Textos de Paixão
Chameja o calor da exatidão
Em palavras ouvidas com compaixão
Logrado de sentimentos desejados
Por destinos se deparando aventurados
Extenua o coração de eterna fortidão
Por que a de haver mais implicação
Aveludado o toque como calmaria do mar
Cordura nenhuma em seus braços ao se jogar
A pele horripilar sem sentido enlouquecer
Viver a nossa corrente
Livrar dos ciúmes que nós prendamos a mente
Deixe deslizar seus lábios por que isso e nosso pecado
Afeiçoados estamos, com o peito em mansidão
Vivendo nossa insânia na retidão
Humildade e respeito nós levarão
A isso que nós dominamos na paixão.
MULHER
Ser divino, maravilha da criação, servimos meramente de rascunho, obra prima da natureza, advindo da costela de Adão.
Ser evoluído, forte, fonte de luz e divindade,
personificação do amor, a quem foi dado o dom da maternidade.
Ser inexplicável, incomparável, indescritível, instigante, sensível, admirável, desejado, sagaz, apaixonante.
Ser complexo, eterno enigma a ser desvendado, claro e obviamente não foi feito para ser compreendido, tão somente amado
Por que me negas o que peço
se nem é necessário permissão?
Por que me induzes a pensamentos
Se eles são apenas sobre ti
Busco as coisas simples e com paixão
Compartilhe comigo o que guarda em si.
Como dizer que quero intimidade
Ou uma porção de prazer
Se te ofendes e me afasta?
Não vêes que sinto falta
De tudo que costumávamos ser?
Pelo jeito não vê a distância que nos devasta.
O tempo não é problema
Nunca foi e nem será
O unico culpado sou eu
Sou prisioneiro do meu pensar
E fico preso no achar
que um dia verá, que seu pensamento será como o meu.
Ao amanhecer num sábado suave, deitado numa gostosa redinha de pano, regozijando o conforto da manhã, a saudade veio inesperadamente.
Ela foi trazida pelo sonho da noite, fazendo minar no canto do olho uma lágrima que feliz escorrera pelo rosto, carregada das lembranças de um tempo vivido, adormecido, nunca esquecido.
Um tempo vivo, tão vivo, que faz sentir no peito um aperto e na garganta um nó.
É o nó da vida feito pelo laço do encontro, laço que amarra na alma a memória de um sentimento.
Sentimento mágico, longe e ao mesmo tempo perto, salvo na cabeça e guardado no coração.
Você é a razão da minha alegria
e da minha tristeza.
É o que me faz querer chegar
e querer partir.
É o que me faz querer parar
e também prosseguir.
É o tudo e o nada em mim.
Metade do sim,
Metade do não.
É seguir
sem saber pra onde ir.
É tocar o céu e ver o inferno.
É ver a escuridão ao meio dia.
É ter um teto, mas não ter chão.
É cair no mar de ilusão.
Onírico. Surreal.
É a certeza do incerto.
Insanidade. Inquietação.
É a dor. É a paixão.
É o medo da desilusão.
Causa, efeito.
Ação, reação.
Da razão eu me esqueço,
e quem me denomina é a emoção.
A vida dá o preço,
a gente paga, ou não
Se entendeu,
beleza.
Se não,
bem-vindo
a minha confusão".
A momentos em que eu desejo que você me aceite.
A momentos que eu desejo ouvir de você que você gosta de mim.
A momentos que eu desejo que você se apaixonasse por mim, assim como sinto que estou me apaixonando por você.
A momentos que quero que o mundo veja e saiba que alguém despertou em mim algo que achei que nunca mais sentiria novamente.
Mas também ...
A momentos em que me pego pensando que tudo isso é loucura, porque você pode desaparecer a qualquer momento.
A momentos em que eu me pego pensando que você vai voltar a trás e eu ficarei sozinha de novo.
O pior... Não é eu acordar pra essa possível realidade e me ver só.
O pior é que gosto de como me sinto com você bem aqui perto... Não sei como será quando você se for pra longe.
O pior é que eu, depois de você, vou voltar pra minha Fortaleza e nem sei se vou conseguir escapar de novo.
Não porque eu goste disso... Mas é meu sistema de auto defesa que me leva pra lá quando algo dá errado... E pensando bem... sempre algo dá errado e eu acabo me encontrando na Fortaleza novamente.
Mas ... a vida é bela.
Eu continuarei como sempre... apreciando a vista.
Buscando a parte que falta em mim.
Sinto que é você... Mas sinto que não sou sua parte. E isso é que doi mais. Mais continuo tentando.!
TECITURAS
Eva tecia em folhas de figueira
Penélope seu longo bordado
As vozinhas costuravam em máquinas onde brincávamos de dirigir
Época em que agulha e linha da vida faziam parte
As mãos teciam
Enquanto a gente fazia arte
Ah! Pena que quase tudo isso acabou
Deixe eu terminar de tecer essas palavras
Vou aliavar esse poema
Antes que nos roubem isso também.
Hoje
Abrigarei soluços no peito
Afogarei o travesseiro
Direi adeus sem palavras
Sem abraços
Sem seu reflexo em meus olhos
Hoje
Dividirei o copo com a tristeza
Tomarei um porre de saudade
Beberei do vazio que ficou
Só hoje
Amanhã passarei batom vermelho
Darei novos sorrisos
Se não der...
Viverei de improviso.
Deixar você ir é tão difícil. Nunca imaginei que sua amizade na minha vida pudesse vira algo que tornasse tão real. A distancia agregou para tal sentimento. Não sei se é pelo fato de estarmos longe um do outro, ou se é pela a impressão de estar apaixonada por você.
Apaixonada por você.
Desculpa foi vacilo meu, eu deveria ter prestado atenção, me policiar mais. Mas sua companhia era tão boa, a cada dia surgia uma vontade de saber quem era. E porque guardava tanto segredos, minha curiosidade despertou.
Deveria eu sei no dia em que te conheci ter ficado ao seu lado. Porem me afastei, por medo talvez, de você apaixonar por mim. Pois sua idade não condizia com você e nem com a minha. Quem sabe terminaríamos naquele momento as duvidas futuras.
Por que foi tão homem, tão doce comigo? Eu sei que não tem culpa por ser assim. Eu arco com as responsabilidades: de ter chamado para sair, te der ficado olhando enquanto falava. Eu cai, eu sei, deixei meu sentimentos irem longe, posso erra, não posso?
Eu não estava frágil, pelo ao contrario estava forte, feliz. Não precisava de você, por que você?
Desculpa por ter escrito uma historia pra nos.
Hoje eu resolvi deixar você ir.
Só hoje quero deixar você ir.
Simone Ferreira
Meu querido amigo, soube que esses dias você enfrentou tempestades e dias de sol, tolerou tudo que passou.
Meu querido amigo, peço perdão por não ser tão presente nos seus dias de felicidade, pois eu estava procurando sair da minha tristeza, para quando encontrar você mostrar o quanto estou feliz.
Meu querido amigo, perdão despertar o amor em você e não conseguir ir até o fim com ele, foi algo mais puro e verdadeiro que já tive em minha vida.
Meu querido amigo, fiquei sabendo que esses dias que você estava bem, mas eu não consegui tirar aquela angústia em ter deixado você ir sem me despedir, guardarei sempre o seu nome, o seu cheiro, e até mesmo aquele seu jeito meio tímido de ser, aqueles desesperos para sair por estar entediado.
Meu caro amigo, obrigado por tudo!
-Pâmela Regina
Rasga - me o peito porque é dor que se abunda
Em síntese a lua cheia me inunda
E perece meu peito feito noite escura
E como dura
Rasga meu peito porque fundo foi
E o inesperado a seda corrói
E um torpor dilacera as trevas
Já não aguento
E que me passe o tormento
Porque dilacerando de tanto tanto
Já não sei se levanto
É inundação meu pranto
E amanhã quando o dia levantar
Estaremos cheios de buracos
Fracos buracos a vagar
A procura sempre devagar
E assim serão muitos e corroi
Serão fontes inesgotáveis de lembranças
Saudades que trarão herancas
Traga ar meu peito dói
Mas depois saudades
E assim vazios e odores
Que serão preenchidos
Com perfumadas flores
16/01/18
Quero tudo devagar
Porque se meu tempo está pra acabar
Que eu o aproveite
Como deleite
De pouco passar
E que eu deixe a rapidez para os novos
Que não percebem
O que bebem
O que sentem
O que mentem
Que andam a navegar
Em terra solta
Quero tudo devagar
Porque se o fim chegar
Que seu intervalo seja passear
Pelas estrelas
Pela lua
Pela sabedoria
Quero tudo devagar
Porque a pressa de passar Se transformou
E se saúde faltou
Nada releva
Tudo se enerva
E uma brecada
Se dá em cada arrancar
Mostrando que a felicidade é devagar
E se dá somente
Na fortaleza do amar..
30.12.17
Mal-aventurados aqueles que optam pela estabilidade e pelo conforto e que domesticados, seguem a vida em ritmo previsível. Criaturas em estado irreversível de torpor que com sanidade, atenuam os ávidos sentimentos capazes de estrangular a sua alma.
(Aprecio os desejos urgentes, as paixões desmedidas que nada respeitam.)
Eu vou descansar mais uns minutos no seu peito, pra encarar esse olhar sem desespero.
Vou sugar seu ar e sentir ele aqui dentro e sintetizar o nosso incrível momento.
As horas passaram como segundos. Nesse instante eu te enclausuro no meu mundo.
Sem desespero, sem tropeços, sem dor; não quero tudo, não peço futuro, não te chamo de amor.
Viva o agora, comigo e sem medo. Sinta meu o corpo ainda molhado após seus zelos.
Eu posso ser sua dama ou posso ser sua promíscua; posso ser sua chama e posso ser sua gasolina.
Serei seu combustível e a sua combustão; vou ser sua magia e nunca a sua maldição.
Quero o aqui e agora, e o meu agora é você, com toda a peculiaridade e o seu jeito incrível de ser. O ser que me encontra, me encoraja e me domina; o ser que marca dentro, marca fora, marcado fica.
Então fique comigo e deixe eu também ficar. Prometa, não esqueça:
O seu bem é o meu estar.
07.09.2017
Pode ser o seu tamanho
Ou o jeito que você erra
No momento em que eu te ganho
Ou no barco que te leva
Pode ser o que você quer
Ou o que eu tenho pra te dar
Uma vida inteira pra viver
Ou um só segundo pra lembrar
Um dia eu vou ficar bem
Só pra te querer mais
Onde quer que eu ande bem
Domingo é pra te dar paz
Quando eu te vi...
Meus olhos brilharam mais que céu estrelado
O que era monótono se tornou vibrante
Os sentidos antes quietos se tornaram ávidos
Queria que todo tempo parasse neste instante
Quando te vejo...
Meu corpo palpita por um abraço apertado
Meus pensamentos vazios se enchem de esperança
Meu coração já não teme ser machucado
Desde que eu seja eterno em suas melhores lembranças.
E quando não mais te vi...
A solidão retornou trazendo uma vida morna
Meu caminho antes seguro se tornou sinuoso
O rosto sem expressão novamente tomou forma
O fogo que de paixão ardia agora é doloroso
Você partiu...
E com você se foi a vontade de amar
Minha alegria de viver, levou contigo
Eu vejo mas sem ter o que enxergar
Toda graça você roubou e nada agora faz sentido.
Linhas de meu punho trazidas do fundo de minhas entranhas com doces notas ousadas e penetrantes.
Traços fervorosamente colhidos antes do amanhecer, momento em que se encontram em suas plenitudes de beleza e vigor.
A Dama aguardava-o ansiosamente, trajando um negligê diáfano de seda branca com rendas guipir e em suas lindas e macias mãos um cálice de vinho que ao beber deixava seus lábios rosados e levemente úmidos....
Ele chega na pontualidade inglesa, ela se encontra trêmula, abre a porta. Seus olhos reluzentes e a energia dos dois reúnem -se, mesclam-se, aliam-se até já não se distinguirem um do outro, tamanha intensidade que ela perde o domínio sobre seu corpo, fôlego e palavras.
Ele se aproxima olhando firmemente em seus olhos, um olhar hipnotizante, penetrante porém doce e tenro.
Nunca haviam se visto antes, apenas trocavam cartas traçadas envoltas de aromas que os inebriava, mas quando se avistaram pela primeira vez a sintonia era tamanha que se percebia pelo olhar.
Muitas palavras já tinham sido traçadas e na exatidão elas não éram necessárias e o cavalheiro sem nada dizer segura suavemente o rosto da bela Dama e se aproxima para um beijo ávido e impetuoso que a muito tempo ambos ansiavam.
O toque macio de seus lábios úmidos nos dela, sua barba áspera contrastando com a suavidez e a maciez . Quando ela pensava em dizer alguma coisa, sentiu sua língua lasciva se misturando a dele num ballet clássico
renascentista harmónico e sereno ultrapassando o pólen e sorvendo até à última gota do mais puro néctar. Só se ouvia à suas respirações ofegantes e sons lancinantes que os roubava o ar de seus pulmões, atormentando-os, enlouquecendo-os, embriagando-os, levando-os a um estado de insanidade momentânea que os alucina e os entontece.
Autora A.Kayra
Aquele beijo apertado que já passou.
Aquela marca na pele que apagou.
Não tenho mais suas mãos pra me invadir.
Não sinto o seu suor grudado em mim.
Então imploro meu bem o seu querer.
Com aqueles olhos vadios a me romper.
Comande firme e faça o que quiser.
Eu já te disse que sou só sua mulher.
Então sussurre o que eu quero ouvir;
"Que o meu dono quer muito me usufruir"
Isso arrepia sabia? Me faz ferver.
Me dê clemência e venha me enlouquecer.
Porque a doença é a cura. Eu e você.
12.10.2017 - 23:32
De que se alimentar, de carne, de peixe ou do Pão?
Há aproximadamente 2000 anos, Jesus fez seu sacrifício vicário por nós, i.e., um sacrifício de substituição às penalidades que deveriam ser impostas a nós, cobradas de nós, os verdadeiros pecadores ou infratores, não da lei dos homens, precisa ou especificamente, mas da lei de Deus.
Com este sacrifício, ele pagou a nossa dívida, cobriu a nossa culpa, assumindo-a como se fosse sua própria. Assumiu os nossos pecados, não só de uns poucos, mas de toda a humanidade.
Este é o verdadeiro significado de se recordar daquele dia fatídico, uma sexta-feira. Contudo, hoje é principalmente lembrada pelo fato de não se dever comer carne a fim de que o cristão possa experimentar na própria “carne” uma pequena parcela do sofrimento de Cristo - Uma forma de penitência pessoal pela qual o cristão deve deixar, por exemplo, de comer um bacalhau para comer uma sardinha que é mais barata, como forma de tirar este prazer, não necessariamente da carne, ou seja, não se abster apenas de carne, mas de qualquer outro alimento que proporcione o prazer do apetite que se revela pela manifestação de uma carnalidade no sentido de dependência dos prazeres da carne.
Assim, por exemplo, como a carne seria mais cara que 1 sardinha, seria preferível comer 1 sardinha a comer um belo churrasco que envolveria mais gasto e mais opulência; ademais, seria preferível comer um churrasco a comer uma bacalhoada, pois o bacalhau é ainda mais caro que a carne.
Portanto, entende-se que a questão da penitência envolve a questão da opulência: quanto menos caro for o alimento, mais sentido terá a penitência.
Esta é uma explicação para o motivo de se comer peixe não apenas na sexta-feira santa, mas durante todo período da quaresma, segundo consta no Código de Direito Canônico da Igreja Católica.
Sendo assim, se um cristão deseja de fato fazer penitência durante este período chamado quaresma, ele deve se abster de alimentos caros que refletem opulência, devendo comer comidas bem baratas como ovos, sardinhas, legumes, verduras, ou quaisquer alimentos que não revelem abastança, mas simplicidade, e que seja suficiente para satisfazer as devidas necessidades.
Entretanto, segundo os princípios de Cristo, a verdadeira abstinência do cristão recai sobre a sua disposição em satisfazer a vontade de Deus, ou seja, matar a carne, não a carne alimento, mas a “carne da carnalidade” que afasta o cristão de Deus.
Pergunta-se, portanto: o fato de não comer carne na sexta-feira santa é suficiente para o cristão chegar diante de Deus e dizer a ele que está livre de pecados porque deixou de comer carne? Quantos se sentam à mesa neste dia, comem peixe em vez de carne, mas estão com o coração repleto de carnalidade, de modo que a carne que ele deixa de comer está entranhada em seu coração?
É como diz Jesus: o que contamina o homem não é o que entra pela boca, mas o que sai da boca porque procede do coração (Mt 15:17-20).
Logo, parece haver uma contradição no deixar de comer carne na sexta-feira “santa”.
É como também advertiu o apóstolo Paulo com relação à ceia do Senhor, que cada um examine o seu coração (1 Co 11:28) e, assim, possa detectar se há em si algum caminho mau (Sl 139:24) que porventura possa vir a afastá-lo de Deus, e então possa se corrigir mediante uma autorreflexão que conduz a uma autodescoberta em que reconhece as próprias falhas e busca se corrigir diante de Deus.
Esta é a essência da sexta-feira chamada santa, pois na verdade ela passa a expressar um espírito de santidade quando se busca colocar em prática o que Jesus buscou transmitir à humanidade cristã, ao povo cristão.
Feliz autoanálise através da “lembrança” da morte de Cristo que significa a morte de pecados.
Feliz Páscoa, que relembra a libertação da escravidão do povo de Deus não apenas a que se deu no Êxodo, mas, principalmente, a que se deu uma vez por todas pelo sacrifício vicário de Cristo e pela sua ressurreição que reflete a libertação definitiva do seu povo das amarras do mundo.
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A TEORIA DO BEIJO é enfadonha.
De nada adianta ficar ouvindo e tentando teorizar sobre as hipóteses do beijo de alguém.
É preciso beijar para, então, aprender e adquirir o savoir faire.
Mas se quisermos ir além do aprendizado e tirar conclusões definitivas, temos de permanecer em estado de beijo.
Só assim vemos que a sabedoria não acontece no contato das línguas.
O beijo verdadeiro, aquele que se eterniza, acontece no encontro do olho com o olho, mesmo que as pálpebras, em nudez trêmula, permaneçam incontrolavelmente fechadas.
A partir daí, beijar se torna uma sabedoria, um instante perfeito, eternizado na memória, como se fosse uma tatuagem na alma.
