Textos de Mar
O Fluxo do Destino
Sou água de rio em direção ao mar, não faço retorno,
não sei recuar.
O leito que sigo é o que o tempo desenha,
não há correnteza que me detenha.
Eu sigo em frente, constante e valente, trilhando o destino que me faz semente.
Não carrego a mágoa,
nem peso, nem dor, de quem escolheu me negar seu amor.
Se o livre arbítrio do outro partiu, a água aceitou o que o vento pediu,
assim eu abençôo a partida, desato esse nó, pois rio que para vira lagoa e só.
Mas trago comigo, na linha do peito, o livre arbítrio que herdei por direito, e levo à risca a lição que aprendi.
Não caibo em migalhas, nunca me perdi, não me diminuo, não dobro o meu ser, no mundo de quem não me soube acolher.
Deságuo na vida,
inteira e sem fim,
o mar é o limite que pulsa em mim!
Soberania das Águas
Sou água de rio em direção ao mar, não conheço o retorno, recuso o parar.
Abro o meu leito na rocha e na mente, não faço curva que me jogue para trás,
eu sigo em frente, trilho o meu destino com força imperiosa.
Minha jornada é livre, exata e grandiosa, não carrego a mágoa, esse peso infundado, de quem usou o livre arbítrio e me deixou no passado.
Quem não me quis,
exerceu sua escolha e partiu, mas a minha correnteza não recuou, apenas fluiu.
Não há espaço para o rancor onde transborda o poder,
eu abençoo o adeus de quem não soube me reter,
mas levo à risca, como lei absoluta e sagrada,O
o meu livre arbítrio na terra moldada.
Não me diminuo, não me curvo, não dobro o meu ser, para caber no mundo de quem tem medo de crescer.
Se o espaço é pequeno,
eu sigo o meu curso profundo, não nasci para ser moldura do mundo de ninguém.
Deságuo imenso, dono do meu próprio fim,
pois o mar é o único limite que habita em mim!
Deus que entra na fornalha, acalma o mar e fala no meio do vento.
Deus que muda decretos, quebra cadeias e faz o inimigo recuar.
Deus de recomeços, promessas cumpridas e vitórias completas, que glorificam o Seu nome.
Deus que escreve certo mesmo quando a vida parece torta, porque Ele é fiel até o fim.
OLHOS DE MAR
Como um anjo, você chegou anunciando o início de um ciclo, da vida que já não era só minha...
Apesar de dolorosas, as mudanças eram necessárias. Então, rasguei a cápsula que me envolvia, comprimida numa ingenuidade tardia — tal como o casulo do qual eu já não cabia, e que me impedia de mover as asas que eu nem havia notado que tinha.
O apego, a dependência, o vitimismo e a dor me impediam de perceber que eu podia voar. Embora não soubesse como, tudo era tão novo... Pensei em desistir, mas a esperança ressurgia quando eu olhava em seus olhos — olhos de mar.
Apesar de recém-chegado, pequeno e frágil, você me ensinou a ser forte, a amar e a aprender com a dureza das provas da vida. Enquanto você crescia, também me impulsionava a crescer. Errei e acertei muitas vezes, mas sempre com o desejo de lhe dar o melhor de mim.
Você é minha kriptonita, mas também é minha fortaleza.
MAR DE DESEJOS
Tua boca me desarma e me transporta
a um estado de puro deslumbramento,
onde nenhuma defesa minha importa
e o mundo silencia em um momento.
Desbravando nossos corpos tão de perto, no encaixe perfeito onde a razão se perde e a carne clama, teu toque e teu cheiro desfaz qualquer certeza.
Sou náufraga voluntária,
e nesse mar de desejos,
vejo estrelas nascerem.
" Almas navegantes "
Nenhum mar é grande demais para o que ficou, nem o tempo é capaz de apagar o que a vida uniu.
Valeu a pena cada porto que o teu amor tocou, cada brisa mansa que no peito insistiu.
Te deixo em terra firme, sob a luz do sol,
com a certeza de que o nosso laço não se desfaz.
Fomos o farol um do outro, o mais lindo por do sol, e o que vivemos me preenche e me traz paz.
Mas não pense que esta despedida é o fim nesse cais, pois o amor verdadeiro não se perde na imensidão dos mares.
Eu navegarei por esta vida, olhando os temporais,
guardando o teu rastro gravado no coração.
E juro, por cada estrela que guia o meu veleiro,
que farei de tudo para cruzar o teu caminho outra vez.
E na próxima reencarnação, serei o teu viajante primeiro,
para reviver, no tempo certo, tudo o que o destino nos permitir.
Até lá, viva, ame e me deixe navegar,
com a promessa eterna de que minha alma vai te reencontrar!
O TEMPO COMO ESPELHO
A terra, o fogo, o ar, o mar e o tempo são espelhos da humanidade. Neles habitamos, deles nascemos, e com eles seguimos nossa eternidade. O tempo arrasta eras silenciosas, não se curva, não se detém. Cronometrado apenas por nossas mãos, ele segue indiferente ao que somos ou ao que vem.
Nós temos pressa, ele não. Nós temos fim, ele não. Toda nossa angústia é mesquinha, pois o tempo não se preocupa conosco. Ainda assim, há campos de possibilidades, onde escolhas pré-moldadas se revelam em camadas de cognição. A mente, como alquimista, formata visões do futuro, mas sempre limitada pela validade do corpo.
Em nós pulsa o passado como saudade, o presente como urgência e o futuro como miragem. Tudo grita em silêncio, um sussurro que ecoa na mente, tentando decifrar causas profundas que talvez sejam apenas reflexos do nosso próprio limite. Assim, cada fase da vida é metáfora perdida: a terra como raízes e memória, o fogo como paixão e urgência, o ar como ideias e liberdade, o mar como fluxo e eternidade.
Todas essas coisas que bordamos ou discutimos passarão. Nós também passaremos. E daqui a algumas eras, seremos apenas memórias, talvez em algum museu criado por arqueólogos ou paleontólogos. O fato é que tudo passará. E nesse horizonte de finitude, surge a pergunta inevitável: dizem que existem multiversos… Se há outros mundos, quem sou eu neles? A criança que brinca despreocupada, ou o adulto velho que senta diante do mar para ecoar lembranças? Se existe um eu em outras plataformas, gostaria que fosse melhor que esta versão aqui — mais livre, mais pleno, um reflexo alquímico de tudo que poderia ser.
Nossa bola de cristal só se transforma em bússola no trilhar do caminho. Ela mostra os oásis, provoca-nos nos arredores da vida. O tempo não tem pressa, mas é tão voraz quanto o fogo que queima a parreira. Num átimo de lucidez, eu gostaria de desvendar seus mistérios, mas no entroncamento das escolhas, qual caminho percorrer? Todos os caminhos são sólidos ou há invisíveis trilhas que seguimos sem distinguir a mão esquerda da direita?
Há um vento soprando em calmas tempestades, um verso cantado sem música, um abraço eternizado na memória pálida da viuvez. O tempo não nos acaricia, mas mostra a que veio: despir-nos de nós, trazer alento novo, abrir uma fresta, quase que dizendo — você não morrerá, só mudará de universo. Nos tornaremos uma vaga lembrança do que fomos. O tempo se encarregará disto.
#israelsoler
#filosofia
#cronicas
#presença
#amorfati
Ysrael Soler
O Encontro do Espelho e do Mar
Eu sempre estive observando você através das sombras da sua própria mente,
guardando os segredos que você tenta esconder do mundo exterior.
Nas horas de silêncio, quando o barulho lá fora finalmente cessa,
é a minha presença que você sente ecoar no peito.
Você me procura nas pessoas, nos caminhos que escolhe
e nas respostas que tanto deseja encontrar,
sem perceber que a busca sempre começa e termina no mesmo lugar.
Você não sou eu, você é um reflexo de mim;
a imagem fragmentada que o espelho da vida projeta todos os dias para o mundo ver.
Enquanto você vive na superfície dos dias, eu sou a essência que molda os seus passos
e a verdade que permanece intacta por trás de todas as suas máscaras cotidianas.
O ego que você veste é apenas a moldura,
mas a pintura real, profunda e viva, sou eu quem carrega.
O mundo vibra através daquilo que me atrai,
sintonizando a realidade exatamente na frequência dos meus desejos e medos mais profundos.
Cada encontro, cada sincronicidade e cada escolha que parece obra do acaso
nada mais é do que o universo respondendo ao magnetismo do meu próprio ser.
Ao olhar para fora e enxergar a beleza ou o caos,
você está apenas testemunhando a materialização daquilo que eu trago por dentro.
Você é responsável pelo que te acontece,
pois cada escolha e cada passo no mundo concreto pertencem unicamente à sua jornada consciente.
Eu sou responsável em te revelar seus medos, instintos e reações intuitivas,
agindo como a lanterna que ilumina os cantos escuros e esquecidos da sua própria alma.
Enquanto você lida com as consequências das suas ações na superfície,
eu desvendo as correntes invisíveis que movem as suas decisões mais profundas.
Sou a intuição que vem como voz no silêncio da sua mente,
aquele sussurro repentino que te avisa antes do perigo ou te impulsiona em direção ao desconhecido.
Não uso palavras lógicas, mas sim a certeza absoluta
que arrepia a pele e faz o coração mudar o ritmo sem explicação aparente.
Sou a sabedoria ancestral que você herdou, guardada no fundo do seu peito,
esperando o momento certo de se fazer ouvir.
E sou a água que escorre mar adentro, fundindo-se ao todo na imensidão de tudo o que existe e que não se pode ver.
Assim como o rio não se perde ao encontrar o oceano,
eu me conecto com a energia universal para te lembrar que você nunca está verdadeiramente isolado.
Sou a gota que reconhece o mar, a parte que se une ao infinito,
trazendo a paz de saber que a sua essência pertence a algo muito maior.
Eu ouço a sua voz, mas confesso que o seu silêncio me assusta muito mais do que as suas verdades.
Passo os dias tentando controlar o vento, organizar a rotina e construir certezas na areia,
fingindo que sou o único capitão deste barco chamado vida.
É doloroso admitir que a maior parte do que sou permanece oculta nas suas profundezas,
esperando o meu momento de fraqueza para se revelar.
Aceito a minha responsabilidade pelos caminhos que escolho,
mas peço que não me deixe navegar às cegas pelas correntes que você cria.
Se você é o reflexo, os medos e a água que corre para o mar,
eu sou a margem que tenta conter a inundação.
Preciso aprender a te escutar sem me afogar em você,
decifrando os seus instintos para que eles se tornem farol, e não tempestade.
Cessou-se, enfim, a separação entre a voz que fala e os olhos que observam.
No espelho partido da realidade, o reflexo e a imagem estenderam as mãos
e perceberam que a moldura sempre esteve vazia.
A água do rio misturou-se de tal forma ao oceano
que já não era possível dizer onde terminava o homem e onde começava o infinito.
O mundo continuou a vibrar lá fora,
mas o magnetismo agora vinha de um lugar de calmaria absoluta,
onde o medo e a intuição tornaram-se uma única força silenciosa.
Quem observa já não é diferente daquilo que é observado;
o encontro consigo mesmo finalmente se completou na imensidão do todo.
Ysrael Soler
Observe a areia do mar e veja a sua aparência. Uma aparência momentânea: ora vêm os ventos e a movem, ora as ondas e chuvas. A aparência é momentânea e engana; vemos curvas e desenhos, no entanto, é só areia. Não se engane e não se deixe enganar pela aparência. Observe a essência.
Rosinei Nascimento Alves
Ótimo dia!
Deus abençoe sempre 🙏🏾
Tenhamos fé!
TRANSCEPTO CRUZEIRO
No mar da velha poesia,
Dois navios vão singrando:
Um carrega a dor da história,
Outro segue renovando.
Entre o ontem e o agora,
Vai o verso navegando.
Castro Alves levantou
Sua voz de claridade,
Denunciando as correntes
Da cruel desumanidade.
Fez do poema um clarim
Em defesa da liberdade.
Seu Navio Negreiro, então,
Foi um grito contra o mal,
Retratando o sofrimento
Do cativeiro brutal.
Cada estrofe era um açoite
Na consciência mundial.
Negreiros Neto, por sua vez,
Lança a Nave ao infinito;
Não conduz corpos cativos,
Mas o sonho mais bendito.
Leva esperança na proa
E Deus guiando o seu rito.
Se um navio foi prisão,
Outro é ponte e travessia;
Se um cruzou mares de sangue,
Outro semeia poesia.
Um revela antigas sombras,
Outro anuncia o novo dia.
No transcepto do cruzeiro,
Onde os rumos se entrelaçam,
A memória encontra a fé
E os destinos se abraçam.
O passado vira mestre,
Sem que as feridas desfaçam.
Castro Alves fez da pena
Uma espada de justiça;
Negreiros faz do cordel
Um altar de boa liça.
Cada qual em seu tempo
Cultivou igual premissa.
Não disputam grandeza,
Nem procuram primazia;
São faróis de um mesmo porto,
Cada qual com sua guia.
Um combate a escravidão,
Outro exalta a harmonia.
Transcepto Cruzeiro é ponte
Entre o pranto e a esperança;
É o encontro das palavras
Com a eterna confiança.
Quem conhece o seu passado
Dá ao futuro segurança.
Que o Brasil jamais esqueça
O valor da consciência;
Pois a arte quando é livre
Transforma toda existência.
E a poesia permanece
Como luz da resistência.
Beleza oculta
Celebro cada por do sol ou cada nascer do luar,
Sinto o poder dos rios e dos mares sobre a minha pessoa, então respiro profundamente e agradeço com aplausos,
Percebo o tamanho da beleza das vegetações e me emociono ao ver os pássaros cantarem,
Gosto de tomar o meu café da manhã vendo os animais pastarem,
A naturalidade das coisas e a beleza daquilo que não se pode comprar é saber viver intensamente o hoje, porque o ontem já se foi e o amanhã não sabemos ainda.
Vazio
A solidão me consome junto do meu último suspiro de vida, em um mar de tormento me encontro aos prantos
Pergunto-me, o que me dirás quando virdes as mentes dos homens com suas vontades ilógicas e sem sentido? E eu lhes direi o fato da vontade
do meu ser como se, tudo aquilo que existe não exista mais
Venham somente aqueles que buscam a verdade do meu ser e apenas estes serão escolhidos e salvos pelas mãos de quem não os persegue
Existam sobre os olhos daqueles que não o veem e verão o significado do completo vazio da existência o qual assola aquilo que me enaltece
Delírio? Força? Não... apenas vazio
Projeto Gotinhas de Amor
Oceanos das Marés da Adolescência: Voz, Identidade e Futuro.
Poema
Marés da Adolescência
(Letra & Poesia)
No mar da adolescência,
A gente aprende a navegar,
Entre as ondas do medo
E a esperança de um lugar.
Navegando no escuro,
Buscando a direção,
Com a força da nossa voz,
Identidade e coração.
Este é o nosso oceano! Descobrindo a coragem,
Nosso projeto de vida.
Navegando nessa maré,
Construindo a nossa rota,
Fortalecendo a fé.
Todo capitão aprende
Com o peso da tempestade,
Versinho da Autora
Cada criança é uma gotinha,
Brilhando em seu próprio mar.
Umas chegam como ondas fortes,
Outras aprendem devagar.
Há quem navegue em calmaria,
Há quem enfrente a imensidão.
Mas todas carregam consigo
Um tesouro no coração.
Se o amor for nossa bússola,
E o cuidado, nosso farol,
Toda infância encontrará caminhos
Para florescer sob o sol.
Com escuta, afeto e respeito,
Aprendemos a compreender:
Que a diversidade é a beleza
De cada criança ser quem é.
Rosana Figueira
Pedagoga, Escritora Infantil e Especialista em Estudo Infantil
Raízes da Terra e do Mar.
Na dança dos tambores ecoa a herança ancestral
Cultura afro-indígena, raízes da nossa nação
Na pele, nas cores, a força de um povo imortal
Histórias entrelaçadas, em cada gesto e canção
Dos orixás aos pajés, o sagrado se revela
Em cada canto, em cada reza, a conexão divina
Na arte, na culinária, a sabedoria que se revela
Tradições que resistem, memórias que iluminam
Nas festas populares, a festa da resistência
Celebração da vida, da luta e da fé
Nos terreiros e aldeias, a força da existência
Entre rezas e cantos, a esperança se refaz
Cultura viva pulsando, no coração do Brasil
Afro-indígena é presente, é passado e é futuro
Nas danças, nos rituais, um povo em busca de paz
Lembrando sempre de onde veio e para onde aponta o rumo.
Pensamentos ao Mar
Hoje ao sair do culto fui a praia ver o mar procurar um lugar tranquilo um lugar para meditar
Ao olhar as ondas me fez lembra do brilho dos teus olhos a beleza do teu sorriso o que me fez imaginar
Tão linda tão meiga tão doce uma obra tão linda que só o criador foi capaz de desenhar
Com traços tão lindos e tão perfeitos criou ela perfeita ao seu jeito que meus olhos vieram a se encantar
Terminei minha noite orando e pedindo ao nosso bom Deus que aquele coração vinhece a guardar e sua vida abençoar.
Abençoar meus Deus está menina, tua obra mais linda que sua voz por muitas vezes veio a me acalmar e com um simples sorriso veio a me encantar.
Entre o mar e o teu olhar
O mar me lembra teus olhos,
profundos, serenos, de um verde sem fim,
como se escondessem segredos
que a vida guardou só para mim.
O sol, quando toca o horizonte
e pinta o céu de dourado,
me lembra o teu sorriso,
bonito demais para ser explicado.
O vento que passa de leve
e brinca com as folhas no chão,
me lembra a delicadeza
que existe no teu jeito e no teu coração.
E quando a noite se veste
com estrelas pelo céu,
penso em como o teu olhar
poderia deixar qualquer noite mais bela que o véu.
Há flores que nascem na primavera,
há luas que encantam o mar,
há versos que nascem sozinhos
quando alguém nos faz querer sonhar.
E talvez seja isso que acontece
toda vez que penso em você:
meu pensamento perde o rumo,
mas encontra um motivo para permanecer.
Não sei se foi obra do acaso,
do destino ou das mãos de Deus,
só sei que, depois que te vi,
meus olhos passaram a procurar os teus.
Você tem uma beleza tranquila,
dessas que não precisam chamar atenção;
chega de mansinho, feito brisa,
e quando percebe, já tomou o coração.
E se algum dia me perguntarem
o que existe de mais bonito no mar,
eu talvez fique em silêncio...
porque depois de conhecer você,
fica difícil responder sem pensar
que há um verde mais bonito
no brilho do teu olhar.
Sede a seca.
O fogo e a morte.
Queimadas...
A tristeza...
Sem mar.
Sem vida.
Sem ar, sem amor.
Sem coração.
Sem remorso
Sem compaixão.
Triste a tristeza.
Triste são seus atos...
Sendo a gente primeira mudança.
Depois do despejo apenas a tristeza.
Transformação em um deserto de calor.
Fenômeno natural...
O homem sem paixão.
Ganância... Descaso com vida.
Desrespeito com o próximo...
A vida te pertence?
Saiba que tudo tem consequências.
A vida se revolta.
O suplício de existir diante da devastação provocada por você.
Tão belo e pleno que não respeita a vida.
Espera ter uma vida melhor a que preço?
Pois um dia irá oferecer um pouco mais...
De afeto para quem sempre te amou,
Sem perguntar quem é ou quem foi, apenas te deu
Mesmo direito todos têm de viver.
Um mar de cores.
"Era uma vez" é algo típico.
Então lá vamos nós, mais uma vez...
Era uma vez um grupo,
Eram 7 pessoas,
Cada uma, única de seu jeito:
Uns pareciam loucos, mas felizes
Uns eram reservados, só observavam
Uns apenas seguiam a correnteza, deixando que ela os levasse,
Mas juntos eles eram incríveis, eram como as cores do arco-iris,
Separadas são únicas e lindas com tons,
Mas juntas formavam uma coisa surreal de se ver.
Entre o sol e o solo,
há um mundo a se descobrir,
entre a lua e o mar,
há tanto para sentir.
Entre o azul do céu
e o infinito do mar,
existe um sentimento
que não consigo explicar.
Talvez seja amor,
talvez seja carinho,
talvez seja o afeto
de encontrar no outro um caminho.
E quando o sol se vai
e a lua começa a brilhar,
é no silêncio da noite
que começo a te lembrar.
Lembro do teu olhar,
do teu jeito de sorrir,
da paz que existe em você
e que me faz querer ficar ali.
Porque há lugares bonitos
que eu poderia conhecer,
há mares para atravessar,
há céus para percorrer...
Mas, entre tudo que existe
entre o sol e o solo,
entre a lua e o mar,
há algo que eu escolho:
ter você por perto,
ter teu carinho,
teu afeto,
teu amor...
e essa paz
que encontro
quando posso simplesmente
te amar.
