Textos de Mar
LÁPIDE
Talvez ainda não saiba quem sou,
mas sigo como seguem os ventos.
Há um mar para olhar,
as libélulas sobre o rio, as borboletas, que numa manhã qualquer,
me animam os olhos.
Nada sou... Apenas um homem em busca de si, mesmo quando me encontro.
É duro morrer, ser cadáver, ganhar plástico preto no corpo, e não fazer nada.
Não quero reza, velas, velório, caixão, nada...
Um túmulo me basta com uma lápide dizendo assim: "Para ter que morrer um dia, este que aqui jaz, preferia não ter vivido."
Não faz sentido
olhar a janela
Esperar
Querer o sol
Beijar o mar
Só
Não faz sentido
Em outras ruas
Teus passos
Não faz sentido
Caminhos
Tortos
Lugar diferente
Olhar calado
Silêncio
Procurar não faz sentido
Sem respostas
Sem palavras
Eu só
Solidão
Portas fechadas
Sem rumo
Apostei alto
Jogo perdido
Mudando as cartas !
12/09/2019
mar de solidão
mares que naveguei
mares tanto amei,
trazer o vento foste saudades
entre mares que sufoquei por amar
suspirei até perder ar
ver as nuvens soprar
boa esperança sob o mar
o sopro das leva as estrelas
na noite, meu clamor desvirtua
sonhos, de dia afogado por cada luz,
no julgo, o amplo beijo de um canto,
a sereias, sob ondas da tempestade afrontas
num carta que saudosa clamou no silencio,
dando ao tempo o vigor da paixão,
soltando a imaginação se tem o ador,
mais um gole de água quente o desejo te beijar,
o tempo parece parado nesse imenso mar,
o atraso que dias parecem e somem...
num ma que parece um deserto de água salgada,
os vultos trazem ilusões que tanto quero ter no coração,
dizem que vazio no peito nunca preenchido por um instante,
mas, por momentos acolhidos no maior desejo dessa vida.
tudo ganha fantasias no ares a maresia,
que a vontade de viver desaparece pois solidão a consome,
em prantos á melancolia tira a fome e sede,
seco coração pois fervor das temperes transcendem o tempo,
me fazem deixar o amor para viver aventuras,
sonso desejo que flui pelo coração se expõem
nos pensamento ao longe...
De estrelas do mar e cristãos
Os que foram espalhados foram por toda parte pregando a Palavra. -
Atos 8: 4
Escritura de hoje : Atos 8: 1-8
Você sabia que se um dos braços de uma estrela do mar for cortado, um novo crescerá em seu lugar? De fato, se uma estrela do mar for cortada, qualquer peça que contenha uma parte do disco central se transformará em uma nova estrela do mar.
Alguns pescadores de ostras descobriram isso, para seu desgosto, quando seus leitos de ostras ficaram infestados de estrelas do mar. Os pescadores cortaram a estrela do mar que pegaram e jogaram os pedaços de volta na água. Em vez de destruí-los, no entanto, eles estavam realmente ajudando-os a se multiplicar.
Durante séculos, os cristãos foram odiados e se opuseram cruelmente em muitas nações. Mas a perseguição não destruiu o cristianismo. Mesmo nas circunstâncias mais difíceis, ele não apenas sobreviveu, mas prosperou. Jesus disse de Sua igreja que “as portas do Hades não prevalecerão contra ela” (Mateus 16:18).
Os crentes do primeiro século em Jerusalém foram severamente perseguidos, mas isso resultou em sua dispersão por toda a Judéia e Samaria. E onde quer que fossem, eles pregavam a Palavra e muitos mais criam. Em Atos 8: 4-6, lemos que multidões responderam à pregação de Filipe.
Sim, a igreja do Senhor Jesus Cristo, não importa quão severamente perseguida, continua a crescer. Mesmo as forças do inferno em si não podem superá-lo!
Refletir e orar
A igreja de Cristo não pode ser destruída,
embora muitos inimigos tenham tentado;
Sempre que a perseguição ocorre,
a igreja se espalha e se multiplica. —Sper
O sangue dos mártires é a semente da igreja. - Tertuliano Richard DeHaan
Conhecimento rentável
Faça-me entender o caminho dos seus preceitos; assim meditarei nas tuas maravilhosas obras. - Salmos 119: 27
Escritura de hoje : Salmo 119: 25-32
A Bíblia é diferente de qualquer outro livro. Foi dado pela inspiração de Deus e é a Sua revelação ao homem. Em suas páginas, encontramos tudo o que precisamos saber para receber a salvação e viver para o Senhor. Paulo declarou que “é proveitoso para a doutrina, para a reprovação, para a correção, para a instrução da justiça” (2 Timóteo 3:16).
Algumas pessoas, no entanto, dedicam mais tempo a aprender sobre a Bíblia do que a descobrir sua mensagem. Por exemplo, dois homens passaram meses compilando uma impressionante variedade de estatísticas sobre as Escrituras. Contaram o número de capítulos, versículos, palavras e até letras.
Esses fatos podem ser interessantes e muitas horas de trabalho podem ser reunidas, mas como eles nos edificam espiritualmente? O que o salmista tinha em mente quando pediu a Deus que o ajudasse a entender o caminho de Seus preceitos? (Salmo 119: 27). Ele desejou - e devemos nos esforçar por - um maior conhecimento de Deus e Sua vontade.
Não vamos nos desviar de estatísticas interessantes e fatos incomuns. Em vez disso, vamos estudar em espírito de oração o conteúdo da Bíblia para descobrir o que Deus está nos dizendo sobre Si mesmo e Seu plano para a nossa vida. Isso tornará nosso conhecimento da Bíblia mais lucrativo.
Refletir e orar
Tua Palavra é como uma mina profunda e profunda,
E jóias ricas e raras
estão escondidas em suas profundas profundezas
Para todo pesquisador ali. - ombro
A Bíblia nos diz tudo o que precisamos saber para que possamos fazer tudo o que Deus quer que façamos. Richard DeHaan
Ela É Um Mar
Ela é um mar de sentimentos e emoções, As vezes feroz como as ondas
De meio dia,calma como o azul
Cristalino do mar,alegre como os
Raios de sol refletidos no azul cristalino
Da água,silenciosa como as ondas quebrando na areia branca e macia,fria
Como a água na madrugada de chuva,leve como a profundidade escura e solitária do alto-mar
No aquém-mar minha bela usa diadema. Em sua blandícia não sinto um ar ferreto. Apaixonou-se pelo homem de caudas Manzato. Meu amor por ti foi um debalde. Em vão fui sonhar com a sereia mais labareda de meu céu. Habituava-me em um ambiente de sebe. Longe de estar nas estradas de Sabá, eu continuava a pertencer a sabeus. Temanita consolava-me por estar gamado nas lindas caudas da sereia do aquém, amigo da Arábia Pétrea nascido em Temã. Meses, noutroras vivia em Edom. Jordânia tão pouco alguém forjou o meu coração. Fui para Finlândia, naamatita, ficou guardado em minha memória, rostos que nunca mais esquecerei algum dia. Sou um gorjeador, aprecio gorjear quando estou com o meu amigo Zofar. Elifaz e Bildade deu vida a uma vileza entre ambos quando estavam em Suita, topônimo japonês de Osaka. Conhecemos a torre de Moncorvo situada em Portugal. Encontramos durante o passeio algumas alfafas. Estávamos sumemos de tanto viajar. Um chanchão voava próximo a nós quando estávamos em Roseto Degli Abruzzi na Itália, aproveitamos para conhecer Téramo na região de Abruzos, também pertencente deste mesmo país. Em cantoria partimos para Roseto, topônimo naturalizado na Pensilvânia, um de meus amigos estava confundindo o nome desta regionalidade com a que conhecemos antes, porém a outra com essa mesma nomeação era comuna. Macoste fotografava as nossas idas e vindas, chegadas e partidas, amigo naturalizado em Mossul no Iraque. Eu guardei a minha fiori italiana dentre a minha agenda de recado, flor que talvez secaria por tempo indeterminado de tanto conhecer. Um de meus companheiros de viagens perdeu uma ampola em um destes dias. Abrimos um "La Fiole" em um destes passeios turísticos. Ancona, uma região italiana que também nos deixou saudades. As nossas férias não estava nos deixando ociosos, inativos. Um de meus acompanhantes passeadores tropeçou de repente perto do Foreto Software House, um escritório localizado na Polônia. Continuamos a caminhar para conhecer a cidade de Gdansk. Gdynia aos poucos era guardada em nossas memórias de amigos viajantes. Pomerânia adentrava os nossos corações viageiros. As borboletas de Trójmiasto saíram em nossas fotos. Passeamos nos barcos de Estetino. Visitamos Lublin, o mosteiro Carmelitas Descalços".
Em uma das visitações turísticas compro um guarda-chuva que transmite o que o meu coração está sentindo em forma de palavras, surgindo em escritos no seu material:
Onde estão os grupos de umbra?
Os povos antigos da Índia?!
Sim!
Avivando o umbral!
Refere-se a arquitetura ou o espiritismo?
Nenhum dos dois, mas a matemática...
Especificamente as equações polinomiais e empíricas.
Emito em meu jeito de respirar,
um desaire, não sou aprumada,
Alcantilada vida.
Não me acho inexaurível... Pelo ao contrário,
Já me achei muito uma catadupa...
Hoje só respiro o olvidar de minha alma.
Avivo insistentemente o olvidamento de meu espírito,
Antes eu esgoelava pelos fragores dos frutos.
A soledade findou-me... Cheguei ao deserto seco.
Onde não se tem a catadupa do meu ser, do meu ínfimo.
Só o escuto o dembo tocar - um tambor angolano,
O chefe de uma tribo da Angola está perdido neste lugar.
Sinto o cheiro apreciador de danbo - um queijo dinamarquês,
Que o chefe está deliciando pelo deserto sem frutas.
Encosta na parede feita de cobogó...
A que parece ter dado vida a um castelo.
Oferece-me um pedaço de sua única refeição,
Graciosamente pego-a em agradecimento por sua parte.
Deixo o meu pequeno pedaço de queijo dinamarquês em direção ao sol em uma malga de plástico...
Horas mais até o último raio solar desaparecer,
O queijo derreteu e virou leite... O bebo, pois tenho alergia a todo tipo de consistência de queijo puro.
Vou embora do deserto ao beber aquela refeição derretida pela temperatura.
Milagrosamente ou magicamente, aquilo me faz partir dali misteriosamente...
Acredito ter consumido uma alimentação poderosa, talvez até mágica.
Há a hipótese que seja o chefe de uma tribo que enfeitiçou aquele alimento.
A parede feita de cobogó desaparece,
O dembo para de tocar e eu escutá-lo.
Encontro sem procurar um minúsculo tambor angolano,
Pela minha camarata... Parece ser um enfeite... Para te levar a um lugar mágico,
Que existe dentro daquele micro tambor da Angola.
O coloco próximo a um de meus ouvidos... E consigo ainda escutar...
O chefe de uma tribo tocar. O mesmo som, o mesmo barulhinho.
E ao fazer isso, rapidamente, entro novamente ao deserto,
Ao lugar que é existente adentro do tal objeto mini.
Repito a minha ação e retorno ao local que eu estava antes,
Ao meu dormitório. Descubro que é só colocar perto de um dos ouvidos para entrar no micro tambor que te conduz ao deserto angolano.
Desconfio ser o deserto do Namibe. O guarda-chuva automaticamente pesquisa as suas características.
Cada "viagem", partida a ele... Sinto uma renovação interna.
Vejo um órix pelo caminho... Observo Welwitschia.
Uma planta popular também como "polvo do deserto".
Existente desde o tempo dos dinossauros... Planta que só tem no deserto de Namibe... As gigantes dunas são bem quentes pelo imenso calor a fazer.
Fecho o guarda-chuva. Não vejo mais letras, palavras ou qualquer outro escrito nele, porém ainda sinto que algo está para desabrochar de meu existencialismo. O dia seguinte logo vai raiar, o alvorecer esgoela. Não dá para adormecer sem ainda parar de pensar, com o cérebro ligado nos duzentos e vinte dando curto circuíto, intelectualmente falando.
Paludícola
Sobrevoando na latifoliada, Jaçanã piava na América do Sul.
Será que a caradriiforme está dentro de um balde de água? Ave que voa, que anda; que corre acima das folhas na pátria Amazônia. Esta que me traz belas lembranças.
Não é uma tarambola. Tão pouco um maçarico, mas é semelhante a galinhola, a ave americana e asiática. Jacanídeo faz do seu ninho, um hino aos cantos das aves conhecidas aos índios, aquelas que também são símbolos.
Quantas subespécies existem delas, quantas a conhecemos?
Hypomelaena, jacana; melaponygia, scapularis; intermedia, peruviana. Quantas espécies será que estão cantando neste começo de manhã?
Meus pensamentos estão guardados até voltar a abri-lo e as frases renascer. Não tenho certeza, mas acho que o dia já amanheceu. Ouço não apenas o cochilo do meu guarda-chuva, mas das letras, palavras e significados. Meu cerebelo finalmente está dormindo.
O mar...
O braço de mar...
A beira mar...
O tempo...
A contagem do tempo...
A insignificância do tempo...
A chuva...
O barulho da chuva...
A calmaria da chuva...
O Criador...
A natureza...
Ouça SUA voz...
Sol e chuva, casamento de viúva, mas será?
Chuva e sol, casamento de Espanhol! Quem falou?
O arco íris só acontece após a chuva,
A lua e o sol, se intercalam como uma luva.
Se a hora mais escura do dia, é quando está próximo o amanhecer, porque desesperar?
A luz só é sentida quando as trevas são vividas e o arco iris da tua vida se fará quando estiveres preparado, afinal ele é FENÔMENO e não GRAMUNHA.
de repente sois mar sem destino,
mar de tantas contradições,
apenas a voz ecoa no vento
para ter num mundo de sonhos,
apenas um dia que vento
sussurrou teu nome,
neste dia tive a certeza,
sons de ter o tormento,
tempestade tão longe
mas, bate no sentimento,
cálida amanhã que surge ao vento,
deprimida doce alma que vem alento..
rubricas numa estrada sem destino
sem endereço ao certo... o tal desejo,
foste único nas sombras de um pesadelo...
pois bem digas mais uma vez,
num tom que desaparece ao relento,
lagrimas que secaram no teu olhar.
Eu Só Queria
Olhar o mar, a praia, pisar na areia;
Ver o dia passar a minha maneira;
Sentir o sol deitada na esteira;
Mas aqui estou: em pé na madeira.
Modelando... igual sereia
Pra ter uma foto, pra que você creia
Que veja além, além da poeira,
De ironia e sarcasmo somado à bobeira.
Moral da proza: sereia que gosta de areia
Um dia vira prisioneira.
ESPERANÇA
Um barquinho de esperança...
...
num mar de incertezas...
a vida ao sabor das ondas...
pra lá... pra cá...
pra cá... pra lá...
Dia e noite, noite e dia...
tenta preencher sua vida de alegrias vazia...
pra lá... pra cá...
pra cá... pra lá...
monotonia, monotonia, monotonia...
a única certeza: a morte.
Encontrar Jesus seria sua maior sorte...
pra lá... pra cá... pra lá... pra cá... pra lá...
se não encontrar... vai lhe tragar a morte!
E fim.
- No Silêncio de um Depois -
(Fado Varela)
Talvez, um dia amor, voltes p'ra mim
no mar da madrugada de nós dois
talvez, tu tenhas pena de nos pôr fim
e voltes no silêncio de um depois.
Não sei se onde estás pensas em nós
se pensas nessa vida que tivemos
mas como um rio que corre para a foz
eu sei, não esquecerás o que dissémos.
Às vezes, sinto ainda o teu perfume
na cama, nos lençóis onde me deito
às vezes eu sinto ainda tanto ciume
se penso em ti sem mim, que dor no peito!
E visto em cada dia de solidão
o peso da saudade que trago aos molhos
e à deriva neste mar do coração
eu levo nos meus olhos os teus olhos.
e ela ama ser mulher
Um dia, ela descobriu que o mar,
a leitura,
o café,
o vinho,
a música,
os gatos,
sempre a salvariam de qualquer muro,
torre
e momentos tristes
e, além disso,
tais coisas a livrariam
dos embustes disfarçados de "amores",
"companhia",
"amizades"....
Ela agora pede que não a tirem de sua paz....
Ela até aprendeu nessa bagunça toda
a pensar na sua própria respiração
e descobriu ser assustador,
pois quando pensa nela,
automaticamente para de respirar....
A vida é muito doida de pedra...
E a gente só quer paz...
Nesses devaneios,
a gente vai sendo nossa própria desnatureza
e profusão de sensações insensatas
ou de sensatos sentimentos
que nos obrigam a seguir
um único caminho:
amor próprio....
a um único defeito:
amor próprio....
à única solução:
amor próprio.
Caminho a beirar o mar, refletindo sobre meus pensamentos, meu pensar.
É quando nos isolamos que percebemos mais que uma mísera existência.
Olho para trás refletindo meu passado, vejo que fiz tantas coisas, e independente do que fiz a água passa por cima, o tempo apaga.
Quem foi o general de 1500 ? Ou o carteiro a 100 anos atrás, a maior cozinheira dos anos 1930, quem fui eu daqui a alguns dias.
Percebo que o que sinto é a água que bate nos pés hoje, e que me causa sensações, a pegada de antes ninguém as sabe quem as fez, mas posso sentir que estou fazendo essa, estou vivo.
Olhando para a vida vejo um mar revolto, águas turbulentas de ondas sombrias
Um mar de fúria que não tem pra onde desaguar. Assim vejo uma vida que está sofrendo angustias, tristezas e dores na alma, sem esperança, sem amor, sem rumo e sem luz. A alma doente disseca o corpo e aos poucos vai tragando a vida para este mar, se afogando em desilusões e decepções causadas por nós mesmo.
A alma doente mata aos poucos esse ser vivente que não tem forças para reagir e se entrega para a morte, é lamentável e doloroso esse processo que passamos por um período de tempo na vida. Esse processo é uma experiência que vem para nos avivar e mudar por dentro nosso modo de pensar sobre a vida, muitos não conseguem sair e os que saem e compreende o motivo do processo, compreendeu tudo.
Nenhum ser humano está imune dessa experiência todos um dia viveu ou vive esse caminho sobre o mar, e para os que sobreviveram, renasceram outra vez.
BEIJO DO MAR
Sou poeira de um sonho que tive,
No qual o mar, vinha me beijar.
Poeira de areia,
Fina que lhe escapava entre os dedos.
Em um sonho,
Que sonhei a muito tempo,
No qual você, vinha me amar.
Ao acordar suada,
Pude sentir, ainda em meus lábios,
O doce sabor úmido dos seus beijos.
Mais mesmo ao acordar,
Percebi que o sonho, tinha sido,
Sonho dentro de sonho.
E que talvez você nunca saberá,
Do amor que sinto.
Talvez em sonho seu,
Você descobrirá, o doce sabor,
De me amar.
BRASÍLIA (Distrito Federal)
Do planalto, ergue Brasília
De vasto céu e mar de estrela
Contrastes sua maior ironia
Se rubra tão senhora outrora donzela...
É Brasília
dos ipês, da arquitetura, és magia
tão bela...
O por do sol dourado
agita o candango, vê-se da janela...
Tuas asas são do cerrado
urbano e domésticas
És tão poético e outras poéticas...
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Abril de 2016
Cerrado goiano
TEMPORAIS
Toda vez que perco o horizonte
Creio haver um mar a minha frente
Tão longe de mim equidistante
Como as rosas de um jardim
Ou uma nuvem passante
Que se desmancha insana
Por entre respingos de lama
Ou alvas fronhas de algodão
São aguas verdes revoltas
Remexidas pelos mesmos ventos
Que soltos conduzem minhas barcas
Serenas cada uma a seu porto
E as nuvens aos seus tantos
Destinos e encantos
Revestindo travesseiros
Sobre as camas da paixão
Todos esses travessos romances
Atravessam-me intensos
Ainda que de mim jamais saibam
Porque nunca mais retornam
Porque se tornarão propensos
A viajar outros céus e mares
Esculpindo suas torres imensas
Apesar dos temporais
"A foca estava sempre muito ocupada para ensinar seus filhotes a caçar os peixes no mar, e então no fim do dia quando voltava para casa, trazia um saboroso peixe e achava que cumpria sua missão. Um dia, quando já estavam crescidos, a mamãe foca saiu e se perdeu por dias e seus filhotes com fome decidiram se aventurar caçando peixinhos no mar. Todas as outras focas observaram aquilo, mas os filhotes na primeira tentativa , foram engolidos por um Tubarão muito experto que vivia por ali"
Está fábula é uma reflexão muito forte!
Ensinar as pessoas a terem independência, sempre será mais importante do que apenas entregar tudo pronto e na mão. A segurança está na independência.
Se você pode fazer algo por seus filhos, seus sobrinhos, seus amigos, ensine-os a viver, a ganhar o próprio dinheiro, uma profissão e não desista até que essa tarefa esteja concluída. Pode ter certeza, essa, na maioria das vezes, será a diferença entre uma pessoa bem resolvida na vida ou aquela pessoa frustrada que estará sempre navegando contra a ventania.
Se você não teve esse apoio, mantenha a calma, a confiança e busque conhecimento. Atreva-se a conseguir em qualquer tempo, ser a pessoa que você sempre quis se tornar. Você vai conseguir!
Pirei
Na praia
Dancei com o mar
Corpo suado
Colado
Na areia
Vi teu corpo
Me joguei
Cair de quatro entre os teus dedos
Fui andando devagar
Cair na dança
Por cima, por baixo...
Me fiz loucuras
De mancinho
Devagarinho
Lambi tua boca
Mexi teus nervos
Baguncei tua pele
Arranhei teu olhos
E fui...
Do meu jeito
Jeitinho, arranquei tua roupa
Tuas orelhas, cantei !
17/11/2018
