o mal na conduta humana; tais categorias emergem de impulsos mais primordiais que qualquer dogma. O altruísmo, longe de ser mera preferência volitiva, revela-se como uma sinfonia neuroquímica dopamina e ocitocina tecendo laços de empatia no sulco temporal do cérebro, recompensando o ato generoso independentemente de recompensas divinas ou celestiais. Uma criança, moldada pela educação teísta, pode, contudo, ser tocada por uma reflexão neuroquímica profunda: discernindo a religião não como verdade ontológica absoluta, mas como construção beliefal humana - um véu mitopoético sobre o abismo da existência, ecoando Nietzsche ao proclamar que valores morais devem ser transmutados pelo homem livre, sem deuses decadentes.
Saudade do que foi vivido
Sinto saudade não do que faltou,
mas do que existiu inteiro,
do riso que aconteceu sem esforço,
do tempo em que o corpo não doía por lembrar.
É uma saudade estranha,
porque não pede volta,
só reconhecimento.
Ela diz: isso foi real, isso me atravessou.
Tenho saudade do jeito que eu era
quando aquilo cabia em mim,
quando o mundo não pesava tanto
e amar não exigia sobrevivência.
Não é ausência.
É memória viva.
Algo que passou, mas não morreu.
Algo que vivi, e por isso, deixou marca.
Saudade é isso:
não um buraco,
mas uma cicatriz quente
provando que houve vida ali.
San Telmo
Tenho saudade de San Telmo
não como lembrança bonita,
mas como falta física.
Daquelas que apertam o peito sem pedir licença.
Saudade das ruas gastas,
do chão que já ouviu passos demais
e ainda assim sustenta quem passa.
Ali, o tempo não corre. Ele observa.
Sinto falta do cheiro antigo das casas,
do tango escapando pelas esquinas
como quem não quer ser esquecido.
Em San Telmo, até o silêncio tem memória.
Ali eu era parte do cenário,
não visita.
O bairro me reconhecia
antes mesmo de eu dizer meu nome.
Hoje carrego San Telmo dentro,
feito ferida que não infecciona,
mas também não fecha.
É casa que virou ausência.
Não dói por ser passado.
Dói porque ainda é meu.
Há quem olhe de longe
não por saudade,
mas por inquietação.
Curiosidade não é cuidado.
É a pergunta que se faz
sem coragem de escutar a resposta.
Quem observa em silêncio
costuma carregar dúvidas
que não sustenta em voz alta.
Espia para confirmar
se a escolha feita
ainda se justifica.
Mas olhar não é presença.
E visitar não é permanecer.
Há histórias que não aceitam plateia
de quem escolheu não ficar.
Algumas portas seguem visíveis
não por convite,
mas por transparência.
Outras jamais se reabrem,
mesmo quando vistas.
E se alguém entende ao ler,
entende porque sabe.
Curiosidade reconhece
aquilo que não foi resolvido.
Desapego não é ausência de amor.
É a decisão de não se diminuir para mantê-lo.
Amadurecer emocionalmente é aceitar três coisas duras:
Nem todo sentimento vira reciprocidade.
Nem toda conexão vira permanência.
Nem todo valor é reconhecido por quem o recebe.
O erro comum é tentar “ensinar” o outro a perceber.
Mas percepção não se força. Ou a pessoa alcança, ou não.
Tem ausências que não chegam,
elas apenas permanecem.
Você chama.
O silêncio responde.
E aos poucos aprende
que quem deseja estar perto
não encontra desculpas,
encontra caminhos.
Algumas verdades chegam sem fazer barulho. Quando viram versos, deixam de ser feridas e passam a ser aprendizado."
Lucci Santz 🖋️🌹
O Sorvete que Virou Saudade
Algumas lembranças têm gosto.
A minha tem gosto de chocolate.
Todo Dia das Mulheres
eu chegava com um Magnum na mão.
Era simples, quase bobo para quem via de fora.
Mas para mim
era uma maneira silenciosa de dizer
tudo aquilo que às vezes os filhos
não sabem falar direito.
Eu entregava o sorvete
e dizia que a amava.
Ela sorria.
E naquele sorriso
o mundo ficava em paz por alguns segundos.
Eu não sabia
que um dia aquele gesto tão pequeno
viraria uma das maiores saudades da minha vida.
A gente nunca imagina
que os momentos comuns
estão, na verdade, se tornando eternos.
Hoje o Dia das Mulheres chega
e eu sinto falta daquele caminho simples:
comprar o sorvete,
bater na porta,
ver o sorriso dela.
O sorvete ainda existe.
O dia ainda existe.
Mas agora
o amor que eu levava nas mãos
precisa viajar pela memória
para chegar até ela.
E às vezes eu penso…
se o céu tiver pequenas alegrias humanas,
talvez em algum lugar
minha mãe ainda esteja sorrindo
enquanto eu chego com um Magnum na mão.
— Sariel Oliveira ✍️
O nada e um algo
Eu não tenho nada
Pois o nada posso ter
Se o vazio me inunda
Com a ausência do seu ser
O meu peito vira um muro
Que afasta o teu olhar
E no eco desse escuro
Não consigo te tocar
Guardo a farsa na memória
Com o medo de perder
O final da nossa história
Se a verdade amanhecer
Saudade de uma realidade, que nos tempo atuais reina mais que a saudade;
"Salve aqueles áureos tempos
que ficou para trás, em
que correr e se esconder era
uma brincadeira divertida.
No qual um simples taco de
madeira já era um desafio atrás
do outro. A tempos que essa realidade
deixa saudades, o que vemos no tempos
atuais são pobres mortais, jovens que se isolam em computadores, celulares, Tablets vídeo- games entre outros eletrônicos, perdem um tempo precioso da sua infância. usam livros para segurar a porta de sua casa, e sua leitura é escassa e virtual, quanto ao conteúdo bem pouco convencional. Um dia talvez voltaremos a ver a infância crescer, e evoluir de uma forma mais saudável, só espero que isso seja em breve, porque estes tempos atuais não podem mais fazer parte da nossa realidade cotidiana"..
Querido lírio (2° soneto)
Lírios azuis no jardim da saudade,
Lembranças doces que não param de chegar.
Cada pétala, um suspiro de amor,
Cada cheiro, uma memória que faz chorar.
No silêncio, as saudades se fazem ouvir,
E os lírios balançam ao vento, sem parar.
Lembranças de momentos que nunca mais,
Mas que vivem em mim, como um perfume que não some.
Os lírios azuis, símbolo de pureza,
Me lembram de ti, minha doce lembrança.
Saudades que doem, mas que também curam,
E os lírios azuis, que me fazem sonhar.
Rosas no seu travesseiro
Não sei o que dizer!
Já não escrevo poemas, já não sou mais poeta.
A ausência de palavras me aparecem do tanto que cresce nossa distância.
Confesso que não deveria ter conhecido o inimaginável, deveria ter deixado subentendido apenas em pensamentos.
Você se foi levando consigo todas as rosas, e palavras, e versos.
Levando o sol dos meus verões.
Voce foi chuva passageira, e eu fiz de você inverno, me agasalhem no teu frio e conheci a solidão.
Agora habitas tu nas estações das minhas recordações.
NA AUSÊNCIA DO AMOR:
BY: Harley Kernner
Neste Dia dos Namorados, para quem ainda não tem um amor ao lado,
resta a certeza de que o que a alma mais precisa
é um abraço que fala sem palavras.
Um abraço onde não há a pergunta:
“Por que nos amamos tanto assim?”
Não há pressa de ir embora,
nem cobrança por chegar tarde,
nem por ter amado de um jeito diferente no passado.
É um abraço que envolve por inteiro,
onde se escuta o sussurro dos corações
num desejo que dispensa explicações.
Sentimo-nos inteiros em nós mesmos,
mas ainda assim vazios do amor que nos completa.
A ausência desse amor o ÉROS deixa um vazio que pode ser medido por dez essências fundamentais:
ESSÊNCIA: aquilo que dá sentido, cor e vida aos seus dias.
INSPIRAÇÃO: quem desperta o melhor de você para escrever, sonhar e crescer.
REFÚGIO: o lugar onde o coração encontra paz, segurança e carinho.
PARCEIRA: quem caminha ao seu lado, nos momentos bons e difíceis.
LUZ: que ilumina os dias escuros e traz alegria até nas coisas mais simples.
METADE: não no sentido de ser incompleto sem ela, mas de formar um todo mais bonito juntos.
SONHO REAL: aquilo que parecia distante e se torna presença viva e verdadeira.
TESOURO: algo raro, valioso e que merece ser cuidado com todo o carinho.
PAZ: mesmo em meio ao caos, a sua presença traz tranquilidade para a alma.
MOTIVO: uma das razões para sorrir, para acreditar e para querer ser uma pessoa melhor.
Harley Kernner
Arquitetura de Poesias e Crônicas
Nunca pensei que fazeria um poema como esse meu amor.
Eu to com saudades, saudades de nós dois, nossos beijos tensos, nosso abraço, nossa risada junta.
Querer algo sempre é difícil, mas também tem coisas fáceis, e o que eu quero é voltar com você, sei que não terminamos mas mesmo assim quero voltar com você.
E isso que eu tô pedindo é difícil, mas pelo amor da minha vida posso ser persistente ao máximo, bom eu acho, queria lhe pedir pensamento para voltar a mim e também paciência.
Mas toda vez que eu vou falar ou digitar "volta pra mim por favor e me desculpa por tudo" eu sinto que vou te pressionar com isso.
E como as perguntas que faço-me como "será que queres voltar a mim?" "Será que me amas ainda assim como eu lhe amo." E diversas perguntas.
Mas a principal que venho lhe fazer sem lhe pressionar minha flor es "poderias pensar em eu lhe deixar sentir você novamente??"
Autor= Henrique Gabriel
ALGUÉM CHORA POR VOCÊ!
Alguém já chorou por você!
Alguém sofreu e lamentou sua ausência
E para aliviar tanta dor que persistia
Somente restava o choro e orações.
Alguém em algum lugar sofreu por você!
Quando nem ao menos se lembrava
O quanto fez esta pessoa por amor
Chorar o quanto chorou por você.
Ela nada pediu em troca do que sentia
Somente desejava que lembrasse
Das lágrimas e sorrisos compartilhados.
Alguém em algum lugar ainda chora!
Chora a ingratidão que não merecia
Mas que ainda deseja de todo coração
Que siga seu caminho em paz.
E, mesmo que ainda chore num canto qualquer
Deseja que você seja realmente feliz!
AUTOR - JOÃO BATISTA BARBOSA
Poesia
O Amor Quando Se Veste de Saudades Permanece Vivo
Não há dúvidas que ela foi uma guerreira. Lutou o máximo que pôde, não desistiu; foi forte e valente durante as suas fraquezas, pois O Senhor esteve com ela todo o tempo, além do apoio de todos que se mantiveram ao lado dela.
Era amorosa, sincera, carinhosa, pulse firme quando necessário; sorridente e agradecida. Tinha a plena consciência que o seu caminhar era bastante abençoado, assim como o seu lar e a sua família; deixou muitos ensinamentos e ricas recordações.
Por isso, a sua partida foi apenas fisicamente; continuará viva na mente e no coração daqueles que a amavam e ainda a amam verdadeiramente, continuarão nas suas jornadas; e em cada conquista e nos momentos difíceis, ela se fará presente.
E agora, o seu amor imensurável está vestido de muitas saudades, mas permanece vivo e as suas filhas serão a sua continuidade; então, o sorriso delas, se Deus quiser, no momento certo, voltará, já que aprenderam com aquela mulher, de fato, o que é amar.
A minha maior saudade não é de amigos que se afastaram nem de parentes que me abandonam.
A minha maior saudade é de mim mesmo de quem eu era das coisas boas que eu era capaz de fazer, saudades de sentir a minha própria essência .
Mas Deus sabe de todas as coisas, principalmente sabe o que a de melhor em mim
R&F Perazza.'.
"O silêncio de Deus não é ausência, é preparo. Muitas vezes achamos que Ele se esqueceu de nós, mas é justamente no silêncio que o Dono do Tempo está ajustando os ponteiros da nossa vitória. Não questione a pausa, confie no propósito."
Lúcia reflexões &Vida
A morte é uma despedida física, mas o amor é um laço que nem o tempo, nem a ausência conseguem romper.
Não chore porque acabou, sorria porque aconteceu e porque a luz dessa pessoa agora brilha dentro de você.
Onde o corpo não pode mais estar, a lembrança faz morada eterna.
SerLucia Reflexoes
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