Textos de Mar

Cerca de 4745 textos de Mar

Me leve ao mar e me traga uma estrela...
Me leve ao mar e me traga um pedaço de sal...
Me leve ao mar e me traga um punhado de areia branca...
Me leve ao mar e me traga conchas, búzios, memórias, ilusões perdidas, e o meu corpo coberto de espumas...
Me leve ao mar...
Só me leve ao mar...
E me deixe vestir-me de luar mais uma vez...
Haredita Angel
29.08.26

“Só é possível enxergar longe um problema quando se tem a coragem de atravessar o mar desta tua luta no momento que se é dado a ordem do Criador para ser livre desta tempestade. Obedeça e verá o mar da sua vida se abrir para você atravessar e deixar de ser escravo deste problema.“


—By Coelhinha

Os Sete Mares


Num mar de lágrimas, estive a nadar contra a maré.
Neguei o ciclo que havia se encerrado, até que meu barco fosse levado para longe,
para uma ilha onde fui obrigado a me bastar.
Vejo destroços de embarcações e alguns náufragos, agarrados às tábuas, tentando sobreviver nesse nefasto oceano.
Aquela água não é própria para consumo, mas eles bebem, acreditando que é tudo o que lhes resta.
Vejo-os ir e voltar, repetindo o mesmo trajeto.
E eu, em minha ilha, espero.
Minha jangada ainda está sendo construída.
Até que chegue o dia em que partirei,
não para fugir do oceano, mas para conquistá-lo.
Conhecerei os sete mares e não serei mais refém de suas águas.

A Paraíba também é um local para amar

Seja no sertão ou no mar,

Contigo quero passear

De mãos dadas no Pavilhão do Chá.



Do alvorecer ao crepúsculo no Rio Sanhauá

Quero você agarrado na minha cintura,

Indo muito além do forrozar

Vamos juntos namorar...



Eis-me aqui, e você aí

Dá até para escrever uma letra de forró,

Quando você não está aqui

Porque foi na Paraíba que eu te conheci.



Não existe o 'cedo', e nunca é tarde

Para amar sempre existe tempo,

Aos poucos vamos nos aproximando

Por causa desse amor que está florescendo...

Mangue-botão


Algo em mim faz a transição,


o ponto onde o mar desiste,


Insistindo em ser a imensidão


tendo tudo a ver quando


a terra começa a vencer:






Do jeito exato do Mangue-botão


onde reinam cada um


dos três mangues que crescem,


abrigam e a vida nutrem.






Sem sequer tocar na lama,


os mangues roçam na contemplação


profunda d'alma humana


que possui asas guarás,


e se reserva do que não liberta.






[Sem deixar de lado o coração


enraizado na própria terra].

Noites de verão
sob a Via Láctea,
nos aproximarão.


As ondas do mar
os pés acariciarão,
e as palmeiras
nos reverenciarão.


Nas tuas mãos
macias e solares,
estarei nos teus
paradisíacos lugares,
e você nos meus,
nós em encaixes.


Com água de coco
e nossos beijos:
as sedes cessarão.


O amor e a paixão
as apostas dobrarão.

Honre a sua ancestralidade
e o quanto tiveram que caminhar
na vida e cruzar o mar,
para até aqui chegar
e a gente vir a nos encontrar.
Nasceste brasileiro,
aqui é o seu abençoado lar;
muitos gostariam de ter
o privilégio de ter uma Pátria
como a nossa para morar,
onde a guerra de alta intensidade
não teve o poder de nos alcançar.


Sem abandonar quem você é,
não apenas pela influência
do nosso idioma bonito,
não se esqueça que você
nasceu latino pelo convívio,
pela construção histórica
e pelo resultado geopolítico.
E isso acaba moldando
o consciente, o inconsciente
e o seu jeito de se comportar,
sem nada teu subtrair ou erosionar.


Tu tens muito o que se orgulhar,
sem esperar que a satisfação
venha independentemente
de quem está a nos governar.
És filho do Pampa, da Mata Atlântica,
do Pantanal, do Cerrado,
da Caatinga e da Amazônia —
e tens o Oceano Atlântico
para estar com ele à beira-mar.
Todas as vezes que tentarem
as ideias distorcer e nublar,
sempre se lembre que tens
todos os motivos para se orgulhar.

Nutrir a ânsia com delícia
de vestir-me com os teus olhos,
absolutos, cor de mar.
Tornar-me a maruja deles
e rotas nunca determinar.


Saciar nos teus lábios,
a sede e o ímpeto
daquilo que não quero domar.
Deixar nas tuas mãos,
tudo o que não quero guiar.


Onde por ti fui colocada,
o tempo não me fez apagada.
Sair deste lugar só depende
da tua iniciativa pacificada
para ajustarmos a caminhada.


Crescente é a vontade que não
cessa de ser incendiada,
com poesia que é chama imparável
que, assim, tem feito aumentada
nos momentos de silêncio.


Infrene a convergência
haverá de ser celebrada
na estação própria para colher
na beira do rio da vida
os frutos das sapucaias,
porque tu me tens como a favorita.

Leva-me contigo do mesmo
jeito que o Rio Colonarie
segue em direção ao mar,
sem parar para questionar.


​Coloca-me entre os teus
abraços e no teu colo,
para contar e recontar
quando deixamos
o amor nos encontrar.


​Prenda-me inteira em ti,
igual aos cachos de flores
da árvore de Soufrière,
e viveremos de amores.


​Toque-me quando o peito
estiver em ritmo de Big Drum,
para a gente pegar a intenção
e ir na primeira embarcação
ao esbanjamento da sedução.

Alma criada, feita para navegar
no mar da Humanidade,
tem memória caiçara desde
nascença para fazer tudo durar.


Sem temer lidar com o tempo
e as correntezas marítimas,
entre pescar peixes e almas,
também aprendeu a escutar,
enquanto tece as suas redes.


Quando a guerra se aproxima
com os seus deuses e senhores,
eles sabem manipular e tocar
nas nossas mais íntimas dores.


Entre sóis, luares e marés,
para que não nos percebamos
nos espaços sendo abertos,
aprendeu que, antes da guerra,
os seus deuses e senhores
buscam estar entre os fragilizados
dos matizes mais variados.


Todos eles premeditam quebras
de confiança, cortar laços,
desligar o discernimento,
os afetos e a comunicação,
para arrebentar povos por dentro.


Urge não buscar ordinários tormentos,
porque eles são hábeis em tornar
espaços de vida em confinamentos.


É preciso todos estarem atentos:
[Para não nos render, e não haver tropeços.]

*Poema maluco do cotidiano*

Existem mais aviões no fundo do mar
do que navios no céu.
E existem mais planos na minha gaveta
do que coragem na segunda-feira.

Existem mais "depois eu vejo" no WhatsApp
do que respostas na hora.
Existem mais metas em janeiro
do que academia em fevereiro.

Existem mais café esfriando na mesa
do que tempo pra terminar ele.
Existem mais prints que nunca mando
do que conversas que realmente começo.

Existem mais aviões no fundo do mar
do que navios no céu.
E existem mais sonhos pousados na gente
do que gente pousando nos próprios sonhos.
(Saul Beleza)

O mar e a areia (poesia)

Que um dia
os que foram negligenciados
sejam lembrados, e que o sejam
antes que a carne se desfaça,
sucumbida pelo fim do tempo,
ou antes que restem apenas ossos
e o pó misturado à terra.

Porque todos, sem qualquer exceção
ou vã generalização, precisam de algo
além de si mesmos. Qual seria, afinal,
o sentido de existir no isolamento,
dedicando a vida a um único ser?

Que um dia
os mesmos olhos que choram
sorriam; que o mesmo oceano
que banha a areia sedenta
por sua espuma, receba também
alguns de seus grãos,
num gesto manso de afeto
pelo simples direito de coexistir.

Marcelo HB

Exílio Sem Pátria

Tijolo por tijolo, erguemos o castelo das ilusões.
Navegamos no mar das relações, acreditando que ali está o sentido de nossas vidas.
E chamamos de laço o nó que aperta o pescoço.

Quem enxerga a fratura da ponte que é cruzada
Caminha sozinho, exilado de toda a ilusão que sofria.
O pertencimento é o mito que a maioria sustenta.

Odiamos o igual, esquecendo o real endereço,
Do sistema que nos adoece e depois nos alimenta.
Mas no fim da jornada, quando a obra terminar,
Voltaremos ao pó, despidos de toda a vaidade.

Não haverá mais o ego de nem um de nós.
O que nos resta, enquanto o tempo não vem nos buscar,
É a teimosia de fazer o bem, pela própria dignidade.

- Ramile Godon

O barco


O barco segue lentamente em mar calmo apoiado apenas pela iluminação das estrelas,
Os ventos começam a soprar mais forte, a lua ascende, a maré empurra,
O mar reflete o céu iluminado, e a sensação neste momento é de estar dentro de uma galáxia aonde possa ser permitido tocar as estrelas,
Onda após onda, o barco foi navegando no decorrer da madrugada, até que sofreu um impacto, pois havia batido em um possível barranco, talvez numa ilha no meio do oceano ou quem sabe não seja um continente, pela manhã a resposta será precisa.

Cantam os pássaros de angústia.
Com as suas gargalhadas de tristeza.
Vindo do mar ao espaço.
Com lágrimas repleto de dores.
Flutuando sobre as águas dos rios.
Cantam os pássaros de angústia.

Cantam os pássaros de angústia.
Vindo com corações endurecidos.
Com uma mente apedrejada.
Fugindo das pessoas penosas.
Clareando a noite.
E ao por do sol eles penetram.
Cantam os pássaros de angústia.

Cantam os pássaros de angústia.
No aprofundar da noite.
Na beira da vida.
Com o sol ardente.
Com a chuva caindo sobre as suas cabeças.
Cantam os pássaros de angústia.

Cantam os pássaros de angústia.
Em tempo de partida.
No raiar do amor.
Ao afagar as crias.
Ao aferir o bico.
Ao som da guitarra.
Sem gandulo.
Cantam os pássaros de angústia.

Inserida por Deusdedithh

ATRAÇÃO DO MAR
Murmura o mar
No barulho das ondas
Na profundeza de suas águas
No infinito, onde o sol no entardecer se esconde

No mar...Tudo é magia tudo é mistério
E o meu olhar meio que perdido, mas perplexo acompanha
Gaivotas que pousam em ilhas distantes
Peixes enormes e saltitantes

E é nessa calmaria e volúpia constante
Que me aproximo devagarinho, meio que intimidada
Diria até mesmo que hipinotizada
Molhando meus pés nas águas frias e salgadas
Pelas ondas mansinhas de espuma prateada

Aos poucos vou sentindo todo meu corpo molhado
Mergulho entre as ondas me sentindo beijada
Num abraço apertado sou lançada na areia
Me sentindo como se fosse a própria sereia

E num cansaço gostoso me deito na praia
Como se tivesse ao mar me entregado
E com todo o amor, o mar me amado

Inserida por Waldetes

Fatalidade ou Mortificação


No mar de maus destinos, donde vivem polegares anjos de Deus;
Onde todos tomaram “IAN*”, e vivem como Abutres;
Submersos por suas mentes

Aqui também estou, desajeitado;
Te Amando mau, como se não houvesse o dia que se segue àquele em que estamos;
Inconsciente, era afortunado e não me disseram;

Tinha Amor, e não me disseram;
Tenho vida, e não me disseram;
Amava e não sabia;
Perdi, espero tela um dia

Todos acham que não tenho amor;
A unanimidade é burra;
Quem acha, é porque alguém perdeu;

Inserida por ByGr2nde

( Entardecer)



A manhã ainda não era sol
quando pisei no calçadão a beira mar
em curtos passos,eu pensava em ti
olhei a imensidão do oceano comparei a ele, esse louco sentimento
o mar caía em uma pequena ladeira,formada por pedras
e là finquei meus pés nús
deslizei pouco a pouco até chagar as àguas
não vi ninguém, apenas um pescador,que a rede soítava sobre as àguas,e nada era mais que silencio,
o mar se afastava como se querendo me agradar
me deixando pisar sobre seu incanto, as ondas labiam meus pés como se me amasse, as carincias faziam-me lembrar de ti
mas me lembrar de ti sem saber como era està contigo
e dar-lhe as mãos ao invisivel,e na loucura de pensar que contigo estaria andando sobre a areia molhada,
as risadas soltas em uma historía engraçada
e sermos felizes antes da morte chegar
eu queria te ver,te dizer o quanto eu te quero
mas tu nunca poderia estar ali
então onde poderias?
o sol despotava demancinho,mostrando sua elegancia de chegar num calor que acarinciava minha alma
pensei por que havia de te amar diante do sol?
eu queria que me escutasses
eu queria que me sentisses naquele momento só pensei que cem anos era tão pouco para ser feliz

Inserida por tudoazul

Até ontem

Até ontem seguíamos separados,
vagando pelo mar das ilusões,
afogando-nos nas tantas recordações,
com os corações visivelmente ilhados.

Eu a lembrar dos erros cometidos
durante o meu passado efervescente;
você a pensar insistentemente
dos corações, por você destruídos.

E agora nos reencontramos
e pra tentarmos evitar mais dor,
vamos fingir que não nos conhecemos.

Mas nossos olhos por exprimir ardor,
logo vão nos dizer que ainda
temos aquele velho e louco amor.

Inserida por Rose05

Caminhar a Beira Mar!

O sol mergulha na tarde.
Em raios de amor que arde.
Em luzes que divergem.
Em beijos que convergem...

O meu caminhar na beira do mar.
E encantado fico com teu olhar.
E as ondas brancas, calmas, flutuantes.
Em espumas de paixões navegantes...

Caminho lentamente na beira do mar.
Sentindo o seu corpo em brisa a pensar.
Em versos de ternura e de solidão...

Caminho admirando o barco a velejar.
O azul oceano nos olhos a cantar.
Brincadeiras escondidas, Roseiras floridas...

Inserida por Alinio