Textos de Mar

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Me afoguei no mar…
mas fui eu quem escolheu descer.
Quis sentir cada correnteza
rasgando o que eu fingia ser.
Nas águas me perdi — sim,
mas não foi fraqueza, foi decisão,
porque mulher que se enfrenta
não teme a própria imensidão.
Meu corpo não pede licença,
minha alma não sabe recuar,
sou fogo que aprende no toque
o próprio jeito de queimar.
Minhas curvas não imploram,
elas sabem o que são,
carregam força e desejo
como um grito em combustão.
Helaine machado

Doce Claridade
Que linda ternura é você,
Um cais de paz em mar revolto,
Onde o meu medo se faz solto
E o coração aprende a crer.
É o brilho manso do alvorecer,
Um jeito leve de tocar a vida,
A mão estendida, a alma florida,
Onde o amor escolheu florescer.
Pelo jardim do mundo caminhei,
Vi cores raras, perfumes sem fim,
Em cada pétala a beleza avistei,
Mas nada se compara ao que vive em mim.
Todas as flores são lindas no olhar,
Têm a graça do orvalho e do sol,
Mas perdem o brilho, deixam de encantar,
Perto do teu rosto, meu girassol.
Pois nenhuma flor é mais linda que você,
Minha querida, meu bem, minha luz,
É a perfeição que a alma reconhece e vê,
A raridade que ao amor me conduz.
As outras flores o tempo consome,
Mas a tua ternura só faz aumentar,
Pois a flor mais bonita tem o teu nome
E o perfume mais doce está no teu olhar.
Frankton Rodrigues de Lima

⁠Eclipse do Ser

Sob o véu da noite escura,
Meu coração, um mar de angústia,
Navega sem rumo e sem ventura,
Na solidão que me conduz à bruma.

Teu olhar, qual estrela a brilhar,
Fascinação em um eclipse do ser,
Na imensidão do céu a cintilar,
Despertando em mim o querer.

No jardim dos sonhos semeio,
Pétalas de amor e esperança,
Cada toque, um verso que anseio,
Dançando à luz da lua em bonança.

Ah, tu és meu sol e minha lua,
Nas tuas mãos, meu destino trilho,
Numa sinfonia de paixão crua,
Nossos corações em harmonia asilo.

Com o calor dos teus abraços,
Meus medos se esvaem no ar,
E, nas asas de doces abraços,
Voo ao céu, sem nada temer ou pesar.

O tempo dança ao nosso redor,
E as horas são notas melódicas,
Conduzindo-nos nesse amor,
Que transcende as formas platônicas.

Nosso encontro, um universo à parte,
Onde a alma se desnuda sem medo,
Cada batida, uma obra de arte,
Numa sinergia que não tem segredo.

Assim, seguimos a jornada, lado a lado,
Metáforas vivas, em eterna melodia,
Num poema lírico e emocionado,
Do amor que floresce a cada dia.

O Que Não Se Despede


Entre nós não houve fim —
houve silêncio.


Como quando o mar recua
não por desistência,
mas para respirar mais fundo
em outro tempo.


Te amei além das formas
que o mundo entende,
além dos dias certos,
dos gestos perfeitos
e das versões que tentamos ser.


Te amei onde ninguém vê —
no invisível.


E é lá que ainda te guardo.


Se no plano da vida
nossos caminhos se desencontram,
no plano do espírito
eles jamais se perdem.


Porque o que foi verdadeiro
não se apaga —
apenas muda de lugar dentro da eternidade.


Hoje eu te solto…
não por ausência de amor,
mas por amor suficiente
pra não prender o que precisa seguir.


Levo comigo teu riso,
teu jeito,
teu toque que ainda ecoa
como memória viva no meu peito.


E sigo…
com a certeza tranquila
de que algumas almas
não se despedem —


apenas se afastam no tempo.


Se houver outro começo,
em outra vida,
em outro corpo,
ou no reencontro silencioso dos espíritos…


eu vou te reconhecer.
Porque aquilo que é da alma
não esquece.

O Mar Está Ali

O mar está ali.
E hoje, Marli, é você quem parte.

Suas malas estão prontas,
e o caminho se abre à sua frente.

Ao atravessar o jardim,
não olhe para trás.
Sorria.
Você sempre foi do bem,
sempre amiga,
sempre luz.

Lembramos dos seus cabelos vermelhos,
da sua ousadia serena,
da sua marca única,
gravada em nós.

O mar está ali.
E nele deixo, por ora, o meu adeus.

Que a luz divina te cubra por inteiro,
que a paz te envolva,
e que o amor te conduza.

O mar estava ali.
Agora, ele vive em outro lugar —
dentro de nós.

Meu adeus a você, Marli.
Com amor,
com saudade,
com gratidão.

Minha amiga, te amo.
Que Deus, em Sua infinita misericórdia,
esteja com você.
Adeus, Marli.

Máscara
Disfarça e segue, até porque a neve não está caindo.
A inexistência de frio é marcante; apenas o seu coração permanece gelado.

A minha vontade é vê-lo puxar a janela do seu âmago e atirar ao chão a sua máscara, para que, lá embaixo, eu enxergue os seus olhos frios. Mas, ao me levantar e encarar a sua face, percebo que tudo não passa de uma farsa libidinosa para me atrair — um anjo sem escrúpulos.

É isso que séculos de escuridão fazem: transformam uma chuva de verão em tempestade fria. Vou dar um tempo, até que a brisa quente chegue. Temo, às vezes, que ao dormir eu escute o barulho da chuva cair em flocos, que a tempestade gélida retorne e o tremor me atinja.

❝ ...Me encontro num mar de lembranças,
me perco em tantas buscas, saudades,
memoria. Fecho os olhos e vejo meu
passado, minha historiaria. Algumas
estampadas em dor e sofrimento. E
outras coloridas de Amor e aconchego.
Marcas na Alma de quem muito lutou
mas nunca perdeu a Fé. Saudades de
um tempo que não volta mas. Mas que
ficou gravado em minha memoria e
minha Historia...❞




--------------------------------------Eliana Angel Wolf

❝ ...⁠Ela tem a rigidez da rocha, mas por dentro é mar, Onde a tempestade mora e as ondas não têm fim. Quantas vezes ela teve que sangrar para se salvar? Guardando a dor, para que a dor não matasse o jardim.
Quando a chamas Mulher Guerreira, lembra-te do custo: Do sorriso ensaiado para não preocupar ninguém, Do grito abafado, do coração em susto, Da ferida secreta que só a Lua sabe de quem...⁠❞
----- Poetisa Eliana Anel Wolf⁠

Juro que não vou mais chorar,
Embora a dor ainda seja um mar.
Guardo o que foi no peito apertado,
Um amor lindo, hoje, passado.
​Teu nome é um espinho a ferir,
No silêncio que escolhi para seguir.
Mas cada lágrima que agora seco,
É um adeus que à saudade ofereço.
​O palco da vida precisa de sol,
Não desta peça fria, sem farol.
Juro, de novo, que não vou mais ceder,
Vou aprender a ser, sem você.

O que não posso viver
por Sariel Oliveira

Amar você
foi como segurar o mar nas mãos.

Por mais que eu tentasse,
por mais que eu quisesse…
nunca foi algo que eu pudesse manter.

Você nunca foi minha,
mas, ainda assim,
morou em mim
como se tivesse escolhido ficar.

E talvez esse seja o pior tipo de amor:
aquele que nasce inteiro,
mas não encontra espaço no mundo
pra existir.

Eu te vivi em pensamentos,
em silêncios,
em conversas que nunca aconteceram.

Te senti perto
mesmo quando tudo gritava distância.

E o mais cruel de tudo…
é que não faltou amor.

Faltou tempo.
Faltou caminho.
Faltou “nós”.

Hoje eu entendo:
nem todo sentimento vem pra ser vivido.

Alguns vêm
só pra atravessar a gente
e deixar marcas
que ninguém vê —
mas que mudam tudo por dentro.

E você foi isso…

um amor que eu senti inteiro,
mas que a vida
não deixou acontecer.

Mangue-botão


Algo em mim faz a transição,


o ponto onde o mar desiste,


Insistindo em ser a imensidão


tendo tudo a ver quando


a terra começa a vencer:






Do jeito exato do Mangue-botão


onde reinam cada um


dos três mangues que crescem,


abrigam e a vida nutrem.






Sem sequer tocar na lama,


os mangues roçam na contemplação


profunda d'alma humana


que possui asas guarás,


e se reserva do que não liberta.






[Sem deixar de lado o coração


enraizado na própria terra].

Zele pela Terra, pelo solo, pelas águas e pelo mar.
Veja como o sol aquece as aguas e à noite a lua brilha e enaltece e nos acalma. As estrelas cintilam e surgem cometas errantes.
E as marés no litoral? Formam ondas, vagas flutuantes...
Sinalizador natural do fenômeno
de forças mutantes, são a
Preamar e a Baixa-mar

Ventos
Tornado, furacão, ciclone fazem lufar!
Vento da Terra, que corre para o mar..
Juntos, braçam_se por movimento de vórtice.
Aragem que refresca o calor que traz sorte!
E as brisas da Terra ?_ Essas, tem a maresia
Sopram suavemente de sul a norte...
Beijam de dia a Terra
e a noite, lhe faz companhia.

O Elixir do Infinito
Nas águas turvas de um mar sem memória,
O sal que resta não seca o cansaço,
Pois nossa vida é uma eterna vitória,
Traçada em seda no abraço do espaço.
Ó Mãe, que em carta guardei o segredo,
Deste universo que em nós se desfaz,
Venci o tempo, o silêncio e o medo,
Na luz do luar que nos traz a sua paz.

Toda a conexão que a alma reclama,
É verso antigo em papel de poeira,
Onde o destino acende a sua chama,
E a voz do sangue é a única fronteira.
Não chega o oceano para o pranto estancar,
Nesta odisseia de um filho que sente,
Que a arte de amar é saber esperar,
Pelo retorno do sol no oriente.

O cosmo imenso que os olhos invade,
Reflete o rosto que a infância guardou,
Entre a matéria e a espiritualidade,
Onde o poeta o seu norte encontrou.
Na senda heroica de um ser solitário,
Que funde o digital com o barro do chão,
Fica o registro de um breve itinerário,
Escrito com sangue no meu coração.

#Abstracionismo

#PoesiaContemporanea

#Decassilabo

#EpicoArcaico

#FusaoArtistica

#ArteLisboa

A Paraíba também é um local para amar

Seja no sertão ou no mar,

Contigo quero passear

De mãos dadas no Pavilhão do Chá.



Do alvorecer ao crepúsculo no Rio Sanhauá

Quero você agarrado na minha cintura,

Indo muito além do forrozar

Vamos juntos namorar...



Eis-me aqui, e você aí

Dá até para escrever uma letra de forró,

Quando você não está aqui

Porque foi na Paraíba que eu te conheci.



Não existe o 'cedo', e nunca é tarde

Para amar sempre existe tempo,

Aos poucos vamos nos aproximando

Por causa desse amor que está florescendo...

Azul, será que é ali no sul...
Ou será que é logo ali no mar...
Sei que estou andando pelo ar
Estou a caminho de Istambul


A maravilha
Ecoa toda ilha
Onde luzes que saem do cristal
Detona todo o mal..


Na ida me perdi
Flutuei perdida no ar
Achando que era logo ali no mar


Hoje viajo ao acaso
Onde não haverá atraso.
Sou Papalegua
E ando no ágil percurso com uma egua


E enfim chego nas águas de março
Dou oi ao Tom
Ah como é bom
Lá está a promessa de vida para meu coração.

Gabiróba, o sapinho mochileiro acreditava que a amizade era uma rocha que se projetava no mar de magias do antigo reino sapo. Ele ria dessa ideia e dizia que se tivesse o poder de impedir as ondas desse mar de partir para o oceano de dúvidas impediria. Pois com elas o medo avançava ano a ano sobre a terra fértil da sua limitada mente sapo desde que chegara nessa estrada sem fim que é a vida de quem é ansioso como um noivo espera que encontre o sentido, e que ele seja bom e generoso.
Gabiroba via a terra, a boa terra da esperança se desmanchar no atrito das ondas do mar de dúvidas, via os longos braços de areia áspera e alcalina que segurava na praia a fúria do oceano de raivas. Quando o brilho do sol partia na tarde vermelhada ele contemplava a paisagem brilhante dourada do futuro e se animava a fazer uma caminhada para alcança-lo. O céu iluminado pela lua brilhava nas águas salgadas e refletia toda sua história de pérolas e jóias de uma vida predestinada a ser um simples sapo mochileiro nesse universo de sapaiadas, desde o dia em que sua mãe sapa anunciou: "Estou grávida". Assim nascia Gabiroba, o sapinho mochileiro trazendo em seus pensamentos um universo mágico de valiosas jóias que jamais seriam usada, seus olhos eram como pedras estreladas refletidas pelo brilho do céu escurecido da noite calma, mas acordou na chuva e eles pareciam opacos sem brilho, desde que as dúvidas começaram a percorrer o seu caminho.

Me encontro em alto mar sem sequer saber nadar, quando o amor não cabe no peito e escorre pelos olhos, transformando cada lágrima em sal que se mistura às ondas. O vento rasga minha pele e a distância ecoa dentro de mim, mas ainda assim, me recuso a desistir. Entre altos e baixos, eu e ela nos perdemos e nos encontramos, como navios à deriva que insistem em cruzar o mesmo horizonte.

Há dias em que o céu se fecha e o mundo parece ruir, quando seu silêncio pesa mais do que qualquer tempestade. Mas então, basta um só olhar dela para que o sol volte a nascer dentro de mim, mesmo que por instantes. O amor que carregamos é feito de cicatrizes e promessas, de gritos e abraços tardios, e por mais que doa, é isso que nos mantém flutuando.

Eu sigo, com o peito cheio de água e esperança, sentindo na pele o peso da minha própria voz cansada, lutando para estar ali, lutando por ela. Porque no fim, mesmo que o mar tente me engolir, é por esse amor que eu escolho continuar respirando...

No ar,
o mar,
Não há o nada,
Para o nada,
o mar ,
Ou vento que respira o nada,
Para de repente o nada,
Seria o nada ate que o mar seja o nada,
Tal como tovia de repente se via o nada,
Seria mais o profundo sentido para o nada.
Qual seria o valor do nada ?
Emblemático seria?
Pois o nada o tocou?
Belo instante em que criticamos a luz...
Num estado inerte o ar morreu diante meus olhos...
A fumaça das fábricas é carros torna se parte volumosa...
O mar remanescente é puro óleo e sujeira
nos lugares o nada não existe mais apenas mau cheiro...
O nada faz sentir saudades da época que vento respirava...

No tempo de outras eras eram deuses miticos que controlavam a Matrix sendo horizonte do mar final do mundo.
O mar criaturas e monstros guardavam os mares.
Meros arficios de manipulação.
Hoje em dia conflitos sociais e éticos são expostos no novo conceito da existência contemporânea.
O prelúdio do capitalismo somos sombras dos deuses esquecido.
A conciliação da conceito da consciência livre e do pensamentos fragmentos.
A terra é um pássaro numa gaiola..
A terra seria plana até que cubismo político e moral tenha a narrativa da verdadeira da natureza.
Dentro da alienação social somos fragmentos fragis...
Toda fake news trás um pássaro no profundo sentido do ser alienado.