Textos de Saudade

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NADA COMO ANTES

De onde eu vim,
Lembro com muita saudade.
Ruas e quintais não são mais como antes.
Por lá eu cresci, vi muitas flores se abrindo
No raiar das manhãs. Quantas vozes eu ouvi.

Atrelado ao ar do lugar, Timbó está incravado em mim.
Suas praças me recordam bem, profundas lembranças
Que o tempo marcou.

Não posso esquecer dos amigos que um dia
Comigo sorriram. Aqueles que foram,
Os que me disseram, os que propuseram, os que se fecharam,
Os que se abriram e aqueles que nunca mais vi.

CBTU - FORTALEZA-CE

Saudade dos nossos nostálgicos TRENS CBTU.... Havia um tempo, que nunca se andava de trem sem antes sentir aquele velho frio na barriga.

O avexamento de nossos pais;
O nervosismo se apresentava em todas as vezes.

Nos trens, parte da infância se construiu, pois éramos rotina deles mesmos.

Não havia vagão sem os inesquecíveis vultos antagônicos do dia a dia.

Eram eles que, diariamente, desde o primeiro engate ganhavam a vida. O pão de cada dia.

Não havia vagões sem os Crentes, as fitas cassete ou sem "Cristo está voltando".

Não havia vagões sem os pedintes e nem sem os vendedores de qualquer coisa (Caramelo).

Todo cego e seu pandeiro, fazia de seus sons um movimento mais que o inconfundível.

"tata tata tata e o toin-toin-toin"

A Estação João Felipe era sempre uma aula de história despercebida. Nos mosaicos pisavam milhares de pessoas, as quais iam e sempre voltavam.

Em toda entrada ou saída haviam os toques repetitivos das catracas.

Não havia trens sem a regra: "Não pode ficar nas janelas, pois pedras podem vir!"
Jamais será esquecido os cartazes de rostos machucados por pedradas nas janelas...

Acima das portas um adesivo, e este ilustrava o itinerário com linhas e bolinhas em suas retas.

As portas eram disputadas pelos jovens da época, era um atrativo de aventura e perigo.

Os sons dos engates, freios e pedradas na máquina forte estão martelando até hoje em nossas memórias.

Aquelas máquinas eram bravas, fortes e imbatíveis! Eram como dragões que soltavam fumaça a todo tempo.

Pelos amantes dos trens, será sempre o melhor. Inesquecível! Insubstituível!

Ausência
O tempo vai passando e existem dias que consigo conviver bem com tudo isso, existem dias onde consigo esboçar um sorriso falso, busco ficar olhando para o céu pensando que existe um propósito para tanta dor, qual é não sei, porque já cheguei até a me entristecer com Deus, porque Ele sabe o que existe no meu coração, conhece o desejo que tenho de alma de ajudar, ser boa e fazer o bem, e também sabe de todas minhas falhas e imperfeições, e o quanto eu gostaria de ser melhor, de ser diferente.
Ele também sabe o quanto eu tinha temor de sofrer novamente.
Talvez seja está a explicação? Me fazer compreender que não há uma maneira de ser forte se for passando por processos que lhe permitam ser assim, e por isso tudo está acontecendo de forma tão atroz para conseguir ser mais forte e suportar trancos ainda maiores que virão? Não sei!
Resolvi escrever ... dizer... sei lá porque.
Mas como falei certa vez que, fosse para doer que dor viesse de uma única vez!
Ela veio! E há momentos em que não sei mais como suportar, nestas horas gostaria que a dor de cabeça surgisse justamente neste instante na sua mais insuportável e intensa forma, para amenizar a dor do vazio.
Um vazio que faz pensar em todas as razões para deixar de te amar, e encontrar na resposta a convicção que mesmo diante de todas as razões, eu não tenho dúvida alguma que o amo, e o amo mesmo tendo a certeza que você jamais irá me amar.
E dilacerante quando perdemos alguém, é devastador quando não temos mais o abraço, o colo, angustiante quando conseguimos fechar os olhos e ouvir a voz como se a pessoa estivesse exatamente do nosso lado, como sentimos a ausência de quem foi embora e tirado de nossas vidas pelos desígnios de Deus, mas deles é a saudade numa essência que dói sim, mas conseguimos de certa forma sentir paz.
A dor da ausência de alguém que amamos e está aqui, é a dor da saudade carregada com emoções complexas demais, porque é a angústia de permanecer se preocupando, a dor de sentir que você não é parte de nada, a ansiedade de uma expectativa que você lá no fundo já se deu conta que não existirá.

Re Pinheiro

⁠⁠SAUDADE REMOTA
Distante, num tempo bem distante daqui, o vi caminhando...
Parecia sem destino, pássaro ferido, que viajava entre mundos povos e dimensões,
Somente eu conseguia vê-lo e enxergar suas asas quebradas, somente eu conseguia alcançá-lo.
Impossível?
Talvez.
Mas aconteceu.
O meu desejo de tentar desvendar seus mistérios fosse tamanho, que me permitiu de repente ver muito mais do que imagens.
Eu entrei, dentro de seus pensamentos... E, li saudades, indecisão, certezas. Traumas, dores, ousadias enfim todas as nossas tragédias e dramas subterrâneos... mas ainda tocando ao fundo uma música em sua alma, o amor seu denso amor mantinha viva a esperança no futuro.
Ouvia ele dizendo para a si mesmo com uma lágrima invisível escorrendo pelo rosto. “Sinto saudades de quando você me levava pra ver a luz”. Eu me apaixonaria por você num instante, mas nunca deixei de amá-lo, mas prefiro continuar distante, sinto ciúmes e até uma dor por saber que outra esta contigo, mas talvez ela jamais possa fazer tão parte de ti quanto eu, que posso ouvir também seus pensamentos, apenas fechando meus olhos.
Pra estar contigo faço carinhos imaginários, te levo comigo nas noites e nos sonhos me perco.
Do alto de uma pedra eu o contemplei e uma leve brisa me tocava os meus cabelos, me imaginei fazendo caricias sobre o oceano, te vi entre as ruínas, seu olhar verde azulado foi o elo que me despertou para o infinito, o pássaro podia novamente sentir suas asas abertas, curadas e dançando com o vento.
Então ela acordou....
Beijos
Rê Pinheiro

TENHO SAUDADES DE TI MEU QUERIDO PORTUGAL
Poeta Brithowisckys
De heroicos patrícios o berço de bravos mares,
Terra de sonhos, do fandango, de luzes e fados,
Entre vinhedos de Dionísio e versos singulares,
Ecos de glórias ainda ecoam em tempo passado.

Camões encantou-se e cantou-te em épicas rimas,
Navegadores destemidos desbravaram o além-mar,
Fernando, com alma não tão pequena, te fez em acima,
Poema e amor à pátria portuguesa no verso que tem.

Lusitanos raiz, teus vinhos são sangue da terra antiga,
Mistério adocicado de almas em taças de cristais vertidas,
A cada gole, a história simbiótica que a vida longa abriga
O gosto eterno das mãos amigas sempre estendidas.

Ó velha Portugal, de brisas suaves, do Rio Douro na foz do Porto
Onde o sol parece beijar o mar no belo e encantador entardecer
Onde o Tejo murmura canções antigas e o Algarve incorporou
Que a alma lusitana jamais se acabe nem aqui nem além-mares
Bate no peito heroico de mil gerações o orgulho das naus de Cabral.
Tenho saudade de ti, da Torre de Belém, meu querido Portugal

Já parou pra pensar e reparou que a saudade é a necessidade de algo ou de alguém que um dia nos fez bem ou feliz, entretanto se não lembramos, se não vemos, acabamos não sentindo falta, com tudo não sentimos saudades nem muito menos necessidade, reviva, relembre, reveja, lugares,pessoas,viagens, paisagens, mesmo estando distante ou sem acesso assim por um momento serás feliz e darás um espanto naquilo que quando lembra faz o peito apertar ou faz com venha a se animar, sua energia te apresenta antes mesmo que venha a dar uma só palavra em algum lugar...


-Por João Elivaldo-

Você é meu pecado
E eu sou o seu pecado
É normal sentir saudades?
Sentir o teu cheiro em meu corpo?
Você me fala dos cabelos meus em você
Eu falo que sua boca é doce
Sinto como se você me elevasse
Posso ver anjos
Sinto como se fosse uma rosa sagrada e você me penetrasse a alma
Estamos iluminados por uma luz maior que nos guia
É como se o seu DNA se entrelaçasse no meu e descobrisse que somos partes primordiais um do outro
É como se eu tivesse uma espécie de déjà vu todas as vezes que estou em tua presença
Dizendo apenas sim, não conseguimos dizer não e apenas continuamos aquilo que já é infinito.

A PROCURA DA EXTENSÃO
(Mãe)

Tua luz agora ilumina o infinito, mas deixou essa saudade que é perene. A falta do teu colo, do teu conforto e de nossos abraços e olhares simbióticos, que se fundiam num só elo de amor, agora está corrompido em fragmentos de dor. Minha extensão você levou...

Lu Lena / 2026

O CORDÃO QUE SE ROMPEU


(Onde a biologia termina, a saudade transborda)


Sinto um vazio em mim, você levou junto meu cordão umbilical,


me sinto avulsa no mundo, devolva minha essência para que através dela eu volte a dormir em posição fetal,


do mesmo modo que me protegias no líquido amniótico de teu útero...


Mãe!


Lu Lena / 2026

GOTEIRAS DA INFÂNCIA
(No chão que a saudade regou)

Quando criança, eu achava que a chuva era o choro de Deus. Hoje, compreendo que aquela visão pueril não trazia goteiras de melancolia, mas sim o orvalho que preparava o solo fértil; essa lembrança desenhava, o tempo todo, o meu chão para que a vida pudesse, enfim, brotar e florescer. Mesmo que, no decorrer desse caminho, alguma flor murche, ela não morre, pois Deus sempre me estende um regador.

Lu Lena / 2026

​LÁPIDE DA ALMA
(​A peregrinação final da saudade)

​Nas lágrimas que borram o céu altivo,
vejo a lua que chora, triste e sombria;
as estrelas, espremidas e sem brilho,
na trágica sina de minha melancolia.
​No vão oco e obscuro de minha incoerência,
busco-te num coração flagelado e de luto;
perambulando em busca de minha existência,
sou peregrina enclausurada num reduto.
​Teu sorriso disperso na luz do luar eu vi...
sigo nesse destino que congela e paralisa,
nesse arrebatamento transfigurado em ti.
​Saudade enegrecida que causa tanto tormento,
círculo vicioso que entorpece e me agoniza…
Diante da lápide, minhas lágrimas borram o teu retrato,
e o vazio, enfim, em mim se eterniza.

​Lu Lena / 2026

É estranho sentir saudade de alguém que ainda respira,
que ainda acorda todos os dias,
que talvez até sorria…
mas que morreu dentro da nossa história.

O luto de um amor vivo não tem flores,
não tem velório,
não tem pessoas dizendo “vai passar”.
Porque ninguém entende a dor de perder alguém
que continua existindo por aí,
como se nada tivesse acontecido.

E enquanto o mundo segue,
a gente tenta juntar os pedaços
de uma versão nossa
que só existia quando aquele amor ainda ficava.

Bah…
tu virou saudade antes mesmo de virar passado.

E eu sigo aqui,
tentando ser forte igual gaúcho aprende a ser,
mas tem ausência tua
que nem o vento minuano consegue esfriar.

O coração até tenta seguir estrada,
mas toda vez que lembro do teu jeito,
é como se a alma parasse na cancela
esperando alguém que não vai mais voltar.

Bah…
tem saudade que nem mate amargo adoça.

O luto de um amor vivo é coisa triste, vivente.
Porque a gente segue andando,
sorrindo nas rodas,
arrumando o cabelo,
fazendo tudo certo…
mas por dentro o coração fica parado
na última vez que aquele amor olhou pra nós com carinho.

E pior que ele ainda existe.
Respira o mesmo céu,
anda pelas mesmas ruas,
mas já não pertence mais ao nosso abraço.

O amor acabou pra ti.
Mas em mim,
ele virou saudade.

E bah…
que saudade dolorida.

Da tua voz,
do teu jeito,
das conversas demoradas,
das promessas simples
que eu jurava que iam durar uma vida inteira.

Hoje eu entendo:
tem gente que não morre na nossa vida.
Só vira ausência permanente dentro do peito.

⁠Em alguns dias, o coração aperta e a saudade aparece sem aviso. O silêncio se torna barulhento. A menina ora baixinho, pedindo apenas força, paz e a presença invisível que consola. Ela não busca respostas rápidas, apenas um sinal de que Deus está ouvindo.
E ele está!

- Edna de Andrade

⁠Quando o cansaço pesar nos ombros,
lembre-se: o que te sustenta não é a ausência de dor,
é a confiança silenciosa de que vai passar.

Não deixe que o medo grite mais alto
do que a esperança que sussurra dentro de você.
É ela que te ergue, mesmo quando tudo parece desabar.

— Edna de Andrade
@coisasqueeusei.edna

⁠Hoje, o dia amanhece com uma saudade que não tem nome,
daquelas que apertam o peito em silêncio.

Você lembra do cheiro, da risada, dos conselhos,
das coisas simples que agora viraram eternas.
E embora ela não esteja mais ao seu lado,
ela segue viva… em tudo que te habita com amor.

O amor de mãe é semente que não morre.
É raiz que permanece, mesmo quando o tempo passa.

Neste Dia das Mães, que a lembrança seja colo.
Que a fé seja consolo.
E que o coração encontre um jeitinho de agradecer…
por tudo o que foi.
Por tudo o que ficou.

— Edna de Andrade
@coisasqueeusei.edna

Tinham tantas histórias a contar. Tantas saudades a reclamar. Momentos a recordar. Caminhos a planejar. Tantos sonhos a sonhar. Mas... quando finalmente ficam juntos, tudo desaparece, nada mais importa. Por que contar histórias, se a mais bela é o amor? Por que queixar-se da ausência, se o objeto da saudade está presente? Por que recordar o passado, se o momento é perfeito? Por que planejar caminhos, se as vidas estão traçadas? Por que sonhar, se viver é mais intenso?

Livro: Thaís, a Bela do Éden, página 188

Existem dores que não cabem em lágrimas,amores que não cabem em abraços
e saudades que não cabem em palavras.

O que sentimos de mais profundo,
muitas vezes, é justamente o que se torna inefável.

Porque a alma sabe sentir coisas
que a linguagem ainda não aprendeu a dizer.

— Sariel Oliveira